{"id":51876,"date":"2016-04-25T07:16:44","date_gmt":"2016-04-25T10:16:44","guid":{"rendered":"http:\/\/pdt-rj.org.br\/?post_type=artigo&#038;p=41474"},"modified":"2017-01-16T09:51:32","modified_gmt":"2017-01-16T11:51:32","slug":"gilmar-toffoli-e-celso-de-mello-se-auto-impediram-de-julgar-o-impeachment","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/gilmar-toffoli-e-celso-de-mello-se-auto-impediram-de-julgar-o-impeachment\/","title":{"rendered":"Gilmar, Toffoli e Celso de Mello se auto-impediram de julgar o impeachment"},"content":{"rendered":"<p>Os ju\u00edzes do STF Celso de Mello, Gilmar Mendes e Dias Toffoli se auto-impediram de participar do julgamento de recursos da defesa da Presidente Dilma que questionem a natureza golpista do <em>impeachment<\/em>.<\/p>\n<p>Eles anteciparam publicamente na imprensa a posi\u00e7\u00e3o que defendem sobre a mat\u00e9ria e, portanto, perderam a isen\u00e7\u00e3o, a imparcialidade e a capacidade para julgar a partir dos elementos concretos futuros que a Presidente Dilma poder\u00e1 apresentar \u00e0 Suprema Corte.<\/p>\n<p>A arg\u00fci\u00e7\u00e3o de suspei\u00e7\u00e3o deles, neste que \u00e9 um julgamento de transcendental import\u00e2ncia para a normalidade e estabilidade do pa\u00eds, pode ser feita com base em diversos fundamentos jur\u00eddico-legais:<\/p>\n<p>&#8211; o C\u00f3digo de \u00c9tica da Magistratura [Resolu\u00e7\u00e3o 60\/2008, do Conselho Nacional de Justi\u00e7a, ironicamente promulgado por Gilmar Mendes quando presidia o CNJ (sic)], que no artigo primeiro define que os ju\u00edzes devem se nortear \u201c<em>pelos princ\u00edpios da independ\u00eancia, da imparcialidade, da cortesia, da transpar\u00eancia, da prud\u00eancia, da dilig\u00eancia, da integridade profissional e pessoal, da dignidade, da honra e do decoro<\/em>\u201d;<\/p>\n<p>&#8211; a Lei Complementar 35\/1979, que no artigo 36 veda ao magistrado \u201c<em>manifestar, por qualquer meio de comunica\u00e7\u00e3o, opini\u00e3o sobre processo pendente de julgamento, seu ou de outrem, ou ju\u00edzo depreciativo sobre despachos, votos ou senten\u00e7as, de \u00f3rg\u00e3os judiciais, ressalvada a cr\u00edtica nos autos e em obras t\u00e9cnicas ou no exerc\u00edcio do magist\u00e9rio<\/em>\u201d;<\/p>\n<p>&#8211; o C\u00f3digo de Processo Civil, que no artigo 135 fundamenta \u201c<em>a suspei\u00e7\u00e3o de parcialidade do juiz quando: I<strong>\u00a0<\/strong>&#8211; amigo \u00edntimo ou inimigo capital de qualquer das partes <\/em>[jantares do Gilmar com A\u00e9cio, Serra ..]<em>; e V<strong>\u00a0<\/strong>&#8211; interessado no julgamento da causa em favor de uma das partes<\/em>\u201d;<\/p>\n<p>&#8211; a Constitui\u00e7\u00e3o Brasileira, que no <strong>par\u00e1grafo \u00fanico do artigo 95, veda aos ju\u00edzes \u201c<\/strong><strong><em>III<\/em><\/strong><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><em>&#8211; dedicar-se \u00e0 atividade pol\u00edtico-partid\u00e1ria<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>Celso de Mello, Gilmar Mendes e Dias Toffoli j\u00e1 anteciparam posicionamento pol\u00edtico claro sobre o <em>impeachment<\/em> e, independentemente das alega\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas que Dilma venha a apresentar em sua defesa, eles estar\u00e3o, de antem\u00e3o contra qualquer postula\u00e7\u00e3o da Presidente, porque formularam ju\u00edzo pr\u00e9vio; possuem pr\u00e9-conceito pol\u00edtico-ideol\u00f3gico firmado.<\/p>\n<p>O STF se pronunciou, at\u00e9 o presente momento, somente sobre aspectos relacionados ao <strong>rito do <em>impeachment<\/em><\/strong> \u2013 crit\u00e9rios para formar comiss\u00e3o especial, etapas de acusa\u00e7\u00e3o e defesa, tipo nominal de vota\u00e7\u00e3o, ordem de vota\u00e7\u00e3o e outras quest\u00f5es procedimentais.<\/p>\n<p>A defesa da Presidente <strong>ainda<\/strong> n\u00e3o questionou, todavia, o <strong>m\u00e9rito<\/strong> da den\u00fancia de <em>impeachment<\/em>, ou seja, a exist\u00eancia ou n\u00e3o de fundamentos para o acolhimento pelo Presidente da C\u00e2mara para a tramita\u00e7\u00e3o do processo naquela Casa que a imprensa internacional caracteriza como \u201c<em><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=2AlNmZ9FCeY\">uma assembl\u00e9ia geral de bandidos comandada por um bandido chamado Eduardo Cunha<\/a><\/em>\u201d.<\/p>\n<p>A aceita\u00e7\u00e3o e vota\u00e7\u00e3o do <em>impeachment<\/em> sem crime de responsabilidade na \u201cassembl\u00e9ia geral de bandidos\u201d, e a continuidade do tr\u00e2mite do processo no Senado \u00e9 ilegal; n\u00e3o passa de farsa processual para legitimar o discurso de normalidade institucional do golpe de Estado.<\/p>\n<p>Isso considerado, \u00e9 inadequado e juridicamente inaceit\u00e1vel o pronunciamento pr\u00e9vio e fora dos autos dos tr\u00eas ju\u00edzes, que assumiram atrav\u00e9s da m\u00eddia as vozes da oposi\u00e7\u00e3o no jogo pol\u00edtico com o objetivo de inibir e enquadrar a participa\u00e7\u00e3o da Presidente Dilma na ONU.<\/p>\n<p>Estes tr\u00eas \u201cju\u00edzes\u201d atuaram politicamente, embora sejam proibidos pela Constitui\u00e7\u00e3o de faz\u00ea-lo [artigo 95]. Pode-se dizer, por analogia, que eles buscaram intencionalmente causar o mesmo constrangimento pol\u00edtico que os deputados Jos\u00e9 Aleluia [DEM] e Luiz Lauro Filho [PSB], despachados em classe executiva com di\u00e1ria de 400 d\u00f3lares a Nova York pelo \u201c<em>bandido chamado Eduardo Cunha<\/em>\u201d para cercear os passos da Presidente.<\/p>\n<p>S\u00e3o totalmente fora de prop\u00f3sito as declara\u00e7\u00f5es deles de que o \u201c<em>o procedimento destinado a apurar a responsabilidade da senhora presidente da Rep\u00fablica respeitou todas as f\u00f3rmulas estabelecidas na Constitui\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d [Celso de Mello], e que \u201c<em>se trata de procedimentos absolutamente normais, dentro do quadro de institucionalidade<\/em>\u201d [Gilmar Mendes]. Ainda mais disparatada, talvez por um exagero de realismo que empresta ao seu adesismo golpista, \u00e9 a manifesta\u00e7\u00e3o do Dias Toffoli, de que \u201c<em>\u00e9 uma ofensa \u00e0s institui\u00e7\u00f5es brasileiras<\/em>\u201d a alega\u00e7\u00e3o de que est\u00e1 em andamento um golpe de Estado.<\/p>\n<p>Estes tr\u00eas \u201cju\u00edzes\u201d do STF perderam toda a condi\u00e7\u00e3o para julgar o <em>impeachment<\/em>. A participa\u00e7\u00e3o deles no julgamento do <em>impeachment<\/em> ser\u00e1 uma ofensa \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o que transformar\u00e1 o STF num tribunal de exce\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para preservar o Estado Democr\u00e1tico de Direito e a ordem jur\u00eddica do pa\u00eds, a Presidente Dilma dever defender a Constitui\u00e7\u00e3o e as Leis de todas as maneiras, inclusive no \u00e2mbito das Cortes Internacionais.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os ju\u00edzes do STF Celso de Mello, Gilmar Mendes e Dias Toffoli se auto-impediram de participar do julgamento de recursos da defesa da Presidente Dilma que questionem a natureza golpista do impeachment. 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