{"id":66247,"date":"2019-06-18T02:21:47","date_gmt":"2019-06-18T05:21:47","guid":{"rendered":"http:\/\/pdt-rj.org.br\/?p=66247"},"modified":"2019-06-19T01:19:12","modified_gmt":"2019-06-19T04:19:12","slug":"sergio-vidigal-questiona-ex-ministro-sobre-relacao-do-governo-com-a-odebrecht","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/sergio-vidigal-questiona-ex-ministro-sobre-relacao-do-governo-com-a-odebrecht\/","title":{"rendered":"S\u00e9rgio Vidigal questiona ex-ministro sobre rela\u00e7\u00e3o do Governo com a Odebrecht"},"content":{"rendered":"<p>Durante mais uma tomada de depoimento da Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), com Paulo Bernardo, ex-ministro do Planejamento, Or\u00e7amento e Gest\u00e3o (MPOG), o deputado federal S\u00e9rgio Vidigal (PDT-ES) o questionou sobre a rela\u00e7\u00e3o do Governo Federal com a Odebrecht.<\/p>\n<p>Durante a audi\u00eancia, nesta segunda-feira (17), S\u00e9rgio Vidigal questionou por que o Poder Executivo mantinha rela\u00e7\u00f5es com a empreiteira, uma vez que esta, como dito por Paulo Bernardo, tinha conhecimento dos mecanismos de corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, o ex-ministro disse que o Governo n\u00e3o pode participar do princ\u00edpio que a empresa fazer \u201cbarbaridades\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO Governo tem que ter normas, tem que ter legisla\u00e7\u00e3o. Geralmente, as obras do Governo s\u00e3o de licita\u00e7\u00e3o e as empresas participam. Eu acho, inclusive, tem lado lament\u00e1vel a\u00ed. A Odebrecht era a principal empresa do setor privado do Brasil, desse setor de infraestrutura\u201d, comentou o executivo.<\/p>\n<p><strong>Ex-presidentes<\/strong><br \/> Outro questionamento feito pelo deputado foi quem indicou os tr\u00eas presidentes do BNDES durante a sua gest\u00e3o enquanto Ministro do MPOG. Eram eles Guido Mantega, Demian Fiocca e Luciano Coutinho.<\/p>\n<p>Dessa forma, Paulo Bernardo respondeu que, normalmente, \u00e9 o Presidente da Rep\u00fablica ou o Ministro da Fazenda quem indica a Presid\u00eancia do banco.<\/p>\n<p>\u201cO Guido Mantega, quando foi indicado presidente do BNDES, eu era deputado como o senhor \u00e9 hoje. Eu virei ministro porque o Mantega foi para o BNDES. Eu n\u00e3o estava dentro do Governo, n\u00e3o tenho informa\u00e7\u00e3o sobre isso\u201d, disse.<\/p>\n<p>E completou: \u201cO Demian Fiocca estava no BNDES quando Guido saiu, virou ministro da Fazenda e ele (Demin) ficou nomeado presidente. Imposs\u00edvel que o Guido tenha recebido e o Presidente da Rep\u00fablica tenha querido nome\u00e1-lo\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e1 sobre Luciano Coutinho, disse n\u00e3o ter informa\u00e7\u00e3o como foi a indica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Benef\u00edcios<\/strong><br \/> O pedetista tamb\u00e9m inquiriu Paulo Bernardo se havia alguma diretriz ministerial ou presidencial para beneficiar somente as grandes empresas nacionais. Isso porque as pequenas empresas tinham dificuldades em obter empr\u00e9stimos por conta das rigorosas garantias exigidas pelo Banco. Essas garantias n\u00e3o eram entraves para direcionar quem iria receber empr\u00e9stimos.<\/p>\n<p>O ex-ministro respondeu que n\u00e3o havia essa orienta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA orienta\u00e7\u00e3o era justamente o contr\u00e1rio, de tentar prestigiar a emprestar dinheiro para irrigar a economia para as m\u00e9dias e pequenas empresas. O problema das garantias \u00e9 s\u00e9rio. Eu convivi com debates no Governo que mostravam que tinham empresas que n\u00e3o conseguiam empr\u00e9stimos porque n\u00e3o tinham garantia a oferecer. Por outro lado, se um banco p\u00fablico emprestar sem garantia, o TCU vai para cima dele e vai punir os gestores que fizeram isso.\u201d<\/p>\n<p><strong>Compliance<\/strong><br \/> Vidigal perguntou ainda sobre fatos divulgados pela imprensa, o rec\u00e9m demitido Presidente Joaquim Levy disse, numa palestra em mar\u00e7o, que somente em 2016 foi criado um departamento de verifica\u00e7\u00e3o do cumprimento de normas e leis (compliance) no BNDES e que, por isso, n\u00e3o se surpreendia com o fato de terem acontecido \u201ccoisas esquisitas\u201d no Banco.<\/p>\n<p>\u201cEssa informa\u00e7\u00e3o procede? Se sim, por qual raz\u00e3o o banco do porte do BNDES n\u00e3o possu\u00eda \u00e1rea de compliance?\u201d<\/p>\n<p>\u201cO BNDES possui setor de corregedoria? Se n\u00e3o, como \u00e9 feita a investiga\u00e7\u00e3o e puni\u00e7\u00e3o dos seus empregados?\u201d<\/p>\n<p>Paulo Bernardo comentou: \u201cEu nunca trabalhei no BNDES. Eu n\u00e3o sei se tinha um departamento para verificar o cumprimento disso ou daquilo\u201d.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante mais uma tomada de depoimento da Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), com Paulo Bernardo, ex-ministro do Planejamento, Or\u00e7amento e Gest\u00e3o (MPOG), o deputado federal S\u00e9rgio Vidigal (PDT-ES) o questionou sobre a rela\u00e7\u00e3o do Governo Federal com a Odebrecht. 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