{"id":40993,"date":"2016-04-19T15:31:44","date_gmt":"2016-04-19T18:31:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.malungo2.com.br\/pdt\/desenv\/?p=40993"},"modified":"2016-04-19T15:31:44","modified_gmt":"2016-04-19T18:31:44","slug":"fernando-molica-brizola-tinha-razao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/fernando-molica-brizola-tinha-razao\/","title":{"rendered":"Fernando Molica e o impeachment: Brizola tinha raz\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Rio &#8211; Morto h\u00e1 12 anos, Leonel Brizola teria agora o direito de dizer algo como \u201cEu avisei\u201d. Em 1992, o ent\u00e3o governador do Rio evitava refor\u00e7ar o coro pelo impeachment de Fernando Collor de Mello. Ao contr\u00e1rio de outros partidos de oposi\u00e7\u00e3o, em especial o PT, o pedetista tratava do assunto de forma evasiva, escorregadia. O gesto lhe traria s\u00e9rias consequ\u00eancias pol\u00edticas \u2014 seus 11,168 milh\u00f5es de votos em 1989 cairiam para pouco mais de 2 milh\u00f5es na elei\u00e7\u00e3o presidencial de 1994.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, Brizola foi acusado de privilegiar seu bom relacionamento com Collor, que chegara a adaptar, para o governo federal, o programa de constru\u00e7\u00e3o de escol\u00f5es desenvolvido no Rio de Janeiro. Mas quem ouvisse com aten\u00e7\u00e3o seus pronunciamentos e entrevistas veria que a preocupa\u00e7\u00e3o do governador era outra. Herdeiro e representante do trabalhismo, Brizola acompanhara a derrubada da Presid\u00eancia de duas de suas refer\u00eancias pol\u00edticas, Get\u00falio Vargas e Jo\u00e3o Goulart. Em 1961, ent\u00e3o governador do Rio Grande Sul, ele comandara, de armas na m\u00e3o, a resist\u00eancia aos ministros militares, que tentavam impedir a posse de Goulart; tr\u00eas anos depois, acompanharia a deposi\u00e7\u00e3o do presidente e cunhado, v\u00edtima de um golpe articulado em quart\u00e9is e grandes empresas.<\/p>\n<p>O veterano pol\u00edtico sabia que, por mais graves que fossem os crimes atribu\u00eddos a Collor, o impeachment do primeiro presidente eleito pelo voto direto desde 1961 criaria um perigoso precedente para a jovem democracia brasileira. Sabedor da tend\u00eancia conservadora da maioria dos parlamentares, o pedetista, que ainda tinha esperan\u00e7a de chegar ao Pal\u00e1cio do Planalto, n\u00e3o queria deixar nas m\u00e3os de senadores e deputados o direito de poder derrubar um presidente.<\/p>\n<p>Neste domingo, o temor de Brizola se revelou procedente. A abertura do processo que deve levar Michel Temer ao poder revela que os votos dos 594 integrantes do Congresso Nacional pesam muito mais do que os de 143 milh\u00f5es de eleitores. Mais do que abrir a porteira para o impeachment, a oposi\u00e7\u00e3o ressuscitou a elei\u00e7\u00e3o indireta para presidente.<\/p>\n<p>As declara\u00e7\u00f5es de voto dos oposicionistas evidenciaram que eles n\u00e3o condenavam as tais pedaladas fiscais, apenas trataram de conquistar, no plen\u00e1rio, uma vit\u00f3ria que lhes fora negada nas urnas. Agora, cada pol\u00edtico que for eleito para a Presid\u00eancia ser\u00e1 ref\u00e9m dos senadores e deputados, ter\u00e1 que agrad\u00e1-los, cortej\u00e1-los, cumprir suas vontades, quitar suas faturas. N\u00e3o bastar\u00e1 vencer a elei\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 preciso entregar an\u00e9is e dedos \u2014 e sabe-se l\u00e1 mais o qu\u00ea \u2014 para permanecer no cargo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>(*) Fernando Molica \u00e9 jornalista \u00a0(fernando.molica@odia.com.br)<\/strong><\/em><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rio &#8211; Morto h\u00e1 12 anos, Leonel Brizola teria agora o direito de dizer algo como \u201cEu avisei\u201d. Em 1992, o ent\u00e3o governador do Rio evitava refor\u00e7ar o coro pelo impeachment de Fernando Collor de Mello. 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