{"id":71713,"date":"2020-06-03T00:00:42","date_gmt":"2020-06-03T03:00:42","guid":{"rendered":"http:\/\/pdt-rj.org.br\/?p=71713"},"modified":"2020-06-04T17:18:44","modified_gmt":"2020-06-04T20:18:44","slug":"alberto-pasqualini-priorizacao-da-justica-social-pela-valorizacao-dos-principios-do-trabalhismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/alberto-pasqualini-priorizacao-da-justica-social-pela-valorizacao-dos-principios-do-trabalhismo\/","title":{"rendered":"Alberto Pasqualini: prioriza\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a social pela valoriza\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios do Trabalhismo"},"content":{"rendered":"<p><em>Doutrina do PDT destaca a import\u00e2ncia do Estado como ferramenta de desenvolvimento<\/em><\/p>\n<p>\u201cA ess\u00eancia do trabalhismo est\u00e1 fio reconhecimento de que o \u00fanico crit\u00e9rio justo de qualquer remunera\u00e7\u00e3o ou ganho deve residir no valor social do trabalho de cada um\u201d, relata o soci\u00f3logo e ex-senador, Alberto Pasqualini, ao detalhar os princ\u00edpios fundamentais da doutrina no jornal Di\u00e1rio de Noticias, de Porto Alegre (RS), em 28 de fevereiro de 1950. O hist\u00f3rico registro foi publicado cerca de 10 anos antes do seu falecimento, ocorrido no dia 3 de junho de 1960.<\/p>\n<p>\u201cNuma sociedade organizada de acordo com os princ\u00edpios da justi\u00e7a social, o acesso ao poder aquisitivo n\u00e3o deveria ser poss\u00edvel sem a realiza\u00e7\u00e3o de um trabalho socialmente \u00fatil.<\/p>\n<p>A ess\u00eancia do trabalhismo est\u00e1 no reconhecimento de que o \u00fanico crit\u00e9rio justo de qualquer remunera\u00e7\u00e3o ou de qualquer ganho deve residir no valor social do trabalho de cada um\u201d, comentou, ao estruturar, resumidamente, os princ\u00edpios fundamentais da corrente que embasa a linha ideol\u00f3gica do PDT.<\/p>\n<p>O primeiro eixo, segundo ele, est\u00e1 no j\u00e1 citado trabalho, que desponta como fonte principal e ordin\u00e1ria dos bens produtivos. \u201cA fun\u00e7\u00e3o \u00e9 a satisfa\u00e7\u00e3o de necessidades. O valor dos bens reside, portanto, na sua utilidade e no trabalho que concorre para produzi-los\u201d, pondera.<\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia, lista a coletividade humana e sua sustenta\u00e7\u00e3o cooperativista. Par ele, a coopera\u00e7\u00e3o se realiza pelo trabalho e a representatividade de cada membro se torna efetiva diante de uma atividade socialmente \u00fatil, \u201conde traga benef\u00edcios n\u00e3o apenas a quem exerce, mas tamb\u00e9m \u00e0 coletividade com o aumento do bem-estar geral\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEsse trabalho \u00e9 o \u00fanico e verdadeiro lastro da moeda. A posse de poder aquisitivo que n\u00e3o derive dessa forma representa uma apropria\u00e7\u00e3o injusta do trabalho alheio e se caracteriza como usura social\u201d, explica.<\/p>\n<p>Justamente o combate a este fen\u00f4meno social \u00e9 apontado por Pasqualini como fundamento primordial no desenvolvimento da sociedade.<\/p>\n<p>\u201cO objetivo fundamental deve ser a elimina\u00e7\u00e3o crescente da usura social e alcan\u00e7ar uma tal organiza\u00e7\u00e3o da sociedade onde todos possam realizar um trabalho socialmente \u00fatil de acordo com as suas tend\u00eancias e aptid\u00f5es\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Sobre o resultado do capital gerado pela atividade laboral, Pasqualini confirma que o dinheiro dos oper\u00e1rios representa trabalho produtivo, duro e penoso, gerando o lastro do seu sal\u00e1rio ou dos seus ganhos e divergindo, por exemplo, do que \u00e9 apresentado por membros do mercado financeiro.<\/p>\n<p>\u201cO dinheiro do negocista, do agiota, do intermedi\u00e1rio desnecess\u00e1rio, do burocrata in\u00fatil, do parasita, n\u00e3o tem lastro algum. E como moeda falsa. Entretanto, tem o mesmo poder aquisitivo. O que ganhou dez milh\u00f5es num neg\u00f3cio escuso pode adquirir o produto do trabalho de centenas de trabalhadores, isto \u00e9, pode trocar uma atividade socialmente in\u00fatil, sen\u00e3o prejudicial, pelo trabalho \u00fatil de centenas de pessoas\u201d, critica.<\/p>\n<p>\u201cPoderia parecer, \u00e0 primeira vista, que os milh\u00f5es ganhos pelo intermedi\u00e1rio ou agiota, em nada podem prejudicar os que realizam um trabalho socialmente \u00fatil. Pensar assim seria um engano, pois \u00e9 evidente que numa sociedade baseada na troca, quem de \u00fatil nada produz, nada tem de \u00fatil para permutar. Se, n\u00e3o obstante, disp\u00f5e de poder aquisitivo, a posse desse poder \u00e9 socialmente injusta e ileg\u00edtima\u201d, complementa.<\/p>\n<p><strong>Amplitude mundial<\/strong><\/p>\n<p>Pasqualini aprofunda sua an\u00e1lise ao mostrar que o trabalhismo, quanto aos seus postulados e objetivos humanit\u00e1rios, \u00e9 uma doutrina que transita, como j\u00e1 observado, pelas vias econ\u00f4micas.<\/p>\n<p>\u201cQuanto aos meios e procedimentos para alcan\u00e7ar esses objetivos, \u00e9 uma t\u00e9cnica econ\u00f4mica que se dever\u00e1 socorrer dos dados e dos ensinamentos dos diferentes ramos da economia\u201d, disse.<\/p>\n<p>No \u00e2mbito pol\u00edtico, ele relaciona a predomin\u00e2ncia do Estado forte como mecanismo de obten\u00e7\u00e3o do esperado progresso.<\/p>\n<p>\u201cPoliticamente, o trabalhismo \u00e9 um movimento de opini\u00e3o tendente a obter a consecu\u00e7\u00e3o dos seus objetivos atrav\u00e9s da ordem e do mecanismo jur\u00eddico-constitucional, isto \u00e9, atrav\u00e9s dos poderes do Estado\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Diante disso, Pasqualini mostra que os objetivos finais do modelo de pensamento s\u00e3o os mesmos ao redor do planeta, considerando que as solu\u00e7\u00f5es concretas podem variar de acordo com as circunst\u00e2ncias de tempo e de lugar.<\/p>\n<p>Sobre o impacto da pol\u00edtica de armas, ele considera como um dos grandes entraves para o avan\u00e7o do modelo trabalhista pelo mundo, ao contrapor com a valoriza\u00e7\u00e3o do cooperativismo.<\/p>\n<p>\u201cNa realidade, o trabalhismo somente poder\u00e1 encontrar a sua integral realiza\u00e7\u00e3o no dia em que os seus princ\u00edpios dominarem em todas as grandes na\u00e7\u00f5es que controlam a vida internacional, o que determinar\u00e1, necessariamente, a elimina\u00e7\u00e3o do armamentismo, que \u00e9 uma das principais causas de usura social, de mal-estar e empobrecimento dos povos\u201d, ponderou.<\/p>\n<p>\u201cA coopera\u00e7\u00e3o que deve existir entre os membros de uma coletividade nacional deve existir tamb\u00e9m entre os membros da comunidade internacional. Os princ\u00edpios s\u00e3o os mesmos, o que significa que o trabalhismo abrange tamb\u00e9m a ordem internacional\u201d, completou.<\/p>\n<p>Para encerrar, Pasqualini ressalta a constante necessidade de embasar o processo de difus\u00e3o da doutrina como m\u00e9todo garantidor da sua vitalidade ao longos dos anos.<\/p>\n<p>\u201cComo conclus\u00e3o final, poderemos observar que o trabalhismo, sem uma base e um conte\u00fado filos\u00f3fico, social e econ\u00f4mico e sem um conjunto de solu\u00e7\u00f5es inspiradas em seus princ\u00edpios, n\u00e3o passar\u00e1 de um vistoso r\u00f3tulo colocado num frasco vazio\u201d, finalizou.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Doutrina do PDT destaca a import\u00e2ncia do Estado como ferramenta de desenvolvimento \u201cA ess\u00eancia do trabalhismo est\u00e1 fio reconhecimento de que o \u00fanico crit\u00e9rio justo de qualquer remunera\u00e7\u00e3o ou ganho deve residir no valor social do trabalho de cada um\u201d, relata o soci\u00f3logo e ex-senador, Alberto Pasqualini, ao detalhar os princ\u00edpios fundamentais da doutrina no&#8230;<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on wp_trim_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on wp_trim_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":71714,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1390,1401],"tags":[3598,38,46],"class_list":["post-71713","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-editorias","category-nacional","tag-alberto-pasqualini","tag-pdt","tag-trabalhismo"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71713","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=71713"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71713\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":71744,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71713\/revisions\/71744"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/71714"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=71713"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=71713"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=71713"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}