{"id":64896,"date":"2019-06-01T18:49:05","date_gmt":"2019-06-01T21:49:05","guid":{"rendered":"http:\/\/pdt-rj.org.br\/?p=64896"},"modified":"2019-05-30T17:55:06","modified_gmt":"2019-05-30T20:55:06","slug":"junho-retrospectiva-politica-carta-de-lisboa-completa-40-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/junho-retrospectiva-politica-carta-de-lisboa-completa-40-anos\/","title":{"rendered":"Junho: retrospectiva pol\u00edtica &#8211; Carta de Lisboa completa 40 anos"},"content":{"rendered":"<p>03 de junho de 1960<\/p>\n<p>Morte de Alberto Pasqualini, advogado, soci\u00f3logo, ide\u00f3logo e doutrinador trabalhista. Em 1946 ingressou no PTB,  criado por Get\u00falio Vargas, tendo sido o principal elaborador do programa do PTB. Em 1947 concorreu ao governo do RS, sem lograr \u00eaxito. Em 1950, elegeu-se Senador pelo RS, em cujo mandato teve destacada atua\u00e7\u00e3o na cria\u00e7\u00e3o da Petrobr\u00e1s. Em 1952, sob a presid\u00eancia de Jo\u00e3o Goulart no PTB, foi designado para organizar o departamento de estudos do partido. Vitima de derrame cerebral, em 1956, renunciou o cargo de Senador.<\/p>\n<p>17 de junho de 1979<\/p>\n<p>Neste 17 de junho, a CARTA DE LISBOA, divulgada ao final do encontro organizado por Leonel Brizola para refundar o PTB, completa 40 anos. Ela \u00e9 fundamental porque no dia 26 de maio \u00faltimo, comemoramos 39 anos da funda\u00e7\u00e3o do PDT, pelo nosso saudoso e eterno presidente Leonel Brizola, cujo manifesto de cria\u00e7\u00e3o teve como base a CARTA DE LISBOA, elaborada por Brizola e um grupo de companheiros e subscrita por mais de uma centena de trabalhistas hist\u00f3ricos do PTB, com a finalidade de retornar o fio da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Assim, o PTB criado por Get\u00falio Vargas em 1945, ideologizado por Pasqualini e constru\u00eddo por Jango, foi refundado por Brizola com o nome de PDT, para dar prosseguimento \u00e0s conquistas sociais do povo brasileiro, dar continuidade a pol\u00edtica trabalhista em defesa dos trabalhadores e restabelecer a luta nacionalista pela preserva\u00e7\u00e3o da soberania do Brasil.<\/p>\n<p>21 de junho de 2004<\/p>\n<p><strong>15 anos sem Leonel Brizola<\/strong><\/p>\n<p>Neste 21 de junho, h\u00e1 15 anos, perdemos a nossa mais aut\u00eantica e expressiva lideran\u00e7a e o Brasil ficou privado da sua maior refer\u00eancia pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Por oportuno, destacamos trechos do discurso proferido pelo Senador Cristovam Buarque, lamentando a aus\u00eancia do grande l\u00edder no cen\u00e1rio pol\u00edtico brasileiro:<\/p>\n<p>\u201cMedimos os grandes pol\u00edticos pela presen\u00e7a deles no cen\u00e1rio nacional quando est\u00e3o vivos, mas medimos a import\u00e2ncia dos maiores de todos pela aus\u00eancia deles. E Brizola foi um pol\u00edtico de presen\u00e7a firme ao longo de todas as d\u00e9cadas de sua atividade pol\u00edtica. Ele nunca esteve discreto na vida p\u00fablica brasileira. Sempre teve um lado claro, firme, em defesa da Na\u00e7\u00e3o brasileira, em defesa dos trabalhadores brasileiros.<\/p>\n<p>Brizola faz falta nesse mundo em que, aparentemente, n\u00e3o h\u00e1 bandeiras claras, n\u00edtidas. Ele carregava em si uma bandeira. Ele falava com uma posi\u00e7\u00e3o, com um lado, com uma nitidez de princ\u00edpios e de propostas, sem esse furta-cor que hoje caracteriza as bandeiras dos partidos no Brasil. Brizola faz falta na soberania nacional, na nitidez de posi\u00e7\u00f5es que digam: existe um lado, e existe outro lado, n\u00e3o esse meio-de-campo em que todo mundo hoje est\u00e1 se misturando. <\/p>\n<p>Brizola faz muita falta, sim, porque era a voz, respeitada nacionalmente, capaz de colocar no cen\u00e1rio nacional a prioridade radical pela educa\u00e7\u00e3o. \u00c9 diferente o discurso que p\u00f5e essa bandeira na boca de outros ou na boca do grande Leonel Brizola, at\u00e9 porque ele, fez esse discurso h\u00e1 mais de cinquenta anos.<\/p>\n<p>Hoje, no momento em que o grande capital \u00e9 o conhecimento, no momento em que a base do progresso \u00e9 a educa\u00e7\u00e3o, a fala de Brizola estaria incendiando este Pa\u00eds por uma revolu\u00e7\u00e3o. Brizola est\u00e1 fazendo falta, porque ele criou, h\u00e1 muito tempo, a verdadeira escola, que era o Centro Integrado de Educa\u00e7\u00e3o P\u00fablica (Ciep): a escola de hor\u00e1rio integral. Mas ele falou t\u00e3o na frente, t\u00e3o adiantado, que n\u00e3o conseguiu levar isso para o Brasil inteiro.<\/p>\n<p>Brizola faz falta por que seria capaz de conduzir o Brasil nessa revolu\u00e7\u00e3o educacional que defendia em um tempo, antes de ser essa a verdadeira raz\u00e3o da revolu\u00e7\u00e3o. O grande Brizola faz falta no momento em que as leis trabalhistas exigem alguns ajustes, mas n\u00e3o podem ser ajustes contra os interesses dos trabalhadores. <\/p>\n<p>Ele faz falta por que a voz dele seria a melhor para dizer que aqui est\u00e3o as mudan\u00e7as que podemos fazer, aqui est\u00e1 o limite al\u00e9m do qual a gente n\u00e3o vai, aqui est\u00e1 a maneira de mudar as leis, melhorando-as, n\u00e3o prejudicando os trabalhadores. Ele est\u00e1 fazendo falta, nesse momento, porque a voz dele daria uma for\u00e7a, uma credibilidade que nenhum de n\u00f3s, pol\u00edticos ainda vivos, temos.<\/p>\n<p>Brizola tinha os princ\u00edpios, a hist\u00f3ria dos princ\u00edpios, a palavra dos princ\u00edpios. Por isso, faz falta.<\/p>\n<p>Brizola faz uma profunda falta tamb\u00e9m neste momento do vazio ideol\u00f3gico que vive a pol\u00edtica no Brasil, porque ele nunca foi contaminado por uma ou outra ideologia. Ele construiu sua ideologia. Ele foi capaz de n\u00e3o cair nos \u201cismos\u201d e criar o trabalhismo junto com Get\u00falio, com Jango, com Pasqualini e com outros, mas a linha dele n\u00e3o seria afetada pelo debacle que a gente viu da maneira como o socialismo era feito.<\/p>\n<p>Hoje, lembramos a todos que houve um pol\u00edtico que foi grande quando vivo e que ficou ainda maior quando a gente sente sua aus\u00eancia. Viva Brizola, pelo seu tamanho em vida e pelo sentimento de aus\u00eancia que ele nos passa!\u201d<\/p>\n<p>O jornalista Petr\u00f4nio Souza, t\u00e3o logo soube da morte de Brizola, assim definiu o grande l\u00edder:<\/p>\n<p>\u201cFoi g\u00eanio e genial, homem raro, daqueles que nasceu l\u00e1 para as bandas dos pampas do olhar reto, direto, Engenheiro por forma\u00e7\u00e3o, queria reconstruir o Pa\u00eds, e estruturado em valores solidificados na pedra preciosa do nacionalismo aut\u00eantico. N\u00e3o enxergava limites nem divisas, para ele a Na\u00e7\u00e3o era o todo, sem barreiras no amor incorporado.<\/p>\n<p>Agora, ficamos n\u00f3s com o cora\u00e7\u00e3o vazio. Muitos n\u00e3o concordavam, mas ouviam. Por autoridade nacional, ele repetia, repercutia. Agora, fica faltando um bravo no c\u00e9u anil do Brasil. Fica faltando as s\u00e1bias palavras do grande pai nacional que, sempre, para o bem geral da Na\u00e7\u00e3o, ponderava.<\/p>\n<p>Fica faltando Leonel Brizola, o homem que fez desabrochar uma Rosa Vermelha brasileira, dentro do peito dos verdadeiros filhos da P\u00e1tria\u201d.<\/p>\n<p>Registramos a nossa profunda saudade, principalmente, neste momento, em que a corrup\u00e7\u00e3o, o nepotismo e a falta de \u00e9tica corroem os poderes republicanos, sem que uma voz que tenha a sua credibilidade e a sua autoridade, levante-se na defesa do povo humilhado.<\/p>\n<p>Para n\u00f3s seus amigos e seus companheiros e para mim em particular que em 1957, aos 19 anos passei a integrar a sua equipe na Prefeitura de Porto Alegre, Brizola vive, atrav\u00e9s do legado das suas ideias, da sua coer\u00eancia e da sua coragem e determina\u00e7\u00e3o na luta da defesa dos interesses e dos anseios do povo brasileiro e, cabe a n\u00f3s, os seus seguidores trabalhistas aut\u00eanticos, dar continuidade aos seus projetos e as suas propostas consubstanciadas na Miss\u00e3o que Ele legou ao PDT: \u201cN\u00f3s temos a nossa responsabilidade com a hist\u00f3ria. Nosso partido \u00e9 o \u00fanico com determina\u00e7\u00e3o de assumir as grandes causas nacionais. Nenhum partido \u00e9 t\u00e3o nacionalista quanto o nosso. Queremos um pa\u00eds desenvolvido, aut\u00f4nomo, independente. N\u00f3s somos a emana\u00e7\u00e3o das lutas sociais. O trabalhismo nasceu da Revolu\u00e7\u00e3o de 30, de uma inspira\u00e7\u00e3o do Presidente Get\u00falio Vargas, que foi evoluindo de acordo com o processo social, empenhado em garantir direitos \u00e0 massa dos deserdados.<\/p>\n<p>N\u00f3s somos as verdadeiras reformas, a mudan\u00e7a, o voto rebelde. O PDT \u00e9 um partido derramadamente democr\u00e1tico. Somos a express\u00e3o brasileira do socialismo democr\u00e1tico e tomamos a fei\u00e7\u00e3o social democrata, pois \u00e9 preciso chegar a um certo n\u00edvel de igualitarismo para termos desenvolvimento. N\u00f3s temos gen\u00e9tica, somos uma grande sementeira de ideias em beneficio do povo brasileiro. Temos que estar sempre onde est\u00e1 o povo. Existimos para dar voz aos que n\u00e3o tem voz. Nossa ancoragem \u00e9 a \u00e1rea deserdada da popula\u00e7\u00e3o. Nosso guia \u00e9 \u201co interesse p\u00fablico e o bem comum\u201d.<\/p>\n<p><em><strong>*Hari Alexandre Brust \u00e9 presidente do PDT Municipal de Salvador e Membro da Executiva do PDT da Bahia<\/strong><\/em><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>03 de junho de 1960 Morte de Alberto Pasqualini, advogado, soci\u00f3logo, ide\u00f3logo e doutrinador trabalhista. Em 1946 ingressou no PTB, criado por Get\u00falio Vargas, tendo sido o principal elaborador do programa do PTB. Em 1947 concorreu ao governo do RS, sem lograr \u00eaxito. 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