{"id":38391,"date":"2012-10-11T17:24:55","date_gmt":"2012-10-11T17:24:55","guid":{"rendered":"http:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/artigo\/sem-dominio-sem-fatos\/"},"modified":"2017-10-26T09:08:09","modified_gmt":"2017-10-26T11:08:09","slug":"sem-dominio-sem-fatos-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/sem-dominio-sem-fatos-2\/","title":{"rendered":"Sem dom\u00ednio, sem fatos"},"content":{"rendered":"<p>Talvez seja a idade, quem sabe as lembran&ccedil;as ainda vivas de quem atravessou a adolesc&ecirc;ncia e o in&iacute;cio da idade adulta em plena ditadura. Mas n&atilde;o consigo conviver com a ideia de que cidad&atilde;os como Jos&eacute; Geno&iacute;no e Jos&eacute; Dirceu possam&nbsp; ser condenados por corrup&ccedil;&atilde;o ativa sem que sejam oferecidas provas consistentes e claras. A Justi&ccedil;a &eacute; um direito de todos. Mas n&atilde;o estamos falando de personagens banais.<\/p>\n<p>Sei que os mandantes de atos considerados criminosos&nbsp; n&atilde;o assinam pap&eacute;is, n&atilde;o falam ao telefone nem deixam impress&atilde;o digital. Isso n&atilde;o me leva a acreditar que toda pessoa que n&atilde;o assina papel, n&atilde;o fala ao telefone nem deixa impress&atilde;o digital seja chefe de uma quadrilha.<\/p>\n<p>Sei que existe a teoria do dom&iacute;nio do fato. Mas ela n&atilde;o &eacute; assim, um absoluto. Tanto que, recentemente, o c&eacute;lebre Tarad&atilde;o, apontado, por essa vis&atilde;o, como mandante do assassinato de irm&aacute; Dorothy, conseguiu senten&ccedil;a para sair da pris&atilde;o. Contra Tarad&atilde;o havia confiss&otilde;es, testemunhas variadas, uma soma impressionante de ind&iacute;cios que n&atilde;o vi no mensal&atilde;o.&nbsp; Mesmo assim, ele foi solto.<\/p>\n<p>N&atilde;o estamos no universo do crime comum. Estamos no mundo cinzento da pol&iacute;tica brasileira, como disse o professor Jos&eacute; Arthur Gianotti, pensador do pa&iacute;s e, para efeitos de racioc&iacute;nio, tucano dos tempos em que a gera&ccedil;&atilde;o dele e de Fernando Henrique lia O Capital.<\/p>\n<p>O pa&iacute;s pol&iacute;tico funciona neste universo cinzento para todos os partidos. Eu&nbsp; acho, de sa&iacute;da, que &eacute; inacredit&aacute;vel que dois esquemas t&atilde;o parecidos, que movimentaram quantias igualmente espantosas, tenham recebido tratamentos diferentes &ndash; no mesmo tempo e lugar.<\/p>\n<p>O centro desse universo &eacute; uma grande falsidade. O mensal&atilde;o dos petistas, que condenou Dirceu e Geno&iacute;no, foi julgado pelo Supremo em clima de maior esc&acirc;ndalo da hist&oacute;ria, defini&ccedil;&atilde;o que, por si s&oacute;, j&aacute; pedia, proporcionalmente, a maior condena&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria.<\/p>\n<p>J&aacute; o mensal&atilde;o do PSDB-MG escapou pela porta dos fundos. Ningu&eacute;m sabe quando ser&aacute; julgado, ningu&eacute;m saber&aacute; quando algum nome mais importante for absolvido em instancias inferiores, ningu&eacute;m ter&aacute; ideia do destino de todos. Bobagem ficar de plant&atilde;o a espera do resultado final. Esse barco n&atilde;o vai chegar.<\/p>\n<p>O caminho foi diferente, a defesa ter&aacute; mais chances e oportunidades. N&atilde;o d&aacute; para corrigir.<\/p>\n<p>O PSDB-MG passar&aacute;, no m&iacute;nimo, por duas inst&acirc;ncias. Quem sabe, algum condenado ainda poder&aacute; bater &agrave;s portas do STF &ndash; daqui a alguns anos. Bons advogados conseguem tanta coisa, n&oacute;s sabemos&hellip;<\/p>\n<p>N&atilde;o h&aacute; repara&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel. S&atilde;o rios que seguiram cursos diferentes, para nunca mais se encontrar.<\/p>\n<p>Partindo desse julgamento desigual, eu fico espantado que Dirceu tenha sido condenado quando os dois principais casos concretos &ndash; ou provas &ndash; contra ele se mostraram muito fracas.<\/p>\n<p>Ponto alto da den&uacute;ncia de Roberto Jefferson contra Dirceu, a acusa&ccedil;&atilde;o de que Marcos Val&eacute;rio fez uma viagem a Portugal para arrumar dinheiro para o PTB e o PT se mostrou uma hist&oacute;ria&nbsp; errada. Lobista de m&uacute;ltiplas atividades, Val&eacute;rio viajou a servi&ccedil;o de outro cliente, aquele banqueiro da privatiza&ccedil;&atilde;o tucana&nbsp; que ficou de fora do julgamento. Ricardo Lewandoswski explicou isso e n&atilde;o foi contestado.<\/p>\n<p>Outra grande acusa&ccedil;&atilde;o, destinada a sustentar que Dirceu operava o esquema como se fosse o dono de uma rede de fantoches, revelou-se muito mais complicada do que parecia. Estou falando da den&uacute;ncia de que, num jantar em Belo Horizonte, Dirceu&nbsp; teria se aliado a Katia Rebelo,&nbsp; a dona do Banco Rural, para lhe dar a &ldquo;vantagem indevida&rdquo; pelos servi&ccedil;os prestados no mensal&atilde;o.<\/p>\n<p>A tese &eacute; que Dirceu entrou em a&ccedil;&atilde;o para ajudar a banqueira a ganhar uma bolada &ndash; no in&iacute;cio falava-se em bilh&otilde;es &ndash; com o levantamento da interven&ccedil;&atilde;o do Banco Central no Banco Mercantil de Pernambuco. O primeiro problema &eacute; que nenhuma testemunha presente ao encontro diz que eles sequer tocaram no assunto.<\/p>\n<p>Mas &eacute; claro que voc&ecirc; n&atilde;o precisa acreditar nisso. Pode achar que eles combinaram tudo para mentir junto. Por que n&atilde;o?<\/p>\n<p>Mas a sequencia da hist&oacute;ria n&atilde;o ajuda. Val&eacute;rio foi 17 vezes ao BC e ouviu 17 recusas.&nbsp; A interven&ccedil;&atilde;o no Banco Mercantil&nbsp; s&oacute; foi&nbsp; levantada dez anos depois, quando todos estavam longe do governo. Rendeu uma ninharia em compara&ccedil;&atilde;o com o que foi anunciado.<\/p>\n<p>De duas uma: ou a denuncia de que Dirceu trabalhava para ajudar o Banco Rural a recuperar o Mercantil era falsa. Ou a denuncia &eacute; verdadeira e ele n&atilde;o tinha o controle total sobre as coisas.<\/p>\n<p>Ou n&atilde;o havia dom&iacute;nio. Ou n&atilde;o havia fato.<\/p>\n<p>Aonde est&atilde;o os super poderes de Dirceu?<\/p>\n<p>Est&atilde;o na &ldquo;conversa&rdquo;, dizem. Est&atilde;o no &ldquo;eu sabia&rdquo;, no &ldquo;s&oacute; pode ser&rdquo;, no &ldquo;n&atilde;o &eacute; cr&iacute;vel&rdquo; e assim por diante. Dirceu conversava e encontrava todo mundo, asseguram os ju&iacute;zes. Mas como seria poss&iacute;vel coordenar um governo sem falar nem conversar? Sem sentar-se com cada um daqueles personagens, articular, sugerir, dirigir. Conversar seria prova de alguma coisa?<\/p>\n<p>Posso at&eacute; imaginar coisas. Posso &ldquo;ter certeza.&rdquo; Posso at&eacute; rir de quem sustenta o contr&aacute;rio e achar que est&aacute; zombando da minha intelig&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>Mas para condenar, diz&nbsp; a professora Margarida Lacombe, na GloboNews, &eacute; preciso de provas robustas, consistentes. Ainda vivemos no tempo em que a acusa&ccedil;&atilde;o deve apresentar provas de culpa.<\/p>\n<p>Estamos privando a liberdade das pessoas, o seu direito de andar na rua, ver os amigos, e, acima de tudo, dizer o que pensa e lutar pelas pr&oacute;prias ideias.<\/p>\n<p>Estamos sob um regime democr&aacute;tico, onde a liberdade &ndash; conv&eacute;m n&atilde;o esquecer &ndash; &eacute; um valor supremo. Podemos dispor dela, assim, a partir do razo&aacute;vel?<\/p>\n<p>Geno&iacute;no tamb&eacute;m foi condenado pelo que n&atilde;o &eacute; cr&iacute;vel, pelo n&atilde;o pode ser, pelo n&oacute;s n&atilde;o somos bobos. Ainda ouviu uma esp&eacute;cie de serm&atilde;o. Disseram que foi um grande cara na luta contra a ditadura mas agora teve um problema no meio da estrada, um desvio, logo isso passa.<\/p>\n<p>Julgaram a pessoa, seu comportamento. E ouviu a senten&ccedil;a de que seu car&aacute;ter apresentou falhas.<\/p>\n<p>Na falta de provas, as garantias individuais, a presun&ccedil;&atilde;o da inoc&ecirc;ncia, foram diminu&iacute;das, em favor da teoria que permite condenar com base no que &eacute; &ldquo;plaus&iacute;vel&rdquo;, no que &eacute; &ldquo;cr&iacute;vel&rdquo; e outras palavras carregadas de subjetividade, de vis&atilde;o<\/p>\n<p>N&atilde;o custa lembrar &ndash; s&oacute; para n&atilde;o fazer o papel de bobo &mdash; que se deixou de lado o empres&aacute;rio das privatiza&ccedil;&otilde;es tucanas que foi um dos primeiros a contribuir para o esquema, um dos &uacute;ltimos a aparecer e, mais uma vez, um dos primeiros a sair.<\/p>\n<p>J&aacute; perdemos a conta de casos arquivados no Supremo por falta de provas, ou por viola&ccedil;&atilde;o de direitos individuais, ou l&aacute; o que for, numa sequ&ecirc;ncia de impunidades que &ndash; involuntariamente &mdash; ajudou a formar o clima do &ldquo;vai ou racha&rdquo; que levou muitos cidad&atilde;os honestos e indignados a aprovar o que se passou no julgamento, de olhos fechados.<\/p>\n<p>Juizes do STF&nbsp; emparedaram o governo Lula, ainda no exerc&iacute;cio do cargo, em fun&ccedil;&atilde;o de uma denuncia &ndash; absurdamente falsa &ndash; de que um de seus ministros fora grampeado, em conversa com o not&aacute;vel senador Dem&oacute;stenes Torres, aquele campe&atilde;o da moralidade que tinha o celular do bicheiro, presentes do bicheiro, avi&atilde;o do bicheiro&hellip;o mesmo bicheiro que ajudou a fazer v&aacute;rias denuncias contra o governo Lula, inclusive o v&iacute;deo dos Correios que &eacute; visto como o come&ccedil;o do mensal&atilde;o.<\/p>\n<p>Prova de humildade: os ministros do STF tamb&eacute;m pode se enganar.&nbsp; Apontado como suspeito pelo caso, o delegado Paulo Lacerda perdeu o posto. Dois anos depois, a Pol&iacute;cia Federal divulgou que, conforme seu inqu&eacute;rito, n&atilde;o havia grampo algum.&nbsp; Nada.<\/p>\n<p>A condena&ccedil;&atilde;o contra Jos&eacute; Geno&iacute;no e Jos&eacute; Dirceu sustenta-se, na verdade, pelo julgamento de car&aacute;ter dos envolvidos. Achamos que eles erraram. N&atilde;o h&aacute; fatos, n&atilde;o h&aacute; provas. Mas cometeram &ldquo;desvios&rdquo;.<\/p>\n<p>A&iacute;, nesse terreno de alta subjetividade, &eacute; que a condena&ccedil;&atilde;o passa a fazer sentido. Os poucos fatos se juntam a uma concep&ccedil;&atilde;o anterior e formam uma culpa.<\/p>\n<p>A base deste racioc&iacute;nio &eacute; a vis&atilde;o criminalizada de determinada pol&iacute;tica e determinados pol&iacute;ticos.<\/p>\n<p>(Sim. De uma vez por todas: n&atilde;o s&atilde;o todos os pol&iacute;ticos. O mensal&atilde;o PSDB-MG lembra, mais uma vez, que se fez uma distin&ccedil;&atilde;o entre uns e outros.)<\/p>\n<p>Os ministros se convenceram de que &ldquo;sabem&rdquo; que o governo &ldquo;comprava apoio&rdquo; no Congresso. N&atilde;o contestam sequer a vis&atilde;o do procurador geral, que chega a falar em sistema de &ldquo;suborno&rdquo;, palavra t&atilde;o forte, t&atilde;o crua, que se evita empregar por revelar o absurdo de toda teoria.<\/p>\n<p>Suborno, mesmo, sabemos de poucos e n&atilde;o envolvem o mensal&atilde;o. Foram cometidos em 1998, na compra de votos para a reelei&ccedil;&atilde;o. Mas pode ter havido, sim, casos de suborno.<\/p>\n<p>Mas &eacute; preciso demonstrar, mesmo que n&atilde;o seja preciso uma conversa grampeada, como Fernando Rodrigues revelou em 1998.<\/p>\n<p>Nesta vis&atilde;o,&nbsp; confunde-se compensa&ccedil;&otilde;es naturais da pol&iacute;tica universal&nbsp; com atitudes criminosas, como crimes comuns. Quer-se mostrar aos pol&iacute;ticos como fazer politica &ndash; adequadamente.<\/p>\n<p>Chega-se ao absurdo. Deputados do PT, que nada fariam para prejudicar um governo que s&oacute; conseguiu chegar ao Planalto na quarta tentativa, s&atilde;o acusados de terem vendido seu apoio em troca de dinheiro. N&atilde;o h&aacute; debate, n&atilde;o h&aacute; convencimento, n&atilde;o h&aacute; avalia&ccedil;&atilde;o de conjuntura. N&atilde;o h&aacute; pol&iacute;tica. N&atilde;o h&aacute; democracia &ndash; onde as pessoas fazem alian&ccedil;as, mudam de ideia, modificam prioridades. Como certas decis&otilde;es de governo, como a reforma da Previd&ecirc;ncia, n&atilde;o pudessem ser modificadas, por motivos corretos ou errados, em nome do esfor&ccedil;o para atravessar aquele ano terr&iacute;vel de 2003, sem crescimento, desemprego alto, press&atilde;o de todo lado.<\/p>\n<p>A formula &eacute; tudo por dinheiro &eacute; nome de programa de TV, n&atilde;o de partido pol&iacute;tico.<\/p>\n<p>Imagino se, por hip&oacute;tese, a Carta ao Povo Brasileiro, que contrariou todos os programas que o PT j&aacute; possuiu desde o encontro de funda&ccedil;&atilde;o, no Col&eacute;gio Sion, tivesse de ser aprovada pelo Congresso.<\/p>\n<p>Tenho outra d&uacute;vida. Se este &eacute; um esquema criminoso, sem rela&ccedil;&atilde;o com a pol&iacute;tica, algu&eacute;m poderia nos apresentar &ndash; entre os deputados, senadores, assessores incriminados &ndash; um caso de enriquecimento. Pelo menos um, por favor. Porque a diferen&ccedil;a, elementar, para mim, &eacute; essa.<\/p>\n<p>Dinheiro da pol&iacute;tica vai para a elei&ccedil;&atilde;o, para a campanha, para pagar d&iacute;vidas. Coisas, ali&aacute;s, que a denuncia de Ant&ocirc;nio Fernando de Souza, o primeiro procurador do caso, reconhece.<\/p>\n<p>Decep&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o h&aacute; este caso. Nenhum pol&iacute;tico ficou rico com o mensal&atilde;o. Se ficou, o que &eacute; poss&iacute;vel, n&atilde;o se provou.<\/p>\n<p>Claro que o Del&uacute;bio, deslumbrado, fumava charutos cubanos. Claro que Silvinho Pereira ganhou um Land Rover. A ex-mulher de Z&eacute; Dirceu, separada h&aacute; anos, levou um apartamento e conseguiu um emprego.<\/p>\n<p>Mas &eacute; disso que estamos falando? &Eacute; este o &ldquo;maior esc&acirc;ndalo da hist&oacute;ria&rdquo;?<\/p>\n<p>Os desvios de dinheiro p&uacute;blico, comprovados, s&atilde;o uma den&uacute;ncia s&eacute;ria e grave. Deve ser apurada e os respons&aacute;veis, punidos.<\/p>\n<p>Mas&nbsp; n&atilde;o sabemos sequer quanto o mensal&atilde;o movimentou. Dois ministros conversaram sobre isso, ontem, e um deles concluiu que era coisa de R$ 150 milh&otilde;es. Queria entender por que se chegou a este n&uacute;mero.<\/p>\n<p>Conforme a CPMI dos Correios, &eacute; muito mais. S&oacute; a Telemig &ndash; daquele empres&aacute;rio que ficou esquecido &ndash; compareceu com maravilhosos R$ 122 milh&otilde;es, sendo razo&aacute;vel imaginar que, pelo estado de origem, seu destino tenha sido o modelo PSDB-MG. Mas o Visanet entregou R$ 92,1 milh&otilde;es, diz a CPMI.&nbsp; A Usiminas &ndash; olha como &eacute; grande o bra&ccedil;o mineiro &ndash; mandou R$ 32 milh&otilde;es para as ag&ecirc;ncias de Marcos Val&eacute;rio. Mas &eacute; bom advertir: isso est&aacute; na CPMI, n&atilde;o &eacute; prova, n&atilde;o &eacute; condena&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>A principal testemunha, Roberto Jefferson, acusou, voltou atr&aacute;s, acusou de novo&hellip; Fez o jogo que podia e que lhe convinha a cada momento. Disse at&eacute; que o mensal&atilde;o era uma cria&ccedil;&atilde;o mental. (Est&aacute; l&aacute;, no depoimento &agrave; Pol&iacute;cia Federal).<\/p>\n<p>Eu posso pin&ccedil;ar a frase que quiser e construir uma teoria. Voc&ecirc; pode pin&ccedil;ar outra frase e construir outra teoria. Jefferson foi uma grande &ldquo;obra aberta&rdquo; do caso.<\/p>\n<p>O nome disso &eacute; falta de provas.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/colunas.revistaepoca.globo.com\/paulomoreiraleite\/2012\/10\/10\/sem-dominio-sem-fatos\/\" target=\"_blank\">http:\/\/colunas.revistaepoca.globo.com\/paulomoreiraleite\/2012\/10\/10\/sem-dominio-sem-fatos\/<\/a><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Talvez seja a idade, quem sabe as lembran&ccedil;as ainda vivas de quem atravessou a adolesc&ecirc;ncia e o in&iacute;cio da idade adulta em plena ditadura. Mas n&atilde;o consigo conviver com a ideia de que cidad&atilde;os como Jos&eacute; Geno&iacute;no e Jos&eacute; Dirceu possam&nbsp; ser condenados por corrup&ccedil;&atilde;o ativa sem que sejam oferecidas provas consistentes e claras. 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