{"id":38363,"date":"2010-12-23T15:11:13","date_gmt":"2010-12-23T15:11:13","guid":{"rendered":"http:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/artigo\/em-defesa-da-voz-do-brasil\/"},"modified":"2017-10-26T09:08:13","modified_gmt":"2017-10-26T11:08:13","slug":"em-defesa-da-voz-do-brasil-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/em-defesa-da-voz-do-brasil-2\/","title":{"rendered":"Em defesa da Voz do Brasil"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"text-decoration: underline\">Na contra-m&atilde;o dos esfor&ccedil;os para a regulamenta&ccedil;&atilde;o, nota-se um incoerente sil&ecirc;ncio do movimento de democracia na m&iacute;dia em rela&ccedil;&atilde;o a uma iniciativa da ABERT e dos magnatas da m&iacute;dia para flexibilizar a transmiss&atilde;o do mais antigo programa do r&aacute;dio brasileiro ainda no ar, a Voz do Brasil. O programa surge de um esfor&ccedil;o de regula&ccedil;&atilde;o do estado sobre o campo informativo, na Era Vargas, levando informa&ccedil;&otilde;es relevantes para um p&uacute;blico estimado em cerca de 80 milh&otilde;es de ouvintes que, sem a VB, n&atilde;o possui praticamente outra via para ter acesso a informa&ccedil;&otilde;es sobre a atividade dos poderes p&uacute;blicos. O artigo &eacute; de Beto Almeida.<\/span><\/p>\n<p>A regulamenta&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia passou a fazer parte, com justi&ccedil;a, da agenda de debates pol&iacute;ticos da sociedade brasileira. Ap&oacute;s a Confecom, onde a proposta ficou entre as teses aprovadas, agora foi o pr&oacute;prio Governo Federal, por a&ccedil;&atilde;o do Ministro Franklin Martins, da Secom, que, corajosamente, assumiu uma posi&ccedil;&atilde;o clara e inequ&iacute;voca pela regulamenta&ccedil;&atilde;o de tal forma combater o verdadeiro exerc&iacute;cio de tirania midi&aacute;tica no Brasil, um de seus maiores d&eacute;ficits democr&aacute;ticos.<\/p>\n<p> Na contra-m&atilde;o dos esfor&ccedil;os para a regulamenta&ccedil;&atilde;o, nota-se um incoerente sil&ecirc;ncio do movimento de democracia na m&iacute;dia em rela&ccedil;&atilde;o a uma iniciativa da ABERT e dos magnatas da m&iacute;dia para flexibilizar a transmiss&atilde;o do mais antigo programa do r&aacute;dio brasileiro ainda no ar, a Voz do Brasil. O programa surge de um esfor&ccedil;o de regula&ccedil;&atilde;o do estado sobre o campo informativo, na Era Vargas, levando informa&ccedil;&otilde;es relevantes para um p&uacute;blico estimado em cerca de 80 milh&otilde;es de ouvintes que, sem a VB, n&atilde;o possui praticamente outra via para ter acesso a informa&ccedil;&otilde;es sobre a atividade dos poderes p&uacute;blicos.&nbsp;<\/p>\n<p> Vencedor de v&aacute;rios pr&ecirc;mios de jornalismo, reconhecido como canal de acesso a informa&ccedil;&otilde;es precisas e objetivas sobre o Estado, o Governo e a Cidadania, a Voz do Brasil, se flexibilizada, resultar&aacute; numa menor presen&ccedil;a do p&uacute;blico na vida dos brasileiros que vivem nos grot&otilde;es do campo e da cidade, e que s&atilde;o praticamente proibidos da leitura de jornal ou revista. Menos informa&ccedil;&atilde;o sobre verbas para a sa&uacute;de, sobre pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para a agricultura, a reforma agr&aacute;ria, a pesca, o meio-ambiente, os transportes, educa&ccedil;&atilde;o no campo etc. Por qu&ecirc; o sil&ecirc;ncio?<\/p>\n<p> Sem a Voz, crescer&aacute; o d&eacute;ficit democr&aacute;tico, o tempo de programa&ccedil;&atilde;o de qualidade duvidosa, que &eacute; o caracteriza grande parte do r&aacute;dio no Brasil. Os que acusam o Voz do Brasil de ser &ldquo;chapa-branca&rdquo;, calam-se diante do fato de que o r&aacute;dio comercial, predominante hoje, pode ser apresentado precisamente como &ldquo;r&aacute;dio chapa-mercado&rdquo;. O curioso, pela incoer&ecirc;ncia que estampa, &eacute; que ao lado dos grandes empres&aacute;rios de m&iacute;dia que patrocinam a flexibiliza&ccedil;&atilde;o da Voz do Brasil &#8211; com o claro intuito de torn&aacute;-lo sem audi&ecirc;ncia, facilitando sua extin&ccedil;&atilde;o &#8211; encontram-se alinhados alguns atores do movimento de democratiza&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia.&nbsp;<\/p>\n<p> Junto ao sil&ecirc;ncio destes movimentos, que jamais apresentaram proposta para renova&ccedil;&atilde;o e aperfei&ccedil;oamento do VB, h&aacute; uma estranha atitude da Fenaj que mesmo tendo aprovado em seu recente Congresso a defesa da Voz, manteve a resolu&ccedil;&atilde;o na gaveta. Sil&ecirc;ncio da Fenaj, dos sindicatos de jornalistas, dos movimentos sociais diante do risco da Voz. A Abert comemora esta paralisia de quem tanto fala em regulamenta&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na contra-m&atilde;o dos esfor&ccedil;os para a regulamenta&ccedil;&atilde;o, nota-se um incoerente sil&ecirc;ncio do movimento de democracia na m&iacute;dia em rela&ccedil;&atilde;o a uma iniciativa da ABERT e dos magnatas da m&iacute;dia para flexibilizar a transmiss&atilde;o do mais antigo programa do r&aacute;dio brasileiro ainda no ar, a Voz do Brasil. 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