{"id":51810,"date":"2010-04-20T21:20:51","date_gmt":"2010-04-20T21:20:51","guid":{"rendered":"http:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/artigo\/a-invasao-do-brasil\/"},"modified":"2017-01-16T09:51:03","modified_gmt":"2017-01-16T11:51:03","slug":"a-invasao-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/a-invasao-do-brasil\/","title":{"rendered":"A invas\u00e3o do Brasil"},"content":{"rendered":"<p>O almirante portugu&ecirc;s Pedro &Aacute;lvares Cabral partiu de Lisboa no dia nove<br \/>mar&ccedil;o de 1500 com treze embarca&ccedil;&otilde;es, a maior das armadas portuguesas &agrave; &eacute;poca e em tese com destino &agrave;s &Iacute;ndias. A Hist&oacute;ria, implac&aacute;vel em seu processo, mostra que os portugueses, como de resto os europeus, tinham conhecimento da exist&ecirc;ncia de terras &agrave; leste da linha do Tratado de Tordesilhas.<\/p>\n<p>Como no mundo em que vivemos o Tratado de Tordesilhas definia que terra era<br \/>de quem, mesmo que n&atilde;o fosse conhecida, ou tivesse sido descoberta, ou a ela<br \/>se tivesse chegado. Hoje, qualquer reserva de petr&oacute;leo, &aacute;gua, ou minerais<br \/>estrat&eacute;gicos &eacute; da democracia crist&atilde; e ocidental dos Estados Unidos em nome<br \/>da paz.<\/p>\n<p>O conhecimento em si, de terras a leste da linha do Tratado, n&atilde;o significa<br \/>necessariamente que essas terras pudessem ou n&atilde;o de fato existir, mas apenas<br \/>reservados os direitos sobre a &ldquo;sombra&rdquo; das grandes pot&ecirc;ncias do s&eacute;culo XVI.<\/p>\n<p>Mill&ocirc;r Fernandes afirma que o primeiro a cercar a sombra de uma &aacute;rvore, foi<br \/>tamb&eacute;m o inventor da propriedade privada.<\/p>\n<p>A &uacute;ltima grande armada que se tem not&iacute;cia na Am&eacute;rica como um todo e na<br \/>Am&eacute;rica do Sul especificamente, foi a do Reino Unido para garantir a<br \/>&ldquo;propriedade&rdquo; das Ilhas Malvinas, parte do territ&oacute;rio argentino ocupado<br \/>pelos brit&acirc;nicos. Em 1982 o general Leopoldo Galtieri, sem sustenta&ccedil;&atilde;o<br \/>popular e ap&oacute;s um golpe dentro do golpe (sai ditador entra ditador) tentou<br \/>segurar-se no patriotismo inconseq&uuml;ente de uma guerra para a qual n&atilde;o estava<br \/>preparado. Aproveitou-se do sentimento popular de revolta contra a ocupa&ccedil;&atilde;o<br \/>de parte do territ&oacute;rio argentino, mandou tropas despreparadas &agrave;s Malvinas,<br \/>mero golpe de publicidade de general de carreirinha (temos aos montes aqui)<br \/>e acabou levando o regime ditatorial ao seu fim. Entregou aos argentinos uma<br \/>conta de vidas e dores sem tamanho, frustrando esperan&ccedil;as e direitos<br \/>leg&iacute;timos, j&aacute; que na pr&aacute;tica, sabia que n&atilde;o seria poss&iacute;vel sustentar a posse<br \/>das Ilhas Malvinas.<\/p>\n<p>O Brasil era governado pelo ditador Jo&atilde;o Batista Figueiredo. No dilema ou d&aacute;<br \/>ou desce, Reagan &ndash; ent&atilde;o presidente dos EUA &ndash; apoiava a Gr&atilde; Bretanha e<br \/>sustentava a ditadura no Brasil (eram os principais acionistas dos governos<br \/>militares), silenciou sobre o assunto, mas permitiu que navios e avi&otilde;es<br \/>ingleses se reabastecessem em territ&oacute;rio brasileiro. Uma t&iacute;pica covardia<br \/>t&iacute;pica de ditadores e generais de fancaria.<\/p>\n<p>As invas&otilde;es hoje se d&atilde;o de forma diversa em se tratando de Am&eacute;rica Latina.<br \/>Compram presidentes, compram senadores, deputados, governadores, associam-se<br \/>a empres&aacute;rios e assumem o controle dos neg&oacute;cios, disfar&ccedil;am a ocupa&ccedil;&atilde;o<br \/>militar com bases destinadas ao combate &agrave;s drogas, mas se ap&oacute;iam no<br \/>traficante governando a Col&ocirc;mbia &ndash; &Aacute;lvaro Uribe &ndash; e chamam tudo isso de<br \/>mundo globalizado, que, via de regra, materializam atrav&eacute;s de tratados de<br \/>livre com&eacute;rcio (com isso tomam conta da economia e da pol&iacute;tica do pa&iacute;s, caso<br \/>do M&eacute;xico, mera col&ocirc;nia), o fim, segundo eles, &eacute; a paz, a democracia, o<br \/>progresso, n&atilde;o importa que a fome esteja devastando a &Aacute;frica ou que o velho<br \/>m&eacute;todo de invas&atilde;o seja aplicado no Iraque, no Afeganist&atilde;o.<\/p>\n<p>O golpe principal, no entanto, numa realidade diferente, estamos no s&eacute;culo<br \/>XXI, em breve n&atilde;o haver&aacute; necessidade de cultivar rosas, japoneses j&aacute;<br \/>produzem com tecnologia de ponta rosas id&ecirc;nticas &agrave;s naturais, at&eacute; no<br \/>perfume, &eacute; o controle da m&iacute;dia, os chamados ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>A na&ccedil;&atilde;o, qualquer na&ccedil;&atilde;o, &eacute; formada pelo territ&oacute;rio, o povo, os costumes, a<br \/>tradi&ccedil;&atilde;o, a l&iacute;ngua, a cultura e se organiza assim atrav&eacute;s do Estado. A<br \/>palavra de ordem contempor&acirc;nea &eacute; &ldquo;estado m&iacute;nimo&rdquo;, j&aacute; que o deus dos tempos<br \/>atuais &eacute; o mercado. Onipotente, onipresente, onilucrativo, onib&aacute;rbaro,<br \/>oninuclear. &ldquo;Eu posso ter a bomba e posso destruir o mundo cem vezes, mas<br \/>em nome da paz voc&ecirc; n&atilde;o&rdquo;<\/p>\n<p>Quem quer que divirja desse modelo, dessa verdade &uacute;nica, recebe o r&oacute;tulo de<br \/>terrorista.<\/p>\n<p>Torturam, matam, saqueiam a torto e a direito em todo o mundo. Matam<br \/>palestinos, afeg&atilde;os, iraquianos, colombianos, paquistaneses, matam africanos<br \/>de fome, rotulam-nos a todos de &ldquo;piratas&rdquo;, &ldquo;terroristas&rdquo;.<\/p>\n<p>&Eacute; atrav&eacute;s dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o que substituem os costumes, as tradi&ccedil;&otilde;es,<br \/>a l&iacute;ngua e a cultura de um povo, por seus costumes, suas tradi&ccedil;&otilde;es, sua<br \/>l&iacute;ngua e sua cultura, numa invas&atilde;o aparentemente indolor, recheada do brilho<br \/>de neons e estrelas. Ao final, o ser brasileiro vira um objeto manipulado e<br \/>conduzido segundo as vontades desejadas pelos conquistadores.<\/p>\n<p>&Eacute; todo um complexo que transforma, por exemplo, a maior pot&ecirc;ncia do mundo,<br \/>os EUA, numa sociedade an&ocirc;nima, controlada por grupos sionistas, os senhores<br \/>do petr&oacute;leo, dos grandes neg&oacute;cios, das armas.<\/p>\n<p>Se Obama &eacute; um presidente aparentemente negro, que possa pensar aqui ou ali<br \/>de maneira diversa da de Bush, n&atilde;o importa. N&atilde;o vai longe e nem consegue<br \/>enfrentar a assembl&eacute;ia geral de acionistas do imp&eacute;rio. Se antes eram os<br \/>bar&otilde;es, condes, marqueses, duques e viscondes que controlavam os reis, hoje<br \/>s&atilde;o os bar&otilde;es do petr&oacute;leo, das armas, dos bancos, etc.<\/p>\n<p>Se algu&eacute;m pegar o mapa da Am&eacute;rica do Sul e tampar o Brasil com uma das m&atilde;os<br \/>vai perceber que, territorialmente, o que sobra &eacute; quase nada diante do<br \/>tamanho de nosso Pa&iacute;s. Quem quer que se detenha a dar uma olhada no Brasil e<br \/>em seu todo, vai, de imediato, sentir que existe nos milh&otilde;es de quil&ocirc;metros<br \/>quadrados de nosso territ&oacute;rio, todo o potencial para que sejamos n&atilde;o apenas<br \/>uma grande pot&ecirc;ncia em todos os sentidos, mas uma na&ccedil;&atilde;o onde impere a<br \/>democracia lato senso, a justi&ccedil;a social e possamos nos impor ao mundo sem<br \/>necessidade de nenhum ministro tirar os sapatos e descal&ccedil;o submeter-se a<br \/>humilhante revista no aeroporto de New York, como o fez Celso L&aacute;fer,<br \/>ministro das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores do governo de FHC.<\/p>\n<p>Em 1962, conscientes que os brasileiros come&ccedil;avam a buscar seus pr&oacute;prios<br \/>caminhos &agrave; revelia de seus interesses, os norte-americanos (entendidos aqui<br \/>como bancos, empresas, sionistas, os acionistas) compraram empres&aacute;rios (o<br \/>grupo FIESP\/DASLU por exemplo, sempre pronto a bom um neg&oacute;cio), pol&iacute;ticos<br \/>(Carlos Lacerda, Magalh&atilde;es Pinto, outros menores) e criaram um neg&oacute;cio<br \/>chamado IBAD &ndash; INSTITUTO BRASILEIRO DE A&Ccedil;&Atilde;O DEMOCR&Aacute;TICA &ndash;.<\/p>\n<p>Financiaram revistas, jornais, campanhas eleitorais, associa&ccedil;&otilde;es de &ldquo;defesa<br \/>da democracia&rdquo;, compraram militares comprometidos com a ideologia dominante,<br \/>a dos EUA, mas acabaram perdendo no todo e resolveram partir para a solu&ccedil;&atilde;o<br \/>seguinte. O golpe militar, aconteceu em 1964 e foi comandando por um general<br \/>deles, Vernon Walthers (ficou aqui at&eacute; &ldquo;eleger&rdquo; Castello Branco presidente<br \/>da Rep&uacute;blica).<\/p>\n<p>Come&ccedil;ou ali tamb&eacute;m a ofensiva sobre os meios de comunica&ccedil;&atilde;o. Se j&aacute;<br \/>controlavam ve&iacute;culos como o jornal O GLOBO e o ESTADO DE S&Atilde;O PAULO<br \/>(ostensivamente), come&ccedil;ava tamb&eacute;m a hist&oacute;ria da poderosa REDE GLOBO<br \/>(financiada por capitais do antigo grupo TIME\/LIFE), viria mais tarde o<br \/>grupo ABRIL (edita VEJA) e grossas verbas disfar&ccedil;adas de publicidade para<br \/>jornais como a FOLHA DE S&Atilde;O PAULO (a que chama a ditadura de ditabranda, mas<br \/>emprestava seus caminh&otilde;es para a desova dos cad&aacute;veres dos presos pol&iacute;ticos<br \/>torturados e assassinados no DOI\/CODI em S&atilde;o Paulo).<\/p>\n<p>Da&iacute; a introduzir o haloween como elemento da cultura brasileira no dia a dia<br \/>de nossas escolas de ensino b&aacute;sico foi um pulo. Chegar ao est&aacute;gio do tira<br \/>manchas que &eacute; inteligente e evita que o seu filho v&aacute; &agrave; escola com a camisa<br \/>manchada, foi outro pulo.<\/p>\n<p>Fazer com que se pense como eles pensam, isso &eacute; o dia a dia da mentira<br \/>veiculada pela televis&atilde;o, pelos jornais, pelas revistas.<\/p>\n<p>Mas, como diz a antiga can&ccedil;&atilde;o &ndash; antiga, mas sempre presente &ndash; do<br \/>&ldquo;subdesenvolvido&rdquo;, &ldquo;voc&ecirc; pensa como americano, mas n&atilde;o vive como americano&rdquo;.<\/p>\n<p>Manter governadores, senadores, deputados, militares, empres&aacute;rios sob<br \/>controle &eacute; o de menos. O governo de FHC abriu as portas para a transforma&ccedil;&atilde;o<br \/>do Brasil num estado da federa&ccedil;&atilde;o norte-americana e a ALCA &ndash; ASSOCIA&Ccedil;&Atilde;O DE<br \/>LIVRE COM&Eacute;RCIO DAS AM&Eacute;RICAS &ndash; s&oacute; n&atilde;o foi assinado por conta da resist&ecirc;ncia<br \/>popular e dos compromissos assumidos pelo atual governo, o do presidente<br \/>Lula.<\/p>\n<p>Funciona mais ou menos assim. Se eles fabricam chicletes, voc&ecirc; tem que<br \/>comprar deles, n&atilde;o pode fabricar. Pode sim, vender a mat&eacute;ria prima a pre&ccedil;o<br \/>vil.<\/p>\n<p>Se o lixo hospitalar e nuclear deles n&atilde;o pode ser despejado em seu pr&oacute;prio<br \/>territ&oacute;rio, sob as penas do tratado de livre com&eacute;rcio, previstas em<br \/>cap&iacute;tulos pr&oacute;prios, voc&ecirc; tem que aceit&aacute;-lo em seu territ&oacute;rio, que o diga o<br \/>M&eacute;xico.<\/p>\n<p>A grande m&iacute;dia cumpre dois pap&eacute;is. William Bonner, um dos principais agentes<br \/>dos EUA no Brasil e atuando na GLOBO, definiu a voc&ecirc; como sendo um<br \/>telespectador idiota, um Homer Simpson (por ironia uma excelente s&eacute;ria<br \/>norte-americana que mostra exatamente a passividade do povo diante dessa<br \/>situa&ccedil;&atilde;o) e nem fez quest&atilde;o de esconder isso de ningu&eacute;m, veicula,<br \/>diariamente, a mentira da &ldquo;verdade&rdquo; &uacute;nica e imposta, num espa&ccedil;o entre<br \/>novelas e outras coisas mais, que fazem com que cada um creia que o<br \/>essencial &eacute; o sucesso e que sucesso &eacute; sin&ocirc;nimo de ser brother, ou sister e<br \/>que &eacute; fundamental amar-se a si pr&oacute;prio acima de todas as coisas. O outro &eacute;<br \/>apenas algu&eacute;m que circunstancialmente est&aacute; ali, mas pode ser empurrado<br \/>ladeira abaixo se virar problema, ou for obst&aacute;culo.<\/p>\n<p>Nada pessoal, pessoas est&atilde;o fadadas a serem extintas, tudo s&atilde;o neg&oacute;cios.<\/p>\n<p>E como o modelo vendido implica que tudo seja assim, &eacute; necess&aacute;rio estar<br \/>sempre com portas e janelas trancadas. A rasteira, o empurr&atilde;o pode vir do<br \/>outro.<\/p>\n<p>Mentira e farsa s&atilde;o essenciais &agrave; m&iacute;dia para fazer com que cada brasileiro<br \/>pense em ingl&ecirc;s, se veja em Hollywood, ou passeando e fazendo compras em New<br \/>York, num dos hot&eacute;is recheados de pin ups de Las Vegas, n&atilde;o importa que<br \/>esteja ralando doze horas por dia num emprego mal remunerado (professor por<br \/>exemplo) e ainda em caso de reclama&ccedil;&atilde;o seja enquadrado a cassetadas pela<br \/>Pol&iacute;cia deles.<\/p>\n<p>Dessa esp&eacute;cie de centro de uma organiza&ccedil;&atilde;o que invade mais que o territ&oacute;rio,<br \/>invade e corrompe almas e esp&iacute;ritos, consci&ecirc;ncias, saem irradiadas milhares<br \/>de seitas a dizer que &eacute; preciso dar dez por cento para construir casas no<br \/>c&eacute;u e resignar-se &agrave; &ldquo;realidade&rdquo; daqui, saem deputados, senadores, saem<br \/>governadores, empresas que fraudam, sonegam, vendem produtos de p&eacute;ssima<br \/>qualidade, bancos que extorquem, todo o conjunto de m&aacute;fias contempor&acirc;neas<br \/>que, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s m&aacute;fias originais, apenas varreu compromissos de honra<br \/>m&iacute;nimos que ali existiam.<\/p>\n<p>Voc&ecirc; &eacute; objeto. Joguete de uma m&iacute;dia mentirosa, venal, corrupta e de<br \/>jornalistas &aacute;vidos de um a mais para o &ldquo;leite das crian&ccedil;as&rdquo; (Miriam Leit&atilde;o,<br \/>Alexandre Garcia &ndash;dedo duro durante a ditadura &ndash;. L&uacute;cia Hip&oacute;lito e outros<br \/>menores ou mesmo maiores, jornais como FOLHA DE S&Atilde;O PAULO, revistas como<br \/>VEJA, jornais regionais como o ESTADO DE MINAS, ou redes regionais como a<br \/>RBS (sul do Pa&iacute;s).<\/p>\n<p>S&atilde;o financiados pelos seu dinheiro, pelo dinheiro p&uacute;blico, caso do contrato<br \/>do governo de S&atilde;o Paulo (Jos&eacute; Collor Arruda Serra) com a editora ABRIL<br \/>(VEJA), ou o escandaloso caso da venda do apoio da GLOBO a Serra nas<br \/>elei&ccedil;&otilde;es de 2002 envolvendo Roseana Sarney (usada como isca pela GLOBO), O<br \/>BNDES, resultando na emenda que abriu as portas para o capital estrangeiro<br \/>em r&aacute;dios e tev&ecirc;s do Brasil e tirando a empresa de um estado pr&eacute;-falimentar.<\/p>\n<p>Nada &eacute; de gra&ccedil;a nesse tipo de neg&oacute;cio. H&aacute; toda uma teia que tem um &uacute;nico<br \/>objetivo. O controle da j&oacute;ia da coroa latino-americana, o Brasil.<\/p>\n<p>Um grupo de professores do estado do Par&aacute; advertiu o governo estadual que a<br \/>descoberta de um reservat&oacute;rio subterr&acirc;neo de &aacute;gua doce por cientistas<br \/>brasileiros era o produto do esfor&ccedil;o de brasileiros, pois norte-americanos<br \/>j&aacute; o conheciam atrav&eacute;s de recursos tecnol&oacute;gicos atrav&eacute;s de sat&eacute;lites h&aacute; anos<br \/>e se omitiam sobre o assunto, &agrave; medida que o prop&oacute;sito &eacute; o controle n&atilde;o s&oacute;<br \/>da &aacute;gua, mas do petr&oacute;leo, do Pa&iacute;s. T&ecirc;m a defend&ecirc;-los o patriotismo do<br \/>general Heleno. A ocupar o territ&oacute;rio brasileiro a VALE privatizada.<\/p>\n<p>Para isso vendem seu modo de pensar (aquele que mata &agrave; porta das escolas,<br \/>que &eacute; racista, que se sustenta na barb&aacute;rie da guerra e dos campos de<br \/>concentra&ccedil;&atilde;o como Guant&aacute;namo) atrav&eacute;s de ag&ecirc;ncias chamadas empresas como a<br \/>GLOBO, FOLHA DE S&Atilde;O PAULO, VEJA, e outros, muitos outros.<\/p>\n<p>Associa-se ao latif&uacute;ndio que depreda a Amaz&ocirc;nia (e culpa os &iacute;ndios), serve<br \/>porcaria nos transg&ecirc;nicos, coopta militares como o fizeram com o general<br \/>Heleno e muitos outros &ndash; a maioria &ndash; para eventuais golpes, faz com que cada<br \/>um de n&oacute;s se volte para uma Meca doentia, Washington\/Wall Street e acredite<br \/>que sucesso &eacute; sair por a&iacute; exibindo os escalpos conquistados na caminhada.<\/p>\n<p>Com o fim da ditadura militar tentaram com Collor e conseguiram boa parte de<br \/>seus objetivos com FHC, funcion&aacute;rio de uma funda&ccedil;&atilde;o norte-americana a FORD.<br \/>Sem nenhum escr&uacute;pulo, car&aacute;ter, ou respeito por quem quer que seja, muito<br \/>menos pelo Brasil e pelos brasileiros.<\/p>\n<p>A elei&ccedil;&atilde;o de Lula, por cr&iacute;ticas que possa fazer ao governo de Lula,<br \/>interrompeu o avan&ccedil;o, a invas&atilde;o, mas n&atilde;o o processo de domina&ccedil;&atilde;o. Est&atilde;o a&iacute;<br \/>os mesmos ve&iacute;culos vendendo um marginal como Jos&eacute; Collor Arruda Serra,<br \/>pol&iacute;tico sem qualquer dignidade, sem princ&iacute;pios e sem honra nenhuma para<br \/>completar a tarefa.<\/p>\n<p>Como h&aacute; dias o Instituto Sensus, que pesquisa para sindicatos de<br \/>trabalhadores e de patr&otilde;es, divulgou pesquisa mostrando empate t&eacute;cnico entre<br \/>a candidata Dilma Roussef e o marginal Jos&eacute; Collor Arruda Serra, o DATA<br \/>FOLHA, instituto de pesquisas da FOLHA DE S&Atilde;O PAULO, tratou de forjar uma<br \/>pesquisa onde Serra aparece como vencedor e um jornalista do esquema,<br \/>Fernando Rodrigues, como quem n&atilde;o quer nada, trata de &ldquo;adiantar&rdquo; em sua<br \/>coluna que o bandido pode vencer j&aacute; no primeiro turno.<\/p>\n<p>Em 1985 a lei proibia a divulga&ccedil;&atilde;o de pesquisas tr&ecirc;s ou cinco dias antes das<br \/>elei&ccedil;&otilde;es para evitar manipula&ccedil;&otilde;es. A &uacute;ltima pesquisa dos institutos ditos<br \/>s&eacute;rios dava a vit&oacute;ria nas elei&ccedil;&otilde;es para a prefeitura de S&atilde;o Paulo ao<br \/>criminoso Fernando Henrique Cardoso. Seu principal advers&aacute;rio era J&acirc;nio<br \/>Quadros. Um especialista em pesquisas previu a vit&oacute;ria de J&acirc;nio e disse o<br \/>seguinte &ndash; &ldquo;me digam onde pesquisaram e encontraram a vit&oacute;ria de Fernando<br \/>Henrique que eu vou pesquiso e trago a vit&oacute;ria de J&acirc;nio&rdquo; &ndash; Manipula&ccedil;&atilde;o pura,<br \/>deliberada, covarde e muito bem remunerada. S&atilde;o bandidos e J&acirc;nio ganhou de<br \/>FHC.<\/p>\n<p>Daqui at&eacute; outubro, os brasileiros ter&atilde;o tempo para pensar se querem<br \/>permanecer brasileiros, senhores do Brasil, ou se v&atilde;o cair de quatro<br \/>definitivamente e passar &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de colonos dos norte-americanos.<\/p>\n<p>N&atilde;o contem com nossas elites, s&atilde;o podres, s&atilde;o p&uacute;tridas, f&eacute;tidas e se vendem<br \/>por um fim de semana na Ilha de Caras. Tipo trocar um pirulito pela honra,<br \/>pela dignidade pessoal.<\/p>\n<p>N&atilde;o se invade com esquadras como a de Cabral, mas com redes de tev&ecirc;,<br \/>jornais, r&aacute;dios e revistas que consideram garis (como o fez Boris Casoy) &ldquo;a<br \/>&uacute;ltima categoria na escala de trabalho&rdquo;. Ou seja, o preconceito em muitos<br \/>momentos se torna vis&iacute;vel.<\/p>\n<p>Se deixa enganar quem quer ser enganado, ou quem se acostumou a ficar de<br \/>quatro.<\/p>\n<p>No duro mesmo, eu proporia uma sess&atilde;o di&aacute;ria em tr&ecirc;s turnos, dos filmes de<br \/>Oscarito e Grande Otelo, em cada escola. Seria uma forma do brasileiro<br \/>come&ccedil;ar a acordar e perceber que existe vida inteligente para al&eacute;m de Jerry<br \/>Lewis, ou desses comediantes de quinta categoria de Hollywood e que Bruce<br \/>Willys n&atilde;o &eacute; nem a sombra do que era Jos&eacute; Legoy, o nosso grande vil&atilde;o<br \/>cinematogr&aacute;fico. D&aacute; de dez a zero em qualquer agente da CIA desses que<br \/>explodem meio mundo e no fim ficam com a mocinha.<\/p>\n<p>O diretor de AVATAR dizer que vai levar a quest&atilde;o de Belo Monte (sem entrar<br \/>no m&eacute;rito) para discutir com senadores americanos? Ora, manda esse cara<br \/>pastar. Mas antes olha se o general Heleno n&atilde;o est&aacute; ao lado dele. &Eacute; bem<br \/>capaz, junto com o presidente da VALE e a senadora K&aacute;tia Abreu, especialista<br \/>em fraudes com terras na regi&atilde;o.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O almirante portugu&ecirc;s Pedro &Aacute;lvares Cabral partiu de Lisboa no dia novemar&ccedil;o de 1500 com treze embarca&ccedil;&otilde;es, a maior das armadas portuguesas &agrave; &eacute;poca e em tese com destino &agrave;s &Iacute;ndias. 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