{"id":81063,"date":"2022-01-20T23:33:44","date_gmt":"2022-01-21T02:33:44","guid":{"rendered":"http:\/\/pdt-rj.org.br\/?p=81063"},"modified":"2022-01-25T10:30:41","modified_gmt":"2022-01-25T13:30:41","slug":"um-certo-leonel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/um-certo-leonel\/","title":{"rendered":"Um certo Leonel"},"content":{"rendered":"<p>O tempo profundo se alimenta de injusti\u00e7a e viol\u00eancia no Rio Grande do Sul remoto, no in\u00edcio do s\u00e9culo 20. N\u00e3o havia nesga de solo livre de turbul\u00eancia. N\u00e3o fazia muito um colar macabro regulava a paga dos degoladores e pistoleiros de aluguel em a\u00e7\u00e3o nas cobi\u00e7adas terras vazias do Planalto M\u00e9dio. Os pares de orelhas decepadas contabilizavam o n\u00famero de camponeses abatidos na fuga para as matas ou escondidos na beira dos rios. Intentavam seguir o rastro do sol atr\u00e1s de um certo Leonel, caudilho de assombrada valentia dos ervais nativos. Leo de le\u00e3o, Leonel Rocha. A fama guerreira havia impregnado os esteios combalidos do rancherio dos deserdados das est\u00e2ncias tal e qual picum\u00e3 de muitas noites indormidas. Uns se apressavam em chegar ao reduto de Leonel, outros esperavam o chamado que viria nas asas das gralhas.<\/p>\n<p>O general paisano dos caboclos sem ch\u00e3o prometia terra em troca de lealdade nas peleias entreveradas dos senhores da guerra.<\/p>\n<p>Esperan\u00e7ado, o posseiro Jos\u00e9, pai de um beb\u00ea prometido de se chamar Itagiba em cart\u00f3rio, alistou-se nas hostes rebeldes do caudilho destemido. Queria um ch\u00e3o de seu para tirar o sustento da fam\u00edlia. Coragem n\u00e3o lhe faltava. L\u00e1 se foi.<\/p>\n<p>O nen\u00ea ensaiava os primeiros passos quando a gargalhada hist\u00e9rica da metralhadora apresentou a custo de muito sangue as lend\u00e1rias cargas de cavalaria a ponta de lan\u00e7a na Revolu\u00e7\u00e3o maragata de 1923.<\/p>\n<p>Uma \u00e9poca \u00e9pica enterrava seus mortos em cova rasa e empurrava para d\u00e9cadas incertas as esperan\u00e7as no futuro, talvez para nunca mais. Ao retornar dos combates, o pai do pequenino que se chamaria Itagiba foi morto a trai\u00e7\u00e3o. N\u00e3o demorou para Oniva, a m\u00e3e do menininho, ser avisada que deveria entregar o pequeno peda\u00e7o de terra ao dono de papel passado. Que buscasse seu lugar com as crias no aperto da cidade.<\/p>\n<p>As asperezas da vida se apresentavam sem cerim\u00f4nia ao molequinho que brincava na rua com uma espada de pau. Imitava um certo Leonel dos ervais em a\u00e7\u00e3o contra os inimigos trai\u00e7oeiros. E Leonel passou a chamar-se por conta pr\u00f3pria, para lidar com o trauma da orfandade. Itagiba desapareceu da hist\u00f3ria sem nunca ter entrado. E Leonel passou a ser para todos, menos para o cart\u00f3rio, por dessas coisas do Brasil profundo. Na falta de escola, aprendeu a desenhar as letras guiado pela m\u00e3o da m\u00e3e, \u00e0 luz de lampi\u00e3o.<\/p>\n<p>Logo descobriu que precisava ajudar a levar comida para a mesa. No vaiv\u00e9m incessante das ruas, em busca de alguns trocados, engraxava sapatos e entregava encomendas. Nas caminhadas, uma constru\u00e7\u00e3o o fazia parar, na tentativa de adivinhar o que acontecia l\u00e1 dentro. Tanto se esfor\u00e7ou para escalar o muro em volta que alertou algu\u00e9m, por acaso o diretor do col\u00e9gio metodista, reverendo Isidoro Pereira, que o acolheu em sua casa e o matriculou. Um dia se saber\u00e1 o quanto a evolu\u00e7\u00e3o da ideia de educa\u00e7\u00e3o avan\u00e7ou no Brasil devido a esse gesto de compaix\u00e3o.<\/p>\n<p>Logo o reverendo percebe no garotinho a vivacidade, a determina\u00e7\u00e3o \u2013 nada lhe parece imposs\u00edvel \u2013 e a voca\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7a.<\/p>\n<p>Ao natural, acontece o estalo de tentar a sorte em Porto Alegre, para continuar os estudos e trabalhar. O prefeito de Carazinho, Albino Hillebrand, jamais esqueceria o olhar do \u201cmenino pobre\u201d \u00e0 espera de sua assinatura na requisi\u00e7\u00e3o de uma passagem de trem na segunda classe. Nem o sentimento de gratid\u00e3o se apagaria na mem\u00f3ria de Leonel.<\/p>\n<p>Sozinho, embalado pela batucada mon\u00f3tona dos trilhos, come\u00e7a a grande aventura da vida de Leonel. Ningu\u00e9m o espera ao descer do fumegante maria fuma\u00e7a, na mesma gare em que Get\u00falio Vargas subiu no trem vitorioso da Revolu\u00e7\u00e3o de 30, poucos anos antes.<\/p>\n<p>Ele se sente acolhido por gente como ele vinda de todos os cantos do Estado. Confia em si mesmo e nas pessoas que, por sua vez, confiam naquele garoto resoluto. Havia confian\u00e7a na troca de olhares e lugar para mais um que viesse com boas inten\u00e7\u00f5es. Era assim, embora n\u00e3o se soubesse o motivo. L\u00e1 fora o mundo beirava a convuls\u00e3o, aqui a Revolu\u00e7\u00e3o de 30 reorganizava o Brasil. A confian\u00e7a no futuro fazia as coisas darem certo. As pessoas juntavam as suas bondades. Era natural que se confiassem. O rapazinho n\u00e3o poderia imaginar que um dia inspiraria a confian\u00e7a nas pessoas nele e ele nelas. Tampouco que expressaria a vontade das pessoas por seus atos e palavras vida afora. Sem saber, mergulhava nos insond\u00e1veis mist\u00e9rios do inconsciente coletivo. O Brasil e Leonel se apresentavam um ao outro. Era cedo para saber o resultado desse encontro. Leonel ainda n\u00e3o existia pela lei. \u00c0s pressas ter\u00e1 que providenciar a certid\u00e3o de nascimento para matricular-se na escola t\u00e9cnica de agricultura de Viam\u00e3o. S\u00f3 ent\u00e3o tem o direito de chamar-se pelo nome de seu her\u00f3i.<\/p>\n<p>Logo ao formar-se muda-se para Porto Alegre, a procura de trabalho. Em sequ\u00eancia ser\u00e1 operador de balan\u00e7a, ascensorista, jardineiro e oper\u00e1rio de uma f\u00e1brica de graxa. Passa em concurso para fiscal de moinho do minist\u00e9rio da Agricultura. Frequenta o curso supletivo do col\u00e9gio J\u00falio de Castilhos e ingressa na escola de Engenharia.<\/p>\n<p>Est\u00e1 se aproximando a hora em que vai tocar sem querer no fio invis\u00edvel da hist\u00f3ria, a liga\u00e7\u00e3o entre as atitudes banais do cotidiano \u00e0s decis\u00f5es que afetar\u00e3o a vida de todos. O fio da pol\u00edtica, o mesmo da emboscada a seu pai e da expuls\u00e3o de sua m\u00e3e para a periferia da cidade.<\/p>\n<p>Algo estava mudando nas ruas pacatas de Porto Alegre. De hora para outra, as pessoas queriam se reunir nas pra\u00e7as, como se estivessem despertando de uma letargia. O que conversavam, no entanto, n\u00e3o conferia com o ambiente de sofistica\u00e7\u00e3o na escola de Engenharia. Indiferentes \u00e0s tropas e at\u00e9 tanques que cercavam as pra\u00e7as, o povo n\u00e3o arredava p\u00e9. Queriam a perman\u00eancia de Get\u00falio.<\/p>\n<p>\u00c9 nas ruas que ouve falar pela primeira vez do Trabalhismo, \u00e0quela altura mais um sentimento de identidade social que um pensamento. Get\u00falio e o Trabalhismo despertavam a vontade das pessoas por uma vida condigna. Era a mesma vontade de Leonel. Percebe claramente que o Trabalhismo \u00e9 o lado sacrificado da sociedade que come\u00e7a a se organizar. O seu lado. Era a mensagem de uma experi\u00eancia concreta de vida conduzindo um projeto de dignidade social com lugar para todos. Uma ideologia brasileira para o Brasil.<\/p>\n<p>Brizola, que na pr\u00e1tica tinha aberto pessoalmente o caminho para uma vida melhor, enxerga o Trabalhismo como o meio pol\u00edtico de criar condi\u00e7\u00f5es de ascens\u00e3o social massiva. N\u00e3o seria surpresa para algu\u00e9m que perdeu o pai numa trai\u00e7\u00e3o a rea\u00e7\u00e3o furiosa de alguns setores da sociedade \u00e0s propostas trabalhistas de sal\u00e1rio m\u00ednimo, industrializa\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o. Ser\u00e1 espantosa, sim, a descoberta que setores ditos esclarecidos v\u00eaem o Brasil como um eterno fazend\u00e3o. Em seguida, come\u00e7am a desabar sobre os cabe\u00e7as do Trabalhismo a acusa\u00e7\u00e3o de estarem a servi\u00e7o do comunismo. As nuvens pesadas da Guerra Fria estacionam sobre o Brasil.<\/p>\n<p>Leonel junta-se aos fundadores do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e empenha-se na estrutura\u00e7\u00e3o do movimento popular que em breve sacudir\u00e1 as urnas.<\/p>\n<p>Elege-se deputado estadual em 1947 levantando a bandeira da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Forma-se engenheiro civil e casa-se com Neusa Goulart. Adota a did\u00e1tica de explicar a raiz das quest\u00f5es ao p\u00fablico, iniciativa que o transformar\u00e1 em professor de conscientiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Suas falas expressam a combina\u00e7\u00e3o ideal de teoria e pr\u00e1tica. Reelege-se deputado estadual, candidata-se a prefeito de Porto Alegre e perde, assume a secretaria de Obras do governo estadual. Elege-se deputado federal e desta vez (1955) vence a elei\u00e7\u00e3o a prefeitura da capital. De imediato acaba com as filas de matr\u00edculas lan\u00e7ando o programa Nenhuma crian\u00e7a sem Escola. Est\u00e1 se delineando a carreira pol\u00edtica que assombrar\u00e1 o pa\u00eds pela lucidez, criatividade, tino administrativo e coragem. Da prefeitura salta para o governo do Estado (1958). Prioriza o planejamento, reestrutura o servi\u00e7o p\u00fablico, funda bancos (Caixa Econ\u00f4mica Estadual e Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo-Sul), usina de a\u00e7\u00facar (Agasa), de cebola (Progasa), aciaria (A\u00e7os Finos Piratini), abre estrada estrat\u00e9gica (atual BR-386), cria um jardim zool\u00f3gico.<\/p>\n<p>Novamente, ataca o d\u00e9ficit educacional. Os deputados negam a cria\u00e7\u00e3o da taxa de Educa\u00e7\u00e3o? Lan\u00e7a letras do Tesouro, atrativas e de resgate pontual. Articula correntes de solidariedade de escolas onde for necess\u00e1rio. As prefeituras cedem o local e fornecem o material de constru\u00e7\u00e3o junto com doa\u00e7\u00f5es de particulares. Quart\u00e9is abrem seus p\u00e1tios. Os vilarejos remotos passam a ostentar a sua escola. Nas cidades, ruas interditadas a pedido dos moradores viram p\u00e1tios buli\u00e7osos. Abre um programa especial de bolsas nas escolas particulares.<\/p>\n<p>Ao fim de quatro anos, 5.962 escolas prim\u00e1rias e 228 t\u00e9cnicas recortam a paisagem ga\u00facha. S\u00e3o 20 mil professores e 400 mil alunos a mais.<\/p>\n<p>Na volta do ex\u00edlio, de S\u00e3o Borja a Porto Alegre, ficar\u00e1 contando do alto, nos dedos, as escolinhas que avistava na vastid\u00e3o do pampa.<\/p>\n<p>As realiza\u00e7\u00f5es que far\u00e3o o sobrenome de Leonel circular pelo mundo acontecem paralelamente ao frenesi administrativo. Desapropria a Fazenda Sarandi, \u00e1rea comprovadamente ociosa, e outra que depois de drenada estava sendo ocupada por fazendeiros, o Banhado do Col\u00e9gio, onde implanta com pioneirismo uma agrovila. Naquela \u00e9poca estados podiam legislar sobre reforma agr\u00e1ria.<\/p>\n<p>Depois de tentativas infrut\u00edferas de negocia\u00e7\u00e3o, desapropria uma concession\u00e1ria de energia el\u00e9trica (Bond and Share) e uma empresa telef\u00f4nica do grupo ITT. Fidel Castro ainda n\u00e3o havia feito as suas. John Kennedy protesta. Entra na lista negra do capital internacional e na de revela\u00e7\u00f5es da esquerda continental.<\/p>\n<p>Prenome e sobrenome se juntar\u00e3o no epis\u00f3dio da Legalidade mas \u00e9 Brizola que se perpetua na mem\u00f3ria popular pelo destemor com que neutralizou um golpe militar. Ele n\u00e3o se permitia acessos de vaidade. O \u00fanico gesto de orgulho conhecido era o de se considerar o governante que mais construiu escolas. Ao relembrar a resist\u00eancia que comandou, em eventos p\u00fablicos, era econ\u00f4mico nos detalhes, como que a proteger segredos rec\u00f4nditos. N\u00e3o havia segredos de gaveta.<\/p>\n<p>Tudo foi \u00e0s claras desde o momento em que determinou a mobiliza\u00e7\u00e3o contra a tentativa de viola\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o. Leonel confiou na resposta do povo a seu gesto e o povo confiou na bravura de Brizola. Ficou o exemplo de levante c\u00edvico para sempre.<\/p>\n<p>N\u00e3o se conhece uma retalia\u00e7\u00e3o de Brizola contra advers\u00e1rios pol\u00edticos. Tr\u00eas dos governadores nomeados que se sucederam no Pal\u00e1cio Piratini ap\u00f3s o golpe de 64 foram derrotados por ele nas urnas. Um gesto ostensivo de vingan\u00e7a contra os eleitores.<\/p>\n<p>A incans\u00e1vel prega\u00e7\u00e3o trabalhista contra o retrocesso do neoliberalismo, insuficiente para superar os reveses eleitorais, permanece intocado para todas as gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Seus ensinamentos n\u00e3o envelhecem, pelo contr\u00e1rio, fertilizam o pensamento pol\u00edtico, como acontece com as reflex\u00f5es sobre a grande m\u00eddia.<\/p>\n<p>Peito aberto, lastreado apenas por sua autoridade pol\u00edtica de ineg\u00e1vel integridade, denunciou a cumplicidade dos conglomerados midi\u00e1ticos com as imposi\u00e7\u00f5es antina\u00e7\u00e3o e antipovo.<\/p>\n<p>A acolhida do povo fluminense ap\u00f3s o ex\u00edlio e a derrota eleitoral de 1989 testemunham o reconhecimento a sua luta de toda uma vida.<\/p>\n<p>\u201cEntre n\u00f3s existem os brasileiros comprometidos e brasileiros n\u00e3o comprometidos. Quem s\u00e3o os brasileiros comprometidos?<\/p>\n<p>S\u00e3o aqueles que integram a casta dos privilegiados. S\u00e3o aqueles que n\u00e3o t\u00eam pressa para nada, usufruem mais direitos do que usufrui a grande maioria do povo brasileiro, embora a lei a todos declare iguais. S\u00e3o aqueles que, encastelados em suas posi\u00e7\u00f5es, n\u00e3o se sentem obrigados a um m\u00ednimo de solidariedade ou dever com o povo deste pa\u00eds. S\u00e3o aqueles que brandem as teses do liberalismo econ\u00f4mico, com elas encobrindo o seu ego\u00edsmo antissocial e anticrist\u00e3o e a \u00e2nsia anti-humana da riqueza e sua desarvorada sede de poder econ\u00f4mico e pol\u00edtico. S\u00e3o aqueles que defendem o latif\u00fandio e, quando falam em liberdade, n\u00e3o est\u00e3o defendendo sen\u00e3o a sua liberdade de continuarem ricos num pa\u00eds de pobres. E quando falam de seguran\u00e7a n\u00e3o pensam sen\u00e3o na estabilidade dos seus neg\u00f3cios, enquanto o resto da na\u00e7\u00e3o afunda na incerteza, no temor, no medo\u201d. (Confer\u00eancia na cidade de Presidente Prudente (SP), em 25 de novembro de 1961).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>*Carlos Alberto Kolecza \u00e9 jornalista.<\/strong><\/em><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O tempo profundo se alimenta de injusti\u00e7a e viol\u00eancia no Rio Grande do Sul remoto, no in\u00edcio do s\u00e9culo 20. N\u00e3o havia nesga de solo livre de turbul\u00eancia. N\u00e3o fazia muito um colar macabro regulava a paga dos degoladores e pistoleiros de aluguel em a\u00e7\u00e3o nas cobi\u00e7adas terras vazias do Planalto M\u00e9dio. 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