{"id":19677,"date":"2008-10-14T00:00:00","date_gmt":"2008-10-14T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.malungo2.com.br\/pdt\/index.php\/adriano-benayon-a-crise-financeira-chegara-ao-brasil"},"modified":"2017-10-26T09:09:11","modified_gmt":"2017-10-26T11:09:11","slug":"adriano-benayon-a-crise-financeira-chegara-ao-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/adriano-benayon-a-crise-financeira-chegara-ao-brasil\/","title":{"rendered":"Adriano Benayon: A crise financeira chegar\u00e1 ao Brasil"},"content":{"rendered":"<p><font class=text><\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\">&nbsp;<\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\">por Lu\u00eds Brasilino, da Reda\u00e7\u00e3o<?xml:namespace prefix = o ns = \"urn:schemas-microsoft-com:office:office\" \/><o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\"><strong><em><img decoding=\"async\" height=108 src=\"\/images\/adriano benayon.jpg\" width=88 align=left border=2>\u0093Bancos e monop\u00f3lios continuam mandando\u0094<o:p><\/o:p><\/em><\/strong><\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\"><em>No dia 3, o Congresso dos Estados Unidos aprovou e o presidente George W. Bush sancionou um pacote de 850 bilh\u00f5es de d\u00f3lares de socorro \u00e0s institui\u00e7\u00f5es financeiras afetadas pela crise. A medida, por\u00e9m, n\u00e3o acalmou os mercados que vivem dias turbulentos. Desde o in\u00edcio do m\u00eas at\u00e9 o dia 7 (data de fechamento desta edi\u00e7\u00e3o), o \u00edndice Dow Jones, que mede as a\u00e7\u00f5es negociadas na Bolsa de Valores de Nova York, acumulou queda de 13%. No Brasil, os abalos foram ainda mais fortes. Entre os dias 2 e 7, a Bovespa sofreu uma perda de 19,4%.<\/p>\n<p><\/em><\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\"><em>Com isso, perdem for\u00e7a as an\u00e1lises que sustentam que o pa\u00eds est\u00e1 blindado contra a crise. Para o economista Adriano Benayon, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma possibilidade de o \u0093colapso financeiro\u0094, como prefere, n\u00e3o afetar o capitalismo brasileiro. Nesta entrevista sobre a conjuntura econ\u00f4mica, o professor da Universidade de Bras\u00edlia (UnB) analisa ainda os motivos da crise e afirma que ela j\u00e1 extrapolou a esfera financeira e est\u00e1 atingindo o setor produtivo.<o:p><\/o:p><\/em><\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\"><em><strong><br \/>&#8220;Quebradeira geral&#8221;, &#8220;caos&#8221; etc. Assim, a imprensa corporativa vem noticiando a queda das Bolsas de valores em todo o mundo e, especialmente, no Brasil. Por outro lado, o cotidiano dos brasileiros ainda n\u00e3o foi alterado e poucas pessoas parecem estar cientes desse &#8220;caos&#8221;. Enfim, como (ou quando) a crise financeira afeta a economia familiar?<o:p><\/o:p><\/strong><\/em><\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\">Adriano Benayon \u0096 A imprensa corporativa ocupa-se demais das Bolsas e pouco de coisas mais importantes para a economia. As Bolsas est\u00e3o registrando quedas expressivas nas a\u00e7\u00f5es, e isso n\u00e3o vai parar a\u00ed. Mas quebradeira mesmo \u00e9 com os bancos, financeiras e seguradoras.&nbsp;N\u00e3o chamo de crise o que est\u00e1 ocorrendo, porque s\u00e3o crises sucessivas formando o colapso financeiro em curso que se amplia e aprofunda. Os que fazem aplica\u00e7\u00f5es j\u00e1 t\u00eam sofrido perdas, n\u00e3o s\u00f3 em a\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m em outros t\u00edtulos. Al\u00e9m disso, esse colapso j\u00e1 contaminou a economia real nos EUA e na maior parte dos pa\u00edses da Europa. Essa seq\u00fc\u00eancia certamente ocorrer\u00e1 tamb\u00e9m no Brasil.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\"><strong>A crise, ent\u00e3o, j\u00e1 atingiu o setor produtivo?<\/p>\n<p><\/strong><\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\">&#8212; Como frisei, o colapso financeiro atingiu o setor produtivo em muitos pa\u00edses e de modo s\u00e9rio. \u00c9 quest\u00e3o de tempo isso se agravar, inclusive no Brasil. As bolhas financeiras acabam rompendo-se, como as formadas por t\u00edtulos com conex\u00e3o cada vez mais long\u00ednqua (derivativos) com os ativos imobili\u00e1rios, fiduci\u00e1rios, cart\u00f5es, t\u00edtulos de cr\u00e9dito, op\u00e7\u00f5es e futuros de a\u00e7\u00f5es, de commodities etc.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\">Come\u00e7a a haver queda de renda real dos devedores, mesmo porque a concentra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica leva a criar quantidades colossais de ativos financeiros e mais ainda de derivativos supostamente lastreados nesses ativos, enquanto que a base real da economia, espelhada, por exemplo, nos sal\u00e1rios permanece praticamente estagnada.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\">Intensificando-se as inadimpl\u00eancias, o cr\u00e9dito encolhe, bancos e financeiras v\u00e3o ficando com ativos sem retorno, tentam pass\u00e1-los adiante e n\u00e3o conseguem. Muitos e cada vez mais v\u00e3o tendo que escriturar preju\u00edzos, vem a corrida aos dep\u00f3sitos e por a\u00ed vai. \u00c9 claro que, nessa din\u00e2mica para baixo, o setor produtivo sofre tanto por causa da queda da procura nos mercados de bens e de servi\u00e7os, como por dificuldades e custos mais altos para o cr\u00e9dito. O aperto do cr\u00e9dito atinge tanto consumidores como empresas produtoras de bens e de servi\u00e7os. Nesse contexto, as cota\u00e7\u00f5es da grande maioria das a\u00e7\u00f5es de empresas caem e esse \u00e9 mais um fator de perda de patrim\u00f4nio das pessoas e mais um fator de retra\u00e7\u00e3o da procura.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\"><strong>Entretanto, professor, em entrevista ao Brasil de Fato (edi\u00e7\u00e3o 292), o economista Nildo Ouriques, da Universidade Federal de Santa Catarina, afirmou que a crise n\u00e3o afetou o lucro do setor produtivo estadunidense, pois as transnacionais est\u00e3o repatriando dividendos da periferia capitalista. O senhor discorda?<o:p><\/o:p><\/strong><\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\">&#8212; Provavelmente Ouriques est\u00e1 reportando algo correto, mas \u00e9 uma afirma\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica demais. Algumas transnacionais certamente j\u00e1 v\u00e3o lucrar menos em fun\u00e7\u00e3o da retra\u00e7\u00e3o nos EUA e na Europa. Al\u00e9m disso, dentro de algum tempo, haver\u00e1 tamb\u00e9m menos ganhos para enviar da periferia (nem digo repatriar, porque elas ganham na periferia infinitamente mais do que nelas investiram).<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\"><strong>O Congresso estadunidense finalmente aprovou o pacote (que havia sido rejeitado pela C\u00e2mara no dia 29 de setembro), agora de 850 bilh\u00f5es de d\u00f3lares (antes eram 700 bilh\u00f5es de d\u00f3lares, mas na vota\u00e7\u00e3o do Senado, no dia 1\u00ba, foram inclu\u00eddos outros 150 bilh\u00f5es em isen\u00e7\u00f5es fiscais), de socorro aos bancos, uma forma de socializar as perdas com os contribuintes. Apesar disso, o senhor acredita que esse pacote \u00e9 necess\u00e1rio ou, mais ainda, pode ser ben\u00e9fico para os trabalhadores?<o:p><\/o:p><\/strong><\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\">&#8212; De forma nenhuma. Os analistas independentes e competentes nos Estados Unidos e na Europa t\u00eam qualificado esse pacote como bandalheira. Os bancos beneficiados s\u00e3o grandes doadores das campanhas de ambos os candidatos \u00e0 presid\u00eancia [Barack Obama e John McCain], os quais recomendaram a seus partidos a aprova\u00e7\u00e3o no Congresso. O secret\u00e1rio do Tesouro [Henry Paulson, o autor do pacote,] \u00e9 ex-s\u00f3cio diretor de um deles, o Goldman Sachs.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\">Penso que o pacote \u00e9 ruim para a economia dos Estados Unidos e para a economia mundial. Claro que \u00e9 pior ainda para os trabalhadores. Ele apenas livra a cara de alguns banqueiros que abusaram de jogadas gananciosas, ganharam centenas de bilh\u00f5es de d\u00f3lares com essas jogadas e n\u00e3o v\u00e3o ter que reparar o estrago que causaram.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\">Ele faz com que o governo dos EUA compre t\u00edtulos sem valor ou de escasso valor para limpar os balan\u00e7os de bancos e financeiras atolados nesses t\u00edtulos, cuja manuten\u00e7\u00e3o nas suas carteiras significa a bancarrota. Se houvesse democracia nos EUA, essas institui\u00e7\u00f5es teriam que passar para o controle de interventores do Estado e os recursos do contribuinte seriam usados na aquisi\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es delas bem desvalorizadas, como j\u00e1 ocorre em fun\u00e7\u00e3o dos maus neg\u00f3cios (agora) para elas.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\">Outra coisa. Somente os ativos podres do setor imobili\u00e1rio nos EUA s\u00e3o estimados em 7 trilh\u00f5es de d\u00f3lares, de modo que o tal pacote pode cobrir s\u00f3 um pouco mais de 10% dos rombos. Al\u00e9m disso, se se incluir os demais ativos com grande potencial de virar p\u00f3, a conta poder\u00e1 atingir mais de 100 trilh\u00f5es de d\u00f3lares. Para que os leitores tenham id\u00e9ia do problema, o valor nominal dos derivativos, em d\u00f3lares e euros, principalmente, passa de 500 trilh\u00f5es de d\u00f3lares.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\">Portanto, o que est\u00e3o fazendo \u00e9 jogar mais lenha na fogueira da infla\u00e7\u00e3o, sem resolver nada na economia produtiva, pois n\u00e3o \u00e9 a\u00ed que est\u00e3o investindo. O sistema concentrador, que comanda a pol\u00edtica econ\u00f4mica em quase todos os pa\u00edses do mundo, abusou das ideologias econ\u00f4micas do tipo neoliberalismo, globaliza\u00e7\u00e3o, desregulamenta\u00e7\u00e3o, Estado m\u00ednimo etc.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\">Agora recorre \u00e0 interven\u00e7\u00e3o do Estado, porque controla discricionariamente o Estado (malgrado a apar\u00eancia de elei\u00e7\u00f5es presidenciais, vota\u00e7\u00f5es no Congresso etc.). A\u00ed surge a usual louva\u00e7\u00e3o infundada ao keynesianismo, uma doutrina que, como mostrou [o economista e ex-senador, falecido em 2003] Lauro Campos, preconiza guerras de grande porte, com mobiliza\u00e7\u00e3o de muitos soldados (como a 2\u00aa Guerra Mundial), para sair da depress\u00e3o econ\u00f4mica.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\"><strong>O economista Reinaldo Gon\u00e7alves, em entrevista ao Correio da Cidadania, ap\u00f3ia o pacote do governo dos Estados Unidos, porque entende que ele procura &#8220;travar uma crise financeira que abrange todo o mundo&#8221;, oferecendo recursos para estabilizar as empresas e bancos envolvidos. O que o senhor acha dessa posi\u00e7\u00e3o?<o:p><\/o:p><\/strong><\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\">&#8212; Mantendo o que afirmei na resposta anterior, creio que, nesse ponto, o excelente economista Reinaldo Gon\u00e7alves n\u00e3o est\u00e1 bem informado.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\"><strong>Existe alguma possibilidade de uma crise nos Estados Unidos n\u00e3o afetar o capitalismo brasileiro?<o:p><\/o:p><\/strong><\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\">&#8212; A meu ver, nenhuma.<\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\"><strong>Os fundamentos da economia brasileira (reservas) s\u00e3o realmente s\u00f3lidos ou o Brasil continua t\u00e3o vulner\u00e1vel quanto antes?<\/p>\n<p><\/strong><\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\">&#8212; Continua t\u00e3o vulner\u00e1vel quanto antes. Basta dizer que, mesmo antes de o colapso financeiro mundial n\u00e3o poder ser mais escondido, o d\u00e9ficit de transa\u00e7\u00f5es correntes do Brasil com o exterior j\u00e1 era alt\u00edssimo. <o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\"><strong>O mercado interno brasileiro pode absorver as perdas do setor prim\u00e1rio-exportador?<\/p>\n<p><\/strong><\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\">&#8212; Isso s\u00f3 me parece poss\u00edvel mediante uma mudan\u00e7a completa de modelo econ\u00f4mico, com o Estado fortalecendo empresas m\u00e9dias e pequenas e acabando com os brutais subs\u00eddios em favor de transnacionais concentradoras, que controlam os principais e quase todos os setores da ind\u00fastria, sem falar no agroneg\u00f3cio.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\"><strong>O governo Lula tem propagandeado uma pol\u00edtica de com\u00e9rcio exterior que procura reduzir a depend\u00eancia do Brasil com rela\u00e7\u00e3o aos Estados Unidos, ao passo que estimula trocas com pa\u00edses do &#8220;Sul&#8221;. At\u00e9 que ponto isso \u00e9 verdade? Essa mudan\u00e7a pode proteger o pa\u00eds da crise estadunidense?<o:p><\/o:p><\/strong><\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\">&#8212; Sob o atual modelo, a orienta\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio exterior do Brasil depende mais das transnacionais e de algumas outras empresas concentradoras do que da pol\u00edtica econ\u00f4mica do governo, mesmo porque esta \u00e9 talhada segundo os interesses desses grupos dominantes na economia.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\"><strong>A pol\u00edtica econ\u00f4mica do governo atual (de juros altos, liberaliza\u00e7\u00e3o financeira, c\u00e2mbio flex\u00edvel e super\u00e1vit prim\u00e1rio elevado) ajuda ou piora as condi\u00e7\u00f5es do pa\u00eds nesta hora de crise?<o:p><\/o:p><\/strong><\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\">&#8212; N\u00e3o tem feito outra coisa at\u00e9 hoje sen\u00e3o piorar as condi\u00e7\u00f5es do pa\u00eds. Claro que sob conjuntura mundial adversa o dano vai ser exponenciado.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\"><strong>O senhor acredita que, para o Brasil, essa crise significa uma oportunidade para alcan\u00e7ar um desenvolvimento mais independente?<\/p>\n<p><\/strong><\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\">&#8212; Acredito que ela oferece oportunidade preciosa ao Brasil de buscar o desenvolvimento independente (sem o comparativo, porque, primeiro, o modelo econ\u00f4mico \u00e9 radicalmente dependente, segundo, embora haja algum crescimento, n\u00e3o h\u00e1 desenvolvimento real).<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\"><strong>Por que?<\/p>\n<p><\/strong><\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\">&#8212; Porque, nessa situa\u00e7\u00e3o, pode-se entender melhor que conv\u00e9m desatrelar-se da economia mundial controlada por oligarquias de pot\u00eancias hegem\u00f4nicas, as quais, de resto, controlam tamb\u00e9m a economia brasileira em sua atual estrutura.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\">A Revolu\u00e7\u00e3o de 1930 foi uma resposta ao anterior grande colapso econ\u00f4mico mundial. Sua seq\u00fc\u00eancia, embora s\u00f3 conseguisse autonomia parcial, foi grandemente positiva e as li\u00e7\u00f5es dessa experi\u00eancia devem ser aproveitadas, inclusive no sentido de n\u00e3o repetir erros.<o:p><\/o:p><\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\">\n<p>( * ) QUEM \u00c9 ADRIANO BENAYON<\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\"><em>Formado&nbsp;em direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e doutor em economia pela Universidade de Hamburgo (Alemanha). \u00c9 diplomata de carreira, tendo trabalhado na Alemanha, Bulg\u00e1ria, Estados Unidos, Holanda e M\u00e9xico, al\u00e9m de no pr\u00f3prio Itamaraty. Foi professor da Universidade de Bras\u00edlia (UnB) e do Instituto Rio Branco e \u00e9 consultor na \u00e1rea econ\u00f4mica da C\u00e2mara e do Senado, al\u00e9m de ser autor de \u0093Globaliza\u00e7\u00e3o versus Desenvolvimento\u0094, Editora Escrituras<\/em>.<\/p>\n<p><\/font><\/p>\n<p class=MsoNoSpacing style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt\"><o:p><font face=Calibri color=#000000 size=3>&nbsp;<\/font><\/o:p><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; por Lu\u00eds Brasilino, da Reda\u00e7\u00e3o \u0093Bancos e monop\u00f3lios continuam mandando\u0094 &nbsp; No dia 3, o Congresso dos Estados Unidos aprovou e o presidente George W. Bush sancionou um pacote de 850 bilh\u00f5es de d\u00f3lares de socorro \u00e0s institui\u00e7\u00f5es financeiras afetadas pela crise. A medida, por\u00e9m, n\u00e3o acalmou os mercados que vivem dias turbulentos. 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