{"id":58269,"date":"2018-01-16T18:46:18","date_gmt":"2018-01-16T20:46:18","guid":{"rendered":"http:\/\/pdt-rj.org.br\/?p=58269"},"modified":"2018-01-16T18:46:18","modified_gmt":"2018-01-16T20:46:18","slug":"desenvolver-tecnologia-e-evoluir-em-conhecimentos-que-transformam-a-natureza-em-riquezas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/desenvolver-tecnologia-e-evoluir-em-conhecimentos-que-transformam-a-natureza-em-riquezas\/","title":{"rendered":"Desenvolver tecnologia \u00e9 evoluir em conhecimentos que transformam a natureza em riquezas"},"content":{"rendered":"<p>Atualmente, 85% da popula\u00e7\u00e3o brasileira vive nas zonas urbanas e apenas 15% vive na zona rural, trabalhando para nos alimentar e gerar mercadorias para exporta\u00e7\u00e3o, as quais, somadas aos produtos da minera\u00e7\u00e3o, geram os d\u00f3lares necess\u00e1rios para pagarmos servi\u00e7os da d\u00edvida externa e as importa\u00e7\u00f5es de produtos com tecnologia agregada essenciais ao nosso dia a dia. Existe at\u00e9 uma propaganda na TV que diz: \u201cagro \u00e9 pop, agro \u00e9 tech, agro \u00e9 tudo\u201d. Na realidade, isso \u00e9 uma meia verdade, porque o agroneg\u00f3cio \u00e9 essencial, mas n\u00e3o \u00e9 tudo. Se admitirmos isso, ficaremos estagnados, porque existem milh\u00f5es de outras tecnologias que o Brasil precisa desenvolver nas \u00e1reas industriais e de servi\u00e7os.<\/p>\n<p>Vejamos um exemplo corriqueiro. Para pagarmos a importa\u00e7\u00e3o de um celular tipo iPhone de US$ 770, precisamos exportar 10 toneladas de min\u00e9rio de ferro, um morrinho de min\u00e9rio, ou exportar 2 toneladas de soja. O celular \u00e9 uma riqueza que tem alta tecnologia agregada (ou valor agregado) e a sua fabrica\u00e7\u00e3o gerou no estrangeiro muito mais empregos do que a extra\u00e7\u00e3o do min\u00e9rio de ferro ou da soja c\u00e1 no Brasil. Falamos de um exemplo simples, mas isso ocorre em toda a economia, basta ver que praticamente n\u00e3o existem marcas brasileiras de eletr\u00f4nicos, rem\u00e9dios, ve\u00edculos, fertilizantes etc. Quem tiver interesse sobre o assunto pode ver mais exemplos no Google em \u201cA Bananada da Vov\u00f3\u201d.<\/p>\n<p>Nesse ciclo de com\u00e9rcio internacional, onde o Brasil importa milh\u00f5es de bens e servi\u00e7os, desde os f\u00e1rmacos at\u00e9 as m\u00e1quinas industriais, a mam\u00e3e natureza acaba sendo a nossa moeda de trocas. S\u00f3 que esse modelo \u00e9 insustent\u00e1vel porque cria d\u00edvida externa, cria depend\u00eancia tanto tecnol\u00f3gica quanto econ\u00f4mica e desgasta o ambiente natural. Lembram-se do desastre da extra\u00e7\u00e3o mineral em Mariana, Minas Gerais?<\/p>\n<p>O modelo de depend\u00eancia que exporta predominantemente coisas comuns, as chamadas commodities, em troca de bens industrializados, gera, aqui, menos empregos quando comparados com aqueles gerados nos pa\u00edses industrializados fabricantes dos bens com valor agregado.<br \/>\nPara rompermos esse ciclo de depend\u00eancia precisamos investir mais e mais em ci\u00eancia e tecnologia no Brasil e implantarmos ind\u00fastrias nacionais que utilizem essa tecnologia na fabrica\u00e7\u00e3o de riquezas e gera\u00e7\u00e3o de empregos para todo o povo brasileiro.<\/p>\n<p>No mundo dito globalizado, quem domina a tecnologia, isto \u00e9, quem domina o projeto de engenharia, tem o poder das decis\u00f5es econ\u00f4micas e a primazia dos melhores lucros, simplesmente porque o dono do projeto de engenharia \u00e9 quem especifica toda a cadeia produtiva.<\/p>\n<p>Temos a esperan\u00e7a de que, em breve, possamos ter um projeto nacional de desenvolvimento industrial com autonomia, para que possamos produzir, aqui no Brasil, milh\u00f5es de riquezas com valor agregado, necess\u00e1rias ao bem-estar de todo o povo brasileiro e milh\u00f5es de postos de trabalho, n\u00e3o apenas de engenharia, mas em toda a cadeia produtiva.<\/p>\n<p>Na nossa opini\u00e3o, essa ser\u00e1 a \u00fanica forma de eliminarmos o desemprego que avilta mais de 14 milh\u00f5es de brasileiros, eliminarmos o subemprego, os baixos sal\u00e1rios, a mis\u00e9ria e a criminalidade que assola as zonas urbanas que hoje concentram 85% da popula\u00e7\u00e3o brasileira que n\u00e3o planta nem um gr\u00e3o de feij\u00e3o nem extrai uma \u00fanica grama min\u00e9rio.<\/p>\n<p>Para que tudo isso d\u00ea certo, precisamos, naturalmente, investir em todo ciclo educacional e formar mais engenheiros. O Brasil forma cerca de 40 mil engenheiros por ano, metade dos quais s\u00e3o engenheiros civis, enquanto os Estados Unidos formam seis vezes mais e a China, dizem, 15 vezes mais. E observe que eles j\u00e1 t\u00eam toda uma base industrial pr\u00f3pria em funcionamento.<\/p>\n<p>Se algu\u00e9m vier com a conversa fiada dizendo que n\u00e3o precisamos desenvolver tecnologia c\u00e1 no Brasil porque a China, o Jap\u00e3o ou a Alemanha j\u00e1 o fizeram, responda-lhe que por essa linha de racioc\u00ednio tamb\u00e9m n\u00e3o dever\u00edamos estudar, porque eles tamb\u00e9m j\u00e1 estudaram. Desenvolver tecnologia \u00e9 evoluir em conhecimentos que transformam a natureza em riquezas. E n\u00f3s precisamos evoluir!<\/p>\n<p>Um povo de baixa estima est\u00e1 condenado a ser caudat\u00e1rio do mundo desenvolvido. N\u00f3s brasileiros temos que cultuar a autoestima. Autoestima \u00e9 dar-se conta dos pr\u00f3prios valores, \u00e9 ter confian\u00e7a em si pr\u00f3prio.<\/p>\n<p>No entanto, mesmo diante das adversidades, mesmo diante de um mundo n\u00e3o ideal, o engenheiro brasileiro, formado tanto no CEFET quanto em outras universidades, ainda \u00e9 o protagonista dos in\u00fameros avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos e sociais no cen\u00e1rio Brasil. Esse desempenho nos leva a certificar o grau da intelig\u00eancia, criatividade e capacidade produtiva dos brasileiros.<\/p>\n<p>Podemos garantir que esses nossos formandos s\u00e3o t\u00e3o ou mais competentes do que qualquer estudante dos pa\u00edses desenvolvidos. Lembrando o grego Arquimedes: deem-lhes uma boa alavanca que esses jovens mover\u00e3o o mundo!<br \/>\nTemos absoluta convic\u00e7\u00e3o de que com o estudo e o conhecimento apropriado venceremos todos os desafios, visando ao desenvolvimento do Brasil e, assim, construiremos uma na\u00e7\u00e3o pujante e socialmente justa, o que \u00e9 essencial.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atualmente, 85% da popula\u00e7\u00e3o brasileira vive nas zonas urbanas e apenas 15% vive na zona rural, trabalhando para nos alimentar e gerar mercadorias para exporta\u00e7\u00e3o, as quais, somadas aos produtos da minera\u00e7\u00e3o, geram os d\u00f3lares necess\u00e1rios para pagarmos servi\u00e7os da d\u00edvida externa e as importa\u00e7\u00f5es de produtos com tecnologia agregada essenciais ao nosso dia a&#8230;<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on wp_trim_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on wp_trim_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":58270,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1584,1390],"tags":[],"class_list":["post-58269","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-editorias"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58269","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=58269"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58269\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":58271,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58269\/revisions\/58271"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/58270"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=58269"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=58269"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=58269"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}