{"id":38381,"date":"2012-07-24T14:29:04","date_gmt":"2012-07-24T14:29:04","guid":{"rendered":"http:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/artigo\/mercosul-venezuela-e-estados-unidos\/"},"modified":"2017-10-26T09:08:10","modified_gmt":"2017-10-26T11:08:10","slug":"mercosul-venezuela-e-estados-unidos-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/mercosul-venezuela-e-estados-unidos-2\/","title":{"rendered":"Mercosul, Venezuela e Estados Unidos"},"content":{"rendered":"<div class=\"conteudoPost\">\n<p>1. N&atilde;o h&aacute; como entender as perip&eacute;cias da pol&iacute;tica sul-americana sem levar em conta a pol&iacute;tica dos Estados Unidos para a Am&eacute;rica do Sul. Os Estados Unidos ainda s&atilde;o o principal ator pol&iacute;tico na Am&eacute;rica do Sul e pela descri&ccedil;&atilde;o de seus objetivos devemos come&ccedil;ar.<\/p>\n<p>2. Na Am&eacute;rica do Sul, o objetivo estrat&eacute;gico central dos Estados Unidos, que apesar do seu enfraquecimento continuam sendo a maior pot&ecirc;ncia pol&iacute;tica, militar, econ&ocirc;mica e cultural do mundo, &eacute; incorporar todos os pa&iacute;ses da regi&atilde;o &agrave; sua economia. Esta incorpora&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica leva, necessariamente, a um alinhamento pol&iacute;tico dos pa&iacute;ses mais fracos com os Estados Unidos nas negocia&ccedil;&otilde;es e nas crises internacionais.<\/p>\n<p>3. O instrumento t&aacute;tico norte-americano para atingir este objetivo consiste em promover a ado&ccedil;&atilde;o legal, pelos pa&iacute;ses da Am&eacute;rica do Sul, de normas de liberaliza&ccedil;&atilde;o a mais ampla do com&eacute;rcio, das finan&ccedil;as e investimentos, dos servi&ccedil;os e de &ldquo;prote&ccedil;&atilde;o&rdquo; &agrave; propriedade intelectual atrav&eacute;s da negocia&ccedil;&atilde;o de acordos em n&iacute;vel regional e bilateral.<\/p>\n<p>4. Este &eacute; um objetivo estrat&eacute;gico hist&oacute;rico e permanente. Uma de suas primeiras manifesta&ccedil;&otilde;es ocorreu em 1889 na 1&ordf; Confer&ecirc;ncia Internacional Americana, que se realizou em Washington, quando os EUA, j&aacute; ent&atilde;o a primeira pot&ecirc;ncia industrial do mundo, propuseram a negocia&ccedil;&atilde;o de um acordo de livre com&eacute;rcio nas Am&eacute;ricas e a ado&ccedil;&atilde;o, por todos os pa&iacute;ses da regi&atilde;o, de uma mesma moeda, o d&oacute;lar.<\/p>\n<p>5. Outros momentos desta estrat&eacute;gia foram o acordo de livre com&eacute;rcio EUA-Canad&aacute;; o NAFTA (&Aacute;rea de Livre Com&eacute;rcio da Am&eacute;rica do Norte, incluindo, al&eacute;m do Canad&aacute;, o M&eacute;xico); a proposta de cria&ccedil;&atilde;o de uma &Aacute;rea de Livre Com&eacute;rcio das Am&eacute;ricas &ndash; ALCA e, finalmente, os acordos bilaterais com o Chile, Peru, Col&ocirc;mbia e com os pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Central.<\/p>\n<p>6. Neste contexto hemisf&eacute;rico, o principal objetivo norte-americano &eacute; incorporar o Brasil e a Argentina, que s&atilde;o as duas principais economias industriais da Am&eacute;rica do Sul, a este grande &ldquo;conjunto&rdquo; de &aacute;reas de livre com&eacute;rcio bilaterais, onde as regras relativas ao movimento de capitais, aos investimentos estrangeiros, aos servi&ccedil;os, &agrave;s compras governamentais, &agrave; propriedade intelectual, &agrave; defesa comercial, &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es entre investidores estrangeiros e Estados seriam n&atilde;o somente as mesmas como permitiriam a plena liberdade de a&ccedil;&atilde;o para as megaempresas multinacionais e reduziriam ao m&iacute;nimo a capacidade dos Estados nacionais para promover o desenvolvimento, ainda que capitalista, de suas sociedades e de proteger e desenvolver suas empresas (e capitais nacionais) e sua for&ccedil;a de trabalho.<\/p>\n<p>7. A exist&ecirc;ncia do Mercosul, cuja premissa &eacute; a prefer&ecirc;ncia em seus mercados &agrave;s empresas (nacionais ou estrangeiras) instaladas nos territ&oacute;rios da Argentina, do Brasil, do Paraguai e do Uruguai em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s empresas que se encontram fora desse territ&oacute;rio e que procura se expandir na tentativa de construir uma &aacute;rea econ&ocirc;mica comum, &eacute; incompat&iacute;vel com objetivo norte-americano de liberaliza&ccedil;&atilde;o geral do com&eacute;rcio de bens, de servi&ccedil;os, de capitais etc que beneficia as suas megaempresas, naturalmente muit&iacute;ssimo mais poderosas do que as empresas sul-americanas.<\/p>\n<p>8. De outro lado, um objetivo (pol&iacute;tico e econ&ocirc;mico) vital para os Estados Unidos &eacute; assegurar o suprimento de energia para sua economia, pois importam 11 milh&otilde;es de barris di&aacute;rios de petr&oacute;leo sendo que 20% prov&ecirc;m do Golfo P&eacute;rsico, &aacute;rea de extraordin&aacute;ria instabilidade, turbul&ecirc;ncia e conflito.<\/p>\n<p>9. As empresas americanas foram respons&aacute;veis pelo desenvolvimento do setor petrol&iacute;fero na Venezuela a partir da d&eacute;cada de 1920. De um lado, a Venezuela tradicionalmente fornecia petr&oacute;leo aos Estados Unidos e, de outro lado, importava os equipamentos para a ind&uacute;stria de petr&oacute;leo e os bens de consumo para sua popula&ccedil;&atilde;o, inclusive alimentos.<\/p>\n<p>10. Com a elei&ccedil;&atilde;o de Hugo Ch&aacute;vez, em 1998, suas decis&otilde;es de reorientar a pol&iacute;tica externa (econ&ocirc;mica e pol&iacute;tica) da Venezuela em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; Am&eacute;rica do Sul (i.e. principal, mas n&atilde;o exclusivamente ao Brasil), assim como de construir a infraestrutura e diversificar a economia agr&iacute;cola e industrial do pa&iacute;s viriam a romper a profunda depend&ecirc;ncia da Venezuela em rela&ccedil;&atilde;o aos Estados Unidos.<\/p>\n<p>11. Esta decis&atilde;o venezuelana, que atingiu frontalmente o objetivo estrat&eacute;gico da pol&iacute;tica exterior americana de garantir o acesso a fontes de energia, pr&oacute;ximas e seguras, se tornou ainda mais importante no momento em que a Venezuela passou a ser o maior pa&iacute;s do mundo em reservas de petr&oacute;leo e em que a situa&ccedil;&atilde;o do Oriente Pr&oacute;ximo &eacute; cada vez mais vol&aacute;til.<\/p>\n<p>12. Desde ent&atilde;o desencadeou-se uma campanha mundial e regional de m&iacute;dia contra o Presidente Ch&aacute;vez e a Venezuela, procurando demoniz&aacute;-lo e caracteriz&aacute;-lo como ditador, autorit&aacute;rio, inimigo da liberdade de imprensa, populista, demagogo etc. A Venezuela, segundo a m&iacute;dia, n&atilde;o seria uma democracia e para isto criaram uma &ldquo;teoria&rdquo; segundo a qual ainda que um presidente tenha sido eleito democraticamente, ele, ao n&atilde;o &ldquo;governar democraticamente&rdquo;, seria um ditador e, portanto, poderia ser derrubado. Ali&aacute;s, o golpe j&aacute; havia sido tentado em 2002 e os primeiros lideres a reconhecer o &ldquo;governo&rdquo; que emergiu desse golpe na Venezuela foram George Walker Bush e Jos&eacute; Mar&iacute;a Aznar.<\/p>\n<p>13. &Agrave; medida que o Presidente Ch&aacute;vez come&ccedil;ou a diversificar suas exporta&ccedil;&otilde;es de petr&oacute;leo, notadamente para a China, substituiu a R&uacute;ssia no suprimento energ&eacute;tico de Cuba e passou a apoiar governos progressistas eleitos democraticamente, como os da Bol&iacute;via e do Equador, empenhados em enfrentar as oligarquias da riqueza e do poder, os ataques redobraram orquestrados em toda a m&iacute;dia da regi&atilde;o (e do mundo).<\/p>\n<p>14. Isto apesar de n&atilde;o haver d&uacute;vida sobre a legitimidade democr&aacute;tica do Presidente Ch&aacute;vez que, desde 1998, disputou doze elei&ccedil;&otilde;es, que foram todas consideradas livres e leg&iacute;timas por observadores internacionais, inclusive o Centro Carter, a ONU e a OEA.<\/p>\n<p>15. Em 2001, a Venezuela apresentou, pela primeira vez, sua candidatura ao Mercosul. Em 2006, ap&oacute;s o t&eacute;rmino das negocia&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas, o Protocolo de ades&atilde;o da Venezuela foi assinado pelos Presidentes Ch&aacute;vez, Lula, Kirchner, Tabar&eacute; e Nicanor Duarte, do Paraguai, membro do Partido Colorado. Come&ccedil;ou ent&atilde;o o processo de aprova&ccedil;&atilde;o do ingresso da Venezuela pelos Congressos dos quatro pa&iacute;ses, sob cerrada campanha da imprensa conservadora, agora preocupada com o &ldquo;futuro&rdquo; do Mercosul que, sob a influ&ecirc;ncia de Ch&aacute;vez, poderia, segundo ela, &ldquo;prejudicar&rdquo; as negocia&ccedil;&otilde;es internacionais do bloco etc. Aquela mesma imprensa que rotineiramente criticava o Mercosul e que advogava a celebra&ccedil;&atilde;o de acordos de livre com&eacute;rcio com os Estados Unidos, com a Uni&atilde;o Europ&eacute;ia etc, se poss&iacute;vel at&eacute; de forma bilateral, e que considerava a exist&ecirc;ncia do Mercosul um entrave &agrave; plena inser&ccedil;&atilde;o dos pa&iacute;ses do bloco na economia mundial, passou a se preocupar com a &ldquo;sobreviv&ecirc;ncia&rdquo; do bloco.<\/p>\n<p>16. Aprovado pelos Congressos da Argentina, do Brasil, do Uruguai e da Venezuela, o ingresso da Venezuela passou a depender da aprova&ccedil;&atilde;o do Senado paraguaio, dominado pelos partidos conservadores representantes das oligarquias rurais e do &ldquo;com&eacute;rcio informal&rdquo;, que passou a exercer um poder de veto, influenciado em parte pela sua oposi&ccedil;&atilde;o permanente ao Presidente Fernando Lugo, contra quem tentou 23 processos de &ldquo;impeachment&rdquo; desde a sua posse em 2008.<\/p>\n<p>17. O ingresso da Venezuela no Mercosul teria quatro consequ&ecirc;ncias: dificultar a &ldquo;remo&ccedil;&atilde;o&rdquo; do Presidente Ch&aacute;vez atrav&eacute;s de um golpe de Estado; impedir a eventual reincorpora&ccedil;&atilde;o da Venezuela e de seu enorme potencial econ&ocirc;mico e energ&eacute;tico &agrave; economia americana; fortalecer o Mercosul e torn&aacute;-lo ainda mais atraente &agrave; ades&atilde;o dos demais pa&iacute;ses da Am&eacute;rica do Sul; dificultar o projeto americano permanente de cria&ccedil;&atilde;o de uma &aacute;rea de livre com&eacute;rcio na Am&eacute;rica Latina, agora pela eventual &ldquo;fus&atilde;o&rdquo; dos acordos bilaterais de com&eacute;rcio, de que o acordo da Alian&ccedil;a do Pacifico &eacute; um exemplo.<\/p>\n<p>18. Assim, a recusa do Senado paraguaio em aprovar o ingresso da Venezuela no Mercosul tornou-se quest&atilde;o estrat&eacute;gica fundamental para a pol&iacute;tica norte americana na Am&eacute;rica do Sul.<\/p>\n<p>19. Os l&iacute;deres pol&iacute;ticos do Partido Colorado, que esteve no poder no Paraguai durante sessenta anos, at&eacute; a elei&ccedil;&atilde;o de Lugo, e os do Partido Liberal, que participava do governo Lugo, certamente avaliaram que as san&ccedil;&otilde;es contra o Paraguai em decorr&ecirc;ncia do impedimento de Lugo, seriam principalmente pol&iacute;ticas, e n&atilde;o econ&ocirc;micas, limitando-se a n&atilde;o poder o Paraguai participar de reuni&otilde;es de Presidentes e de Ministros do bloco.<\/p>\n<p>Feita esta avalia&ccedil;&atilde;o, desfecharam o golpe. Primeiro, o Partido Liberal deixou o governo e aliou-se aos Colorados e &agrave; Uni&atilde;o Nacional dos Cidad&atilde;os &Eacute;ticos &ndash; UNACE e aprovaram, a toque de caixa, em uma sess&atilde;o, uma resolu&ccedil;&atilde;o que consagrou um rito super-sum&aacute;rio de &ldquo;impeachment&rdquo;.<\/p>\n<p>Assim, ignoraram o Artigo 17 da Constitui&ccedil;&atilde;o paraguaia que determina que &ldquo;no processo penal, ou em qualquer outro do qual possa derivar pena ou san&ccedil;&atilde;o, toda pessoa tem direito a dispor das c&oacute;pias, meios e prazos indispens&aacute;veis para apresenta&ccedil;&atilde;o de sua defesa, e a poder oferecer, praticar, controlar e impugnar provas&rdquo;, e o artigo 16 que afirma que o direito de defesa das pessoas &eacute; inviol&aacute;vel.<\/p>\n<p>20. Em 2003, o processo de impedimento contra o Presidente Macchi, que n&atilde;o foi aprovado, levou cerca de 3 meses enquanto o processo contra Fernando Lugo foi iniciado e encerrado em cerca de 36 horas. O pedido de revis&atilde;o de constitucionalidade apresentado pelo Presidente Lugo junto &agrave; Corte Suprema de Justi&ccedil;a do Paraguai sequer foi examinado, tendo sido rejeitado in limine.<\/p>\n<p>21. O processo de impedimento do Presidente Fernando Lugo foi considerado golpe por todos os Estados da Am&eacute;rica do Sul e de acordo com o Compromisso Democr&aacute;tico do Mercosul o Paraguai foi suspenso da Unasur e do Mercosul, sem que os neogolpistas manifestassem qualquer considera&ccedil;&atilde;o pelas gest&otilde;es dos Chanceleres da UNASUR, que receberam, ali&aacute;s, com arrog&acirc;ncia.<\/p>\n<p>22. Em consequ&ecirc;ncia da suspens&atilde;o paraguaia, foi poss&iacute;vel e legal para os governos da Argentina, do Brasil e do Uruguai aprovarem o ingresso da Venezuela no Mercosul a partir de 31 de julho pr&oacute;ximo. Acontecimento que nem os neogolpistas nem seus admiradores mais fervorosos &ndash; EUA, Espanha, Vaticano, Alemanha, os primeiros a reconhecer o governo ilegal de Franco &ndash; parecem ter previsto.<\/p>\n<p>23. Diante desta evolu&ccedil;&atilde;o inesperada, toda a imprensa conservadora dos tr&ecirc;s pa&iacute;ses, e a do Paraguai, e os l&iacute;deres e partidos conservadores da regi&atilde;o, partiram em socorro dos neogolpistas com toda sorte de argumentos, proclamando a ilegalidade da suspens&atilde;o do Paraguai (e, portanto, afirmando a legalidade do golpe) e a inclus&atilde;o da Venezuela, j&aacute; que a suspens&atilde;o do Paraguai teria sido ilegal.<\/p>\n<p>24. Agora, o Paraguai procura obter uma decis&atilde;o do Tribunal Permanente de Revis&atilde;o do Mercosul sobre a legalidade de sua suspens&atilde;o do Mercosul enquanto, no Brasil, o l&iacute;der do PSDB anuncia que recorrer&aacute; &agrave; justi&ccedil;a brasileira sobre a legalidade da suspens&atilde;o do Paraguai e do ingresso da Venezuela.<\/p>\n<p>25. A pol&iacute;tica externa norte-americana na Am&eacute;rica do Sul sofreu as consequ&ecirc;ncias totalmente inesperadas da pressa dos neogolpistas paraguaios em assumir o poder, com tamanha voracidade que n&atilde;o podiam aguardar at&eacute; abril de 2013, quando ser&atilde;o realizadas as elei&ccedil;&otilde;es, e agora articula todos os seus aliados para fazer reverter a decis&atilde;o de ingresso da Venezuela.<\/p>\n<p>26. Na realidade, a quest&atilde;o do Paraguai &eacute; a quest&atilde;o da Venezuela, da disputa por influ&ecirc;ncia econ&ocirc;mica e pol&iacute;tica na Am&eacute;rica do Sul e de seu futuro como regi&atilde;o soberana e desenvolvida.<\/p>\n<p>*Samuel Pinheiro Guimar&atilde;es &eacute; diplomata brasileiro e professor do Instituto Rio Branco<\/p>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. N&atilde;o h&aacute; como entender as perip&eacute;cias da pol&iacute;tica sul-americana sem levar em conta a pol&iacute;tica dos Estados Unidos para a Am&eacute;rica do Sul. Os Estados Unidos ainda s&atilde;o o principal ator pol&iacute;tico na Am&eacute;rica do Sul e pela descri&ccedil;&atilde;o de seus objetivos devemos come&ccedil;ar. 2. 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