Publicação da série Memórias Trabalhistas já está disponível na biblioteca virtual da FLB-AP
O Centro de Memória Trabalhista (CMT) lançou a cartilha Memórias Trabalhistas – Roberto Silveira, nova publicação da série dedicada ao resgate de lideranças que marcaram a história do Trabalhismo brasileiro. O material já está disponível na biblioteca virtual da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP) e terá lançamento oficial em Niterói, em evento que está sendo organizado em parceria com a coordenação do CMT no Rio de Janeiro, liderada por Daniel Albuquerque.
A publicação integra o trabalho de preservação histórica desenvolvido pelo CMT, sob a coordenação de Henrique Matthiesen, e reúne artigos, documentos, imagens, depoimentos e registros sobre a trajetória de Roberto Silveira, um dos principais nomes do Trabalhismo fluminense. A cartilha recupera sua atuação política, sua ligação com o antigo PTB, sua passagem pelo governo do estado do Rio de Janeiro e a permanência de seu legado na memória popular.
Roberto Silveira nasceu em Bom Jesus do Itabapoana, no interior fluminense, em 1923. Ainda jovem, mudou-se para Niterói, onde estudou, trabalhou como jornalista e iniciou sua formação política. Admirador de Getúlio Vargas, aproximou-se do Trabalhismo e passou a atuar na construção do PTB no antigo estado do Rio de Janeiro.
Eleito deputado estadual em 1947, Roberto Silveira teve papel decisivo na interiorização do partido e na ampliação da presença trabalhista entre os setores populares. Também foi vice-governador e, em 1958, chegou ao governo do antigo estado do Rio de Janeiro, consolidando-se como uma liderança de forte apelo popular.
Na cartilha, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, destaca a importância de Roberto Silveira para a história política fluminense e para a identidade trabalhista. “Roberto Silveira representa o Trabalhismo autêntico e genuíno, que busca o desenvolvimento econômico e socialmente responsável”, afirma.
A gestão de Roberto Silveira foi marcada por iniciativas em áreas como educação, saúde, infraestrutura, eletrificação rural, abastecimento de água, reforma agrária e desenvolvimento regional. A publicação também aborda sua atuação em momentos de crise, como a Revolta das Barcas, episódio que marcou a memória política de Niterói e reforçou sua imagem de governante próximo da população.
A publicação também dedica espaço à morte precoce do governador, em 1961, após um acidente de helicóptero quando se deslocava para acompanhar regiões atingidas por fortes chuvas. A tragédia interrompeu uma trajetória em ascensão, mas não apagou sua influência sobre o Trabalhismo fluminense.
Com a nova cartilha, o CMT reforça o esforço de recuperar personagens, documentos e experiências que ajudam a explicar a formação do Trabalhismo brasileiro. No caso de Roberto Silveira, esse resgate ganha dimensão especial por recolocar em evidência uma liderança cuja história permanece ligada à memória de Niterói, do antigo estado do Rio de Janeiro e das lutas populares que moldaram o campo trabalhista.
O lançamento oficial da cartilha no Rio de Janeiro será realizado em breve, em Niterói. A atividade deve reunir militantes, pesquisadores, dirigentes e representantes do CMT para apresentar a publicação e reafirmar a importância da preservação da memória trabalhista como instrumento de formação política.
