{"id":38392,"date":"2012-10-23T17:40:43","date_gmt":"2012-10-23T17:40:43","guid":{"rendered":"http:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/artigo\/sonho-de-joaquim-barbosa-pode-virar-pesadelo\/"},"modified":"2017-10-26T09:08:09","modified_gmt":"2017-10-26T11:08:09","slug":"sonho-de-joaquim-barbosa-pode-virar-pesadelo-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/sonho-de-joaquim-barbosa-pode-virar-pesadelo-2\/","title":{"rendered":"Sonho de Joaquim Barbosa pode virar pesadelo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><em>Negros que escravizam e vendem negros na &Aacute;frica, n&atilde;o s&atilde;o meus irm&atilde;os<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Negros senhores na Am&eacute;rica a servi&ccedil;o do capital, n&atilde;o s&atilde;o meus irm&atilde;os<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Negros opressores, em qualquer parte do mundo, n&atilde;o s&atilde;o meus irm&atilde;os&#8230;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><strong><em>Solano Trindade<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">O racismo, adotado pelas oligarquias brasileiras para justificar a exclus&atilde;o dos negros no per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o do modo de produ&ccedil;&atilde;o escravista para o modo de produ&ccedil;&atilde;o capitalista, foi introjetado pelos trabalhadores europeus e seus descendentes, que aqui aportaram beneficiados pelo projeto de branqueamento da popula&ccedil;&atilde;o brasileira, gestado por aquelas elites.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Impediu-se, assim, alian&ccedil;as do proletariado europeu com os hist&oacute;ricos produtores da riqueza nacional, mantendo-os com a&ccedil;&otilde;es e organiza&ccedil;&otilde;es paralelas, sem di&aacute;logos e estrat&eacute;gias de combate ao inimigo comum. Contudo, n&atilde;o h&aacute; como negar que o conjunto de organiza&ccedil;&otilde;es sindicais, populares e partid&aacute;rias, al&eacute;m das elabora&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas classificadas como &ldquo;de esquerda&rdquo;, sejam aliadas naturais dos homens e mulheres negros, na sua luta contra o racismo, a discrimina&ccedil;&atilde;o e a marginaliza&ccedil;&atilde;o a que foram relegados.<\/p>\n<p>No campo oposto do espectro ideol&oacute;gico e social, as organiza&ccedil;&otilde;es patronais, seus partidos pol&iacute;ticos e as teorias que defendem a explora&ccedil;&atilde;o do homem pelo homem, que classificamos de &ldquo;direita&rdquo;, se baseiam na manuten&ccedil;&atilde;o de uma sociedade estamental e na justificativa da escravid&atilde;o negra, como decorr&ecirc;ncia &ldquo;natural&rdquo; da rela&ccedil;&atilde;o estabelecida entre os &ldquo;civilizados e culturalmente superiores europeus&rdquo; e os &ldquo;selvagens africanos&rdquo;.<\/p>\n<p>&Eacute; equivocada, portanto, a frase de uma brilhante e respeitada fil&oacute;sofa negra paulistana de que &ldquo;entre direita e esquerda, eu sou preta&rdquo;, uma vez que coloca no mesmo patamar os interesses de quem pretende concentrar a riqueza e poder e &agrave;queles que sonham em distribu&iacute;-la e democratiz&aacute;-la. Afirma&ccedil;&atilde;o esta, que pressup&otilde;e aliena&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o negra em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s disputas pol&iacute;ticas e ideol&oacute;gicas, como se suas demandas tivessem uma singularidade tal que estariam &agrave; margem das concep&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas, de organiza&ccedil;&atilde;o social, pol&iacute;ticas e culturais, que os conceitos de direita e esquerda carregam.<\/p>\n<p>As elites brasileiras sempre utilizaram indiv&iacute;duos ou grupos, oriundos dos segmentos oprimidos para reprimir os demais e mant&ecirc;-los sob controle. Capit&atilde;es de mato negros que ca&ccedil;avam seus irm&atilde;os fugidos, capoeiristas pagos para atacarem terreiros de candombl&eacute;, incorpora&ccedil;&atilde;o de grande quantidade de jovens negros nas pol&iacute;cias e for&ccedil;as armadas, convoca&ccedil;&atilde;o para combater rebeli&otilde;es, como a de Canudos e Contestado, s&atilde;o exemplos da utiliza&ccedil;&atilde;o de negros contra negros ao longo da nossa hist&oacute;ria.<\/p>\n<p>Havia entre eles quem acreditasse ter conquistado de maneira individual o espa&ccedil;o que, coletivamente, era negado para o seu povo, iludindo-se com a id&eacute;ia de que estaria sendo aceito e inclu&iacute;do naquela sociedade. Ansiosos pela suposta aceita&ccedil;&atilde;o, sentiam necessidade de se mostrarem confi&aacute;veis, cumprindo a risca o que se esperava deles, radicalizando nas a&ccedil;&otilde;es, na defesa dos valores dos poderosos e da ideologia do &ldquo;establishment&rdquo; com mais vigor e paix&atilde;o do que os pr&oacute;prios membros das elites. A trag&eacute;dia, para estes indiv&iacute;duos &ndash; de ontem e de hoje -, se estabelece quando, depois de cumprida a fun&ccedil;&atilde;o para a qual foram cooptados s&atilde;o devolvidos &agrave; mesma exclus&atilde;o e subalternidade social dos seus irm&atilde;os.<\/p>\n<p>S&atilde;o in&uacute;meros os exemplos deste descarte e o mais not&oacute;rio &eacute; a hist&oacute;ria de Celso Pitta, eleito prefeito da maior cidade do pa&iacute;s, apoiado pelos setores reacion&aacute;rios, com a tarefa de implementar sua pol&iacute;tica excludente.<\/p>\n<p>Depois de al&ccedil;ado aos c&eacute;us, derrotando uma candidata de esquerda que, quando prefeita privilegiou a popula&ccedil;&atilde;o mais pobre &ndash; portanto, negra &ndash; foi atirado ao inferno por aqueles que anteriormente apoiaram sua candidatura e sua administra&ccedil;&atilde;o. Execrado pela m&iacute;dia que ajudou a eleg&ecirc;-lo, abandonado por seus padrinhos pol&iacute;ticos, acabou processado e preso, de forma<\/p>\n<p>humilhante, de pijama, algemado em frente &agrave;s c&acirc;meras de televis&atilde;o. Morreu no ostracismo, sepultado f&iacute;sica e politicamente, levando consigo as ilus&otilde;es daqueles que consideram que a quest&atilde;o racial passa ao largo das op&ccedil;&otilde;es pol&iacute;tico\/ideol&oacute;gicas.<\/p>\n<p>A esquerda, por suas origens e compromissos, em que pese o fato de existirem pessoas racistas que se auto intitulam de esquerda, comporta-se de maneira diversa: foi um governo de esquerda que nomeou cinco ministros de Estado negros; promulgou a lei 10.639, que inclui a hist&oacute;ria da &Aacute;frica e dos negros brasileiros nos curr&iacute;culos escolares; criou cotas em universidades p&uacute;blicas; titulou terras de comunidades quilombolas e aprofundou rela&ccedil;&otilde;es diplom&aacute;ticas, econ&ocirc;micas e culturais com o continente africano.<\/p>\n<p>Joaquim Barbosa se tornou o primeiro ministro negro do STF como decorr&ecirc;ncia do extraordin&aacute;rio curr&iacute;culo profissional e acad&ecirc;mico, da sua carreira e bela hist&oacute;ria de supera&ccedil;&atilde;o pessoal. Todavia, jamais teria se tornado ministro se o Brasil n&atilde;o tivesse eleito, em 2003, um Presidente da Rep&uacute;blica convicto que a composi&ccedil;&atilde;o da Suprema Corte precisaria representar a mistura &eacute;tnica do povo brasileiro.<\/p>\n<p>Com certeza, desde a proclama&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica e reestrutura&ccedil;&atilde;o do STF, existiram centenas, talvez milhares de homens e mulheres negras com curr&iacute;culo e hist&oacute;ria t&atilde;o ou mais brilhantes do que a do ministro Barbosa.<\/p>\n<p>Contudo, nunca passou pela cabe&ccedil;a dos presidentes da Rep&uacute;blica &ndash; todos oriundos ou a servi&ccedil;o das oligarquias herdeiras do escravismo &ndash; a possibilidade de indicar um jurista negro para aquela Corte. Foi necess&aacute;rio um governo de esquerda, com todos os compromissos inerentes &agrave; esquerda verdadeira, para que seu m&eacute;rito fosse reconhecido.<\/p>\n<p>A despeito disso, o ministro Barbosa, em un&iacute;ssono com o Procurador Geral da Rep&uacute;blica, considera n&atilde;o haver necessidade de provas para condenar os r&eacute;us da A&ccedil;&atilde;o Penal 470. Solidariza-se com as posi&ccedil;&otilde;es conservadoras e evidentemente ideol&oacute;gicas de alguns dos demais ministros e, em diversas ocasi&otilde;es procura ser &ldquo;mais realista do que o pr&oacute;prio rei&rdquo;.<\/p>\n<p>Cumpre exatamente o roteiro escrito pela grande m&iacute;dia ao optar por condenar n&atilde;o uma pr&aacute;tica criminosa, mas um partido e um governo de esquerda em um julgamento escandalosamente pol&iacute;tico, que despreza a presun&ccedil;&atilde;o de inoc&ecirc;ncia dos r&eacute;us, do instituto do contradit&oacute;rio e a falta de provas, como explicitamente j&aacute; manifestaram mais de um dos integrantes daquela Corte.<\/p>\n<p>Por causa &ldquo;desses servi&ccedil;os prestados&rdquo; &eacute; al&ccedil;ado aos c&eacute;us pela mesma m&iacute;dia que, faz uma d&eacute;cada, milita contra todas as iniciativas promotoras da inclus&atilde;o social protagonizadas por aquele governo, inclusive e principalmente, &agrave;quelas que tentam reparar as conseq&uuml;&ecirc;ncias de 350 anos de escravid&atilde;o e mais de um s&eacute;culo de discrimina&ccedil;&atilde;o racial no nosso pa&iacute;s.<\/p>\n<p>O ministro vive agora o sonho da inclus&atilde;o plena, do poder de fato, da capacidade de fazer valer a sua vontade. Vive o sonho da aceita&ccedil;&atilde;o total e do consenso p&aacute;trio, pois foi transformado pela m&iacute;dia em um semideus, que &ldquo;brandindo o cajado da lei, pune os poderosos&rdquo;.<\/p>\n<p>N&atilde;o h&aacute; como saber se a maximiza&ccedil;&atilde;o do sonho do ministro Joaquim Barbosa &eacute; entrar para a hist&oacute;ria como um juiz implac&aacute;vel, como o mais duro presidente do STF ou como o primeiro presidente da Rep&uacute;blica negro, como j&aacute; alardeiam, nas redes sociais e conversas informais, alguns ing&ecirc;nuos, apressados e &ldquo;desideologizados&rdquo; militantes do movimento negro.<\/p>\n<p>O fato &eacute; que o seu sonho &eacute; curto e a dura&ccedil;&atilde;o n&atilde;o ultrapassar&aacute; a quantidade de tempo que as elites considerarem necess&aacute;rio para desconstruir um governo e um ex-presidente que lhes incomoda profundamente.<\/p>\n<p>&nbsp;Elaborar o maior programa de transfer&ecirc;ncia de renda do mundo, construir mais de um milh&atilde;o de moradias populares, criar 15 milh&otilde;es de empregos, quase triplicar o sal&aacute;rio m&iacute;nimo e incluir no mercado de consumo 40 milh&otilde;es de pessoas, que segundo pesquisas recentes &eacute; composto de 80% de negros, &eacute; imperdo&aacute;vel para os herdeiros da Casa Grande. Contar com um ministro negro no Supremo Tribunal Federal para promover a condena&ccedil;&atilde;o daquele governo &eacute; a solu&ccedil;&atilde;o ideal para as elites, que tentam transform&aacute;-lo em instrumento para alcan&ccedil;arem seus objetivos.<\/p>\n<p>O sonho de Joaquim Barbosa e a obsess&atilde;o em demonstrar que incorporou, na &iacute;ntegra, as bases ideol&oacute;gicas conservadoras daquele tribunal e dos setores da sociedade que ainda det&eacute;m o &ldquo;poder por tr&aacute;s do poder&rdquo; est&aacute; levando-o a atropelar regras b&aacute;sicas do direito, em conson&acirc;ncia com os demais ministros, comprometidos com a manuten&ccedil;&atilde;o de uma sociedade excludente, onde a Justi&ccedil;a &eacute; aplicada de maneira discricion&aacute;ria.<\/p>\n<p>A aproxima&ccedil;&atilde;o com estes setores e o distanciamento dos segmentos a quem sua presen&ccedil;a no Supremo orgulha e serve de exemplo, contribuir&atilde;o para transformar seu sonho em pesadelo, quando &agrave;queles que o promoveram &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de her&oacute;i protagonizarem sua queda, no momento que n&atilde;o for mais &uacute;til aos interesses dos defensores do &ldquo;apartheid social e &eacute;tnico&rdquo; que ainda persiste no pa&iacute;s.<\/p>\n<p>Certamente n&atilde;o encontrar&aacute; apoio e solidariedade nos meios de esquerda, que s&atilde;o a origem e raz&atilde;o de ser daquele que, na Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, homologou sua justa ascens&atilde;o &agrave; inst&acirc;ncia m&aacute;xima do Poder Judici&aacute;rio. Dos trabalhadores das f&aacute;bricas e dos campos, dos moradores das periferias e dos rinc&otilde;es do norte e nordeste, das mulheres e da juventude, diretamente beneficiados pelas pol&iacute;ticas do governo que agora &eacute; atingido injustamente pela postura draconiana do ministro, n&atilde;o receber&aacute; o apoio e o ax&eacute; que todos n&oacute;s negros &ndash; sem exce&ccedil;&atilde;o &ndash; necessitamos para sobreviver nessa sociedade marcadamente racista.<\/p>\n<p><strong>(*) Ramatis Jacino &eacute; professor, mestre e doutorando em Hist&oacute;ria Econ&ocirc;mica pela USP e&nbsp; presidente do INSPIR &ndash; Instituto Sindical Interamericano pela Igualdade Racial.<\/strong><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Negros que escravizam e vendem negros na &Aacute;frica, n&atilde;o s&atilde;o meus irm&atilde;os &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Negros senhores na Am&eacute;rica a servi&ccedil;o do capital, n&atilde;o s&atilde;o meus irm&atilde;os &nbsp;&nbsp;&nbsp; Negros opressores, em qualquer parte do mundo, n&atilde;o s&atilde;o meus irm&atilde;os&#8230; Solano Trindade O racismo, adotado pelas oligarquias brasileiras para justificar a exclus&atilde;o dos negros no per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o&#8230;<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on wp_trim_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on wp_trim_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[976],"tags":[],"class_list":["post-38392","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-em-destaque"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38392","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38392"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38392\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":56391,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38392\/revisions\/56391"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38392"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38392"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38392"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}