{"id":38387,"date":"2012-09-03T18:54:29","date_gmt":"2012-09-03T18:54:29","guid":{"rendered":"http:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/artigo\/que-futuro-com-este-passado\/"},"modified":"2017-10-26T09:08:09","modified_gmt":"2017-10-26T11:08:09","slug":"que-futuro-com-este-passado-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/que-futuro-com-este-passado-2\/","title":{"rendered":"Que futuro, com este passado?"},"content":{"rendered":"<p>No cl&aacute;ssico samba Ch&atilde;o de Estrelas, de Orestes Barbosa, o verso fala em &ldquo;palha&ccedil;o de perdidas&nbsp;ilus&otilde;es&rdquo;. No tango&nbsp; Mano a Mano, de Carlos Gardel, este diz &agrave; que o deixa por um rica&ccedil;o: &ldquo;ten&eacute;s el mate lleno (a cabe&ccedil;a cheia) de infelices&nbsp;ilusiones&rdquo; .<\/p>\n<p>2. Mais infelizes s&atilde;o as ilus&otilde;es em que o sistema de poder concentrador enreda o nosso povo, depois de montar bombas-rel&oacute;gio que t&ecirc;m causado enormes estragos antes mesmo de detonarem.<\/p>\n<p>3. Entre outras, a d&iacute;vida interna federal, que atingiu, no final de 2011,&nbsp;&nbsp;R$&nbsp;2.536.065.586.017,68 (mais de dois trilh&otilde;es e meio de reais), e a d&iacute;vida externa,&nbsp;US$ 402.385.102.828,23 (mais de quatrocentos bilh&otilde;es de d&oacute;lares). Esta, em parte privada, acaba virando toda p&uacute;blica em situa&ccedil;&otilde;es como a de 1982.<\/p>\n<p>4. A soma passa de tr&ecirc;s trilh&otilde;es e seiscentos bilh&otilde;es de reais e corresponde a 83% do PIB: o valor da produ&ccedil;&atilde;o interna de bens e servi&ccedil;os nos doze meses do ano.<\/p>\n<p>5. Cerca de 30% dos t&iacute;tulos da d&iacute;vida interna figuram como &ldquo;em poder do Banco Central&rdquo;, mas este os repassa aos bancos nas &#8220;Opera&ccedil;&otilde;es de Mercado Aberto&#8221;. Aplicadores do exterior vendem d&oacute;lares para comprar desses t&iacute;tulos.<\/p>\n<p>6. O Banco Central fica com parte dos t&iacute;tulos para cobrir, com o rendimento, o preju&iacute;zo de R$ 100 bilh&otilde;es anuais (2011), diferen&ccedil;a entre os juros pagos pelos t&iacute;tulos do Tesouro&nbsp; e os juros auferidos com as reservas brasileiras no exterior.<\/p>\n<p>7. E a trag&eacute;dia da d&iacute;vida p&uacute;blica n&atilde;o est&aacute; s&oacute; no tamanho dela e no gasto que causa:&nbsp; R$ 708 bilh&otilde;es de juros e amortiza&ccedil;&otilde;es em 2011.<\/p>\n<p>8. O pior &eacute; que mais de 90% prov&ecirc;m de juros, taxas e comiss&otilde;es incorporados ao principal (capitalizados), ao longo do tempo, desde antes de grande parte da d&iacute;vida externa se ter convertido em interna, nos anos 80, mesmo ap&oacute;s o Brasil ter feito enormes desembolsos em d&oacute;lar.<\/p>\n<p>9. H&aacute; mais.&nbsp; Conforme dados da Auditoria Cidad&atilde; da D&iacute;vida, as despesas de juros e amortiza&ccedil;&otilde;es (servi&ccedil;o da d&iacute;vida) totalizaram&nbsp;R$ 2 trilh&otilde;es&nbsp;durante os mandatos de FHC (1995-2002) e&nbsp;R$ 4,7 trilh&otilde;es,&nbsp;durante os de Lula (2003-2010).<\/p>\n<p>10. Com as taxas de juros mais altas do mundo e a din&acirc;mica dos juros compostos, a d&iacute;vida cresce atrav&eacute;s da emiss&atilde;o de novos t&iacute;tulos em valor maior que os liquidados, porquanto os juros e encargos estipulados ultrapassam o que a Uni&atilde;o consegue saldar.<\/p>\n<p>11. Nos &uacute;ltimos 17 anos, o servi&ccedil;o da d&iacute;vida custou R$ 7,4 trilh&otilde;es. Nos 7 anos anteriores, de 1988 a 1994, ele somou&nbsp;R$ 2,84 trilh&otilde;es, j&aacute; aproveitando o dispositivo inserido na&nbsp;&nbsp;Constitui&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s de fraude, o qual privilegia o servi&ccedil;o da d&iacute;vida no Or&ccedil;amento.&nbsp;<\/p>\n<p>12. O montante da d&iacute;vida n&atilde;o equivalia ent&atilde;o nem a 10% do presente, mas o &ldquo;governo brasileiro&rdquo;, aceitando o vergonhoso Plano Baker, emitiu t&iacute;tulos e fez pagamentos em volume espantoso, para cobrir d&iacute;vidas atrasadas e abusivamente infladas.<\/p>\n<p>13. De fato, em&nbsp;1989 e 1990&nbsp;o servi&ccedil;o da d&iacute;vida&nbsp;custou&nbsp;R$ 1,57 trilh&atilde;o. Essa m&eacute;dia anual, R$ 785 bilh&otilde;es,&nbsp;em cifras atualizadas a pre&ccedil;os de 2011, supera o custo atual, embora o principal fosse naquela &eacute;poca dez vezes menor que hoje .<\/p>\n<p>14. O servi&ccedil;o da d&iacute;vida, correspondendo atualmente a 45% do total das despesas federais, equivale a 17% do PIB. Nem tudo isso &eacute; desembolsado, mas o que n&atilde;o o &eacute;, vai elevando o montante da d&iacute;vida.<\/p>\n<p>15. Seria bem melhor criar moeda e cr&eacute;dito em bancos pr&oacute;prios, para investir produtivamente, que endividar-se para rolar d&iacute;vidas financeiras e, de resto, nunca auditadas. Portanto, o Brasil poderia quase dobrar os investimentos (19% do PIB), chegando ao patamar dos pa&iacute;ses de maior poupan&ccedil;a, como China, Taiwan e Coreia.<\/p>\n<p>16. Imagine-se o progresso, se n&atilde;o se despendessem &#8211;&nbsp; h&aacute; mais de 35 anos &#8211; verbas absurdas com a d&iacute;vida.&nbsp; Mormente, se se investisse certo, em vez de subsidiar as transnacionais, como o Brasil faz&nbsp;h&aacute; 58 anos, desde 24 de agosto de 1954.<\/p>\n<p>17. Os pa&iacute;ses citados, com potencial menor que o do Brasil, tiveram resultados incomparavelmente melhores, porque fizeram investimentos estatais, com crescente autonomia tecnol&oacute;gica, e&nbsp;&nbsp;ajudaram as empresas nacionais, n&atilde;o as transnacionais.&nbsp;Essa pol&iacute;tica econ&ocirc;mica levou-os a tornarem-se credores, enquanto o Brasil ficou ref&eacute;m da d&iacute;vida.<\/p>\n<p>18. Chegamos aqui &agrave; verdadeira origem da d&iacute;vida.&nbsp;Esta&nbsp;resulta da acumula&ccedil;&atilde;o dos d&eacute;ficits nas transa&ccedil;&otilde;es correntes com o exterior,&nbsp;os quais, por sua vez,&nbsp;decorrem das remessas oficiais e disfar&ccedil;adas dos lucros que as empresas transnacionais auferem no mercado brasileiro, que lhes foi entregue a partir de 1954.<\/p>\n<p>19. Al&eacute;m da ocupa&ccedil;&atilde;o do mercado por carteis transnacionais, contribu&iacute;ram para a explos&atilde;o da d&iacute;vida:<\/p>\n<p>a) o financiamento externo dos investimentos na infra-estrutura e nas ind&uacute;strias de base, realizados em apoio &agrave; ind&uacute;stria &ldquo;nacional&rdquo;, cada vez menos nacional;<\/p>\n<p>b) os choques dos pre&ccedil;os de petr&oacute;leo (1973 e 1979), quando o Brasil era importador;<\/p>\n<p>c) a eleva&ccedil;&atilde;o dos juros em d&oacute;lar pelo FED, em agosto de 1979, de menos de 10% para mais de 20% aa.<\/p>\n<p>20. A desnacionaliza&ccedil;&atilde;o da economia &#8211; causa primordial da d&iacute;vida e da desestrutura&ccedil;&atilde;o do Pa&iacute;s &#8211; ganhou corpo a partir de 1954,&nbsp; quando agentes da oligarquia, Eug&ecirc;nio Gudin e Ot&aacute;vio Gouv&ecirc;a de Bulh&otilde;es, assumiram o comando da pol&iacute;tica econ&ocirc;mica.<\/p>\n<p>21. Baixaram a Instru&ccedil;&atilde;o n&ordm; 113 da SUMOC, que permitiu &agrave;s transnacionais (ETNs)&nbsp;importar m&aacute;quinas e equipamentos&nbsp;usados,&nbsp;registrando-os como se fosse investimento em moeda.Assim,&nbsp; as ETNs puderam produzir a custo zero de capital e tecnologia, pois tais bens de capital estavam mais que amortizados com as vendas no exterior.<\/p>\n<p>22. Evidentemente, as transnacionais n&atilde;o declaravam valor zero.&nbsp; De 1957 a 1960, sob JK &#8211;&nbsp; que manteve os subs&iacute;dios e ainda lhes deu maiores facilidades &ndash; as montadoras e outras transnacionais registraram quase US$ 400 milh&otilde;es (US$ 3,3 bilh&otilde;es, atualizando, conforme a varia&ccedil;&atilde;o, brutalmente subestimada, do IPC dos EUA).<\/p>\n<p>23. N&atilde;o bastasse, as transnacionais favorecidas por aquela Instru&ccedil;&atilde;o contabilizavam &agrave; taxa de c&acirc;mbio livre o equivalente, em moeda nacional, ao investimento registrado&nbsp;&nbsp;e convertiam lucros e repatria&ccedil;&otilde;es de capital &agrave; taxa preferencial, quando das remessas ao exterior. Isso significava&nbsp;mais que dobrar o valor transferido.<\/p>\n<p>24. Florescentes ind&uacute;strias de capital nacional surgiram em grande n&uacute;mero, na primeira metade do S&eacute;culo XX, principalmente na Era Vargas.&nbsp; Depois de 1954, em vez de serem protegidas, foram prejudicadas pela pol&iacute;tica econ&ocirc;mica.<\/p>\n<p>25. Em 1964, Roberto Campos tornou-se czar da economia. Bulh&otilde;es, ministro da Fazenda. Que fizeram? Pretextando combater a infla&ccedil;&atilde;o,&nbsp; em alta com a desestabiliza&ccedil;&atilde;o anterior ao golpe patrocinado pelos servi&ccedil;os secretos estrangeiros, reduziram os investimentos, elevaram os juros e restringiram o cr&eacute;dito: o suficiente para eliminar do mercado grande n&uacute;mero de empresas nacionais.<\/p>\n<p>26. Costa e Silva e M&eacute;dici reeditaram o falso milagre de JK, e&nbsp;&nbsp; Geisel tentou o mesmo.&nbsp; A ressaca foi ainda mais dolorida. Em 1960, o endividamento externo quase levou &agrave;&nbsp; inadimpl&ecirc;ncia. No final dos anos 70, ela j&aacute; era inevit&aacute;vel e aconteceu em 1982, juntamente com a morat&oacute;ria do M&eacute;xico e a da Argentina.<\/p>\n<p>27. Delfim Neto, em 1969-1970, institu&iacute;ra vultosos subs&iacute;dios &agrave;s exporta&ccedil;&otilde;es industriais, mais um man&aacute; para as transnacionais.&nbsp; Em 1982, de volta ao governo,&nbsp; sob Figueiredo,&nbsp; mostrou-se arredio a qualquer atitude que lembrasse soberania, e desprezou a tentativa argentina de formar o cartel dos devedores.<\/p>\n<p>28. Da&iacute; por diante, n&atilde;o cessaram as capitula&ccedil;&otilde;es, em not&aacute;vel continuidade entre o governo militar e os governos instalados ap&oacute;s a Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988.<\/p>\n<p>29. Adv&ecirc;m nesse ponto os colossais disp&ecirc;ndios com o servi&ccedil;o da d&iacute;vida de 1989\/1990, ditados pela m&aacute;gica dos banqueiros mundiais: n&atilde;o deixar acabar a d&iacute;vida externa &ndash; apesar dos vultosos pagamentos &ndash; e ainda extrair dela a d&iacute;vida interna, que cresceu exponencialmente a partir dos anos 80.<\/p>\n<p>30. Entretanto, a coisa n&atilde;o parou a&iacute;.&nbsp; Num processo de retro-alimenta&ccedil;&atilde;o perene: a estrutura de mercado, em poder de empresas estrangeiras, causando&nbsp; d&eacute;ficits externos e endividamento, e este gerando ocupa&ccedil;&atilde;o ainda maior do mercado por essas empresas.<\/p>\n<p>31. Isso culminou, a partir de 1990, com:<\/p>\n<p>1) as&nbsp; &ldquo;privatiza&ccedil;&otilde;es&rdquo;: entrega de estatais, de valor incalcul&aacute;vel, em troca de t&iacute;tulos sem valor (moedas podres), com&nbsp; desnacionaliza&ccedil;&atilde;o imediata ou a m&eacute;dio prazo, em raz&atilde;o da din&acirc;mica do modelo concentrador;<\/p>\n<p>2) a desestrutura&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio Estado, tornando-o desprovido de institui&ccedil;&otilde;es capazes de guiar o desenvolvimento econ&ocirc;mico e social, e fazendo-o substituir servidores comprometidos com o Pa&iacute;s por agentes externos.<\/p>\n<p>32. Com a estagna&ccedil;&atilde;o, acentuada ap&oacute;s a crise de 1982,&nbsp; a taxa de investimento ficou baixa, e os investimentos continuaram mal direcionados.&nbsp;<\/p>\n<p>33.&nbsp; Mesmo sem crescimento econ&ocirc;mico, os fatores do endividamento continuaram operando, at&eacute;, em 1999, final do primeiro mandato de FHC, eclodir outra crise externa, ocultada at&eacute; o desenlace, ap&oacute;s a reelei&ccedil;&atilde;o viabilizada pela corrup&ccedil;&atilde;o para a emenda &agrave; Constitui&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>34. Nos mandatos de Lula e no de Dilma, elevaram-se as taxas de crescimento do PIB, com a expans&atilde;o do cr&eacute;dito, especialmente p&uacute;blico, e navegando sobre pre&ccedil;os mais altos nas exporta&ccedil;&otilde;es prim&aacute;rias.<\/p>\n<p>35. Ent&atilde;o se formaram bolhas e, a cada sinal de exaust&atilde;o, o governo reage com pacotes que intensificam a deteriora&ccedil;&atilde;o estrutural da economia, em curso desde 1954 e agravada desde 1990. De fato, em 1970 oligop&oacute;lios de transnacionais j&aacute; controlavam o grosso da ind&uacute;stria, e depois foi quase todo o restante.<\/p>\n<p>36. Os expedientes para o &ldquo;crescimento&rdquo; subordinam-se aos dogmas do Consenso de Washington, tais como parcerias p&uacute;blico-privadas, nas quais o dinheiro p&uacute;blico financia os empreendimentos e assume o risco, cabendo a gest&atilde;o e lucro garantido a concentradores privados. Na mesma linha, os cr&eacute;ditos subsidiados do BNDES &agrave;s transnacionais &#8211;&nbsp; e novas isen&ccedil;&otilde;es fiscais e doa&ccedil;&otilde;es em favor destas &#8211;&nbsp; refletem o estado patol&oacute;gico das rela&ccedil;&otilde;es de poder.<\/p>\n<p>37. FHC fez desnacionalizar como ningu&eacute;m, mas, segundo a Consultoria KPMG, de 2004 a junho de 2012, mais 1.167 empresas brasileiras passaram para controle estrangeiro.<\/p>\n<p>38. Mais do que as fus&otilde;es e aquisi&ccedil;&otilde;es, os&nbsp;&nbsp;investimentos estrangeiros diretos (IEDs) &ndash;&nbsp;onde se computa tamb&eacute;m o reinvestimento de lucros&nbsp;&#8211;&nbsp; s&atilde;o o principal mecanismo da desnacionaliza&ccedil;&atilde;o.&nbsp;<\/p>\n<p>39. O estoque de IEDs acumulado de 1947 a 2005 montou a US$ 180 bilh&otilde;es, e&nbsp;s&oacute; os de 2006  a 2011 superam esse montante, com US$ 192,7 bilh&otilde;es.<\/p>\n<p>&nbsp;40. No mesmo per&iacute;odo,&nbsp;os&nbsp;d&eacute;ficits de &ldquo;servi&ccedil;os&rdquo; e &ldquo;rendas&rdquo;&nbsp;aumentaram 114%. Somaram US$ 345,4 bilh&otilde;es nesses seis anos, quantia equivalente a&nbsp; 93% do estoque de IEDs at&eacute; 2011.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;41. Os IEDs e outras modalidades de capital estrangeiro t&ecirc;m equilibrado o Balan&ccedil;o de Pagamentos, como o uso acrescido de drogas alivia o toxic&ocirc;mano, i.e., agravando a doen&ccedil;a estrutural da economia.<\/p>\n<p>42. Assim, se n&atilde;o forem revertidas as regras que o Brasil vem obedecendo cegamente,&nbsp; as transfer&ecirc;ncias das transnacionais&nbsp; levar&atilde;o a uma crise externa incontorn&aacute;vel, a qual, se tratada como as anteriores, far&aacute; elevar os juros e tornar&aacute; a d&iacute;vida p&uacute;blica ainda menos suport&aacute;vel.<\/p>\n<p>43. Est&aacute; presente tamb&eacute;m, em fun&ccedil;&atilde;o da prov&aacute;vel desvaloriza&ccedil;&atilde;o do real, a perspectiva de avultar ainda mais a j&aacute; desbragada venda&nbsp; &ndash; por nada &#8211;&nbsp; de empresas, t&iacute;tulos p&uacute;blicos e terras brasileiras.&nbsp;<\/p>\n<p>44. De fato, por imposi&ccedil;&atilde;o imperial, acatada por pa&iacute;ses submissos, o d&oacute;lar continua valendo como moeda internacional, n&atilde;o obstante ser moeda falsa, aviltada por emiss&otilde;es &agrave;s dezenas de trilh&otilde;es, passados aos bancos da oligarquia. O Brasil entrega tudo para ficar com dep&oacute;sitos em d&oacute;lares, fadados n&atilde;o s&oacute; a perder valor, mas tamb&eacute;m a sumir de repente quando se desencadear a fuga de capitais.<\/p>\n<p><em>* &#8211; Adriano Benayon &eacute; doutor em economia e autor do livro Globaliza&ccedil;&atilde;o versus Desenvolvimento, editora Escrituras SP.<\/em><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No cl&aacute;ssico samba Ch&atilde;o de Estrelas, de Orestes Barbosa, o verso fala em &ldquo;palha&ccedil;o de perdidas&nbsp;ilus&otilde;es&rdquo;. No tango&nbsp; Mano a Mano, de Carlos Gardel, este diz &agrave; que o deixa por um rica&ccedil;o: &ldquo;ten&eacute;s el mate lleno (a cabe&ccedil;a cheia) de infelices&nbsp;ilusiones&rdquo; . 2. 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