{"id":71971,"date":"2020-06-19T15:37:17","date_gmt":"2020-06-19T18:37:17","guid":{"rendered":"http:\/\/pdt-rj.org.br\/?p=71971"},"modified":"2020-06-21T02:38:32","modified_gmt":"2020-06-21T05:38:32","slug":"pdt-40-anos-de-um-caminho-antropofagico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/pdt-40-anos-de-um-caminho-antropofagico\/","title":{"rendered":"PDT, 40 anos de um caminho antropof\u00e1gico"},"content":{"rendered":"<p>O ano de 1980 foi, para n\u00f3s, o rito de passagem entre a ruptura e a continuidade dos ideais trabalhistas. Brizola era nossa figura-s\u00edntese: mais que l\u00edder; uma esp\u00e9cie de guarda-chuva que abrigava todas estas tend\u00eancias \u2013 sendo influenciado e influenciador, em uma quase perfeita osmose pol\u00edtica.<\/p>\n<p>\u00c9 sempre bom lembrar que temos 40 anos; atingimos a maioridade, portanto. Inserimos-nos na quadra contempor\u00e2nea da pol\u00edtica, porque, embora sejamos a continuidade hist\u00f3rica do PTB de Vargas, Pasqualini e Jango, demos ao Trabalhismo um vi\u00e9s de filia\u00e7\u00e3o ao socialismo democr\u00e1tico.<\/p>\n<p>Somos uma constru\u00e7\u00e3o aut\u00f3ctone, mas que se agrega \u00e0 grande corrente da fam\u00edlia socialista internacional. Se n\u00e3o somos marxistas cl\u00e1ssicos, tamb\u00e9m n\u00e3o somos antimarxistas: por aqui recebemos prestistas, terceiro-mundistas, libert\u00e1rios, social-democratas, anti-imperialistas, verdes; e os que mais vierem, pela esquerda, em refor\u00e7o \u00e0s nossas principais bandeiras.<\/p>\n<p>Em s\u00edntese: agrupamos todos estes, sem qualquer d\u00favida, imbu\u00eddos do sentimento de mudar o Brasil; indignados com os descaminhos nacionais constru\u00eddos pelas m\u00e3os de uma elite tacanha e entreguista; e os que sonham com uma Na\u00e7\u00e3o igualit\u00e1ria para nossos filhos e netos.<\/p>\n<p>Brizola teve a capacidade de reinventar o Trabalhismo sorvendo as diferentes contribui\u00e7\u00f5es daqueles que, h\u00e1 quatro d\u00e9cadas, fincaram as ra\u00edzes do pedetismo. E ampliou este universo ao ouvir e escutar, com regularidade, aqueles que os poetas definem como sal da terra: porteiros, camel\u00f4s, dom\u00e9sticas, taxistas.<\/p>\n<p>Assim, consolidou o projeto nacional varguista entre nossas fileiras, especialmente pela capacidade de encampar o amor pela p\u00e1tria. Fez da perspectiva reformista de Jango uma bandeira de luta perene, alcan\u00e7\u00e1vel atrav\u00e9s do esfor\u00e7o coletivo de todos n\u00f3s \u2013 pedetista e companheiros dos partidos irm\u00e3os.<\/p>\n<p>Dentre todas (das quais destacamos a defesa da democratiza\u00e7\u00e3o da terra e o combate \u00e0 espolia\u00e7\u00e3o internacional pela regula\u00e7\u00e3o de remessas de lucros aos pa\u00edses centrais), Brizola ousou fincar uma bandeira de poss\u00edvel realiza\u00e7\u00e3o imediata; e a concretizou (ou, pelo menos, semeou). Na educa\u00e7\u00e3o, apontava os caminhos para lutas do presente; sempre dizendo que sua realiza\u00e7\u00e3o, ao garantir escola em turno integral para milhares de jovens brasileiros, construiria um futuro melhor ao povo brasileiro.<\/p>\n<p>Nesta longa caminhada, estiveram conosco: Prestes, Juli\u00e3o, Darcy, Theot\u00f4nio dos Santos, Wagner Teixeira, Ruy Mauro Marini, Abdias, Juruna, Moniz Bandeira, Bayard Demaria Boiteux, Ca\u00f3, professor Loureiro. E todos \u2013 juntos \u2013 bebemos nas \u00e1guas de J\u00falio de Castilhos, S\u00e9rgio Magalh\u00e3es, do ISEB, das lutas dos negros americanos por direitos civis e de uma mulherada valente e guerreira, que tem como s\u00edmbolo Therezinha Zerbini, que defendeu incansavelmente a supera\u00e7\u00e3o da ditadura com a luz da liberdade.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o paramos por a\u00ed. Influenciaram-nos os ambientalistas (os fundadores e os contempor\u00e2neos), os cepalinos, e muita mais muita gente do pov\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas toda esta luta, toda a colabora\u00e7\u00e3o intelectual, toda esta organiza\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria n\u00e3o seria vitoriosa sem que houvesse eco. Neste campo, se torna imprescind\u00edvel destacar que, por aqui, fizemos do grito na pra\u00e7a a apoteose da popular Brizol\u00e2ndia. Estas vozes robustas e calejadas se tornaram o elo importante com o nosso querido povo brasileiro, t\u00e3o citado e amado pelo l\u00edder Brizola.<\/p>\n<p>E hoje, quem somos? Somos o partido de todos estes citados e reverenciados; e de mais um monte de gente: da #TurmaBoa, dos movimentos, da minha aguerrida Juventude Socialista. Somos o Partido do Lupi, do Maneca, da Diversidade, dos EcoTrabalhistas, das organiza\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias e dos n\u00facleos de base.<\/p>\n<p>Somos o Partido de muita gente; de gente diferente. Fizemos a op\u00e7\u00e3o pelos pobres; e, por aqui, respeitamos todos os credos, cores e orienta\u00e7\u00f5es. Somos o Partido de trabalhadoras e trabalhadores do Brasil que optaram, l\u00e1 atr\u00e1s, em \u201cbotar o retrato do velho outra vez\u201d \u2013 ato imortalizado na m\u00fasica de Haroldo Lobo e Marino Pinto. E de seus filhos, netos e bisnetos que percorreram o Estado, em 1982, com \u201cBrizola na Cabe\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Somos o Partido que hoje \u00e9 inundado por uma juventude brilhante, que luta e que sente o desejo de virar a mesa e come\u00e7ar um novo jogo que coloque o Brasil no cen\u00e1rio mundial dentre as na\u00e7\u00f5es mais desenvolvidas e sustent\u00e1veis; mas que isto seja feito com soberania e inclus\u00e3o social.<\/p>\n<p>Somos o partido do futuro presidente que diz \u00f3 xente!, que conhece as mazelas do nosso grande Brasil; que briga e que chora; que fala enrolado para uns, mas sabe como ningu\u00e9m dar o recado!<\/p>\n<p>Somos o Partido do Ciro que tem ideia, milit\u00e2ncia e exemplos. Somos o Partido dos jovens universit\u00e1rios e secundaristas que lotam audit\u00f3rios e anfiteatros para debater, com ele, o momento nacional. Mas que, quando \u00e9 preciso, inundam as ruas e fazem da luta antifascista e pela Democracia mais um de seus sacerd\u00f3cios.<\/p>\n<p>Temos o dever da esperan\u00e7a no peito, com muitos sotaques e muitas vezes tamb\u00e9m defeitos. Somos o Partido do Brasil, do verde e amarelo que defende, com unhas e dentes, as riquezas contra a espolia\u00e7\u00e3o e as perdas internacionais. Este \u00e9 PDT que tem Hist\u00f3ria, presente e futuro.<\/p>\n<p>O PDT \u00e9, como dizia meu querido Cazuza, algo alternativo, diferente de tudo. Somos samba, pagode, sertanejo, repente, moda de viola, milonga e chamam\u00e9; e por que n\u00e3o dizer: hip hop, rap e rock&#8217;n&#8217;roll. Somos sanduba natural das praias cariocas, sarapatel e churrasco. Somos o Brasil!<\/p>\n<p>Viva o Socialismo moreno! Viva as reformas de base, a Era Vargas e o PND. Chegou a hora de pensarmos como misturamos tudo isto e colocamos mais um S \u2013 de sustentabilidade \u2013 para construir a nova normalidade no mundo global p\u00f3s-pandemia, com inclus\u00e3o e respeito aos Direitos Humanos.<\/p>\n<p>Somos o PDT dos que partiram e, ao inv\u00e9s de tristeza, nos deixaram exemplos a serem seguidos.<\/p>\n<p>Somos o PDT \u2013 o Partido quarent\u00e3o mais contempor\u00e2neo do Brasil.<\/p>\n<p><strong><em>*Everton Gomes \u00e9 vice-presidente da Funda\u00e7\u00e3o Leonel Brizola-Alberto Pasqualini do RJ e ex-presidente nacional da Juventude Socialista (JS) do PDT.<\/em><\/strong><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ano de 1980 foi, para n\u00f3s, o rito de passagem entre a ruptura e a continuidade dos ideais trabalhistas. 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