{"id":38355,"date":"2010-12-12T14:21:59","date_gmt":"2010-12-12T14:21:59","guid":{"rendered":"http:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/artigo\/vaccarezza-e-a-vitrine-da-infamia\/"},"modified":"2017-10-26T09:08:14","modified_gmt":"2017-10-26T11:08:14","slug":"vaccarezza-e-a-vitrine-da-infamia-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/vaccarezza-e-a-vitrine-da-infamia-2\/","title":{"rendered":"Vaccarezza e a vitrine da inf\u00e2mia"},"content":{"rendered":"<p>Desde h&aacute; muito que a revista &ldquo;Veja&rdquo; est&aacute; reduzida a ser um panfleto pol&iacute;tico-ideol&oacute;gico-mercadol&oacute;gico, porta-voz dos interesses mais retr&oacute;grados de uma &iacute;nfima minoria, elitista e preconceituosa, contra tudo o que seja autenticamente nacional e popular.<\/p>\n<p>Suas <em>p&aacute;ginas amarelas<\/em>, em especial, s&atilde;o mera vitrine para os que se disp&otilde;em a cometer algum tipo de inf&acirc;mia, tentando todo o tempo &#8211; o tempo todo &#8211; pautar o debate conforme a toada neoliberal, entreguista e privatista dos seus anunciantes &ndash; grandes bancos e transnacionais.<\/p>\n<p>Assim, com exce&ccedil;&atilde;o de algum incauto que venha a cometer o deslize de dar as caras nesta parte nobre da referida publica&ccedil;&atilde;o, obviamente repleto de boas inten&ccedil;&otilde;es &ndash; das quais, como sabemos, o inferno est&aacute; transbordando &ndash; a fortaleza de car&aacute;ter e de princ&iacute;pios n&atilde;o &eacute; precisamente uma caracter&iacute;stica de tais personagens. E s&atilde;o guindados &agrave; personalidade por um &uacute;nico motivo: dar anu&ecirc;ncia, em maior ou menor grau, aos preconceitos empedernidos da publica&ccedil;&atilde;o. Um verdadeiro culto &agrave; mediocridade.<\/p>\n<p>Para a &ldquo;Veja&rdquo;, direitos s&atilde;o privil&eacute;gios; o patrim&ocirc;nio p&uacute;blico existe para ser privatizado; soberania para ser alienada; a integra&ccedil;&atilde;o latino-americana &eacute; um mal a ser combatido; reformas s&oacute; devem ser feitas para retroceder, nunca para avan&ccedil;ar no car&aacute;ter p&uacute;blico do Estado e no atendimento &agrave; popula&ccedil;&atilde;o, na melhoria das suas condi&ccedil;&otilde;es de vida e trabalho. Quem se alinha, de alguma forma, com tais sandices merece total afago, espa&ccedil;o e&#8230; p&aacute;ginas <em>amarelas<\/em>. &Eacute; a l&oacute;gica, j&aacute; explicitada no samba, do &ldquo;pra subir voc&ecirc; desceu, voc&ecirc; desceu&#8230;&rdquo;<\/p>\n<p>Ent&atilde;o, diante da manuten&ccedil;&atilde;o dos direitos expressos na Consolida&ccedil;&atilde;o das Leis do Trabalho, que os neoliberais tanto se empenharam em rasgar e mandar para a lata do lixo, em sua entrevista nas amarelas, o deputado C&acirc;ndido Vaccarezza, reduz a CLT a uma &ldquo;selva burocr&aacute;tica e jur&iacute;dica formada por 183.000 normais legais&rdquo;, a ser &ldquo;desbastada&rdquo;. E mais, defende uma &ldquo;reforma trabalhista&rdquo; bem ao gosto da publica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Segundo Vaccarezza &ndash; transformado em &ldquo;Toureza&rdquo; pela &ldquo; Veja&rdquo; &nbsp;-, o problema do pa&iacute;s n&atilde;o &eacute; o juro alto, que atrai capitais especulativos e compromete o setor produtivo nacional com a enxurrada de importados, mas a &ldquo;folha de pagamento&rdquo;. &ldquo;Hoje, a folha de pagamento &eacute; onerada por obriga&ccedil;&otilde;es que v&atilde;o da multa de rescis&atilde;o de contrato de trabalho &agrave;s contribui&ccedil;&otilde;es para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Servi&ccedil;o). S&atilde;o custos t&atilde;o altos que as empresas pequenas preferem manter os empregados na informalidade&rdquo;.<\/p>\n<p>Nenhuma palavra sobre as grandes empresas que usam e abusam de m&atilde;o de obra escrava, que precarizam direitos com toda sorte de terceiriza&ccedil;&otilde;es, quarteiriza&ccedil;&otilde;es e por a&iacute; vai. Inconformado com a postura altiva do movimento sindical &ndash; que n&atilde;o vai parar nas p&aacute;ginas amarelas -, o parlamentar protesta: &ldquo;o tema &eacute; um tabu para a CUT, a For&ccedil;a Sindical e as outras centrais que apoiaram Dilma&rdquo;.<\/p>\n<p>Para Vaccarezza, &ldquo;a pauta sindical tem de mudar&rdquo;. E &ldquo;o come&ccedil;o pode estar em quest&otilde;es que n&atilde;o apresentem impacto nos direitos trabalhistas&rdquo;. E cita como exemplo, &ldquo;v&aacute;rios dispositivos da CLT&rdquo;. Como deixou claro &ndash; sem disfarces &ndash; &eacute; que este seja apenas o &ldquo;come&ccedil;o&rdquo;.<\/p>\n<p>O entrevistado da &ldquo;Veja&rdquo; defende a reforma da Previd&ecirc;ncia, prop&otilde;e empenho do governo e orienta para fati&aacute;-la, a fim de diminuir a resist&ecirc;ncia popular ao saco de maldades. Segundo ele, se &ldquo;Fernando Henrique Cardoso tivesse enviado ao Congresso um projeto de reforma previdenci&aacute;ria que valesse apenas para quem ainda fosse entrar no mercado de trabalho, talvez ele tivesse sido aprovado&rdquo;.<\/p>\n<p>Na avalia&ccedil;&atilde;o do parlamentar, que agride bandeiras hist&oacute;ricas dos movimentos sindical e social &ndash; e do seu pr&oacute;prio partido, o PT -, a manuten&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica de valoriza&ccedil;&atilde;o do sal&aacute;rio m&iacute;nimo para 2011 deveria ser adiada, pois prop&otilde;e zero de aumento real. A &ldquo;valoriza&ccedil;&atilde;o&rdquo; para Vaccarezza, &ldquo;significaria um m&iacute;nimo de 540 reais&rdquo;.<\/p>\n<p>No horizonte do parlamentar, a pol&iacute;tica de valoriza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o diz respeito a um projeto de pa&iacute;s que tem como central o papel do Estado, n&atilde;o dialoga com o fortalecimento do mercado interno, n&atilde;o representa a afirma&ccedil;&atilde;o do ciclo virtuoso do crescimento, de combate &agrave;s imensas desigualdades sociais e regionais.<\/p>\n<p>Entre outros desprop&oacute;sitos, um tema abordado de forma vexat&oacute;ria pelo deputado &eacute; o da liberdade de imprensa. Como se deduz da entrevista, ela &ldquo;&eacute; intr&iacute;nseca &agrave; nossa concep&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, mesmo com todas as manifesta&ccedil;&otilde;es exageradas de contrariedade da parte de alguns de nossos companheiros&rdquo;. Ou seja, n&atilde;o s&atilde;o os bar&otilde;es da m&iacute;dia &#8211; que mentem, manipulam e desinformam &#8211; o grande obst&aacute;culo &agrave; liberdade de express&atilde;o, mas seus pr&oacute;prios companheiros de partido e de jornada.<\/p>\n<p>O &ldquo;Toureza&rdquo; da &ldquo;Veja&rdquo; virou Vagareza.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>(*) <strong>Rosane Bertotti &eacute;<\/strong> secret&aacute;ria Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o da CUT e da Coordena&ccedil;&atilde;o dos Movimentos Sociais (CMS)<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde h&aacute; muito que a revista &ldquo;Veja&rdquo; est&aacute; reduzida a ser um panfleto pol&iacute;tico-ideol&oacute;gico-mercadol&oacute;gico, porta-voz dos interesses mais retr&oacute;grados de uma &iacute;nfima minoria, elitista e preconceituosa, contra tudo o que seja autenticamente nacional e popular. Suas p&aacute;ginas amarelas, em especial, s&atilde;o mera vitrine para os que se disp&otilde;em a cometer algum tipo de inf&acirc;mia, tentando&#8230;<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on wp_trim_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on wp_trim_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[976],"tags":[],"class_list":["post-38355","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-em-destaque"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38355","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38355"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38355\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":56436,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38355\/revisions\/56436"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38355"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38355"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38355"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}