{"id":67364,"date":"2019-08-11T13:13:45","date_gmt":"2019-08-11T16:13:45","guid":{"rendered":"http:\/\/pdt-rj.org.br\/?p=67364"},"modified":"2019-08-21T16:15:16","modified_gmt":"2019-08-21T19:15:16","slug":"o-petroleo-ainda-e-nosso-ii-soberania","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/o-petroleo-ainda-e-nosso-ii-soberania\/","title":{"rendered":"O Petr\u00f3leo ainda \u00e9 nosso! II: Soberania"},"content":{"rendered":"<p>Para ser considerada soberana, uma na\u00e7\u00e3o precisa ser dotada de autonomia e liberdade. Para o desembargador Kildare Carvalho, \u201csoberania \u00e9 a qualidade mais elevada do poder estatal, e n\u00e3o o pr\u00f3prio poder do Estado. No plano interno, significa supremacia e superioridade do Estado sobre as demais organiza\u00e7\u00f5es. No plano externo, independ\u00eancia do Estado em rela\u00e7\u00e3o aos demais Estados\u201d.<\/p>\n<p>Portanto, na geopol\u00edtica, a soberania garante ao pa\u00eds o poder de decidir quais caminhos seguir para alcan\u00e7ar o desenvolvimento pol\u00edtico, social e econ\u00f4mico, independente de outros interesses que n\u00e3o sejam os nacionais. No Brasil, esse \u00e9 o primeiro fundamento listado no Artigo 1\u00b0 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988. Para isso, \u00e9 preciso manter sob o controle estatal setores estrat\u00e9gicos como, por exemplo, o petrol\u00edfero.<\/p>\n<p>&#8220;Petr\u00f3leo \u00e9 um bem de uso coletivo, criador de riqueza. Pesquisa, lavra e refina\u00e7\u00e3o constituem as partes de um todo, cuja posse assegura poder econ\u00f4mico e pol\u00edtico, uma atividade que se confunde com a pr\u00f3pria soberania nacional&#8221;. A afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 do General J\u00falio Caetano Horta Barbosa, feita durante uma confer\u00eancia no Clube Militar, em 1947. Por isso, grupos nacionalistas insistiram com veem\u00eancia na cria\u00e7\u00e3o da Petrobr\u00e1s.<\/p>\n<p>Ainda no in\u00edcio do s\u00e9culo passado, o petr\u00f3leo tornou-se a principal fonte energ\u00e9tica do globo, movimentando desde autom\u00f3veis a grandes ind\u00fastrias. \u00c9 tamb\u00e9m o principal combust\u00edvel das for\u00e7as armadas do mundo. Al\u00e9m disso, o insumo mineral tem uso difundido e diversificado nas mais diferentes cadeias produtivas. Invariavelmente, trata-se de um recurso estrat\u00e9gico para as na\u00e7\u00f5es h\u00e1 mais de 100 anos.<\/p>\n<p>Na esfera econ\u00f4mica, o petr\u00f3leo vale mais do que a pr\u00f3pria moeda brasileira \u2013 uma vez que \u00e9 cotado em d\u00f3lar \u2013, o que lhe confere a alcunha de \u2018petrod\u00f3lares\u2019. Seu valor internacional d\u00e1 poder a quem o comercializa: \u00e9 poss\u00edvel regular a balan\u00e7a comercial dosando sua exporta\u00e7\u00e3o \u00e0 medida necess\u00e1ria. Logo, o Estado que n\u00e3o produz tal min\u00e9rio \u00e9 ref\u00e9m dos que o fazem.<\/p>\n<p>Cumprindo o projeto trabalhista de na\u00e7\u00e3o aplicado por Get\u00falio Vargas desde 1930, e atenta ao valor pol\u00edtico econ\u00f4mico do \u00f3leo negro, a Petrobr\u00e1s nasceu, sobretudo, como instrumento de soberania nacional. Gra\u00e7as \u00e0 estatal, o pa\u00eds foi galgando autonomia energ\u00e9tica no decorrer das d\u00e9cadas \u2013 um feito reconhecidamente alcan\u00e7ado em 2009, quando a produ\u00e7\u00e3o brasileira passou a suprir a demanda nacional pelo min\u00e9rio.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m da extra\u00e7\u00e3o, a ind\u00fastria petrol\u00edfera engloba outras duas atividades: refino e distribui\u00e7\u00e3o. Domin\u00e1-las tamb\u00e9m \u00e9 imperativo quando se busca independ\u00eancia. De que adianta exportar petr\u00f3leo e importar seus produtos? Mais uma vez, o Estado que age assim abre m\u00e3o da sua soberania ao se fazer ref\u00e9m dos pre\u00e7os praticados por multinacionais.<\/p>\n<p>Diante dos fatos, \u00e9 ineg\u00e1vel a import\u00e2ncia da Petrobr\u00e1s para os interesses do Brasil e dos brasileiros, enquanto observa o seu prop\u00f3sito nato, estatal e monopolista, tanto na produ\u00e7\u00e3o quanto no refino e na distribui\u00e7\u00e3o. Apesar dos atuais revezes vivido pela petrol\u00edfera brasileira que j\u00e1 ocupou o 4\u00ba lugar no ranking mundial, o potencial de ser cada vez mais um instrumento de soberania nacional \u00e9 imenso; o pr\u00e9-sal ratifica isso. Por outro lado, as privatiza\u00e7\u00f5es podem por tudo a perder.<\/p>\n<p>Continua&#8230;<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para ser considerada soberana, uma na\u00e7\u00e3o precisa ser dotada de autonomia e liberdade. Para o desembargador Kildare Carvalho, \u201csoberania \u00e9 a qualidade mais elevada do poder estatal, e n\u00e3o o pr\u00f3prio poder do Estado. No plano interno, significa supremacia e superioridade do Estado sobre as demais organiza\u00e7\u00f5es. 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