{"id":38361,"date":"2010-12-21T18:42:12","date_gmt":"2010-12-21T18:42:12","guid":{"rendered":"http:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/artigo\/o-faroeste-midiatico-brasileiro\/"},"modified":"2017-10-26T09:08:13","modified_gmt":"2017-10-26T11:08:13","slug":"o-faroeste-midiatico-brasileiro-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/o-faroeste-midiatico-brasileiro-2\/","title":{"rendered":"O faroeste midi\u00e1tico brasileiro"},"content":{"rendered":"<p><strong><span style=\"text-decoration: underline\">&#8220;Essa hist&oacute;ria de que a liberdade de imprensa est&aacute; amea&ccedil;ada &eacute; uma bobagem, um truque, isso n&atilde;o est&aacute; em jogo. A liberdade de imprensa significa a liberdade de imprimir, divulgar, de publicar. A essa n&atilde;o deve, n&atilde;o pode e n&atilde;o haver&aacute; qualquer tipo de restri&ccedil;&atilde;o. Isso n&atilde;o significa que n&atilde;o pode haver regula&ccedil;&atilde;o do setor&#8221;, a frase fez parte do discurso do ministro da Secom, Franklin Martins, na abertura do semin&aacute;rio Converg&ecirc;ncia de M&iacute;dias, realizado nos dias 9 e 10 de novembro em Bras&iacute;lia<\/span>.<\/strong><\/p>\n<p>A senten&ccedil;a reflete uma tentativa quase desesperada do ministro de desconstruir a perversa f&aacute;bula elaborada pelos meios de comunica&ccedil;&atilde;o comerciais para interditar o debate sobre o setor das comunica&ccedil;&otilde;es no Brasil e a necessidade urgente de sua reforma. Ela utiliza a m&aacute;xima de que uma mentira contada diversas vezes torna-se verdade. No cen&aacute;rio brasileiro, em que os ve&iacute;culos comerciais det&ecirc;m enorme influ&ecirc;ncia na forma&ccedil;&atilde;o das opini&otilde;es e valores da popula&ccedil;&atilde;o, essa tese torna-se ainda mais verdadeira.<\/p>\n<p><strong>A f&aacute;bula perversa<\/strong><\/p>\n<p><strong><\/strong><br \/> A defini&ccedil;&atilde;o de regras para o setor das comunica&ccedil;&otilde;es n&atilde;o &eacute; novidade em nenhum pa&iacute;s do mundo, muito menos no Brasil. O semin&aacute;rio onde o ministro Franklin fez seu discurso evidenciou, com relatos de autoridades internacionais, como s&atilde;o correntes, nas democracias consolidadas, mecanismos para regular o mercado tanto sob a perspectiva econ&ocirc;mica quanto pol&iacute;tica e cultural. H&aacute; regras para impedir a concentra&ccedil;&atilde;o dos meios (como a limita&ccedil;&atilde;o de fus&atilde;o de duas redes de TV nos Estados Unidos), obriga&ccedil;&otilde;es para os prestadores de servi&ccedil;os (como o cumprimento dos prop&oacute;sitos de servi&ccedil;o p&uacute;blico na radiodifus&atilde;o no Reino Unido), prote&ccedil;&otilde;es ao conte&uacute;do nacional (como as contas de filmes na Fran&ccedil;a) e a exist&ecirc;ncia de &oacute;rg&atilde;os com a participa&ccedil;&atilde;o da sociedade (como no caso da Autoridade de Servi&ccedil;os de Comunica&ccedil;&atilde;o Audiovisual da Argentina).<\/p>\n<p>No Brasil, se uma pessoa tomar contato com mat&eacute;rias dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o comerciais, vai pensar que nosso Estado &eacute; proibido de se aproximar da m&iacute;dia e que o processo atual consiste, exatamente, na tentativa de quebrar esse distanciamento. O que n&atilde;o condiz com a verdade. Em nosso pa&iacute;s, para explorar uma r&aacute;dio ou uma TV, ou fornecer telefonia aos cidad&atilde;os, &eacute; preciso ter autoriza&ccedil;&atilde;o do Estado. No primeiro caso, a transmiss&atilde;o &eacute; feita, inclusive, utilizando um bem p&uacute;blico, o espectro de radiofrequ&ecirc;ncias.<\/p>\n<p>N&atilde;o s&oacute; h&aacute; regras gerais, como h&aacute;, inclusive, normas e exig&ecirc;ncias para os conte&uacute;dos. Isso mesmo! No Brasil, j&aacute; h&aacute; regula&ccedil;&atilde;o do que &eacute; difundido pelos meios de comunica&ccedil;&atilde;o. TVs n&atilde;o podem veicular mais do que 25% de publicidade nem menos do que 5% de conte&uacute;do jornal&iacute;stico. R&aacute;dios s&atilde;o obrigadas a veicular a Hora do Brasil. TVs e r&aacute;dios devem tamb&eacute;m inserir compulsoriamente em sua grade o hor&aacute;rio eleitoral gratuito. Os jornais, talvez os mais raivosos na suposta defesa da liberdade de imprensa, tamb&eacute;m t&ecirc;m obriga&ccedil;&otilde;es, mesmo que mais leves: todos precisam ter um jornalista respons&aacute;vel e est&atilde;o sujeitos a processos por abusos, como &eacute; o caso do direito de resposta.<\/p>\n<p>Mas ent&atilde;o, perguntaria algu&eacute;m intrigado com as mat&eacute;rias: se a regula&ccedil;&atilde;o j&aacute; existe, estaria algu&eacute;m tentando transform&aacute;-la, de fato, em uma tentativa de cerceamento da liberdade de imprensa? Me fa&ccedil;o a mesma pergunta, pois at&eacute; agora n&atilde;o vi qualquer proposta que advogasse a favor do controle pr&eacute;vio do que pode ou n&atilde;o ser publicado. Nem encontrei qualquer men&ccedil;&atilde;o a uma sugest&atilde;o dessa em qualquer mat&eacute;ria dos &ldquo;defensores da liberdade de express&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>Os interesses por tr&aacute;s<\/strong><\/p>\n<p><strong><\/strong><br \/> O que seria, ent&atilde;o, o tal ataque &agrave; liberdade de imprensa? Ele &eacute; a forma mascarada de taxar um debate utilizando uma amea&ccedil;a irracional para esconder que o movimento, ao fim e ao cabo, pode ferir os interesses econ&ocirc;micos e pol&iacute;ticos dos grupos que sempre comandaram a comunica&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s.<\/p>\n<p>&nbsp;No plano econ&ocirc;mico, as propostas de limita&ccedil;&atilde;o da concentra&ccedil;&atilde;o de propriedade e de amplia&ccedil;&atilde;o da pluralidade e diversidade podem reduzir a rentabilidade das grandes redes, que dependem de uma estrutura vertical para lutar por grandes anunciantes, e se configurar como um limitador &agrave;s estrat&eacute;gias de fus&otilde;es e aquisi&ccedil;&otilde;es empregada hoje pelos operadores de telecomunica&ccedil;&otilde;es. As cotas de produ&ccedil;&atilde;o (nacional e regional) s&atilde;o vistas como custos extras, o que tamb&eacute;m atrapalha o neg&oacute;cio.<\/p>\n<p>No plano pol&iacute;tico, os ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o sempre se orgulharam e moldaram sua sobreviv&ecirc;ncia e amplia&ccedil;&atilde;o na sua capacidade de interferir nas disputas de poder, na eleva&ccedil;&atilde;o e destrui&ccedil;&atilde;o das reputa&ccedil;&otilde;es dos mais variados pol&iacute;ticos. Esse papel n&atilde;o &eacute; apenas de apoio ou de suporte a um ou outro candidato, mas envolve o uso direto dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o para garantir a elei&ccedil;&atilde;o de uma determinada lideran&ccedil;a. N&atilde;o &agrave; toa, h&aacute; casos de diversos grupos regionais que s&atilde;o controlados por elites pol&iacute;ticas, como &eacute; o caso do Mirante de Jos&eacute; Sarney no Maranh&atilde;o, da RBA de Jader Barbalho, no Par&aacute;, da TV Bahia da fam&iacute;lia Magalh&atilde;es, na Bahia, e do Grupo Massa, da fam&iacute;lia de Ratinho J&uacute;nior, no Paran&aacute;.<\/p>\n<p>Um exemplo claro desse poder &eacute; a c&eacute;lebre frase proferida por Tancredo Neves em uma conversa com Ulysses Guimar&atilde;es: &ldquo;Ulysses, eu brigo com todo mundo, eu brigo com o papa, eu brigo com o PMDB, eu s&oacute; n&atilde;o brigo com o doutor Roberto [Marinho]&rdquo;. A entrada de novos agentes no r&aacute;dio e na TV, a amplia&ccedil;&atilde;o do acesso &agrave; Internet e o estabelecimento de limites aos abusos cometidos pelos meios s&atilde;o vistos como um obst&aacute;culo claro &agrave; terra sem lei que serve como terreno f&eacute;rtil &agrave; reprodu&ccedil;&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica intensiva dos grupos de m&iacute;dia. O novo marco, portanto, amea&ccedil;a o poder dos grandes grupos de controlar a informa&ccedil;&atilde;o que &eacute; difundida, uma esp&eacute;cie de censura, n&atilde;o estatal, mas privada.<\/p>\n<p><strong>Por que e para qu&ecirc; regular<\/strong><br \/> Perdeu-se (ou ganhou-se) espa&ccedil;o e tempo desfazendo a confus&atilde;o propositada. Mas se por um lado foi um esfor&ccedil;o que faz-se necess&aacute;rio para que o debate seja desinterditado na sociedade, por outro &eacute; preciso ir al&eacute;m e discutir qual regula&ccedil;&atilde;o se quer.<\/p>\n<p>Um bom come&ccedil;o &eacute; identificar os problemas que precisam ser resolvidos. Algumas dessas quest&otilde;es s&atilde;o bem lembradas pelo ministro Franklin Martins: &ldquo;Criou-se, na &aacute;rea de comunica&ccedil;&atilde;o, uma terra de ningu&eacute;m. Todos sabemos, por exemplo, que deputados e senadores n&atilde;o podem ter concess&otilde;es de r&aacute;dio e TV. Mas todos sabemos que eles tem, atrav&eacute;s de subterf&uacute;gios, e ningu&eacute;m faz nada&rdquo;.<\/p>\n<p>O faroeste midi&aacute;tico brasileiro favoreceu um sistema excessivamente comercial, em detrimento dos meios p&uacute;blicos e comunit&aacute;rios. Com isso, importantes espa&ccedil;os de forma&ccedil;&atilde;o de valores e opini&otilde;es acabam regidos pelo lucro, e n&atilde;o pelos direitos humanos e pelo(s) interesse(s) da popula&ccedil;&atilde;o. A organiza&ccedil;&atilde;o do mercado &eacute; oligopolista e verticalizada, com predom&iacute;nio de poucos grupos e a repeti&ccedil;&atilde;o de uma produ&ccedil;&atilde;o do eixo Rio-S&atilde;o Paulo em detrimento dos conte&uacute;dos regionais.<\/p>\n<p>A essas emissoras e aos demais operadores faltam obriga&ccedil;&otilde;es para assegurar o interesse da popula&ccedil;&atilde;o e garantias m&iacute;nimas aos consumidores. As existentes s&atilde;o desrespeitadas, como os preceitos constitucionais que determinam o atendimento, por r&aacute;dios e Tvs, das finalidades educativas, art&iacute;sticas, culturais e informativas em sua programa&ccedil;&atilde;o e a promo&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o independente e regionalizada. J&aacute; os servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o excludentes. A telefonia fixa ainda hoje mant&eacute;m a injustificada assinatura b&aacute;sica. A celular se ampliou mas mais de 80% s&atilde;o pr&eacute;-pagos e a tarifa est&aacute; entre as mais altas do mundo. J&aacute; a banda larga &eacute; &ldquo;cara e lenta&rdquo;, nos dizeres do coordenador do Comit&ecirc; Gestor de Inclus&atilde;o Digital do governo federal, C&eacute;sar Alvarez.<\/p>\n<p> &Eacute; essa a paisagem que queremos manter na nossa comunica&ccedil;&atilde;o? Me junto &agrave;queles que discordam e veem a necessidade de uma grande reforma neste modelo. Em vez da prem&ecirc;ncia do lucro, a concep&ccedil;&atilde;o por tr&aacute;s da nova legisla&ccedil;&atilde;o deve ser o entendimento da comunica&ccedil;&atilde;o como um direito humano. N&atilde;o apenas dos donos de empresas de comunica&ccedil;&atilde;o, mas do conjunto da popula&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Partido dessas premissas e dos problemas identificados, seguem alguns desafios que o novo marco regulat&oacute;rio. Em primeiro lugar, &eacute; preciso respeitar o Artigo 223 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal e assegurar a complemetaridade de fato entre os sistemas p&uacute;blico, privado e estatal, fortalecendo a Empresa Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o e as demais estruturas de m&iacute;dia mantidas pelo Estado com ampla participa&ccedil;&atilde;o e financiamento robusto. O mesmo vale para as emissoras comunit&aacute;rias. Em segundo lugar, faz-se necess&aacute;ria normas que impe&ccedil;am a propriedade cruzada dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o (controlar uma TV e uma r&aacute;dio, por exemplo), o que vale para a cadeia produtiva neste cen&aacute;rio de converg&ecirc;ncia. Este modelo, que separa a produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do da distribui&ccedil;&atilde;o &eacute; adotado em v&aacute;rios pa&iacute;ses e incentiva a pluralidade.<\/p>\n<p>Em terceiro lugar, o novo marco n&atilde;o pode se furtar de enfrentar o debate sobre as obriga&ccedil;&otilde;es dos licenciados. Desde aquelas administrativas at&eacute; as relativas ao conte&uacute;do, incluindo cotas de produ&ccedil;&atilde;o nacional, regional e independente e o respeito e promo&ccedil;&atilde;o dos direitos humanos. Em quarto lugar, criar as condi&ccedil;&otilde;es para que a popula&ccedil;&atilde;o tenha acesso aos servi&ccedil;os de comunica&ccedil;&atilde;o, especialmente &agrave; Internet em banda larga. Por &uacute;ltimo, o modelo s&oacute; responder&aacute; aos interesses da popula&ccedil;&atilde;o se tiver uma estrutura institucional que abra fortes espa&ccedil;os de participa&ccedil;&atilde;o, como conselhos.<\/p>\n<p>A tarefa n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil, mas &eacute; urgente. &#8220;Com toda sinceridade, acho que o governo Lula ficou devendo nessa &aacute;rea [da comunica&ccedil;&atilde;o]&#8221;, admitiu o ministro Franklin Martins em um semin&aacute;rio em S&atilde;o Paulo no final de novembro. Cabe agora ao governo Dilma reconhecer o passivo e colocar o tema de fato na agenda para tenhamos um novo modelo de fato democr&aacute;tico.<\/p>\n<p><em>*jornalista, integrante da dire&ccedil;&atilde;o do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal e integrante do coletivo Intervozes<\/em><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Essa hist&oacute;ria de que a liberdade de imprensa est&aacute; amea&ccedil;ada &eacute; uma bobagem, um truque, isso n&atilde;o est&aacute; em jogo. A liberdade de imprensa significa a liberdade de imprimir, divulgar, de publicar. A essa n&atilde;o deve, n&atilde;o pode e n&atilde;o haver&aacute; qualquer tipo de restri&ccedil;&atilde;o. 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