{"id":71898,"date":"2020-06-17T00:00:04","date_gmt":"2020-06-17T03:00:04","guid":{"rendered":"http:\/\/pdt-rj.org.br\/?p=71898"},"modified":"2020-06-19T15:15:58","modified_gmt":"2020-06-19T18:15:58","slug":"carta-de-lisboa-simbolo-de-defesa-dos-trabalhadores-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/carta-de-lisboa-simbolo-de-defesa-dos-trabalhadores-brasileiros\/","title":{"rendered":"Carta de Lisboa: s\u00edmbolo de defesa dos trabalhadores brasileiros"},"content":{"rendered":"<p>A data de hoje \u00e9 marcada por um grande ato em defesa dos trabalhadores do Brasil. H\u00e1 exatos 41 anos, no dia 17 de junho, Leonel de Moura Brizola realizava, em Portugal, o \u201cEncontro dos Trabalhistas do Brasil com os Trabalhistas no Ex\u00edlio.\u201d O evento marcou a continuidade de v\u00e1rias conquistas sociais e a cria\u00e7\u00e3o de um plano de a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica para garantir a anistia ampla aos brasileiros perseguidos na ditadura.<\/p>\n<p>\u201cReconhecendo que \u00e9 urgente a tarefa de liberta\u00e7\u00e3o do nosso povo, n\u00f3s, brasileiros que optamos por uma solu\u00e7\u00e3o trabalhista, nos encontramos em Lisboa.\u201d Assim se inicia a \u201cCarta de Lisboa\u201d, documento elaborado por Brizola, 12 refugiados de pa\u00edses da Am\u00e9rica e da Europa, al\u00e9m de 80 trabalhistas do Brasil para orientar a reorganiza\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria do PTB que depois viria a ser o PDT.<\/p>\n<p>A Carta de Lisboa, considerada a certid\u00e3o de nascimento do PDT, pontua uma s\u00e9rie de responsabilidades baseadas nos principais eixos do Trabalhismo, preservando os direitos da classe trabalhadora e assegurando uma sociedade mais democr\u00e1tica e participativa na pol\u00edtica brasileira ap\u00f3s a opress\u00e3o vivida durante a ditadura militar.<\/p>\n<p>\u201cA experi\u00eancia hist\u00f3rica nos ensina, de um lado, que nenhum partido pode chegar e se manter no governo sem contar com o povo organizado e, de outro lado, que as organiza\u00e7\u00f5es populares n\u00e3o podem realizar suas aspira\u00e7\u00f5es sem partidos que as transformem em realidade atrav\u00e9s do poder do Estado. A falta de apoio popular organizado pode levar a situa\u00e7\u00f5es dram\u00e1ticas como aquela que conduziu o Presidente Get\u00falio Vargas a dar um tiro em seu pr\u00f3prio peito\u201d, diz o documento.<\/p>\n<p>O documento tamb\u00e9m defende a liberdade de pensamento e cultura, de express\u00e3o e imprensa \u2013 ideias que iam em total desacordo com o regime imposto pelos militares, ap\u00f3s a derrubada de Jo\u00e3o Goulart da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>\u201cA consecu\u00e7\u00e3o destes objetivos exige, como requisito pr\u00e9vio e fundamental no campo do pensamento e da cultura, a conquista da plena liberdade de cria\u00e7\u00e3o intelectual, de express\u00e3o e de imprensa. Neste sentido, torna-se imprescind\u00edvel a revoga\u00e7\u00e3o de todas as formas de censura.\u201d<\/p>\n<p>A lei da reforma agr\u00e1ria, assegurada nas \u201cReformas de Base\u201d \u2013 importante grupo de propostas do governo Jo\u00e3o Goulart \u2013, tamb\u00e9m \u00e9 defendida no hist\u00f3rico documento.<\/p>\n<p>\u201cO desafio com que nos defrontamos \u00e9, por conseguinte, o de retomar as bandeiras daquela tentativa generosa de empreender legalmente as reformas institucionais indispens\u00e1veis para liberar as energias do povo brasileiro. Especialmente uma reforma agr\u00e1ria que d\u00ea a terra a quem nela trabalha, em milh\u00f5es de glebas de vinte a cem hectares, em lugar de entreg\u00e1-las em prov\u00edncias de meio, de um e at\u00e9 de mais de dois milh\u00f5es de hectares na forma de super-latifundi\u00e1rios, subsidiados com recursos p\u00fablicos\u201d.<\/p>\n<p>Naquela mesma ocasi\u00e3o, foram firmados outros tr\u00eas compromissos priorit\u00e1rios: assist\u00eancia \u00e0 inf\u00e2ncia e aos jovens, defesa dos interesses dos trabalhadores, das mulheres, das popula\u00e7\u00f5es negras, das popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas e da natureza brasileira, e recupera\u00e7\u00e3o de concess\u00f5es feitas a grupos estrangeiros.<\/p>\n<p>Brizola dedicou sua vida \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de um partido que atuasse como instrumento de conquista de dignidade para os trabalhadores, pobres e oprimidos, com prioridade absoluta \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e \u00e0 luta pela soberania nacional.<\/p>\n<p>\u201cJamais seremos um pa\u00eds desenvolvido e respeitado degradando o nosso povo&#8221;, afirmava Brizola.<\/p>\n<p>O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, ressalta a import\u00e2ncia da Carta de Lisboa, documento que representa o nascimento do novo Trabalhismo e a cria\u00e7\u00e3o do PDT.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 importante que todos leiam a carta de Lisboa, para entenderem a import\u00e2ncia desse documento que foi o precursor da volta de Brizola do ex\u00edlio, o precursor da hist\u00f3ria, da cria\u00e7\u00e3o e da formata\u00e7\u00e3o do PDT, o precursor da ideia generosa de se amar profundamente a causa do povo brasileiro&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Elaborada h\u00e1 mais de quatro d\u00e9cadas, a Carta de Lisboa e os ideais de Brizola se mostram cada vez mais atuais e necess\u00e1rios, pois tratam de pontos fundamentais, nos quais o Brasil ainda precisa avan\u00e7ar, al\u00e9m de expor a import\u00e2ncia de um governo que ofere\u00e7a dignidade a todos com educa\u00e7\u00e3o e qualidade de vida de norte a sul do Brasil.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A data de hoje \u00e9 marcada por um grande ato em defesa dos trabalhadores do Brasil. 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