{"id":31437,"date":"2012-05-28T17:54:04","date_gmt":"2012-05-28T20:54:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.malungo2.com.br\/pdt\/desenv\/index.php\/abolicao-cotas-e-trabalho-escravo-na-homenagem-do-congresso-2\/"},"modified":"2017-10-25T15:03:07","modified_gmt":"2017-10-25T17:03:07","slug":"abolicao-cotas-e-trabalho-escravo-na-homenagem-do-congresso-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/abolicao-cotas-e-trabalho-escravo-na-homenagem-do-congresso-2\/","title":{"rendered":"Aboli\u00e7\u00e3o: Cotas e Trabalho Escravo na homenagem do Congresso"},"content":{"rendered":"<p>A homenagem do Senado aos 124 anos da <span class=\"highlightedSearchTerm\">aboli&ccedil;&atilde;o<\/span> da escravatura, nesta segunda-feira (28), foi marcada pela defesa das  cotas para negros em universidades e da aprova&ccedil;&atilde;o da chamada PEC do  Trabalho Escravo &ndash; proposta de emenda &agrave; Constitui&ccedil;&atilde;o que permite a  expropria&ccedil;&atilde;o da propriedade onde for descoberta essa atividade. A sess&atilde;o  foi uma iniciativa do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) e do federal  Domingos Dutra (PMDB-MA), que &eacute; presidente da Frente Parlamentar Mista  pela Erradica&ccedil;&atilde;o do Trabalho Escravo no Brasil.<\/p>\n<p>Para Cristovam, &eacute; um equ&iacute;voco afirmar que o objetivo das cotas &eacute;  apenas beneficiar os negros, pois &ldquo;o pa&iacute;s tira proveito quando jovens  negros entram nas universidades por meio das cotas para fazer uma tarefa  patri&oacute;tica: fazer com que a cara da elite brasileira n&atilde;o seja apenas  branca e tenha tamb&eacute;m as cores dos outros grupos &eacute;tnicos e raciais do  pa&iacute;s&rdquo;.<\/p>\n<p>&ndash; As cotas s&atilde;o important&iacute;ssimas para mudar a cor da cara da elite brasileira &ndash; declarou.<\/p>\n<p>Esse mecanismo de inclus&atilde;o foi defendido pelo presidente do Senado,  Jos&eacute; Sarney, durante a abertura do evento. Ele disse que as cotas &ldquo;s&atilde;o o  grande instrumento para resgatar, por meio da educa&ccedil;&atilde;o, a ascens&atilde;o dos  negros&rdquo;. O l&iacute;der do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), e o l&iacute;der do  governo no Congresso, Jos&eacute; Pimentel (PT-CE), tamb&eacute;m subiram &agrave; tribuna  para apoiar as cotas.<\/p>\n<p>Presidente da Comiss&atilde;o de Direitos Humanos e Legisla&ccedil;&atilde;o Participativa  do Senado (CDH), Paulo Paim (RS) informou que o projeto que insere na  lei o direito &agrave;s cotas pode ser votado na semana que vem pelo Plen&aacute;rio  do Senado. Se for aprovado, o texto dar&aacute; mais for&ccedil;a &agrave; decis&atilde;o do Supremo  Tribunal Federal (STF), anunciada em abril passado, de considerar o  mecanismo constitucional.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>PEC do Trabalho Escravo<\/strong><\/p>\n<p>Outro assunto discutido durante a homenagem foi a PEC do Trabalho  Escravo, que foi aprovada pela C&acirc;mara dos Deputados na semana passada.  Como essa proposta voltar&aacute; a ser examinada no Senado, onde teve origem,  Cristovam e Paim fizeram um apelo para que a mat&eacute;ria seja aprovada  rapidamente na Casa, antes do recesso parlamentar de julho. Segundo  Cristovam, ser&aacute; a oportunidade de o Senado &ldquo;completar uma lei <a &Aacute;urea> que ainda n&atilde;o est&aacute; completa&rdquo;.<\/p>\n<p>Paim manifestou preocupa&ccedil;&atilde;o com um suposto acordo &ndash; que teria sido  feito durante a vota&ccedil;&atilde;o na C&acirc;mara &ndash; para que haja uma regulamenta&ccedil;&atilde;o do  trabalho escravo.<\/p>\n<p>&ndash; Trabalho escravo n&oacute;s n&atilde;o regulamentamos; n&oacute;s proibimos &ndash; afirmou.<\/p>\n<p>Apesar de ressaltar a import&acirc;ncia da Lei &Aacute;urea (Cristovam apontou a  relev&acirc;ncia do dia 13 de maio de 1888 em termos legais), os participantes  da sess&atilde;o reiteraram que a <span class=\"highlightedSearchTerm\">aboli&ccedil;&atilde;o<\/span> &eacute; um processo ainda incompleto. Sarney assinalou que, &ldquo;se n&atilde;o h&aacute;  segrega&ccedil;&atilde;o racial no pa&iacute;s, a discrimina&ccedil;&atilde;o racial faz parte de nosso  cotidiano, de forma mascarada, escondida e at&eacute; inconsciente&rdquo;.<\/p>\n<p>&ndash; A exclus&atilde;o da comunidade negra coincide em grande parte com a dos pobres &ndash; observou o presidente da Casa.<\/p>\n<p>Ao destacar o problema da exclus&atilde;o socioecon&ocirc;mica, Renan Calheiros  citou uma estimativa de que, nas cidades com mais de 500 mil habitantes,  negros e pardos t&ecirc;m sal&aacute;rios at&eacute; tr&ecirc;s vezes menor que os dos brancos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>Ma&ccedil;ons<\/strong><\/p>\n<p>A ma&ccedil;onaria foi lembrada por v&aacute;rios parlamentares como uma das  institui&ccedil;&otilde;es que mais atuaram pelo fim da escravid&atilde;o. Ma&ccedil;om, o senador  Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) afirmou que tal posi&ccedil;&atilde;o era uma quest&atilde;o de  princ&iacute;pio para a sociedade da qual &eacute; membro.<\/p>\n<p>&ndash; S&oacute; pode ser ma&ccedil;om o homem livre e de bons costumes. Mas como um  homem podia ser realmente livre se mantinha outro como escravo? &ndash;  questionou.<\/p>\n<p>Ao recordar os ma&ccedil;ons brasileiros que combateram a escravid&atilde;o,  Mozarildo citou diversos nomes, como os de Jos&eacute; Bonif&aacute;cio de Andrada e  Silva e Joaquim Nabuco. E ainda ressaltou que na &eacute;poca j&aacute; havia ma&ccedil;ons  negros no Brasil, como os irm&atilde;os engenheiros Andr&eacute; e Ant&ocirc;nio Rebou&ccedil;as.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m participaram da homenagem a deputada federal Rose de Freitas  (PMDB-ES), que &eacute; vice-presidente da C&acirc;mara dos Deputados; M&aacute;rio  Theodoro, da Secretaria de Pol&iacute;ticas de Promo&ccedil;&atilde;o da Igualdade Racial da  Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica; Marcelo Aguiar, do Minist&eacute;rio do Trabalho e  Emprego; Josefina dos Santos, respons&aacute;vel pela Secretaria Especial de  Promo&ccedil;&atilde;o da Igualdade Racial do Governo do Distrito Federal; Ione Maria  de Carvalho, do Minist&eacute;rio da Cultura; e Nilton Nascimento, presidente  da organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-governamental Negro em Movimento.<\/p>\n<p>Senado<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A homenagem do Senado aos 124 anos da aboli&ccedil;&atilde;o da escravatura, nesta segunda-feira (28), foi marcada pela defesa das cotas para negros em universidades e da aprova&ccedil;&atilde;o da chamada PEC do Trabalho Escravo &ndash; proposta de emenda &agrave; Constitui&ccedil;&atilde;o que permite a expropria&ccedil;&atilde;o da propriedade onde for descoberta essa atividade. 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