{"id":38383,"date":"2012-08-02T11:08:28","date_gmt":"2012-08-02T11:08:28","guid":{"rendered":"http:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/artigo\/industria-automibilistica-o-custo-da-desnacionalizacao\/"},"modified":"2017-10-26T09:08:09","modified_gmt":"2017-10-26T11:08:09","slug":"industria-automibilistica-o-custo-da-desnacionalizacao-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/industria-automibilistica-o-custo-da-desnacionalizacao-2\/","title":{"rendered":"Ind\u00fastria automibil\u00edstica: o custo da desnacionaliza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>1. Venho mostrando que a desnacionaliza&ccedil;&atilde;o est&aacute; na raiz das travas ao desenvolvimento econ&ocirc;mico e social do Pa&iacute;s, que&nbsp; se traduzem em supl&iacute;cios diariamente vivenciados pela imensa maioria dos brasileiros.<\/p>\n<p>2. Entre os aspectos da vida em que nossa popula&ccedil;&atilde;o &eacute; mais sacrificada est&aacute; o transporte para ir ao trabalho e de l&aacute; voltar, em que se perde, em muitos casos, seis horas di&aacute;rias, ademais de pass&aacute;-las em extremo desconforto.<\/p>\n<p>3. Isso atinge mais duramente os que dependem totalmente dos meios de transporte p&uacute;blicos, mas n&atilde;o poupa os que t&ecirc;m ve&iacute;culo pr&oacute;prio, emperrados no tr&acirc;nsito urbano e nas estradas deficientes e congestionadas, ou exploradas por concession&aacute;rias vorazes na extors&atilde;o dos ped&aacute;gios exorbitantes.<\/p>\n<p>4. Esses preju&iacute;zos e os decorrentes dos pre&ccedil;os dos ve&iacute;culos mais altos do mundo &#8211; que, por vezes, passam do dobro do que pagam os consumidores de outros pa&iacute;ses &#8211;&nbsp; s&atilde;o os mais vis&iacute;veis, mas n&atilde;o s&atilde;o os &uacute;nicos nem os maiores.<\/p>\n<p>5. As colossais transfer&ecirc;ncias de recursos financeiros que as subsidi&aacute;rias das transnacionais efetuam em favor de suas matrizes s&atilde;o a causa principal dos d&eacute;ficits das contas externas e o fator b&aacute;sico do endividamento.<\/p>\n<p>6. Este,&nbsp; por seu turno, deu lugar aos abusos que fizeram exponenciar a d&iacute;vida p&uacute;blica, atrav&eacute;s da composi&ccedil;&atilde;o de juros extorsivos e de numerosas e injustific&aacute;veis taxas, sem falar na estatiza&ccedil;&atilde;o de d&iacute;vidas privadas.<\/p>\n<p>7. Assim, nos &uacute;ltimos 30 anos o &ldquo;servi&ccedil;o da d&iacute;vida&rdquo; come a parte do le&atilde;o das receitas p&uacute;blicas, fazendo minguar os investimentos na infra-estrutura, na sa&uacute;de e na educa&ccedil;&atilde;o.&nbsp; Para c&uacute;mulo, a insufici&ecirc;ncia quantitativa &eacute; grandemente agravada pela escolha &ldquo;errada&rdquo; em onde investir e como investir.<\/p>\n<p>8. Quanto ao onde, priorizou-se, entre os transportes, o rodovi&aacute;rio. Mas quem induziu ao erro? H&aacute; erros t&atilde;o grosseiros, que n&atilde;o podem ocorrer s&oacute; por ignor&acirc;ncia: algu&eacute;m exerceu poder para que eles fossem cometidos. Esse &eacute; o fulcro da maior &ndash; e menos comentada &ndash; corrup&ccedil;&atilde;o existente no Pa&iacute;s.<\/p>\n<p>9. Os juristas da Roma Antiga recomendavam procurar a quem o crime aproveita. A quem, sen&atilde;o&nbsp; &agrave; ind&uacute;stria automotiva e ao cartel do petr&oacute;leo, cujos interesses, em &acirc;mbito mundial, s&atilde;o, em grande parte, os mesmos?<\/p>\n<p>10. Quanto ao como, os investimentos s&atilde;o feitos antes para propiciar ganhos &agrave;s grandes empresas mundiais que em proveito do Pa&iacute;s. Omitindo as verdadeiras causas do &ldquo;custo Brasil&rdquo;, os que reclamam dos impostos altos, energia e transportes caros n&atilde;o sabem do falam, ou fingem n&atilde;o saber.<\/p>\n<p>11. De fato, n&atilde;o fosse a d&iacute;vida inflada por obra do modelo dependente, n&atilde;o ter&iacute;amos, como hoje, de usar quase metade da receita de&nbsp; impostos e contribui&ccedil;&otilde;es&nbsp; no servi&ccedil;o dessa d&iacute;vida.&nbsp; Al&eacute;m disso, as al&iacute;quotas poderiam ser reduzidas para a metade das atuais, gerando&nbsp; o dobro da receita, se tivessem ficado no Pa&iacute;s e fossem investidos sensatamente os recursos apropriados e transferidos ao exterior pelas transnacionais.<\/p>\n<p>12. Quanto &agrave; energia o&nbsp; Brasil tem todas as condi&ccedil;&otilde;es naturais para que seja barata, e assim seria se n&atilde;o se importassem, com enormes sobrepre&ccedil;os, as turbinas e outros equipamentos dos cart&eacute;is mundiais, sob o esquema da depend&ecirc;ncia financeira e tecnol&oacute;gica. Depois, a d&iacute;vida resultante subiu para estratosfera.<\/p>\n<p>13. A energia seria muit&iacute;ssimo mais barata se se tivesse desenvolvido corretamente a da biomassa, com &oacute;leos vegetais substituindo o diesel de petr&oacute;leo e o &aacute;lcool combinado com a agropecu&aacute;ria.&nbsp; Mesmo sem isso, seria muito mais m&oacute;dica, se FHC n&atilde;o tivesse favorecido as estrangeiras British Gas, Shell e Enron com os contratos para importar g&aacute;s da Bol&iacute;via, destinado a antiecon&ocirc;micas termel&eacute;tricas. Seria ainda mais competitiva sem&nbsp; as corruptas privatiza&ccedil;&otilde;es e concess&otilde;es.<\/p>\n<p>14. O Brasil &eacute; superdotado em recursos aquavi&aacute;rios, base da modalidade mais econ&ocirc;mica dos transportes: extens&iacute;ssima costa mar&iacute;tima e abund&acirc;ncia de rios naveg&aacute;veis, ou transform&aacute;veis em tal, e interlig&aacute;veis por canais. H&aacute; 70 anos, o Prof. Affonso V&aacute;rzea elaborou o projeto &ldquo;Ilha do Brasil&rdquo;, que inclu&iacute;a a liga&ccedil;&atilde;o entre as bacias do Prata e do Amazonas. E, at&eacute; hoje, nada!<\/p>\n<p>15. Se tivesse investido em ferrovias e material rodante, prosseguido com as estatais e estimulado o desenvolvimento de tecnologia, n&atilde;o se teria aprofundado a desvantagem em que o Pa&iacute;s se encontrava h&aacute; 56 anos, quando a pol&iacute;tica passou a exacerbar as falhas da malha ferrovi&aacute;ria, ao inv&eacute;s de corrigi-las.<\/p>\n<p>16. Ve&iacute;culos automotores em excesso atravancam as vias urbanas, pois faltam densas linhas de metr&ocirc; nas metr&oacute;poles, enormemente infladas em suas periferias pela migra&ccedil;&atilde;o decorrente da estrutura fundi&aacute;ria e da baix&iacute;ssima renda das massas, gerada pelo modelo. Nos transportes interurbanos e interestaduais d&aacute;-se problema semelhante.<\/p>\n<p>17. Conforme estudo do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnol&oacute;gicas), as transnacionais montadoras servem-se da pesquisa tecnol&oacute;gica, feita aqui, para remeterem, como despesa, seu lucro real &agrave;s matrizes, muit&iacute;ssimo mais que introduzir inova&ccedil;&otilde;es em processos produtivos.<\/p>\n<p>18. O IPT observa:&#8221;O Brasil tem no mundo o maior n&uacute;mero de marcas produzidas internamente, mais at&eacute; que os Estados Unidos.&rdquo;&nbsp; Aduz O pesquisador do IPT, M&aacute;rio S&eacute;rgio Salerno: &ldquo;Isso n&atilde;o &eacute; bom para o produto, porque cria uma pulveriza&ccedil;&atilde;o, e essa ind&uacute;stria depende de escala para ser competitiva&#8221;.<\/p>\n<p>19. O engenheiro Carlos Ferreira comenta: &ldquo;4&ordm;&nbsp; maior mercado de ve&iacute;culos e 6&ordm; maior montador. Nenhuma marca nacional. Entretanto, fartura de subs&iacute;dios &agrave;s transnacionais, que aqui produzem ve&iacute;culos de baixa tecnologia,&nbsp; e remessas de bilh&otilde;es para suas matrizes no exterior. Algumas delas j&aacute; teriam desaparecido sem este &ldquo;eldorado dos tr&oacute;picos&rdquo;.<\/p>\n<p>20. Como aponta Salerno, as montadoras realizam, em geral,&nbsp; testes, e n&atilde;o, pesquisa e desenvolvimento (P&amp;D), j&aacute; que a parte substantiva dos modelos &eacute; projetada nas matrizes. Assim, o Pa&iacute;s paga elevados royalties em favor delas, que contabilizam, como investimento em P&amp;D, numerosas horas de engenharia aplicadas nos testes.<\/p>\n<p>21. Essa &eacute;, portanto, uma das rubricas usadas pelas transnacionais para remeter ganhos ao exterior, obtidos com os elevados pre&ccedil;os do mercado brasileiro, acrescidos dos subs&iacute;dios que o &ldquo;poder p&uacute;blico&rdquo; brasileiro presenteia as montadoras, ademais das isen&ccedil;&otilde;es&nbsp; e redu&ccedil;&otilde;es fiscais.<\/p>\n<p>22. Os insumos importados a pre&ccedil;os superfaturados s&atilde;o outro grande conduto de recursos para o exterior, resultando, ao mesmo tempo, no pre&ccedil;o final elevad&iacute;ssimo no mercado brasileiro.<\/p>\n<p>23. Os mais importantes deles s&atilde;o os motores, que n&atilde;o s&atilde;o desenvolvidos no Brasil. Fabricam-se aqui, mas sempre por transnacionais, como ocorre com a maior parte das autope&ccedil;as, ind&uacute;stria que, at&eacute; os anos 70,&nbsp; era controlada em cerca&nbsp; de 80% por empresas de capital nacional.<\/p>\n<p>24. Esses s&atilde;o dados da realidade&nbsp; demonstrativos de que, embora tenha crescido quantitativamente, a produ&ccedil;&atilde;o no Brasil decaiu qualitativamente. O atraso &eacute; espantoso n&atilde;o s&oacute; em rela&ccedil;&atilde;o aos pa&iacute;ses asi&aacute;ticos &#8211; que se industrializaram muito depois do Brasil &#8211; mas tamb&eacute;m em rela&ccedil;&atilde;o aos progressos havidos, enquanto teve governo passavelmente aut&ocirc;nomo, i.e., na Era Vargas.<\/p>\n<p>25. A F&aacute;brica Nacional de Motores (FNM), fundada em 1942,&nbsp; produziu motores aeron&aacute;uticos, tendo o primeiro avi&atilde;o com motor FNM sa&iacute;do em 1946. Embora a tecnologia fosse norte-americana, Curtiss-Wright, a produ&ccedil;&atilde;o sob controle nacional viabilizaria o desenvolvimento de tecnologia brasileira.<\/p>\n<p>26. Com a deposi&ccedil;&atilde;o de Vargas em 1945, deu-se o primeiro retrocesso, convertendo-se a produ&ccedil;&atilde;o para motores de eletrodom&eacute;sticos. Em 1949, a FNM iniciou a fabrica&ccedil;&atilde;o de caminh&otilde;es, retomada em 1951, em associa&ccedil;&atilde;o com a estatal italiana Alfa-Romeo, com Vargas de volta.<\/p>\n<p>27. Depois, a f&aacute;brica de Xer&eacute;m, RJ, produziu novo modelo do exitoso caminh&atilde;o FNM e depois o autom&oacute;vel de passeio Alfa-Romeo JK, mas, em 1968, o governo do novo golpe militar fez alienar a FNM para a empresa italiana, mais tarde privatizada em favor da Fiat.<\/p>\n<p>28. A pol&iacute;tica econ&ocirc;mica do modelo dependente promoveu a crescente apropria&ccedil;&atilde;o do mercado interno brasileiro pelas transnacionais, inclusive atrav&eacute;s das barreiras &agrave; importa&ccedil;&atilde;o. A partir da abertura radical &agrave; globaliza&ccedil;&atilde;o, iniciada por Collor, os ve&iacute;culos produzidos no Brasil foram tendo conte&uacute;do decrescente de insumos locais, e cresceram as importa&ccedil;&otilde;es de ve&iacute;culos.<\/p>\n<p>29. O resultado disso espelha-se na balan&ccedil;a comercial do 1&ordm; quadrimestre de 2012: as exporta&ccedil;&otilde;es de autom&oacute;veis somaram US$ 1,2 bilh&atilde;o, enquanto as importa&ccedil;&otilde;es atingiram US$ 3,3 bilh&otilde;es.<\/p>\n<p>30. Segundo o estudo do IPT, Volkswagen, General Motors e Fiat desenvolveriam alguma tecnologia local, em produtos aqui concebidos, como o Fox, da Volks, e a Meriva, da GM.<\/p>\n<p>32. Mas n&atilde;o s&atilde;o desenvolvimentos significativos.&nbsp; Pior: em qualquer caso, pode-se ter certeza que eles se tornam propriedade das transnacionais, protegida por patentes.<\/p>\n<p>33. Na realidade &eacute; para isto que a Volkswagen ganhar&aacute; mais um subs&iacute;dio: o financiamento pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico e Social), no montante de nada menos que R$ 342 milh&otilde;es, para &ldquo;desenvolver&rdquo; um subcompacto e um sed&atilde;, e&nbsp; &ldquo;modernizar&rdquo; modelos existentes.<\/p>\n<p>34. Como assinala o economista Paulo Kliass, em artigo publicado em 13.07.2011, &ldquo;Prioridades do governo, BNDES e ind&uacute;stria do autom&oacute;vel&rdquo;, trata-se de modelos j&aacute; vendidos em outras pra&ccedil;as, como o supercompacto &ldquo;Up&rdquo;. O cr&eacute;dito, da linha &ldquo;Proengenharia&rdquo; do BNDES, serve para gerar valor agregado no exterior.<\/p>\n<p>35. Aduz Kliass: &ldquo;Os projetos chegam aqui prontos e acabados&rdquo;. Lembra, ainda, que o&nbsp; BNDES j&aacute; havia favorecido a Renault, em projeto semelhante, com R$ 374 milh&otilde;es para &ldquo;adapta&ccedil;&atilde;o de ve&iacute;culos ao clima e &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de ruas e estradas do Pa&iacute;s. Uma loucura!&rdquo;<\/p>\n<p>36. Poder-se-ia concluir que o BNDES &ndash; com &ldquo;N&rdquo; de &ldquo;Nacional&rdquo; &ndash; dissipa recursos fazendo de conta que as transnacionais sejam brasileiras, por ocuparem os mercados do Pa&iacute;s e exercerem poder sobre o &ldquo;governo&rdquo;.<\/p>\n<p>37. Leonardo Sakamoto, em 03\/07\/2012, no seu blog,&nbsp; apud Folha SP informa que as montadoras planejam demitir, apesar do aumento de vendas trazido pela redu&ccedil;&atilde;o de IPI. GM e Volkswagen abriram programas de demiss&atilde;o volunt&aacute;ria, e a GM estuda fechar a linha de montagem em S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos e extinguir 1.500 vagas, segundo o sindicato de metal&uacute;rgicos local.<\/p>\n<p>38. Cita, ademais, mat&eacute;ria do Estado de S&atilde;o Paulo, conforme a qual, desde a crise internacional, o governo brasileiro abriu m&atilde;o de R$ 28 bilh&otilde;es em impostos para a ind&uacute;stria automobil&iacute;stica, e esta enviou, ao exterior, no per&iacute;odo, US$ 14,6 bilh&otilde;es. Saliento que essa cifra n&atilde;o inclui o grosso da transfer&ecirc;ncia real dos lucros.<\/p>\n<p>39. Sakamoto assinala que, na l&oacute;gica que as transnacionais impingem ao &ldquo;governo&rdquo;, o Estado ajuda as empresas, mas estas n&atilde;o devem sofrer interven&ccedil;&atilde;o alguma: &ldquo;um liberalismo de brincadeirinha, com o Estado atuante, mas subserviente ao poder econ&ocirc;mico, em que o (nosso) dinheiro deve entrar calado &#8230;&rdquo;<\/p>\n<p>40. Recorda&nbsp; Gabriel Barros, do Instituto Brasileiro de Economia da FVG: &ldquo;A ind&uacute;stria automotiva do Brasil tem 60 anos e a da Coreia do Sul, 35, e eles s&atilde;o t&atilde;o mais competitivos, que o consumidor consegue perceber isso simplesmente entrando no carro&rdquo;.&nbsp; Ele n&atilde;o explica, por&eacute;m, que na Cor&eacute;ia do Sul a ind&uacute;stria&nbsp; &eacute; de capital nacional.<\/p>\n<p>41. Nos &acirc;mbitos estadual e municipal, os subs&iacute;dios n&atilde;o s&atilde;o menos escandalosos que na esfera federal. Ancelmo Gois, em O Globo,&nbsp; de 20.06.2012, informa que Andrea Calabi, secret&aacute;rio de Fazenda de S&atilde;o Paulo ficou &ldquo;escandalizado&rdquo; com o incentivo fiscal dado a duas montadoras por S&eacute;rgio Cabral, &ldquo;governador&rdquo; do Rio de Janeiro:<\/p>\n<p>&ldquo;O governo fluminense vai financiar 80% do ICMS em 50 anos, com 30 de car&ecirc;ncia, para Nissan e PSA (Peugeot\/Citroen).&nbsp; Juntos, os benef&iacute;cios chegam a R$ 10 bilh&otilde;es.&nbsp; A medida &eacute; insana.&nbsp; Outras empresas e setores v&atilde;o querer as mesmas condi&ccedil;&otilde;es&#8230;&rdquo;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>(* ) &nbsp;Adriano Benayon &eacute; doutor em economia e autor do livro Globaliza&ccedil;&atilde;o versus Desenvolvimento, editora Escrituras SP.<\/em><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. 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