{"id":19953,"date":"2009-08-17T00:00:00","date_gmt":"2009-08-17T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.malungo2.com.br\/pdt\/index.php\/gabrielli-na-caros-amigos-a-competencia-da-petrobras-incomoda"},"modified":"2017-10-26T09:08:32","modified_gmt":"2017-10-26T11:08:32","slug":"gabrielli-na-caros-amigos-a-competencia-da-petrobras-incomoda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/gabrielli-na-caros-amigos-a-competencia-da-petrobras-incomoda\/","title":{"rendered":"Gabrielli, na &#8220;Caros Amigos&#8221;: a compet\u00eancia da Petrobras incomoda"},"content":{"rendered":"<p><DIV><STRONG><EM>Eu sou contra a privatiza\u00e7\u00e3o da Petrobras<BR><\/EM><\/STRONG><\/DIV><br \/>\n<DIV>Por <EM>Hamilton Octavio de Souza, L\u00facia Rodrigues, Marcelo Salles e Tatiana Merlino<\/EM><\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV><I>O economista e professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Jos\u00e9 S\u00e9rgio Gabrielli de Azevedo preside, desde 2005, a maior empresa do pa\u00eds. No in\u00edcio do governo Lula, antes de ocupar o posto mais alto na hierarquia da Companhia, Gabrielli esteve \u00e0 frente da Diretoria Financeira da estatal. Em pouco mais de seis anos e meio de trabalho, o baiano de Salvador, acumulou grandes \u00eaxitos na carreira de gestor, como a conquista para o pa\u00eds da t\u00e3o almejada auto-sufici\u00eancia em petr\u00f3leo. Mas nenhum deles se compara \u00e0 descoberta de petr\u00f3leo na camada pr\u00e9-sal, o hidrocarboneto encontrado abaixo da l\u00e2mina de \u00e1gua e do sal do fundo do mar. A compet\u00eancia demonstrada na pr\u00e1tica, no entanto, foi temida e questionada por aqueles que o julgavam um nordestino desconhecido para assumir uma empresa do porte da Petrobras. Com o crach\u00e1 pendurado no peito, como qualquer funcion\u00e1rio da Companhia, Gabrielli recebeu a equipe de Caros Amigos em mangas de camisa, na suntuosa sala da presid\u00eancia, tendo ao fundo o Morro do P\u00e3o de A\u00e7\u00facar, no Rio de Janeiro. O soteropolitano fala com desenvoltura. Em quase seis d\u00e9cadas de vida, aliou o preparo intelectual \u00e0 pr\u00e1tica militante. Filiado ao Partido dos Trabalhadores desde sua funda\u00e7\u00e3o, Gabrielli conta com orgulho que na juventude foi ativista da APML (A\u00e7\u00e3o Popular Marxista-Leninista), organiza\u00e7\u00e3o clandestina de combate \u00e0 ditadura militar.<\/I><I><\/I><\/DIV><br \/>\n<DIV><B><\/B>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Hamilton Octavio de Souza &#8211; <B>A gente sempre come\u00e7a a entrevista pedindo ao entrevistado que conte um pouco de sua vida<\/B><\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>(Jos\u00e9 S\u00e9rgio Gabrielli de Azevedo) &#8212; O Jos\u00e9 S\u00e9rgio \u00e9 professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), titular de&nbsp; Macroeconomia. Entrou na UFBA, em 1979. Tem 59 anos, far\u00e1 60, este ano. Al\u00e9m de ser um professor, o Jos\u00e9 S\u00e9rgio Gabrielli foi um militante do movimento estudantil, em 68, contra a ditadura militar. No movimento sindical, foi dirigente do Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Institui\u00e7\u00f5es de Ensino Superior), em 84. Tem doutorado em Economia pela Universidade de Boston, conclu\u00eddo em 87. Foi jornalista, de 69 a 72, na Bahia. \u00c9 economista de 72 at\u00e9 hoje. Na \u00e1rea acad\u00eamica trabalhou com Macroeconomia, Economia do Trabalho e Econometria. Fez pesquisas sobre reestrutura\u00e7\u00e3o produtiva e processos industriais. Estudou quest\u00f5es regionais e de desenvolvimento regional. E participou da funda\u00e7\u00e3o do Partido dos Trabalhadores. Estou no PT desde 80, fui candidato a deputado federal, em 82, candidato a vice prefeito, em 86, candidato a governador, em 90. N\u00e3o fui mais candidato desde ent\u00e3o. E n\u00e3o pretendo ser candidato. Continuo militante pol\u00edtico, ligado ao Partido dos Trabalhadores. Acredito na transforma\u00e7\u00e3o social, acredito na luta institucional e na luta dos movimentos sociais. Acredito que a mudan\u00e7a da sociedade, para uma sociedade mais justa, igualit\u00e1ria deve ser o caminho da humanidade. Acho que do ponto de vista econ\u00f4mico, o pa\u00eds levou tempo demais com pol\u00edticas de estabiliza\u00e7\u00e3o de curto prazo. Felizmente a partir de 2003, com o presidente Lula, o pa\u00eds priorizou o desenvolvimento, a expans\u00e3o do mercado interno, a redu\u00e7\u00e3o das desigualdades, a diminui\u00e7\u00e3o da pobreza. Desde 2003 estou na Petrobras. Entrei na Petrobras como diretor financeiro. Quando fui escolhido, como diretor financeiro, houve uma rea\u00e7\u00e3o muito forte do mercado financeiro, principalmente, e da imprensa, que consideraram que esse professor desconhecido da Bahia ia fazer uma loucura na Petrobras. Depois de dois dias de assumir o cargo, eu estava em Nova Iorque, Londres, Mil\u00e3o e T\u00f3quio. Em 2003 realizei mais de mil reuni\u00f5es com representantes do mercado financeiro. E<\/DIV><br \/>\n<DIV>em 2004 passei a ser reconhecido como um excelente gestor financeiro. Em 2005, fui escolhido o melhor diretor financeiro do Brasil pelo Ibef (Instituto Brasileiro de Executivos de Finan\u00e7as) do Rio de Janeiro, pela Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Agentes Financeiros, fui escolhido como melhor gestor financeiro da Am\u00e9rica do Sul, em Nova Iorque. Em 2008, fui escolhido como melhor gestor de empresas de petr\u00f3leo do mundo pela Petroleum Economist e virei presidente da Petrobras a partir de 2005. Estou presidente da Petrobras. Na diretoria da Petrobras sou o \u00fanico que n\u00e3o sou de carreira. Nesse per\u00edodo de Petrobras tive duas grandes satisfa\u00e7\u00f5es. A primeira, foi ter conquistado a confian\u00e7a dos petroleiros. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil conquistar a confian\u00e7a dos petroleiros, n\u00e3o sendo petroleiro de origem. E acho que consegui conquistar essa confian\u00e7a, com pol\u00edticas coerentes, com uma posi\u00e7\u00e3o transparente e compet\u00eancia. Porque a meritocracia \u00e9 um valor extremamente importante para a Petrobras. Ela rejeita quem n\u00e3o se afirma do ponto de vista t\u00e9cnico. E acredito que consegui conquistar isso, com uma atitude de respeito e transpar\u00eancia. A segunda satisfa\u00e7\u00e3o pessoal, mesm o sendo baiano, mesmo sofrendo toda a discrimina\u00e7\u00e3o por ser baiano e desconhecido, ter me imposto como profissional competente para as \u00e1reas financeiras e t\u00e9cnicas do Brasil e internacional. Sou uma pessoa tranq\u00fcila, consegui fazer a tarefa, que era conduzir a gigante. Evidentemente que isso n\u00e3o \u00e9 um m\u00e9rito pessoal, isso \u00e9 resultado da equipe da Petrobras. Sou professor, saindo daqui, provavelmente, voltarei para a sala de aula. Sou baiano de Salvador. Morei oito anos em uma cidade muito pequena no interior da Bahia, na regi\u00e3o do cacau. Meu pai era m\u00e9dico nessa cidade. Ele voltou para Salvador quando eu tinha oito, nove anos de idade, e morreu com 50 anos de idade. Meu pai era extremamente racional e afetuoso, foi uma pessoa muito importante na minha forma\u00e7\u00e3o, tanto de personalidade quanto de percep\u00e7\u00e3o social e racional. Passei a minha inf\u00e2ncia entre uma cidade muito pequena e Salvador. Minha m\u00e3e \u00e9 uma mulher fant\u00e1stica, tem 84 anos de idade, vive sozinha, independente, muito firme, n\u00e3o quer o apoio de ningu\u00e9m. Mora em Salvador e me deixa preocupado, porque com 84 anos, sozinha \u00e9 um problema, \u00e9 professora de piano. O Azevedo \u00e9 a mistura do portugu\u00eas com \u00edndio. O Gabrielli vem do italiano e negro.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>L\u00facia Rodrigues \u0096 <B>O senhor falou que acredita na transforma\u00e7\u00e3o social. Como a Petrobras atua para transformar a realidade do pa\u00eds?<\/B><\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>&#8212; A Petrobras \u00e9 respons\u00e1vel pela expans\u00e3o da tecnologia brasileira, \u00e9 respons\u00e1vel pela engenharia brasileira, pela ind\u00fastria brasileira em termos de capacidade de desenvolvimento tecnol\u00f3gico. Isso cria um efeito multiplicador, enorme, na ind\u00fastria brasileira. Al\u00e9m disso, \u00e9 importante destacar a rela\u00e7\u00e3o da Petrobras com a sociedade organizada do pa\u00eds. A Petrobras concilia a extra\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo ao mesmo tempo em que aumenta as rela\u00e7\u00f5es com a sociedade e com a comunidade em sua volta. Para fazer isso, evidentemente que a empresa precisa ter lucro. Essa \u00e9 uma atividade que tem um enorme volume de investimentos e um enorme volume de capital. <\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Tatiana Merlino \u0096 <B>Quanto a Petrobras lucra por ano?<\/B><\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>&#8212; No ano passado teve um lucro de aproximadamente R$ 36 bilh\u00f5es.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Tatiana Merlino \u0096 <B>Desse valor quanto fica para a Companhia?<\/B><\/DIV><br \/>\n<DIV><BR>&#8212; A Petrobras distribui aos seus acionistas entre 25% a 27% de dividendos. E reinveste entre 70% a 75% de seus lucros, que viram m\u00e1quinas, empregos, petr\u00f3leo, gasolina, diesel. Dos 25% que ela distribui, 65% v\u00e3o para mais de 700 mil acionistas da Petrobras. Entre 70% a 75% dos lucros s\u00e3o reinvestidos. <\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>L\u00facia Rodrigues \u0096 <B>Dos setecentos mil acionistas da Petrobras, quantos est\u00e3o concentrados no pa\u00eds? <\/B><\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>&#8212; \u00c9 dif\u00edcil dizer. Porque n\u00e3o temos como saber quem \u00e9 o acionista final dos fundos. Mas eu posso dizer que o programa de a\u00e7\u00f5es no mercado americano, mais os acionistas estrangeiros na Bovespa (Bolsa de Valores de S\u00e3o Paulo) representam 40% dos acionistas da Companhia. Portanto, aproximadamente 40% dos acionistas da Petrobras devem ser estrangeiros. H\u00e1 uma diferen\u00e7a importante na composi\u00e7\u00e3o do capital da Petrobras. O governo federal tem s\u00f3 37%, mas tem 56% do voto. O que lhe d\u00e1 o controle da Companhia. Como \u00e9 que o governo controla a Petrobras? O governo elege diretamente na assembl\u00e9ia geral da Petrobras, cinco dos nove membros do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o. Mas o governo n\u00e3o tem nenhum membro que est\u00e1 no Conselho por ser do governo. Todos os membros do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o, mesmo os ministros, est\u00e3o como pessoas f\u00edsicas e respondem como pessoas f\u00edsicas ao Conselho de Administra\u00e7\u00e3o da Petrobras. O governo controla via orienta\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica mensal quando o Conselho se re\u00fane.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>L\u00facia Rodrigues \u0096 <B>Que setores est\u00e3o interessados na CPI da Companhia?<\/B><\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>&#8212; Eu n\u00e3o sei. Eu suspeito o porqu\u00ea de a Petrobras estar sendo atacada. Mas n\u00e3o sei dizer exatamente quem s\u00e3o. Posso dizer o porqu\u00ea de estar sendo atacada. A Petrobras incomoda. \u00c9 hoje a empresa mais cobi\u00e7ada do mundo. O pr\u00e9-sal \u00e9 a \u00e1rea explorat\u00f3ria mais prol\u00edfica neste momento. Os interesses de acessos \u00e0s reservas movimentam e ativam grandes interesses geopol\u00edticos nacionais e internacionais. A Petrobras \u00e9 uma noiva cobi\u00e7ada. \u00c9 respons\u00e1vel por cerca de 8% a 10% do investimento brasileiro. S\u00f3 nos primeiros tr\u00eas meses deste ano, a Petrobras investiu R$ 15 bilh\u00f5es, R$ 5 bilh\u00f5es por m\u00eas. \u00c9 mais de R$ 160 milh\u00f5es por dia, sete dias por semana. Investimento significa emprego, atividade econ\u00f4mica, gera\u00e7\u00e3o de impostos, gera\u00e7\u00e3o de renda e movimenta\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. Em fevereiro deste ano, em pleno auge da crise mundial, a Petrobras apresentou o maior programa de investimento do mundo: U$ 174,4 bilh\u00f5es para os pr\u00f3ximos cinco anos. No imagin\u00e1rio popular, a Petrobras \u00e9 s\u00edmbolo da brasilidade, do Estado realizador. \u00c9 um contraponto \u00e0 ideia de que s\u00f3 o mercado \u00e9 capaz de resolver essas quest\u00f5es. O conflito entre Estado e privado, mercado e planejamento, se materializa na Petrobras. No plano ideol\u00f3gico, a Petrobras tamb\u00e9m \u00e9 alvo. H\u00e1 m\u00e1 vontade de certos setores em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Petrobras e a favor de empresas menores do que a Petrobras, que foram privatizadas ou s\u00e3o privadas, \u00e9 impressionante.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Tatiana Merlino \u0096 <B>H\u00e1 o interesse desses setores para que a Petrobras seja privatizada?<\/B><\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>&#8212; Eu n\u00e3o diria que necessariamente esse \u00e9 o interesse, mas pode ser uma consequ\u00eancia se se desqualifica a Companhia. Eu tentei identificar fontes de ataques decorrentes da atividade espec\u00edfica da Companhia, do impacto que a empresa tem na sociedade, na economia e no plano ideol\u00f3gico, do Estado que d\u00e1 certo. A quebra do monop\u00f3lio estatal do petr\u00f3leo levou a Petrobras a competir com empresas do setor privado. Competir tanto na produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo, como, principalmente, no que \u00e9 mais complicado: compra de equipamentos, servi\u00e7os, fornecimento e disputa do mercado de trabalho. E ao mesmo tempo estava amarrada a uma s\u00e9rie de restri\u00e7\u00f5es por ser controlada pelo governo. Isso fez com que a Petrobras tivesse de ter uma dupla efici\u00eancia. Competente no plano controlado pelo Estado e competente e competitiva com as outras empresas privadas. A Petrobras cresceu na for\u00e7a e na marra. Em um determinado momento foi induzida a encolher, a n\u00e3o expandir a \u00e1rea explorat\u00f3ria, a se organizar de forma fragment\u00e1ria. <\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Hamilton Oct\u00e1vio de Souza \u0096 <B>Geralmente esse \u00e9 o processo pr\u00e9vio para a privatiza\u00e7\u00e3o.<\/B><\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>&#8212; Exatamente.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Marcelo Salles \u0096 <B>O senhor est\u00e1 criticando o governo FHC?<\/B><\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>&#8212; Estou dizendo o que aconteceu. Eu n\u00e3o posso dizer que a empresa seria privatizada, mas seria mais facilmente privatizada se caminhasse nessa dire\u00e7\u00e3o.<BR><\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>Para ler a entrevista completa e outras reportagens&nbsp;confira a <B>edi\u00e7\u00e3o de agosto <\/B>da revista <B><I>Caros Amigos<\/I><\/B>, j\u00e1 nas bancas, ou <A href=\"http:\/\/www.lector.com\/Portal\/HotsiteCarosAmigos.aspx\" target=_blank><B>click<\/B><B> aqui e compre a <\/B><B>vers\u00e3o digital<\/B><B> da <I>Caros Amigos<\/I>.<\/B><\/A><\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eu sou contra a privatiza\u00e7\u00e3o da Petrobras Por Hamilton Octavio de Souza, L\u00facia Rodrigues, Marcelo Salles e Tatiana Merlino &nbsp; O economista e professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Jos\u00e9 S\u00e9rgio Gabrielli de Azevedo preside, desde 2005, a maior empresa do pa\u00eds. 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