{"id":82201,"date":"2022-06-03T17:01:26","date_gmt":"2022-06-03T20:01:26","guid":{"rendered":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/?p=82201"},"modified":"2022-06-05T08:38:52","modified_gmt":"2022-06-05T11:38:52","slug":"carta-testamento-de-getulio-e-uma-denuncia-do-imperialismo-relata-flavio-tavares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/carta-testamento-de-getulio-e-uma-denuncia-do-imperialismo-relata-flavio-tavares\/","title":{"rendered":"\u201cCarta-testamento de Get\u00falio \u00e9 uma den\u00fancia do imperialismo\u201d, relata Fl\u00e1vio Tavares"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Signat\u00e1rio da Carta de Lisboa, jornalista ga\u00facho detalha legado trabalhista e enfrentamento da ditadura<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u201cA carta-testamento do Get\u00falio [Vargas] \u00e9 uma den\u00fancia do imperialismo\u201d, afirmou o jornalista e escritor de Lajeado (RS), Fl\u00e1vio Tavares, 88 anos, na\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=3c63euEtiA0\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/www.youtube.com\/watch?v%3D3c63euEtiA0&amp;source=gmail&amp;ust=1654280353965000&amp;usg=AOvVaw3K3gua6LcO_CmlhaprJGsS\">entrevista<\/a>\u00a0para o programa \u201cTrabalhismo na Hist\u00f3ria\u201d, do Centro de Mem\u00f3ria Trabalhista (CMT), que foi publicada nesta sexta-feira (3). Ao exaltar o legado trabalhista do ex-presidente da Rep\u00fablica e do ex-governador Leonel Brizola, o signat\u00e1rio da Carta de Lisboa relatou ainda o enfretamento da ditadura militar, mesmo ap\u00f3s a tortura.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Militante do movimento estudantil ga\u00facho, Fl\u00e1vio Tavares exp\u00f4s para Henrique Matthiesen, coordenador do CMT, toda a representatividade traduzida por Vargas, com quem teve rela\u00e7\u00e3o pol\u00edtica a partir do seu mandato como presidente da Uni\u00e3o Estadual de Estudantes Universit\u00e1rios.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u201cPed\u00edamos reformas universit\u00e1rias, pois n\u00f3s quer\u00edamos que nos ensinassem mais, fossem mais rigorosos, ao contr\u00e1rio de hoje. [&#8230;] Get\u00falio me cativou. O \u00faltimo encontro foi poucos dias antes do seu suic\u00eddio. Comecei a entender o que era o trabalhismo\u201d, explicou.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u201cA carta-testamento de Get\u00falio \u00e9 uma den\u00fancia do imperialismo. [&#8230;] Como dizia Leonel Brizola: \u2018N\u00e3o h\u00e1 den\u00fancia maior do que aquela feita com sangue&#8221;, completou.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Tavares seguiu exaltando Brizola ao citar seu livro \u201c1961: o Golpe Derrotado\u201d, que trata da Campanha da Legalidade. Liderado pelo ent\u00e3o governador do Rio Grande do Sul, o movimento civil e militar garantiu a posse de Jo\u00e3o Goulart, como presidente da Rep\u00fablica, ap\u00f3s a ren\u00fancia de J\u00e2nio Quadros.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u201cS\u00f3 Brizola ficou contra o golpe instalado, j\u00e1 feito. Ele se rebelou e convocou o povo e as for\u00e7as armadas atrav\u00e9s de um pronunciamento pelas r\u00e1dios, em cadeia nacional, que mobilizou o pa\u00eds inteiro\u201d, contou.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u201cFoi uma mobiliza\u00e7\u00e3o intensa que chegou a mudar, inclusive, as rela\u00e7\u00f5es internacionais. Colocou o Brasil fora do \u00e2mbito norte-americano da Guerra Fria. [&#8230;] Pela primeira, a rebeli\u00e3o era para manter a lei, que era a Constitui\u00e7\u00e3o\u201d, completou.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Resist\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Fazendo das letras uma ferramenta de resist\u00eancia contra a ditadura militar, apesar de tamb\u00e9m ter participado da luta armada ap\u00f3s o golpe de 1964, Tavares citou os tr\u00eas per\u00edodos em que ficou preso. No \u00faltimo, conheceu o \u201chorror\u201d com torturas f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u201cEm 1969, fui novamente preso e conheci a tortura, como o choque el\u00e9trico e o \u2018pau de arara\u2019. Fui um dos 15 da lista, que foram trocados pelo embaixador norte-americano sequestrado [Charles Burke Elbrick], porque estava muito mal na pris\u00e3o. Na m\u00e3o direita, eu sequer conseguia assinar os depoimentos por receber os choques el\u00e9tricos\u201d, detalhou.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Com o consequente ex\u00edlio, no M\u00e9xico, ap\u00f3s a liberta\u00e7\u00e3o, o jornalista detalhou a longa viagem de mais de 26 horas, que teve in\u00edcio na sa\u00edda da cela do Ex\u00e9rcito, passando pelo transporte \u201calgemado e amarrado\u201d em bancos de um avi\u00e3o militar e conclu\u00edda na Embaixada brasileira. Na Am\u00e9rica do Norte, retomou sua carreira profissional com uma nova perspectiva para a vida.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u201cFique seis anos no M\u00e9xico e fui trabalhar no [di\u00e1rio mexicano] Excelsior, que depois me enviou para Buenos Aires como correspondente internacional. [&#8230;] No ex\u00edlio, aprendi a ser humilde e compreensivo. Com o nascimento do meu filho, passei a ter uma nova vis\u00e3o do mundo. N\u00e3o me rebelar apenas por rebeli\u00e3o. A dor purifica\u201d, concluiu.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Signat\u00e1rio da Carta de Lisboa, jornalista ga\u00facho detalha legado trabalhista e enfrentamento da ditadura \u201cA carta-testamento do Get\u00falio [Vargas] \u00e9 uma den\u00fancia do imperialismo\u201d, afirmou o jornalista e escritor de Lajeado (RS), Fl\u00e1vio Tavares, 88 anos, na\u00a0entrevista\u00a0para o programa \u201cTrabalhismo na Hist\u00f3ria\u201d, do Centro de Mem\u00f3ria Trabalhista (CMT), que foi publicada nesta sexta-feira (3). 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