{"id":19631,"date":"2008-09-10T00:00:00","date_gmt":"2008-09-10T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.malungo2.com.br\/pdt\/index.php\/morre-fausto-wolff-jornalista-e-brizolista"},"modified":"2017-10-26T09:09:14","modified_gmt":"2017-10-26T11:09:14","slug":"morre-fausto-wolff-jornalista-e-brizolista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/morre-fausto-wolff-jornalista-e-brizolista\/","title":{"rendered":"Morre Fausto Wolff, jornalista e brizolista"},"content":{"rendered":"<p><font class=text><\/p>\n<p><strong>Morre Fausto Wolff, um o\u00e1sis na imprensa di\u00e1ria <\/strong><\/p>\n<p><em>M\u00e1rio Augusto Jakobskind, do Rio de Janeiro <\/em><\/p>\n<p>Ao som da Internacional, de Carinhoso e de Cidade Maravilhosa, o hino do Rio de Janeiro, executados por dois integrantes da Banda de Ipanema, os amigos se despediram do escritor e jornalista Fausto Wolff, que morreu na sexta-feira \u00e0 noite v\u00edtima de disfun\u00e7\u00e3o m\u00faltipla dos \u00f3rg\u00e3os. Seu corpo foi cremado no cemit\u00e9rio do Caju, no Rio de Janeiro. Aos 68 anos, Fausto era considerado um o\u00e1sis na imprensa di\u00e1ria brasileira, com a sua coluna no Jornal do Brasil, onde por mais de dois anos conseguiu romper com a mesmice, o senso comum e o pensamento \u00fanico.&nbsp; <\/p>\n<p>N\u00e3o poucas vezes, segundo o jornalista Sergio Caldieri, o Jornal do Brasil foi pressionado para demitir Fausto Wolff, sobretudo por entidades da col\u00f4nia judaica, em fun\u00e7\u00e3o do seu posicionamento favor\u00e1vel \u00e0 causa palestina. O empres\u00e1rio,&nbsp; Nelson Tanure, propriet\u00e1rio do Jornal do Brasil, presente ao vel\u00f3rio, confirmou o que disse Caldieri, representamte do Comit\u00ea Palestina-Viva Intifada.&nbsp;&nbsp; <\/p>\n<p>Irreverente e defensor incondicional do ide\u00e1rio socialista, Fausto come\u00e7ou cedo no jornalismo. Aos 14 anos, em Porto Alegre, j\u00e1 circulava nas reda\u00e7\u00f5es de jornais e em pouqu\u00edssimo tempo tornou-se rep\u00f3rter policial, dos mais brilhantes, por sinal, segundo testemunhas da \u00e9poca.<\/p>\n<p>De fam\u00edlia pobre, Faustin Von Wolffenb\u00fcttel, &#8211; o verdadeiro nome de Fausto &#8211; filho de imigrante alem\u00e3o, deixou Santo \u00c2ngelo, cidade onde nasceu, indo trabalhar na capital ga\u00facha. A sua op\u00e7\u00e3o pelo socialismo, segundo o pr\u00f3prio Fausto, ocorreu j\u00e1 naquela \u00e9poca, quando constatou na pr\u00f3pria pele como os pobres eram discriminados pela elite bem nascida. <\/p>\n<p>Aos 18 anos foi para o Rio de Janeiro passando a trabalhar em v\u00e1rios jornais e canais de televis\u00e3o. Depois do golpe de 64 circulou pela Europa, onde tornou-se professor de literatura brasileira, em N\u00e1poles, na It\u00e1lia, e em Copenahgue,&nbsp; capital da Dinamarca. Fausto esteve em Saigon, ent\u00e3o capital do Vietn\u00e3 do Sul, cobrindo a guerra do Vietn\u00e3 para uma ag\u00eancia de not\u00edcias. Em depoimento no Youtube, Fausto com toda a irrever\u00eancia que lhe caracterizava, assinala que circulava pela noite de Saigon com uma plaqueta que o identificava como jornalista brasileiro, para que \u0093n\u00e3o pairasse nenhuma d\u00favida\u0094. <\/p>\n<p>Ao retornar ao Brasil participou ativamente em O Pasquim, tornando-se um dos seus editores juntamente com Jaguar e Ziraldo. Ricky Gooddwin, secret\u00e1rio de reda\u00e7\u00e3o da publica\u00e7\u00e3o recorda uma passagem pouco divulgada de Fausto Wolff pelo jornal. \u0093Fausto tinha 15% das a\u00e7\u00f5es de O Pasquim. Ele se empenhou diante da diretoria no sentido de que a\u00e7\u00f5es fossem dadas tamb\u00e9m aos an\u00f4nimos que l\u00e1 trabalhavam, desde o pr\u00f3prio secret\u00e1rio de reda\u00e7\u00e3o, ao offsyce-boy, passando pela faxineira e copeira. Como os diretores n\u00e3o estavam a favor da proposta, Fausto decidiu dividir os seus 15% entre todos os an\u00f4nimos que trabalhavam no jornal\u0094, lembra Ricky.&nbsp; \u0093No final das contas ningu\u00e9m teve lucro, o jornal acabou nos anos 80, mas o Fausto deu prova concreta de sua generosidade\u0094.<\/p>\n<p>Autor de mais de 20 livros, entre os quais O Ogre e o Passarinho, da s\u00e9rie Sinal Aberto, Olympia, premiado em concurso promovido pela Brasil Telecom, A Mil\u00e9sima Segunda Noite, e o Pr\u00eamio Jabuti com o romance \u00c0 m\u00e3o esquerda. <\/p>\n<p>Irreverente e de humor refinado, Fausto Wolff muitas vezes surpreendia, como aconteceu numa festa de fim de ano promovida pela Associa\u00e7\u00e3o dos Correspondentes da Imprensa Estrangeira do Rio de Janeiro (ACIE), quando ele foi um dos indicados para personalidade do jornalismo em 2006. Fausto pegou o microfone e cantou integralmente a letra da Internacional. <\/p>\n<p>Junto ao caix\u00e3o de Fausto Wolff podiam ser vistas uma camisa da Banda de Ipanema, onde ele chegou a ser um dos padrinhos, uma bandeira do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e do PDT, partido pelo qual Fausto Wolff concorreu duas vezes a deputado federal.<\/p>\n<p><\/font><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Morre Fausto Wolff, um o\u00e1sis na imprensa di\u00e1ria M\u00e1rio Augusto Jakobskind, do Rio de Janeiro Ao som da Internacional, de Carinhoso e de Cidade Maravilhosa, o hino do Rio de Janeiro, executados por dois integrantes da Banda de Ipanema, os amigos se despediram do escritor e jornalista Fausto Wolff, que morreu na sexta-feira \u00e0 noite&#8230;<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on wp_trim_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on wp_trim_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[976],"tags":[],"class_list":["post-19631","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-em-destaque"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19631","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19631"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19631\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":57021,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19631\/revisions\/57021"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19631"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19631"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19631"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}