{"id":72861,"date":"2020-07-31T17:02:12","date_gmt":"2020-07-31T20:02:12","guid":{"rendered":"http:\/\/pdt-rj.org.br\/?p=72861"},"modified":"2020-07-31T17:39:08","modified_gmt":"2020-07-31T20:39:08","slug":"jose-augusto-ribeiro-exalta-desenvolvimentismo-de-ciro-gomes-inspirado-em-vargas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/jose-augusto-ribeiro-exalta-desenvolvimentismo-de-ciro-gomes-inspirado-em-vargas\/","title":{"rendered":"Jos\u00e9 Augusto Ribeiro exalta desenvolvimentismo de Ciro Gomes inspirado em Vargas"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>No \u2018Trabalhismo na Hist\u00f3ria\u2019, jornalista ratifica o necess\u00e1rio inconformismo no campo progressista<\/strong><\/em><\/p>\n<p>\u201cO Brasil tem jeito, sim. E j\u00e1 teve nos anos que se seguiram a Revolu\u00e7\u00e3o de 30 e o in\u00edcio da Era Vargas\u201d, afirma, Jos\u00e9 Augusto Ribeiro, na correla\u00e7\u00e3o com os direcionamentos apresentados no livro \u201cProjeto Nacional: O Dever da Esperan\u00e7a\u201d, de Ciro Gomes. Durante a entrevista de estreia do projeto \u2018Trabalhismo na Hist\u00f3ria\u2019, do Centro de Mem\u00f3ria Trabalhista (CMT), o jornalista e escritor analisou o momento do Brasil e a import\u00e2ncia da retomada do caminho desenvolvimentista j\u00e1 configurado com sucesso no \u00faltimo s\u00e9culo.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 o manual para as inconformados. Ou seja, para as pessoas que n\u00e3o se conformam com a situa\u00e7\u00e3o que n\u00f3s estamos vivendo, muito agravada agora pela Covid-19 e por toda a desumanidade que est\u00e1 cercando tudo isso\u201d, afirma, ao ratificar a defini\u00e7\u00e3o do fil\u00f3sofo, Roberto Mangabeira Unger, no pref\u00e1cio da obra lan\u00e7ada, em 2020, pelo vice-presidente nacional do PDT.<\/p>\n<p>Autor da trilogia \u201cEra Vargas\u201d, Jos\u00e9 Augusto relata ao coordenador do CMT, Henrique Matthiesen, sua vis\u00e3o de que \u00e9 fundamental n\u00e3o s\u00f3 um sentimento de inquieta\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m um movimento nacionalista e progressista consistente para promover as efetivas mudan\u00e7as que o pa\u00eds precisa.<\/p>\n<p>\u201cHoje, pela via pac\u00edfica e eleitoral, que \u00e9 a trilhada pelo Ciro, n\u00f3s vamos conseguir. E a sugest\u00e3o inicial dele \u00e9 essa: precisamos de um plano de recupera\u00e7\u00e3o semelhante ao de Get\u00falio Vargas em seguida da Revolu\u00e7\u00e3o de 30\u201d, comentou, ao valorizar o legado de \u00edcones do Trabalhismo, como Jo\u00e3o Goulart e Leonel Brizola.<\/p>\n<p>Pilares das a\u00e7\u00f5es de Vargas, a soberania nacional, os direitos sociais e a industrializa\u00e7\u00e3o ressurgem com centralidade no Projeto Nacional de Desenvolvimento (PND), que sintetiza o perfil do plano de governo proposto por Ciro desde a \u00faltima elei\u00e7\u00e3o presidencial, em 2018, e segue em constru\u00e7\u00e3o e aprimoramento para 2022.<\/p>\n<p>\u201cCiro elenca quatro setores industriais que precisam ser recuperados e, em seguida, fala da constru\u00e7\u00e3o civil, que \u00e9 um setor que ocupa muita m\u00e3o de obra e contribuiria muito para reduzir o desemprego, em paralelo com a vontade de acabar com d\u00e9ficit habitacional brasileiro, a partir de uma reforma urbana, e de melhorar a qualidade do transporte p\u00fablico para as camadas populares\u201d, relata.<\/p>\n<p><strong>Realidade<\/strong><\/p>\n<p>Sobre a cr\u00edtica ao neoliberalismo, o escritor, que \u00e9 defensor da conjuntura intervencionista do Estado como for\u00e7a motriz do progresso, ratifica \u00e0 Matthiesen a import\u00e2ncia da presen\u00e7a do poder p\u00fablico, principalmente em momentos de profunda adversidade, como \u00e9 constatado na pandemia do coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 inevit\u00e1vel a participa\u00e7\u00e3o do Estado no desenvolvimento do pa\u00eds. N\u00e3o h\u00e1 exemplo de um pa\u00eds crescer economicamente e se transformar em uma grande pot\u00eancia sem a interven\u00e7\u00e3o estatal, a come\u00e7ar pelo Estados Unidos, desde o Relat\u00f3rio sobre Manufaturas do primeiro secret\u00e1rio do Tesouro, Alexander Hamilton\u201d, pontua, ao citar o documento, de 1791, que desembocou na sua primeira pol\u00edtica industrial soberana e garantiu a independ\u00eancia absoluta.<\/p>\n<p>Diante da busca pela ruptura da subservi\u00eancia internacional, o entrevistado mostra seu descontentamento com a atual situa\u00e7\u00e3o que o Brasil foi colocado. Ao passo que a taxa de industrializa\u00e7\u00e3o \u00e9 reduzida a cada ano, o n\u00edvel de depend\u00eancia externa fica mais latente, vide, segundo ele, a importa\u00e7\u00e3o at\u00e9 de produtos manufaturados de pouco valor agregado.<\/p>\n<p>\u201cFico indignado e inconformado, mas tamb\u00e9m esperan\u00e7oso porque vai ter que mudar. A Covid-19 revelou, para quem n\u00e3o sabia, a import\u00e2ncia do SUS, que est\u00e1 aguentando a pandemia, no Brasil. N\u00e3o \u00e9 a medicina privada. E esse sistema est\u00e1 no mesmo paradigma que nos levou a criar a Petrobras: servir ao povo\u201d, disse.<\/p>\n<p><strong>Inspira\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O jornalista fez quest\u00e3o, durante o debate, de construir um recorte que aborda a nacionaliza\u00e7\u00e3o e de fortalecimento do Estado por Vargas em um cen\u00e1rio internacional inst\u00e1vel. Protagonista, o presidente trabalhista colocou as reservas de petr\u00f3leo como propriedade p\u00fablica, na d\u00e9cada de 40, e, consequentemente, criou a Petrobras, em 3 de outubro de 1953, consagrando a hist\u00f3rica campanha &#8216;O petr\u00f3leo \u00e9 nosso&#8217;.<\/p>\n<p>Diante do processo de cancelamento das concess\u00f5es dos po\u00e7os, que estavam sob controle de empresas americanas, e da pol\u00edtica externa com o governo dos Estados Unidos, na \u00e9poca presidido por Franklin Roosevelt, Jos\u00e9 Augusto Ribeiro descreve a influ\u00eancia varguista nos caminhos adotados pelo governo democrata, contrapondo, em sua totalidade, \u00e0 rotina propagada por Jair Bolsonaro, quase 100 anos depois.<\/p>\n<p>Entre os marcos, a implementa\u00e7\u00e3o do \u2018New Deal\u2019, s\u00e9rie de programas para recuperar e reformar a economia norte-americana em fun\u00e7\u00e3o da \u2018Grande Depress\u00e3o\u2019 &#8211; tamb\u00e9m conhecida como Crise de 1929 -, e a supera\u00e7\u00e3o dos impactos da Segunda Guerra Mundial, que ocorreu de entre 1939 e 1945.<\/p>\n<p>\u201cRoosevelt assumiu o governo dos Estados Unidos, em 1933, e Get\u00falio, o do Brasil, em novembro de 1930. Quando o americano chegou \u00e0 presid\u00eancia, Vargas j\u00e1 tinha feito boa parte da legisla\u00e7\u00e3o trabalhista, o decreto do petr\u00f3leo, al\u00e9m de ter anunciado o projeto sider\u00fargico\u201d, explica o jornalista, ao relatar declara\u00e7\u00f5es p\u00fablicas do gestor norte-americano, inclusive durante visita ao Rio de Janeiro, sobre a influ\u00eancia da Era Vargas no ressurgimento do seu pa\u00eds ap\u00f3s a maior crise do capitalismo no s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>\u201cUm grande presidente americano que recuperou a economia e iniciou um grande programa reforma social e de resgate dos direitos trabalhistas\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Confira o programa, na \u00edntegra:<\/p>\n<p>https:\/\/youtu.be\/FfsJ2Nt5Ogs<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No \u2018Trabalhismo na Hist\u00f3ria\u2019, jornalista ratifica o necess\u00e1rio inconformismo no campo progressista \u201cO Brasil tem jeito, sim. 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