{"id":51798,"date":"2009-10-21T20:20:51","date_gmt":"2009-10-21T20:20:51","guid":{"rendered":"http:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/artigo\/o-meu-pais-comeca-em-niteroi\/"},"modified":"2017-01-16T09:51:31","modified_gmt":"2017-01-16T11:51:31","slug":"o-meu-pais-comeca-em-niteroi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/o-meu-pais-comeca-em-niteroi\/","title":{"rendered":"O meu pa\u00eds come\u00e7a em Niter\u00f3i"},"content":{"rendered":"<p><span>As not&iacute;cias veiculadas pela imprensa sobre as&nbsp; negocia&ccedil;&otilde;es entre a Prefeitura de Niter&oacute;i e a Petrobras, a respeito de uma &aacute;rea municipal no centro da cidade, precisam ser esclarecidas para conhecimento de toda a popula&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>Em primeiro lugar, &eacute; necess&aacute;rio saber que tal &aacute;rea, h&aacute; quase 30 anos propriedade da municipalidade, estava sendo ocupada, a t&iacute;tulo prec&aacute;rio, at&eacute; 2 anos atr&aacute;s,&nbsp; por um estaleiro. No meu &uacute;ltimo mandato &agrave; frente da Prefeitura, tentei retirar dali tal estaleiro a fim de&nbsp; ampliar a &aacute;rea do Caminho Niemeyer. <\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>Por meio de v&aacute;rios expedientes na Justi&ccedil;a, a solu&ccedil;&atilde;o do caso veio se arrastando at&eacute; que a empresa suspendesse as atividades no local. Agora, neste meu quarto mandato como Prefeito, imediatamente entrei em contato com a empresa que por tantos anos se utilizou da &aacute;rea municipal e, de comum acordo, a Prefeitura retomou o uso pleno do terreno.<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>Segundo ponto: a &aacute;rea em quest&atilde;o est&aacute; localizada em um ponto extremamente privilegiado &agrave; beira da Ba&iacute;a de Guanabara. Por se tratar de um aterro, feito no final dos anos 1960, ele tem calado adequado para grandes navios e plataformas. Ou seja, qualquer grande plataforma de petr&oacute;leo pode ancorar ali sem problema porque a profundidade da &aacute;gua &eacute; grande. Al&eacute;m disso, &eacute; o &uacute;nico terreno em Niter&oacute;i em que um navio ou plataforma, ao zarpar, n&atilde;o precisa passar por baixo da Ponte Rio-Niter&oacute;i, por estar perto da sa&iacute;da da ba&iacute;a.<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>Terceiro: a Petrobras tem interesse neste grande terreno porque ao utiliz&aacute;-lo, pode atrav&eacute;s dele chegar a um terreno ainda maior pertencente &agrave; Marinha, que j&aacute; est&aacute; praticamente acertado com a empresa. Unidas as duas &aacute;reas, a Petrobras passa a ter o melhor espa&ccedil;o em todo o Grande Rio para construir uma de suas bases voltadas para a explora&ccedil;&atilde;o do pr&eacute;-sal.<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>Quarto: este terreno da Prefeitura &eacute; continua&ccedil;&atilde;o do Caminho Niemeyer, um esfor&ccedil;o gigantesco que a municipalidade tem desenvolvido nos &uacute;ltimos 12 anos para revitalizar o Centro e fazer da entrada de Niter&oacute;i um ponto tur&iacute;stico e cultural de enorme import&acirc;ncia para a Cidade, para o Estado e para o Brasil.<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>Estamos ao longo de todo este tempo realizando o que a Prefeitura do Rio de Janeiro, em boa hora, come&ccedil;ou a planejar este ano para a sua &aacute;rea portu&aacute;ria.<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>O&nbsp; Caminho Niemeyer vai olhar para o porto revitalizado do Rio de Janeiro tendo apenas as &aacute;guas da Guanabara a separ&aacute;-los. &Eacute; f&aacute;cil imaginar o que este complexo Caminho Niemeyer-Zona Portu&aacute;ria revitalizada vai significar. Da mesma forma, n&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil imaginar qual seria a rea&ccedil;&atilde;o do povo carioca caso o Prefeito Eduardo Paes aceitasse que a Petrobras instalasse uma de suas bases no Aterro do Flamengo ou na Marina da Gl&oacute;ria. A rea&ccedil;&atilde;o dele seria a mesma que estou tendo neste caso espec&iacute;fico. A n&atilde;o ser que, para viabilizar a constru&ccedil;&atilde;o do Aterro do Flamengo, caso ele ainda n&atilde;o existisse, fosse necess&aacute;rio permitir uma instala&ccedil;&atilde;o industrial na &aacute;rea.<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>Quinto: as instala&ccedil;&otilde;es que a Petrobras deseja em Niter&oacute;i v&atilde;o gerar milhares de empregos e tamb&eacute;m mais&nbsp; royalties para o munic&iacute;pio. S&oacute; que elas estar&atilde;o na regi&atilde;o que queremos revitalizar, no centro de Niter&oacute;i que precisa urgentemente ser revitalizado. Estar&atilde;o, repito, no nosso &#8220;Aterro do Flamengo&#8221;. Mas entendemos que empregos e royalties para Niter&oacute;i s&atilde;o sempre muito bem-vindos. O que estamos propondo, ent&atilde;o?<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>Este &eacute; o sexto ponto: n&atilde;o estamos querendo fazer apenas uma transa&ccedil;&atilde;o comercial com a Petrobras quando pedimos R$ 70 milh&otilde;es pela cess&atilde;o do terreno. O que queremos &eacute; uma parceria que seja boa para a Cidade e para a empresa. Falta apenas uma interven&ccedil;&atilde;o da Prefeitura para concluir o Caminho Niemeyer&nbsp; no que diz respeito &agrave; participa&ccedil;&atilde;o do Poder P&uacute;blico Municipal, j&aacute; que as demais ser&atilde;o bancadas pela iniciativa privada: o Centro de Conven&ccedil;&otilde;es e Exposi&ccedil;&otilde;es. Este Centro ser&aacute; a chave para dispararmos o turismo em Niter&oacute;i verdadeiramente como ind&uacute;stria. Porque o turismo s&oacute; gera riqueza e renda para um local quando o turista dorme pelo menos uma noite na cidade, onde necessariamente ter&aacute; de se alimentar nos restaurantes, consumir no com&eacute;rcio local e dormir em um hotel da cidade. Fora isso, n&atilde;o significa nada. Vamos pegar o caso de um orgulho de todos n&oacute;s, que &eacute; o MAC, como exemplo. Milhares e milhares de turistas visitam o nosso museu a cada m&ecirc;s. S&oacute; que normalmente eles v&ecirc;m a Niter&oacute;i, visitam o Museu e voltam para o Rio de Janeiro. O que fica para Niter&oacute;i? Nada. A n&atilde;o ser uma boa lembran&ccedil;a que levam de nossa cidade. Com o Centro de Conven&ccedil;&otilde;es, poderemos elaborar uma s&eacute;rie de eventos, como conven&ccedil;&otilde;es e feiras, que far&atilde;o com que o visitante tenha de ficar o tempo suficiente na cidade para que ela se beneficie de sua presen&ccedil;a. Isso gerar&aacute; mais empregos do que qualquer estaleiro, mais divisas para a cidade do que os royalties que uma base da Petrobras porventura trar&aacute; para Niter&oacute;i.<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>O s&eacute;timo ponto: a Prefeitura deseja fazer uma parceria de R$ 70 milh&otilde;es com a Petrobr&aacute;s de forma que a empresa, na verdade, banque o final do Caminho Niemeyer (Centro de Conven&ccedil;&otilde;es e a urbaniza&ccedil;&atilde;o geral do projeto) e receba em troca a &aacute;rea que deseja. Com isso, Niter&oacute;i ter&aacute;, sim, um estaleiro no seu &#8220;Aterro do Flamengo&#8221;, mas a cidade ter&aacute; sido recompensada pelo enorme sacrif&iacute;cio.<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>Reitero que a Prefeitura n&atilde;o est&aacute; propondo s&oacute; um acordo comercial com a Petrobras, mas uma parceria. Afinal, a Petrobras tem sido generosa em patroc&iacute;nios espalhados pelo Brasil afora (inclusive ajudou na viabiliza&ccedil;&atilde;o do Museu do Cinema no pr&oacute;prio Caminho Niemeyer) e n&oacute;s queremos que o patroc&iacute;nio que a empresa venha a dar ao Centro de Conven&ccedil;&otilde;es possa representar para ela tamb&eacute;m um ganho publicit&aacute;rio por mais um investimento importante na &aacute;rea da cultura, da arte e do turismo.<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>Da mesma forma que a Petrobras, fruto do suor e do sangue de v&aacute;rias gera&ccedil;&otilde;es do povo brasileiro e s&iacute;mbolo de nossa soberania, tem lutado de forma vitoriosa para ser a empresa que &eacute; hoje, reconhecida e respeitada em todo o mundo, eu, como representante do povo de Niter&oacute;i, tamb&eacute;m quero dar a minha contribui&ccedil;&atilde;o ao pa&iacute;s.<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>Em suma, quero, para a Cidade que governo, os milhares de empregos de um novo estaleiro, como tamb&eacute;m quero os milhares de empregos diretos e indiretos que o Caminho Niemeyer vai gerar. Quero, para a Cidade que governo, os royalties que uma base do pr&eacute;-sal vai proporcionar ao munic&iacute;pio, mas tamb&eacute;m quero que o povo niteroiense receba a riqueza gerada pela ind&uacute;stria do turismo que o Caminho Niemeyer vai alavancar. Quero que a Petrobras, orgulho de cada um de n&oacute;s, brasileiros, tenha em Niter&oacute;i instala&ccedil;&otilde;es que facilitem o seu crescimento e o engrandecimento do Brasil, mas tamb&eacute;m quero que Niter&oacute;i se engrande&ccedil;a junto&nbsp; com o pa&iacute;s. Mesmo porque &ndash; e isto tem de ficar claro &#8211; o meu pa&iacute;s come&ccedil;a em Niter&oacute;i.<\/span><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span><\/p>\n<p>Jorge Roberto Silveira &#8211; prefeito de Niter&oacute;i<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As not&iacute;cias veiculadas pela imprensa sobre as&nbsp; negocia&ccedil;&otilde;es entre a Prefeitura de Niter&oacute;i e a Petrobras, a respeito de uma &aacute;rea municipal no centro da cidade, precisam ser esclarecidas para conhecimento de toda a popula&ccedil;&atilde;o. &nbsp; Em primeiro lugar, &eacute; necess&aacute;rio saber que tal &aacute;rea, h&aacute; quase 30 anos propriedade da municipalidade, estava sendo ocupada,&#8230;<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on wp_trim_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on wp_trim_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1584],"tags":[],"class_list":["post-51798","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51798","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51798"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51798\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":52041,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51798\/revisions\/52041"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51798"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51798"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51798"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}