{"id":51801,"date":"2009-11-15T20:20:51","date_gmt":"2009-11-15T20:20:51","guid":{"rendered":"http:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/artigo\/pais-ocupado\/"},"modified":"2017-01-16T09:53:01","modified_gmt":"2017-01-16T11:53:01","slug":"pais-ocupado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/pais-ocupado\/","title":{"rendered":"Pa\u00eds ocupado"},"content":{"rendered":"<p><span>O Financial Times, em 19.10.2009, disse que o Brasil &eacute; a pot&ecirc;ncia do S&eacute;culo XXI a ser observada. Dois dias depois, comentando o IOF de 2% sobre o ingresso de capitais estrangeiros, o mesmo jornal sustenta que isso decorre do &ldquo;&ecirc;xito&rdquo; do Brasil. O aspecto mais enganoso dessas avalia&ccedil;&otilde;es &eacute; a suposi&ccedil;&atilde;o de o capital estrangeiro ser ben&eacute;fico para o Pa&iacute;s. <\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span><br \/>A imprensa ligada ao establishment olig&aacute;rquico n&atilde;o p&aacute;ra de exaltar o desempenho do Brasil. N&atilde;o &eacute; novidade elogiarem, sempre que bancos e transnacionais recebam todas as facilidades e subs&iacute;dios para se apropriar das riquezas do Pa&iacute;s. Ademais, est&atilde;o de olho no petr&oacute;leo do pr&eacute;-sal.&nbsp; <\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span><br \/>A ind&uacute;stria brasileira come&ccedil;ou a ser liquidada, em 1954,&nbsp; por meio do golpe udenista-militar que, pela segunda e definitiva vez, afastou o presidente Get&uacute;lio Vargas. Dias depois do golpe foram criadas vantagens absurdas em favor do capital estrangeiro. JK n&atilde;o s&oacute; as manteve como as ampliou. Eleito, antes da posse, foi ao exterior para atrair &lsquo;investimentos&rsquo; estrangeiros.<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>De 1964 a 1966, medidas brutais foram adotadas para acelerar a liquida&ccedil;&atilde;o de ind&uacute;strias de capital nacional. No in&iacute;cio dos anos 70 Delfim Neto concedeu mais subs&iacute;dios desmedidos &agrave;s transnacionais, especialmente para a exporta&ccedil;&atilde;o. <\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>Os resultados, em menos de 20 anos (1954-1974), foram documentados em relat&oacute;rios como o de Newfarmer e Mueller para a Comiss&atilde;o de Assuntos Estrangeiros do Senado dos EUA, 1975: intensa concentra&ccedil;&atilde;o da oferta nos setores industriais nas m&atilde;os de tr&ecirc;s a quatro empresas; predom&iacute;nio das&nbsp; multinacionais.<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>Sem quase nada investir as transnacionais ocuparam os espa&ccedil;os durante os falsos milagres econ&ocirc;micos (1956-1960 e 1969-1974). Ficou tudo por conta do Estado. A prodigalidade deste levou o Pa&iacute;s a pesado endividamento. Os programas hidrel&eacute;trico e sider&uacute;rgico e obras da infra-estrutura foram feitos sob depend&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica e financeira,&nbsp; com importa&ccedil;&atilde;o de m&aacute;quinas e equipamentos sobre-avaliados, onerados por &ldquo;servi&ccedil;os&rdquo; e tecnologia n&atilde;o-absorvida, em pacotes fechados. <\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>Aos &ldquo;milagres&rdquo; seguiam-se ressacas, agravadas&nbsp; por pol&iacute;ticas fiscal, monet&aacute;ria e de cr&eacute;dito restritivas, a pretexto de combater a infla&ccedil;&atilde;o, &agrave;s expensas dos assalariados e das empresas de capital nacional. Isso as inviabilizou, fazendo-as fechar ou ser compradas pelas estrangeiras, a pre&ccedil;os ris&iacute;veis.<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>Ao final do segundo &ldquo;milagre&rdquo; (1975) o Brasil&nbsp; caminhava para&nbsp; o desenlace, em 1982, da d&iacute;vida externa, que crescia impulsionada pelos mecanismos da agiotagem, mesmo com a queda nos investimentos produtivos.<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>Veio o colapso das contas externas, as morat&oacute;rias e os acordos extorsivos ditados pelo cartel dos bancos &ldquo;credores&rdquo; com&nbsp; total coniv&ecirc;ncia do &ldquo;governo&rdquo; do Brasil, que se omitiu diante da proposta argentina de criar um clube de devedores com o Brasil e o M&eacute;xico. <\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>Isso propiciou as interven&ccedil;&otilde;es do FMI para estancar os investimentos p&uacute;blicos, que haviam sustentado o crescimento. Foi arrasado o que restava da capacidade de sobreviver das m&eacute;dias e grandes empresas de capital nacional. O resultado, mais tarde, foi que a&nbsp; participa&ccedil;&atilde;o das transnacionais sobre o faturamento total de dezoito cadeias industriais atingisse 36% em 1996 e saltasse para 52% em 2000.<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>Ap&oacute;s dominar a ind&uacute;stria, as transnacionais apropriaram-se das estatais com as privatiza&ccedil;&otilde;es. A Uni&atilde;o Federal praticamente nada recebeu por elas e gastou centenas de bilh&otilde;es de reais para entreg&aacute;-las. Cart&eacute;is estrangeiros apossaram-se&nbsp; dos servi&ccedil;os p&uacute;blicos, como energia, &aacute;gua, saneamento, telecomunica&ccedil;&otilde;es, cujas tarifas se elevaram muito acima da infla&ccedil;&atilde;o. <\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><span>Houve, ainda, as escandalosas doa&ccedil;&otilde;es de bancos, inclusive o maior banco estadual do Mundo, o BANESPA, ao Santander, espanhol, teleguiado por Londres. Outro expoente do imperialismo brit&acirc;nico, o HSBC, ficou com o Bamerindus. O holand&ecirc;s AMRO, com o Banco Real. Hoje, dos sete maiores bancos privados cinco s&atilde;o estrangeiros, e o Banco Central &#8211; na pr&aacute;tica, acima do governo &ndash; proporcionou-lhes os juros mais altos do mundo e lucros jamais vistos. <\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>As estat&iacute;sticas subestimam o grau de controle da economia brasileira pelas transnacionais. Consideram como tais s&oacute; as empresas com maioria oficial&nbsp; de capital estrangeiro, tomando por nacionais as participa&ccedil;&otilde;es dos laranjas ou testas-de-ferro, al&eacute;m de ignorar a propriedade das a&ccedil;&otilde;es ao portador. <\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>Exemplos s&atilde;o as portentosas PETROBR&Aacute;S e Vale do Rio Doce. Na primeira, o controle n&atilde;o &eacute; de estrangeiros, mas a participa&ccedil;&atilde;o destes no capital tornou-se elevad&iacute;ssima. Mais a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o negociadas em Nova York que na BOVESPA, devido &agrave; delet&eacute;ria lei 9.478, de 1997, uma das desastrosas medidas ditadas do exterior durante os oito anos de FHC. <\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><span>Na VALE tudo &eacute; obscuro. Os fundos de pens&atilde;o s&atilde;o os maiores acionistas. O controle oficial seria do BRADESCO,&nbsp; em parte nacional, mas a participa&ccedil;&atilde;o estrangeira tem conota&ccedil;&otilde;es estrat&eacute;gicas que transcendem os meros percentuais da contabilidade acion&aacute;ria. <\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>Em grande n&uacute;mero de empresas, mesmo abstraindo os laranjas e as a&ccedil;&otilde;es ao portador, participa&ccedil;&otilde;es abaixo de 50%, e bem menos, s&atilde;o suficientes para que a transnacional tenha o poder decis&oacute;rio. A propriedade da tecnologia &eacute; um dos fatores para isso.<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>A partir da fat&iacute;dica presid&ecirc;ncia de FHC, o BNDES deixou de financiar estatais e passou a beneficiar empresas estrangeiras, inclusive nas negociatas das privatiza&ccedil;&otilde;es. Atualmente elas s&atilde;o as maiores tomadoras do cr&eacute;dito desse estupendo banco.<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><span>As transnacionais v&ecirc;m, nos &uacute;ltimos quinze anos, ocupando de maneira intensa os poucos setores em que n&atilde;o tinham presen&ccedil;a dominante, como &nbsp;inform&aacute;tica, agroneg&oacute;cio, com&eacute;rcio varejista, turismo e hotelaria.<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><span>&Eacute; com base em estat&iacute;sticas subestimadoras do controle estrangeiro que, por exemplo, Reinaldo Gon&ccedil;alves, da UFRJ, disse, em entrevista de 23.03.2009, que o capital estrangeiro controla 25% do PIB brasileiro e mais de 40% da produ&ccedil;&atilde;o industrial e das exporta&ccedil;&otilde;es. <\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><span>Aduz que essa propor&ccedil;&atilde;o &eacute; 60% na ind&uacute;stria de bens de capital e na automotora, uma subestima&ccedil;&atilde;o grosseira, pois praticamente 100% desta pertencem &agrave;s transnacionais, tendo a pol&iacute;tica econ&ocirc;mica e decis&otilde;es do governo feito fechar as f&aacute;bricas nacionais. Nas autope&ccedil;as, o percentual das brasileiras caiu para menos de 20%. Antes de 1990, era superior a 50%. <\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><span>Gon&ccedil;alves reconhece que o Brasil ficou com reduzida capacidade de resistir &agrave; crise global, afirmando: &ldquo;A atua&ccedil;&atilde;o das empresas depende das matrizes, que se aproveitam do resultado das melhores filiais. As cadeiras produtivas das montadoras dependem do mercado internacional em 19,5%. Como &eacute; uma cadeia produtiva muito significativa, pega desde a pecu&aacute;ria na produ&ccedil;&atilde;o de couro, para os bancos dos autom&oacute;veis, at&eacute; qu&iacute;mica, pl&aacute;stico, borracha, metalurgia, siderurgia e eletroeletr&ocirc;nica.&rdquo;<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>&ldquo;Essa cadeia produtiva tem como eixo estruturante as montadoras, e quando h&aacute; problema l&aacute; fora, h&aacute; um rearranjo nos fluxos financeiros via remessa de lucros e dividendos, repatria&ccedil;&atilde;o de capital, pagamento de patentes, empr&eacute;stimos intercompanhias, uso da tesouraria para cobrir buracos externos &#8230;&rdquo;<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>Carlos Lopes, do Hora do Povo, observa: <\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>&ldquo;As telecomunica&ccedil;&otilde;es, a distribui&ccedil;&atilde;o de energia el&eacute;trica, a distribui&ccedil;&atilde;o de g&aacute;s, as Tvs a cabo (atrav&eacute;s de &lsquo;laranjas&rsquo;) s&atilde;o casos not&oacute;rios. Mas n&atilde;o s&atilde;o apenas esses setores &#8230;&#8221;&nbsp; &ldquo;O leitor j&aacute; ouviu falar nas empresas norte-americanas General Growth Properties (GGP), CB Richard Ellis, no Becker Group ou na canadense Ivanhoe Cambridge? S&atilde;o empresas que possuem provavelmente a maior parte &#8211; dos shopping-centers instalados no nosso pa&iacute;s.&rdquo;<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>&ldquo;Nem vamos falar dos supermercados &#8211; onde o americano Wall-Mart, o franc&ecirc;s Carrefour e o meio-franc&ecirc;s P&atilde;o de A&ccedil;&uacute;car monopolizam o com&eacute;rcio&#8230;&rdquo;<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><span>&ldquo;Recentemente as 145 lojas da Rede Quero Quero, que vende material para constru&ccedil;&atilde;o civil e mais quase tudo que se possa imaginar no Sul do pa&iacute;s, passaram para a propriedade do fundo norte-americano Advent. O grupo franc&ecirc;s Louis Dreyfus &eacute; um dos maiores produtores de a&ccedil;&uacute;car e &aacute;lcool &#8211; depois de adquirir as usinas do grupo pernambucano Tavares de Melo.&rdquo; <\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>Ao contr&aacute;rio do que imagina Lopes, os investimentos estrangeiros de antes n&atilde;o eram melhores que esses, apesar de serem originais e produtivos. Por isso mesmo n&atilde;o devem ficar sob controle tecnol&oacute;gico e financeiro estrangeiro. Al&eacute;m disso, o Brasil pagou fortunas por equipamento sucatado pelas matrizes das transnacionais, que o registravam a valores alt&iacute;ssimos como investimento direto estrangeiro, tomavam conta do mercado e passavam a importar insumos a pre&ccedil;os superfaturados e a arranjar n formas de transferir dinheiro para o exterior a t&iacute;tulo de servi&ccedil;os, superfaturados e at&eacute; fict&iacute;cios.<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>No pr&oacute;ximo artigo quantificarei as remessas de lucros das transnacionais, tanto as oficiais &#8211; que t&ecirc;m crescido enormemente &#8211;&nbsp; como as mascaradas, realizadas a quinze t&iacute;tulos diferentes em contas do com&eacute;rcio exterior, de rendas&nbsp; e de servi&ccedil;os, que enumero&nbsp; no cap&iacute;tulo 7, &ldquo;Empresas transnacionais e transfer&ecirc;ncia de recursos&rdquo; do livro&nbsp; &ldquo;Globaliza&ccedil;&atilde;o versus Desenvolvimento&rdquo;.<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;&nbsp;<strong><em> <\/em><\/strong><\/span><span><strong><em>* &#8211; Adriano Benayon &eacute; Doutor em Economia. Autor de &ldquo;Globaliza&ccedil;&atilde;o versus&nbsp;Desenvolvimento&rdquo;, editora Escrituras. <a href=\"mailto:abenayon@brturbo.com.br\">abenayon@brturbo.com.br<\/a> <\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Financial Times, em 19.10.2009, disse que o Brasil &eacute; a pot&ecirc;ncia do S&eacute;culo XXI a ser observada. Dois dias depois, comentando o IOF de 2% sobre o ingresso de capitais estrangeiros, o mesmo jornal sustenta que isso decorre do &ldquo;&ecirc;xito&rdquo; do Brasil. 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