{"id":83342,"date":"2022-08-29T16:00:32","date_gmt":"2022-08-29T19:00:32","guid":{"rendered":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/?p=83342"},"modified":"2022-08-29T16:21:58","modified_gmt":"2022-08-29T19:21:58","slug":"petroleo-brasileiro-soberania-e-luta-de-todo-dia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/petroleo-brasileiro-soberania-e-luta-de-todo-dia\/","title":{"rendered":"Petr\u00f3leo brasileiro: soberania \u00e9 luta de todo dia"},"content":{"rendered":"<div><strong>Sempre h\u00e1 um novo poder a amea\u00e7\u00e1-la<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em 1964, as Edi\u00e7\u00f5es Tempo Brasileiro, do Rio de Janeiro, vendo a soberania brasileira em risco, com o movimento estadunidense aliado a militares e empres\u00e1rios assumirem o governo do Pa\u00eds, com o golpe contra o Presidente Jo\u00e3o Goulart, editaram a colet\u00e2nea de pronunciamentos, mensagens e manifesta\u00e7\u00f5es do estadista Get\u00falio Vargas, onde o tema foi o petr\u00f3leo. E convocaram um de seus colaboradores diretos na cria\u00e7\u00e3o da Petrobr\u00e1s, o economista Jesus Soares Pereira, para dar seu depoimento.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Desta iniciativa resultou o livro &#8220;A Pol\u00edtica Nacionalista do Petr\u00f3leo no Brasil&#8221;, de Get\u00falio Vargas, com apresenta\u00e7\u00e3o do Diretor-Superintendente da Tempo Brasileiro, Alfredo Marques Vianna. Esta obra nortear\u00e1 nossas reflex\u00f5es e coment\u00e1rios sobre o momento igualmente dram\u00e1tico da hist\u00f3ria do Brasil, quando capitais ap\u00e1tridas, onde n\u00e3o faltam capitais oriundos de a\u00e7\u00f5es criminosas, assumem o poder, com o golpe de 2016 contra a fr\u00e1gil democracia brasileira, e colocam o Pa\u00eds submisso a aqueles interesses.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O mais nefasto nem se trata desta invas\u00e3o estrangeira, mas da aceita\u00e7\u00e3o, mais do que isso, da alian\u00e7a que parte da elite do Brasil sempre cometeu contra a Na\u00e7\u00e3o, ao unir-se aos interesses colonizadores do exterior. Em mapa \u2013 A Alian\u00e7a Liberal (1929-1930) \u2013 onde o economista e historiador ga\u00facho, Paulo Gilberto Fagundes Vizentini (&#8220;Os liberais e a crise da Rep\u00fablica Velha&#8221;, Editora Brasiliense, SP, 1983), retrata esta situa\u00e7\u00e3o, verifica-se onde as oligarquias brasileiras dominavam o pa\u00eds, para manuten\u00e7\u00e3o da nossa sujei\u00e7\u00e3o, vassalagem, servid\u00e3o e depend\u00eancia aos interesses colonizadores estrangeiros. No sul, apenas havia nacionalismo em elites do Rio Grande do Sul, no nordeste, da Para\u00edba, um pouco mais era encontrado nas elites mineiras, fluminenses e paulistas. Por todo restante do Brasil, era o escravismo, era a aliena\u00e7\u00e3o, era a pr\u00f3pria covardia que imperava entre as elites em nosso Pa\u00eds. O Brasil lutava pela independ\u00eancia, pela soberania, s\u00f3 conquistada em 1930 com a vitoriosa Revolu\u00e7\u00e3o que, pela primeira vez, deu autonomia ao Pa\u00eds.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Mas a luta pela Soberania Nacional n\u00e3o tem fim. Sempre h\u00e1 um novo poder a amea\u00e7\u00e1-la. J\u00e1 foi o divino, quando os jesu\u00edtas eram o poder psicossocial e mesmo pol\u00edtico no Brasil, j\u00e1 foi de imp\u00e9rios nacionais, portugu\u00eas, holand\u00eas, ingl\u00eas, estadunidense, hoje o poder que nos amea\u00e7a \u00e9 mais sutil, mais nefasto, pois n\u00e3o tem a visibilidade dos anteriores, \u00e9 o poder das finan\u00e7as ap\u00e1tridas, que, inclusive, usam estados nacionais j\u00e1 conquistados por elas para serem bra\u00e7os armados e para amea\u00e7as de bloqueio e san\u00e7\u00f5es das mais diversas.<br \/>\nNo poder das finan\u00e7as est\u00e1 tamb\u00e9m o desmonte de valores que s\u00e3o pr\u00f3prios da humanidade, como o trabalho.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ver o trabalho como economia \u00e9 ter compreens\u00e3o muito estreita da a\u00e7\u00e3o humana. O trabalho, antes de tudo, \u00e9 a forma de realiza\u00e7\u00e3o pessoal e da contribui\u00e7\u00e3o que cada um d\u00e1 ao bem comum. E nada disso envolve necessariamente recursos financeiros ou tem objetivo econ\u00f4mico. \u00c9 deforma\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios s\u00e9culos, desde quando a economia passou a organizar os Estados nacionais no ocidente, que esta redu\u00e7\u00e3o do trabalho foi ganhando for\u00e7a. Hoje, com a robotiza\u00e7\u00e3o, com o imenso uso da tecnologia da informa\u00e7\u00e3o, in\u00fameros trabalhos deixam de ser realizados por seres humanos, o que demonstra haver outras qualidades, outras import\u00e2ncias no trabalho distintas da produ\u00e7\u00e3o de valor econ\u00f4mico.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Mas h\u00e1 um tema, indispens\u00e1vel para discuss\u00e3o pol\u00edtica, que o neoliberalismo tirou do debate, da pauta das discuss\u00f5es: a quest\u00e3o nacional. Darcy Ribeiro, genial pensador, antrop\u00f3logo e pol\u00edtico brasileiro, afirma sermos uma civiliza\u00e7\u00e3o &#8220;lavada em sangue \u00edndio, em sangue negro&#8221;. E acrescenta, &#8220;faz falta ao mundo um Brasil realizado em suas potencialidades de civiliza\u00e7\u00e3o tropical, mesti\u00e7a e solid\u00e1ria, que n\u00e3o pede a ningu\u00e9m, mas muito pode dar&#8221; (Darcy Ribeiro, &#8220;O Brasil no mundo&#8221;, em &#8220;O Brasil como Problema&#8221;, Global Editora, SP, 1995).<\/div>\n<div>Por que o Brasil n\u00e3o consegue, com todos os recursos naturais que disp\u00f5e, ser &#8220;uma nova Roma&#8221;? Pela aliena\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, pela elite escravista, mesquinha e medrosa, que domina os governos, sem entender e debater a quest\u00e3o nacional. Somos, exceto no curto per\u00edodo de governo Vargas, uma col\u00f4nia, um pa\u00eds sem objetivos nacionais.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Vejam, caros leitores, o que est\u00e1 em quest\u00e3o, nesta terceira d\u00e9cada do s\u00e9culo XXI: o combate ao comunismo, como se esta ideologia fosse amea\u00e7a ao desenvolvimento da p\u00e1tria brasileira. Enquanto o neoliberalismo destr\u00f3i o Estado Nacional, aliena nossas riquezas, expulsa nossos ganhos tecnol\u00f3gicos e humanit\u00e1rios.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em 20 de outubro de 1940, Get\u00falio Vargas discursando na Faculdade de Medicina da Bahia, falou:<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8220;V\u00e1rios anos de contato permanente e responsabilidade de escolha na administra\u00e7\u00e3o levaram-me a reclamar dos institutos cient\u00edficos e culturais do pa\u00eds um cuidado maior pelos especialistas. Muitas das tarefas capitais na t\u00e9cnica n\u00e3o encontram brasileiros afeitos ao seu trato. E sempre que o Governo \u00e9 obrigado, apesar das suas prefer\u00eancias nacionalistas, a lan\u00e7ar m\u00e3o de t\u00e9cnicos estrangeiros, o faz lamentando a car\u00eancia de brasileiros em n\u00famero suficiente para enfrentar todos os problemas&#8221; (em &#8220;A pol\u00edtica nacionalista do petr\u00f3leo&#8221;, citada).<\/div>\n<div>Dois aspectos s\u00e3o fundamentais para a soberania de qualquer pa\u00eds: o controle da energia e a capacita\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. No Brasil, a quest\u00e3o energ\u00e9tica ganha ainda uma dimens\u00e3o maior como veremos adiante.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Iniciemos pelo petr\u00f3leo, fundamental recurso energ\u00e9tico para Na\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div>A publica\u00e7\u00e3o &#8220;BP Statistical Review of World Energy&#8221;, na 71\u00aa edi\u00e7\u00e3o, de 2022, apresenta as seguintes percentagens no consumo mundial de energias prim\u00e1rias, em 2021: petr\u00f3leo (\u00f3leo e g\u00e1s), 55%; carv\u00e3o, 27%; nuclear, 4%; hidroeletricidade, 7%; e renov\u00e1veis, 7%. Ou seja, a energia que move o mundo \u00e9 a f\u00f3ssil, petr\u00f3leo e carv\u00e3o respons\u00e1veis por 82% do consumo. V\u00ea-se com clareza o sentido das guerras empreendidas pelo complexo OTAN (Organiza\u00e7\u00e3o do Tratado do Atl\u00e2ntico Norte), composto pela Alb\u00e2nia, Alemanha, B\u00e9lgica, Bulg\u00e1ria, Canad\u00e1, Tcheca, Cro\u00e1cia, Dinamarca, Eslov\u00e1quia, Eslov\u00eania, Espanha, Estados Unidos da Am\u00e9rica, Est\u00f4nia, Fran\u00e7a, Gr\u00e9cia, Hungria, Isl\u00e2ndia, It\u00e1lia, Let\u00f4nia, Litu\u00e2nia, Luxemburgo, Maced\u00f4nia do Norte, Montenegro, Noruega, Pa\u00edses Baixos, Pol\u00f4nia, Portugal, Reino Unido, Rom\u00eania e Turquia.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O Brasil tem uma distribui\u00e7\u00e3o diferente do consumo de energia prim\u00e1ria. O petr\u00f3leo \u00e9 a principal fonte, com 47%, mas segue-se a hidroeletricidade, com 27%. Sendo as energias potencialmente renov\u00e1veis, principalmente da biomassa, respons\u00e1veis por 19%. Observa-se que as &#8220;energias limpas&#8221; (hidro e biomassa) tem praticamente a mesma import\u00e2ncia na produ\u00e7\u00e3o da energia que a &#8220;energia f\u00f3ssil&#8221;, do petr\u00f3leo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Por conseguinte, o Brasil deveria ter um modelo de produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de energia adequado a sua disponibilidade e desenvolver as tecnologias pr\u00f3prias para a independ\u00eancia da Na\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div>No entanto isso n\u00e3o acontece. E por que? Pelas elites que dominam o Brasil, voltadas para atender interesses alien\u00edgenas, fam\u00edlias covardes, preconceituosas, ignorantes e mesquinhas. Como ocorria nos 400 anos de escravid\u00e3o racial no Brasil, estas elites, estas fam\u00edlias escravistas, t\u00eam medo da revolta dos escravos, dos pobres, da sua verdadeira liberdade, impedindo, em primeiro lugar, que tenham conhecimento. A alfabetiza\u00e7\u00e3o de todo povo, as escolas integradas de educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, de hor\u00e1rio integral, com alimenta\u00e7\u00e3o, higiene, esporte e cultura como Leonel Brizola e Darcy Ribeiro criaram no Rio de Janeiro: os CIEPs (1983 \u2013 1987 e 1991 \u2013 1994).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em 2 de dezembro de 1937, o estadista Get\u00falio Vargas assim se referiu \u00e0 educa\u00e7\u00e3o:<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8216;Precisamos reagir em tempo contra a indiferen\u00e7a pelos princ\u00edpios morais, contra os h\u00e1bitos do intelectualismo ocioso e parasit\u00e1rio, contra as tend\u00eancias desagregadoras, infiltradas pelas mais vari\u00e1veis formas nas intelig\u00eancias mo\u00e7as, respons\u00e1veis pelo futuro da Na\u00e7\u00e3o; precisamos, com maior urg\u00eancia, dar sentido \u00e0 pol\u00edtica educacional, o mais poderoso instrumento a utilizar no fortalecimento de nossa estrutura moral e econ\u00f4mica&#8221;. E prosseguiu: &#8220;O processo educativo mais adequado \u00e0s nossas condi\u00e7\u00f5es sociais \u00e9 o que consiste na prepara\u00e7\u00e3o equilibrada do esp\u00edrito e do corpo, transformando cada brasileiro em consciente e entusiasta do engrandecimento p\u00e1trio&#8221;.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O desmonte sistem\u00e1tico da Era Vargas, expl\u00edcito como o de Fernando Henrique Cardoso e de Jair Bolsonaro, ou sub-rept\u00edcio, como em Jo\u00e3o Figueiredo e Jos\u00e9 Sarney, atingia mais fortemente que a economia, a intelig\u00eancia, o preparo intelectual e moral dos brasileiros, como vislumbrava Vargas e como agiam em favor da educa\u00e7\u00e3o integral os saudosos Brizola e Darcy Ribeiro.<\/div>\n<div>Hoje se glorifica o estrangeiro apelidado &#8220;mercado&#8221;. N\u00e3o h\u00e1 qualquer escr\u00fapulo nos dirigentes atuais do Brasil em se humilharem, de auto agredirem imputando as decis\u00f5es do Estado Nacional \u00e0 ap\u00e1trida figura do &#8220;mercado&#8221;. Quem \u00e9 esse &#8220;mercado&#8221; todo poderoso? S\u00e3o as finan\u00e7as marginais, das drogas, dos contrabandos, da prostitui\u00e7\u00e3o, da venda de pessoas e de \u00f3rg\u00e3os humanos, associadas aos tradicionais banqueiros, Rothschild, Rockefeller, os donos do Santander, do HSBC, do JP Morgan, Goldman Sachs, entre outros.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>S\u00e3o estes que voc\u00ea deseja mandando no Brasil?<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Conclu\u00edmos com a energia das \u00e1guas: a hidroeletricidade.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A \u00e1gua doce \u00e9 um bem civilizat\u00f3rio. As grandes na\u00e7\u00f5es da antiguidade, os eg\u00edpcios, os sum\u00e9rios, os romanos se desenvolveram \u00e0s margens dos rios. Muammar al-Gaddafi transformou um conjunto de tribos dispersas no pa\u00eds de maior \u00cdndice de Desenvolvimento Humano (IDH) da \u00c1frica, ao construir o rio artificial que levava \u00e1gua doce do sul ao norte da L\u00edbia, hoje destru\u00edda pelo &#8220;mercado&#8221;.<\/div>\n<div>O Brasil tem imensa riqueza h\u00eddrica. N\u00e3o apenas para gera\u00e7\u00e3o de energia, como sabemos pelas hidrel\u00e9tricas do norte ao sul do Pa\u00eds, como no uso dos rios para transporte, para irriga\u00e7\u00e3o, para saneamento b\u00e1sico, para constru\u00e7\u00e3o civilizat\u00f3ria como os povos da Mesopot\u00e2mia e do Tibre demonstraram no passado.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>No entanto o que determina o &#8220;mercado&#8221;: a venda da Eletrobr\u00e1s, destruindo a possibilidade de desenvolvimento brasileiro. O &#8220;mercado&#8221; age \u00fanica e exclusivamente pelo lucro monet\u00e1rio, maior e mais r\u00e1pido. Ele deixa apenas buracos na extra\u00e7\u00e3o mineral, deixa po\u00e7os depletados na produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo, deixa rios contaminados, assoreados, contaminados em sua gest\u00e3o. Apenas o Estado Nacional \u00e9 capaz de gerenciar com interesse no Pa\u00eds e seu povo os bens nacionais, como apenas a escola p\u00fablica pode libertar a intelig\u00eancia brasileira.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Aproximam-se as elei\u00e7\u00f5es. Votar em quem segue as ordens do &#8220;mercado&#8221; significa fazer do rico Brasil um pa\u00eds pobre, de escravos, de miser\u00e1veis, desempregados, analfabetos e doentes. E ningu\u00e9m escapar\u00e1 desta sina, sejam os eleitores de hoje, sejam seus filhos e netos. A L\u00edbia, hoje nem \u00e9 mais um pa\u00eds, \u00e9 o exemplo vivo e atual da a\u00e7\u00e3o do &#8220;mercado&#8221;, destru\u00edda pela OTAN.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<p>Para o dicion\u00e1rio de esclarecimento da pedagogia colonial: ditador n\u00e3o \u00e9 o governante que se imp\u00f5e pela for\u00e7a e pela opress\u00e3o ao povo. O pa\u00eds que promoveu mais consultas populares, elei\u00e7\u00f5es, com acompanhamento de institui\u00e7\u00f5es e personalidades estrangeiras, neste s\u00e9culo XXI foi a Venezuela. Ditador, na pedagogia colonial, \u00e9 o governante que se insurge contra o &#8220;mercado&#8221; e a geopol\u00edtica dos pa\u00edses por ele dominados.<strong>*Pedro Augusto Pinho \u00e9 presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Engenheiros da Petrobr\u00e1s (AEPET)\u00a0<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sempre h\u00e1 um novo poder a amea\u00e7\u00e1-la Em 1964, as Edi\u00e7\u00f5es Tempo Brasileiro, do Rio de Janeiro, vendo a soberania brasileira em risco, com o movimento estadunidense aliado a militares e empres\u00e1rios assumirem o governo do Pa\u00eds, com o golpe contra o Presidente Jo\u00e3o Goulart, editaram a colet\u00e2nea de pronunciamentos, mensagens e manifesta\u00e7\u00f5es do estadista&#8230;<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on wp_trim_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on wp_trim_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":83349,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1584,1390,1401],"tags":[],"class_list":["post-83342","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-editorias","category-nacional"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83342","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=83342"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83342\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":83348,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83342\/revisions\/83348"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/83349"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=83342"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=83342"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=83342"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}