{"id":31219,"date":"2012-05-18T19:33:09","date_gmt":"2012-05-18T22:33:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.malungo2.com.br\/pdt\/desenv\/index.php\/g20-brizola-neto-destaca-politica-de-valorizacao-do-trabalho-2\/"},"modified":"2017-10-25T15:04:24","modified_gmt":"2017-10-25T17:04:24","slug":"g20-brizola-neto-destaca-politica-de-valorizacao-do-trabalho-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/g20-brizola-neto-destaca-politica-de-valorizacao-do-trabalho-2\/","title":{"rendered":"G20: Brizola Neto destaca pol\u00edtica de valoriza\u00e7\u00e3o do trabalho"},"content":{"rendered":"<p>Durante reuni&atilde;o dos ministros do Trabalho e Emprego do Grupo dos 20 (G20), em Guadalajara, M&eacute;xico, nos &uacute;ltimos dois dias (17e 18), o ministro brasileiro, Brizola Neto, destacou em seu pronunciamento o crescimento da economia brasileira impulsionado pela valoriza&ccedil;&atilde;o do trabalho e do trabalhador e pela extens&atilde;o da prote&ccedil;&atilde;o social. <\/p>\n<p>O ministro falou da pol&iacute;tica adotada pelo Brasil diante da crise e da vis&atilde;o da presidente Dilma que reconhece o emprego como um objetivo das pol&iacute;ticas macroecon&ocirc;micas, e que merece tanta aten&ccedil;&atilde;o quanto a infla&ccedil;&atilde;o, a taxa de juros e o c&acirc;mbio. &ldquo;O trabalho, como a oportunidade de exerc&ecirc;-lo, n&atilde;o &eacute; um fruto da atividade econ&ocirc;mica, mas uma de suas mais vigorosas ra&iacute;zes.&rdquo; (leia abaixo pronunciamento na &iacute;ntegra)<\/p>\n<p>Brizola Neto tamb&eacute;m aproveitou para convidar os ministros para a confer&ecirc;ncia Rio + 20 das Na&ccedil;&otilde;es Unidas. &ldquo;Nela, queremos aprender, mas tamb&eacute;m partilhar o que aprendemos, com tanto esfor&ccedil;o: que o crescimento deve ser inclusivo e estar associado a um processo de desenvolvimento sustent&aacute;vel econ&ocirc;mico, social e ambientalmente.&rdquo;<\/p>\n<p>Durante a reuni&atilde;o, os ministros reconheceram a necessidade de um enfrentamento maior ao crescente desemprego mundial, principalmente entre a juventude. No encontro, destacaram a dif&iacute;cil situa&ccedil;&atilde;o da prote&ccedil;&atilde;o social a milh&otilde;es de jovens fora do mercado de trabalho e deram &ecirc;nfase &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de vagas para a juventude e ao impulso da ind&uacute;stria verde.<\/p>\n<p>As conclus&otilde;es desta reuni&atilde;o ser&atilde;o apresentadas na confer&ecirc;ncia de chefes de Estado e de Governo do G20 que ser&aacute; realizada nos dias 18 e 19 de junho no balne&aacute;rio mexicano de Los Cabos.<\/p>\n<p>O G20 inclui as maiores economias do mundo e emergentes, e a Uni&atilde;o Europeia como um bloco. O grupo, de 19 pa&iacute;ses, &eacute; composto por Argentina, Austr&aacute;lia, Brasil, Reino Unido, Canad&aacute;, China, Fran&ccedil;a, Alemanha, &Iacute;ndia, Indon&eacute;sia, It&aacute;lia, Jap&atilde;o, M&eacute;xico, R&uacute;ssia, Ar&aacute;bia Saudita, &Aacute;frica do Sul, Coreia do Sul, Turquia e EUA, al&eacute;m da Uni&atilde;o Europeia.<\/p>\n<p>Abaixo, leia pronunciamento do ministro Brizola Neto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>Senhora Presidenta, senhoras e senhores,<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>Agrade&ccedil;o, de in&iacute;cio, a oportunidade de participar, h&aacute; t&atilde;o poucos dias no cargo de ministro de Estado, de uma reuni&atilde;o de tamanha import&acirc;ncia, seja pela qualidade de seus participantes, seja por representarmos aqui as grandes for&ccedil;as motrizes da economia mundial.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>E quando falamos da economia mundial, nos v&ecirc;m &agrave; mente que esta economia est&aacute; em crise, uma crise que ultrapassa os limites dos planos financeiros. De forma dram&aacute;tica, em muitos pa&iacute;ses irm&atilde;os, perderam-se milh&otilde;es de empregos e, ainda pior, v&atilde;o se perdendo as esperan&ccedil;as de uma gera&ccedil;&atilde;o de jovens, que v&ecirc;em fechadas as portas de seu pr&oacute;prio futuro individual e o porvir das coletividades humanas que integram.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>N&oacute;s, ministros de estado do Trabalho, enfrentamos este desafio. O objeto de nossa preocupa&ccedil;&atilde;o, o foco de nossas tarefas expressa-se, de forma assustadora quando, muito al&eacute;m das estat&iacute;sticas econ&ocirc;micas, vemos nas ruas o resultado de uma ordem econ&ocirc;mica que reduziu o trabalho humano a uma mercadoria. N&atilde;o!<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>O trabalho &eacute; a fonte da riqueza, do progresso, &eacute; aquilo que nos torna uma civiliza&ccedil;&atilde;o. A trajet&oacute;ria da hist&oacute;ria humana &eacute; a da afirma&ccedil;&atilde;o do valor do trabalho e da dignidade seu grande agente: o trabalhador.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>Quando, como nesta crise, se perdem milh&otilde;es de empregos e se degradam as condi&ccedil;&otilde;es laborais, certamente n&atilde;o estamos avan&ccedil;ando para a civiliza&ccedil;&atilde;o, mas deixando que parcelas das coletividades humanas se reaproximem da barb&aacute;rie.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>Perdoem-me, senhores ministros, meus colegas de ang&uacute;stia, se me expresso com certa veem&ecirc;ncia. Mas ser eu pr&oacute;prio um jovem, de um pa&iacute;s jovem, rec&eacute;m chegado ao prosc&ecirc;nio do concerto mundial, faz necess&aacute;rio que seja assim, sob pena de deixarmos de ser sinceros, de transmitirmos nossas pr&oacute;prias e dolorosas experi&ecirc;ncias.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>Vivemos, no Brasil, durante d&eacute;cadas, sob o imp&eacute;rio de ideias que, sob um discurso de moderniza&ccedil;&atilde;o, repetiu-nos a lenda de que haveria um para&iacute;so distante, um Shangri-la, onde o emprego e a fartura habitariam.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>Mas, para alcan&ccedil;&aacute;-lo, seria inevit&aacute;vel o sofrimento, a priva&ccedil;&atilde;o, a incinera&ccedil;&atilde;o de milh&otilde;es de vidas e sonhos humanos e da pr&oacute;pria Natureza, do planeta que partilhamos.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>Por d&eacute;cadas, aboliram-nos o sonho e a esperan&ccedil;a, mas sonhos e esperan&ccedil;as s&atilde;o teimosos e rebrotaram. E foi deste vigor que o Brasil abriu um caminho que inverte os p&oacute;los desta insana e falsa l&oacute;gica econ&ocirc;mica.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>O crescimento da economia brasileira vem sendo fruto de uma pol&iacute;tica econ&ocirc;mica que se funda na gera&ccedil;&atilde;o de empregos, no fortalecimento dos direitos fundamentais e no di&aacute;logo social e extens&atilde;o da prote&ccedil;&atilde;o social, em especial para as popula&ccedil;&otilde;es mais vulner&aacute;veis. E como precisamos deste crescimento, num pa&iacute;s continental e onde se convive com tanto atraso e exclus&atilde;o, como ainda &eacute; o Brasil! Convivemos, sim, mas sem nos conformarmos jamais a um fatalismo econ&ocirc;mico de que assim tem de ser. Ao contr&aacute;rio, assumirmos uma pol&iacute;tica ativa de resgate e inclus&atilde;o, porque &eacute; o povo &#8211; seu trabalho e sua confian&ccedil;a &#8211; o &uacute;nico alicerce s&oacute;lido da riqueza.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>Quero recordar aqui as palavras que ouvi da Senhora Presidenta da Rep&uacute;blica do meu Pa&iacute;s, Dilma Roussef, no dia de minha posse, h&aacute; tr&ecirc;s semanas: o emprego &eacute; um objetivo das pol&iacute;ticas macroecon&ocirc;micas, e merece tanta aten&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; infla&ccedil;&atilde;o, a taxa de juros e o c&acirc;mbio, ou seja, o trabalho e a oportunidade de exerc&ecirc;-lo n&atilde;o &eacute; um fruto da atividade econ&ocirc;mica, mas uma de suas mais vigorosas ra&iacute;zes. Raiz que deve ser protegida, preservada e adubada, se queremos ver frondosa a &aacute;rvore da fortuna. Educa&ccedil;&atilde;o, qualifica&ccedil;&atilde;o profissional e emprego trazem-lhe a fertilidade indispens&aacute;vel, mas &eacute; preciso, porque ainda tenra, proteg&ecirc;-la das intemp&eacute;ries.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>Neste mundo globalizado, onde a economia &eacute; um sistema de vasos comunicantes, pol&iacute;ticas recessivas e de insensata expans&atilde;o monet&aacute;ria cruzam rapidamente oceanos e nos obrigam a enfrentar mar&eacute;s cambiais potencialmente desastrosas. A liberdade de mercado n&atilde;o pode aniquilar a soberania das na&ccedil;&otilde;es. N&atilde;o &eacute; nosso desejo, ao contr&aacute;rio, acreditamos no poder criativo do capital e do investimento privado, venha de onde vier. N&oacute;s o vemos como uma alavanca indispens&aacute;vel &agrave; transforma&ccedil;&atilde;o dos nossos pa&iacute;ses. Somos, ali&aacute;s, como Na&ccedil;&atilde;o, a soma harm&ocirc;nica da contribui&ccedil;&atilde;o de dezenas de pa&iacute;ses que teceram o que &eacute; o povo brasileiro.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>Porque o Brasil formou-se assim: recebendo, absorvendo, processando e sintetizando, de sua maneira pr&oacute;pria, o novo, o humano, o fraterno. Este pa&iacute;s, que tanto ama o novo, tem de somar capacidades para produzir a inova&ccedil;&atilde;o. E a inova&ccedil;&atilde;o &eacute; um produto de seres humanos bem cuidados, educados, qualificados, de horizontes abertos e desejos intensos.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>Meu pa&iacute;s quer partilhar com todos os senhores mais do que palavras, experi&ecirc;ncias.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>No pr&oacute;ximo m&ecirc;s, teremos o orgulho de sediar a conferencia Rio + 20 das Na&ccedil;&otilde;es Unidas. Nela, queremos aprender, mas tamb&eacute;m partilhar o que aprendemos, com tanto esfor&ccedil;o: que o crescimento deve ser inclusivo e estar associado a um processo de desenvolvimento sustent&aacute;vel econ&ocirc;mica, social e ambientalmente.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>Um progresso que se funde no emprego e trabalho decente, com igualdade de oportunidades para os jovens, as mulheres, os negros, as pessoas com defici&ecirc;ncia, entre outros, e que esteja no centro do processo de formula&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>Acreditamos no di&aacute;logo, na coopera&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o apenas entre as na&ccedil;&otilde;es, mas entre os atores sociais, porque acreditamos no desenvolvimento harm&ocirc;nico e democr&aacute;tico, porque sem isso n&atilde;o haver&aacute; jamais algo que mere&ccedil;a, de fato, o nome de progresso.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>O Brasil quer v&ecirc;-los todos na Rio + 20, dividindo sonhos e partilhando experi&ecirc;ncias.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>Porque somos um s&oacute; mundo, uma s&oacute; humanidade.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>Muito Obrigado.<\/strong><\/em><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante reuni&atilde;o dos ministros do Trabalho e Emprego do Grupo dos 20 (G20), em Guadalajara, M&eacute;xico, nos &uacute;ltimos dois dias (17e 18), o ministro brasileiro, Brizola Neto, destacou em seu pronunciamento o crescimento da economia brasileira impulsionado pela valoriza&ccedil;&atilde;o do trabalho e do trabalhador e pela extens&atilde;o da prote&ccedil;&atilde;o social. 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