{"id":38366,"date":"2011-01-26T20:07:02","date_gmt":"2011-01-26T20:07:02","guid":{"rendered":"http:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/artigo\/educacao-no-rio-economicismo-e-cinismo\/"},"modified":"2017-10-26T09:08:13","modified_gmt":"2017-10-26T11:08:13","slug":"educacao-no-rio-economicismo-e-cinismo-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/educacao-no-rio-economicismo-e-cinismo-2\/","title":{"rendered":"Educa\u00e7\u00e3o no Rio: economicismo e cinismo"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;Em entrevista ao Globo News, o Secret&aacute;rio de Educa&ccedil;&atilde;o do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Risolia, na sexta-feira, dia 07.01.2011, anunciou as cinco frentes de trabalho para a educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica ao longo dos pr&oacute;ximos quatro anos. Em extensa mat&eacute;ria, sob o t&iacute;tulo Choque na Educa&ccedil;&atilde;o, o jornal O Globo (08.10.2011, p. 14) detalha estas medidas. Confessamos que ficamos estarrecidos pelo car&aacute;ter economicista e tecnocr&aacute;tico, e pela superficialidade das medidas propostas.<\/p>\n<p>&nbsp;As cinco frentes de trabalho apresentadas teriam como objetivo atacar as quest&otilde;es pedag&oacute;gicas, o remanejamento de gastos, a rede f&iacute;sica, o diagn&oacute;stico de problemas e os cuidados com os alunos.<\/p>\n<p>&nbsp;As medidas mais destacadas, por&eacute;m, foram a implanta&ccedil;&atilde;o de um regime meritocr&aacute;tico para a sele&ccedil;&atilde;o de gestores; a realiza&ccedil;&atilde;o de avalia&ccedil;&otilde;es peri&oacute;dicas; o estabelecimento de metas de desempenho para balizar a concess&atilde;o diferenciada de gratifica&ccedil;&otilde;es aos docentes; e a revis&atilde;o das licen&ccedil;as dos 8 mil professores em tratamento de sa&uacute;de. Ou seja, medidas que refor&ccedil;am a ideia de que, no fim das contas, os profissionais da educa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o os respons&aacute;veis pelos problemas educacionais, resumidos, por sua vez, aos baixos &iacute;ndices obtidos pela rede estadual no &Iacute;ndice de Desenvolvimento da Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica (IDEB).<\/p>\n<p>&nbsp;Um exemplo da l&oacute;gica de suspei&ccedil;&atilde;o a&iacute; implicada &eacute; a contrata&ccedil;&atilde;o de uma empresa privada para passar um pente fino nas licen&ccedil;as m&eacute;dicas, sinalizando um duplo pr&eacute;-julgamento: aos profissionais de sa&uacute;de que concederam a licen&ccedil;a e aos pr&oacute;prios professores que buscaram atendimento. Por certo, h&aacute; impl&iacute;cita uma meta de quantos destes n&atilde;o podem passar no pente fino e dever&atilde;o, agora saud&aacute;veis e motivados, voltar &agrave;s salas de aula.<\/p>\n<p>&nbsp;Trata-se, portanto, de uma proposta que n&atilde;o vai ao fundamental e pega o pior atalho: premiar quem chega &agrave;s metas, metas imediatistas, de l&oacute;gica produtivista, que n&atilde;o incorporam medidas efetivas voltadas para uma educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica de qualidade. A l&oacute;gica subjacente &agrave; proposta, que j&aacute; est&aacute; sendo chamada de choque de gest&atilde;o de administra&ccedil;&atilde;o, apenas trabalha com dois conceitos fundamentais: for&ccedil;ar o professorado a produzir um IDEB elevado, sem efetivamente melhorar as suas condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, e baratear o custo da educa&ccedil;&atilde;o adotando, de imediato, a meta conservadora de economizar R$ 111 milh&otilde;es dos gastos. Uma l&oacute;gica tecnocrata que reconhece somente c&aacute;lculos de custos e de benef&iacute;cios, que v&ecirc; as pessoas apenas como dados, destitu&iacute;dos de vontade e voz, indo de encontro &agrave;s pr&oacute;prias bases ideol&oacute;gicas liberais e neoliberais que ainda consideravam o homem dotado de livre iniciativa, mesmo em sua forma de indiv&iacute;duo, homo economicus.<\/p>\n<p>&nbsp;O espantoso &eacute; que a Secretaria de Estado do Rio, com essa proposta, caminha visceralmente na contram&atilde;o dos encaminhamentos conclu&iacute;dos nas reuni&otilde;es da Confer&ecirc;ncia Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o de 2010, do que foi acordado no novo Plano Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o e do que vem sendo discutido no F&oacute;rum Estadual em Defesa da Escola P&uacute;blica, h&aacute; poucos dias instalado por dezenas de entidades ligadas &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, &agrave; cultura, aos movimentos sociais e &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es de ensino e cient&iacute;ficas do estado do Rio de Janeiro.&nbsp; Mais que isso, em total disson&acirc;ncia com a indica&ccedil;&atilde;o que a Presidente da Rep&uacute;blica, Dilma Rousseff, fez em seu discurso de posse, para enfrentar o problema da educa&ccedil;&atilde;o: reconhecer o professor como a autoridade pedag&oacute;gica de fato e de direito.<\/p>\n<p>&nbsp;Mas s&oacute; existir&aacute; ensino de qualidade se o professor e a professora forem tratados como as verdadeiras autoridades da educa&ccedil;&atilde;o, com forma&ccedil;&atilde;o continuada, remunera&ccedil;&atilde;o adequada e s&oacute;lido compromisso com a educa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as e jovens. (Dilma Rousseff, Discurso de posse, 01.01.2011).<\/p>\n<p>&nbsp;Os debates e proposi&ccedil;&otilde;es a&iacute; implicados v&ecirc;m afirmando insistentemente que n&atilde;o se far&aacute; educa&ccedil;&atilde;o de qualidade sem restituir &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es plenas condi&ccedil;&otilde;es de funcionamento, tornando-as atrativas e adequadas ao bom aprendizado dos alunos; sem garantir, aos profissionais da educa&ccedil;&atilde;o, as condi&ccedil;&otilde;es de trabalho que favore&ccedil;am o efetivo exerc&iacute;cio da autoria pedag&oacute;gica e da atua&ccedil;&atilde;o coletiva na constru&ccedil;&atilde;o do processo educativo escolar; sem dar sustenta&ccedil;&atilde;o a cada escola para que ela se torne o lugar de uma experi&ecirc;ncia participativa efetivamente capaz de ampliar seus sentidos como institui&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica.<\/p>\n<p>&nbsp;Ignorando os ac&uacute;mulos desse debate, a Secretaria aposta exatamente no seu contr&aacute;rio, impulsionando a estandardiza&ccedil;&atilde;o da rede estadual, por meio da subordina&ccedil;&atilde;o de sua organiza&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o pedag&oacute;gica a crit&eacute;rios mercantis, e da sujei&ccedil;&atilde;o de suas institui&ccedil;&otilde;es e profissionais a rela&ccedil;&otilde;es de disputa e concorr&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>&nbsp;A estandardiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o, dura e seriamente questionada hoje por v&aacute;rios setores da sociedade, camufla-se, comumente, por meio do discurso do m&eacute;rito, do desempenho, da compet&ecirc;ncia e da efici&ecirc;ncia, omitindo a grave responsabilidade das pr&oacute;prias elites e do Estado, no Brasil, na longa hist&oacute;ria de produ&ccedil;&atilde;o reiterada de uma escola prec&aacute;ria para a grande maioria da popula&ccedil;&atilde;o. Caracteriza-se principalmente, no entanto, pelo estabelecimento de mecanismos padronizados capazes de operar o posicionamento diferenciado dos profissionais e das institui&ccedil;&otilde;es, reiterando a produ&ccedil;&atilde;o desigual da escola por meio da sua suposta &ldquo;moderniza&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;A institui&ccedil;&atilde;o de premia&ccedil;&otilde;es, a contrata&ccedil;&atilde;o de empresas gestoras de processos, o estabelecimento de mecanismos de avalia&ccedil;&atilde;o orientados para a produ&ccedil;&atilde;o de rankings, a instaura&ccedil;&atilde;o de regimes de trabalho que associam a concess&atilde;o de gratifica&ccedil;&otilde;es diferenciadas &agrave; atua&ccedil;&atilde;o de profissionais e institui&ccedil;&otilde;es em processos concorrenciais semelhantes a gincanas s&atilde;o exemplos dos mecanismos que operam essa crescente diferencia&ccedil;&atilde;o. Seus resultados s&atilde;o j&aacute; bem conhecidos: a intensifica&ccedil;&atilde;o do estabelecimento de regimes e estatutos profissionais diferenciados; a desagrega&ccedil;&atilde;o do professorado em decorr&ecirc;ncia da instaura&ccedil;&atilde;o de rela&ccedil;&otilde;es concorrenciais entre professores e entre escolas; o n&atilde;o reconhecimento do professor como profissional capaz de dispor sobre o pr&oacute;prio trabalho; a subordina&ccedil;&atilde;o da gest&atilde;o educacional e da a&ccedil;&atilde;o escolar a agentes externos n&atilde;o coadunados com os fins e a fun&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica da educa&ccedil;&atilde;o; a consolida&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es desiguais de forma&ccedil;&atilde;o escolar.<\/p>\n<p>&nbsp;Sem situar o professorado no cora&ccedil;&atilde;o do processo de resgate da qualidade da educa&ccedil;&atilde;o fluminense, melhorando significativamente o seu sal&aacute;rio, carreira docente e condi&ccedil;&otilde;es objetivas de trabalho, n&atilde;o h&aacute; perspectiva real de alterar de fato o atual quadro da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, como sublinhou, tamb&eacute;m, o ex-Ministro de Assuntos Estrat&eacute;gico, Samuel Pinheiro Guimar&atilde;es, no Semin&aacute;rio organizado pelo Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas e Forma&ccedil;&atilde;o Humana da UERJ &ndash; Qual desenvolvimento e Educa&ccedil;&atilde;o e para que Sociedade? &ndash; e do qual o atual Secret&aacute;rio de Educa&ccedil;&atilde;o do Estado participou na abertura.<\/p>\n<p>&nbsp;Recentemente, os Senadores Pedro Simon e Cristovam Buarque apresentaram Projeto de Lei pelo qual se estenderia o mesmo reajuste salarial aprovado para os Senadores, de 61,78%, para os professores da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica das escolas p&uacute;blicas. Os Senadores tomaram como refer&ecirc;ncia a menor base do piso (n&atilde;o reconhecida pelas entidades que representam os professores, que era de R$ 1.024,00). Esse percentual de aumento representa, de fato, uma novidade, se considerarmos que os reajustes dos profissionais do campo das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas raramente se aproximaram das nababescas auto-concess&otilde;es do legislativo e do judici&aacute;rio. Deve-se, por&eacute;m, observar que, aplicando aquele reajuste, o piso seria de R$ 1.656,62, 16,13 vezes menor que o sal&aacute;rio pago aos parlamentares a cada m&ecirc;s: R$ 26.723,13; o equivalente a 3 sal&aacute;rios m&iacute;nimos. Cabe lembrar aqui que os professores n&atilde;o tem o acr&eacute;scimo de verba de representa&ccedil;&atilde;o para a compra de roupa, livros, correio, transporte, vale alimenta&ccedil;&atilde;o, etc. E, com certeza, o n&iacute;vel de escolaridade m&eacute;dio dos deputados e senadores n&atilde;o &eacute; diferente, talvez menor do que dos professores.<\/p>\n<p>&nbsp;Perguntas de quem n&atilde;o quer calar-se perante o cinismo:<\/p>\n<p>Por que n&atilde;o colocar o mesmo piso de 1.656,62 aos ministros, governadores, deputados, senadores, prefeitos, vereadores, judici&aacute;rio, professores universit&aacute;rios, ju&iacute;zes, desembargadores, delegados, generais, etc. e estabelecer uma esp&eacute;cie de IDEB de cada fun&ccedil;&atilde;o, com metas quantitativas, oferecendo ao final de cada ano mais tr&ecirc;s destes sal&aacute;rios-base por produtividade?<\/p>\n<p>Quem se candidataria a t&atilde;o nobres fun&ccedil;&otilde;es por essa mixaria e com tal press&atilde;o e controle? Por que n&atilde;o, tamb&eacute;m, estipular este valor como margem m&aacute;xima de lucro para os banqueiros e empres&aacute;rios? J&aacute; imaginaram?<\/p>\n<p>&nbsp;Pois, senhores, est&atilde;o oferecendo esta mixaria aos que cuidam da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica da maioria do povo brasileiro (a escola p&uacute;blica no segmento da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica &ndash; do ensino fundamental ao m&eacute;dio &ndash; atende mais de 80%dos estudantes), menos, certamente, dos filhos das profiss&otilde;es ou atividades, entre outras, listadas acima.<\/p>\n<p>&nbsp;Os milhares de professores que atuam na educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica brasileira podem ser tudo, menos idiotas. O que se est&aacute; propondo no Estado do Rio de Janeiro e em muitos outros estados e munic&iacute;pios&nbsp; (entre os quais do Rio de Janeiro que se antecipou ao estado)&nbsp; resulta de op&ccedil;&otilde;es tecnocratas, apoiadas na ideia de que a educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; um direito social e subjetivo, mas um servi&ccedil;o, uma mercadoria e, por isso, como a define o Secret&aacute;rio, um &ldquo;neg&oacute;cio falido&rdquo; como qualquer outro. Nesse quadro, os docentes s&atilde;o tidos como meros entregadores dos pacotes de conte&uacute;dos previamente preparados por economistas, administradores, empres&aacute;rios&#8230; que se assumem como &ldquo;autoridades em educa&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;Professores, pais, respons&aacute;veis, jovens e estudantes, unamo-nos &agrave;s dezenas de entidades que instalaram em dezembro de 2010 o F&oacute;rum Estadual em Defesa da Educa&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica no estado do Rio de Janeiro, no dia 23 de fevereiro pr&oacute;ximo, na UERJ, para dizer alto e em bom som: n&atilde;o queremos ser idiotizados. N&atilde;o reconhecemos essas medidas como leg&iacute;timas, porque ignoram a hist&oacute;ria de luta da sociedade brasileira de quase um s&eacute;culo pelo direito efetivo &agrave; educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica de qualidade.<\/p>\n<p>&nbsp;(*)&nbsp;<strong>Gaud&ecirc;ncio Frigotto, Zacarias Gama e Eveline Algebaile<\/strong> s&atilde;o professores do Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas e Forma&ccedil;&atilde;o Humana da Universidade do Estado do Rio de Janeiro; e <strong>V&acirc;nia da Motta<\/strong> &eacute; professora da Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFERJ).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: small\"><br \/><\/span><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;Em entrevista ao Globo News, o Secret&aacute;rio de Educa&ccedil;&atilde;o do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Risolia, na sexta-feira, dia 07.01.2011, anunciou as cinco frentes de trabalho para a educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica ao longo dos pr&oacute;ximos quatro anos. Em extensa mat&eacute;ria, sob o t&iacute;tulo Choque na Educa&ccedil;&atilde;o, o jornal O Globo (08.10.2011, p. 14) detalha estas&#8230;<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on wp_trim_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on wp_trim_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[976],"tags":[],"class_list":["post-38366","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-em-destaque"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38366","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38366"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38366\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":56425,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38366\/revisions\/56425"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38366"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38366"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38366"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}