{"id":53018,"date":"2017-03-08T00:00:31","date_gmt":"2017-03-08T03:00:31","guid":{"rendered":"http:\/\/pdt-rj.org.br\/?p=53018"},"modified":"2017-03-13T14:32:30","modified_gmt":"2017-03-13T17:32:30","slug":"o-dia-internacional-da-mulher-e-a-luta-diaria-de-todas-nos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/o-dia-internacional-da-mulher-e-a-luta-diaria-de-todas-nos\/","title":{"rendered":"O Dia Internacional da Mulher e a luta di\u00e1ria de todas n\u00f3s"},"content":{"rendered":"<p>8 de mar\u00e7o representa um marco na luta das mulheres para participar de todos os espa\u00e7os em condi\u00e7\u00f5es de igualdade de direitos. Por\u00e9m, mais do que falarmos sobre a data comemorativa e o papel da mulher na sociedade, \u00e9 preciso lembrar que o problema relacionado \u00e0 viol\u00eancia contra a mulher ainda envergonha a nossa hist\u00f3ria. Embora muitos avan\u00e7os tenham sido alcan\u00e7ados com a Lei Maria da Penha (Lei n\u00ba 11.340\/2006), ainda h\u00e1 muito a ser feito. Segundo dados divulgados pelo Mapa da Viol\u00eancia, dos 4.762 assassinatos de mulheres registrados em 2013 no Brasil, 50,3% foram cometidos por familiares, sendo que em 33,2% destes casos, o crime foi praticado pelo parceiro ou ex.<\/p>\n<p>O Mapa da Viol\u00eancia 2015 revela ainda que, entre 1980 e 2013, 106.093 brasileiras foram v\u00edtimas de assassinato. De 2003 a 2013, o n\u00famero de v\u00edtimas do sexo feminino cresceu de 3.937 para 4.762, ou seja, mais de 21% na d\u00e9cada. Para 70% da popula\u00e7\u00e3o, a mulher sofre mais viol\u00eancia dentro de casa do que em espa\u00e7os p\u00fablicos no Brasil. Al\u00e9m de 7 em cada 10 entrevistados considerar que as brasileiras sofrem mais viol\u00eancia dentro de casa do que em espa\u00e7os p\u00fablicos, metade avalia ainda que as mulheres se sentem de fato mais inseguras dentro da pr\u00f3pria casa.<\/p>\n<p>Os dados revelam que o problema est\u00e1 presente no cotidiano da maior parte dos brasileiros: entre os entrevistados, de ambos os sexos e todas as classes sociais, 54% conhecem uma mulher que j\u00e1 foi agredida por um parceiro e 56% conhecem um homem que j\u00e1 agrediu uma parceira. E 69% afirmaram acreditar que a viol\u00eancia contra a mulher n\u00e3o ocorre apenas em fam\u00edlias pobres.<\/p>\n<p>Ao que tudo indica, a sociedade est\u00e1 caminhando para um modelo de interven\u00e7\u00e3o do problema da viol\u00eancia contra a mulher que n\u00e3o se distancia da utiliza\u00e7\u00e3o do Direito penal, mas que exige a interfer\u00eancia de outros setores. A educa\u00e7\u00e3o, por exemplo, tem papel fundamental na prepara\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos que convivam com a ascens\u00e3o profissional da mulher cada vez mais crescente, sem se deixar dominar pelo sentimento de posse. A mulher dos tempos atuais, cada vez mais independente, precisa ter a liberdade de ir e vir, fazer suas escolhas e ser feliz.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, esse \u00e9 o grande avan\u00e7o que tivemos nos \u00faltimos anos. Diferente de tempos antigos, onde a mulher n\u00e3o podia estudar, s\u00f3 os filhos homens estudavam e muitas vezes tinham de casar com a escolha dos pais; hoje a mulher \u00e9 dona de sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria. Ela faz o que escolhe fazer, e em pleno s\u00e9culo XXI, n\u00e3o pode mais perder a vida por isso.<\/p>\n<p>Viva a mulher e sua liberdade de viver, pois, ela \u00e9: inspira\u00e7\u00e3o da humanidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>*Fl\u00e1via Morais \u00e9 deputada federal pelo PDT de Goi\u00e1s.<\/em><\/strong><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>8 de mar\u00e7o representa um marco na luta das mulheres para participar de todos os espa\u00e7os em condi\u00e7\u00f5es de igualdade de direitos. 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