{"id":19367,"date":"2007-12-06T00:00:00","date_gmt":"2007-12-06T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.malungo2.com.br\/pdt\/index.php\/venezuela-da-demonstracao-cristalina-de-democracia"},"modified":"2017-10-26T09:09:40","modified_gmt":"2017-10-26T11:09:40","slug":"venezuela-da-demonstracao-cristalina-de-democracia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/venezuela-da-demonstracao-cristalina-de-democracia\/","title":{"rendered":"&#8220;Venezuela d\u00e1 demonstra\u00e7\u00e3o cristalina de democracia&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><DIV><B><I>Raz\u00e3o do pecado<\/I><\/B><\/DIV><br \/>\n<P>&nbsp;Muito ao contr\u00e1rio dos EUA e de George W. Bush, que se mant\u00e9m no poder a partir de elei\u00e7\u00f5es fraudulentas e sem transpar\u00eancia nenhuma, a Venezuela de Hugo Ch\u00e1vez deu uma demonstra\u00e7\u00e3o cristalina de democracia verdadeira ao reconhecer uma derrota eleitoral por apenas 0,4% dos votos v\u00e1lidos, numa elei\u00e7\u00e3o superfiscalizada e acompanhada por mais de 100 observadores de 35 pa\u00edses de todos os continentes. No instante em que o Conselho Nacional Eleitoral pronunciou o resultado, no mesmo dia da vota\u00e7\u00e3o, caiu em peda\u00e7os o maior cerco midi\u00e1tico mundial jamais erigido pela m\u00eddia hegem\u00f4nica contra uma na\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica. A poderosa matriz de opini\u00e3o midi\u00e1tica, contra a informa\u00e7\u00e3o e de desinforma\u00e7\u00e3o, constru\u00edda ao longo de oito anos consecutivos de mentiras e descalabros a respeito do \u0093tirano\u0094, do \u0093ditador\u0094, do \u0093l\u00edder castro-comunista\u0094 e outras banalidades reacion\u00e1rias que n\u00e3o pouparam nem o surrado \u0093comunismo-que-come-criancinhas\u0094, foi pulverizada num segundo. A <I>Opera\u00e7\u00e3o Tenaz<\/I>, patrocinada e dirigida pela CIA com vastos recursos financeiros e levada a cabo pela Embaixada dos EUA durante a campanha \u0096 que foi descoberta pela Intelig\u00eancia venezuelana e divulgada dias antes do pleito, prevendo at\u00e9 a invas\u00e3o da Venezuela para enfim derrubar o \u0093ditador\u0094 e suas \u0093fraudes\u0094 eleitorais \u0096, foi atingida em cheio pela \u00fanica possibilidade n\u00e3o prevista em nenhum dos minuciosos cen\u00e1rios que foram calculados para a p\u00f3s-divulga\u00e7\u00e3o dos resultados: a derrota de Ch\u00e1vez. As \u0093oposi\u00e7\u00f5es\u0094, que se haviam assumido sem nenhum pejo \u00e0 mais indigna e p\u00fablica condi\u00e7\u00e3o de cachorros do Imp\u00e9rio, estavam preparad\u00edssimas para a \u0093fraude\u0094, at\u00e9 por numerosos e prolongados est\u00e1gios de seus \u0093l\u00edderes\u0094 em Miami, Israel e Europa Oriental, e prontas para iniciar uma guerra civil t\u00e3o logo fosse divulgada a vit\u00f3ria do \u0093Sim\u0094, ficou sem saber o que fazer com a inesperada vit\u00f3ria do seu \u0093N\u00e3o\u0094. Tiveram de retirar cartazes de \u0093fraude\u0094 j\u00e1 colocados estrategicamente e tirar do ar v\u00eddeos e chamadas para \u0093derrubar o governo\u0094 que veiculavam na internet e nas grandes redes mundiais de TV, bem antes de anunciados os resultados, e negociar \u00e0s pressas com frustrados chavistas alguns foguetes para uma t\u00edmida e desapontada \u0093comemora\u00e7\u00e3o\u0094, num bairro<br \/>\n<SCRIPT><br \/>\n<!--\nD([\"mb\",\"u003ci>chicu003c\/i> de Caracas, que durou s\u00f3 o tempo suficiente para o registro das c\u00e2meras nacionais e internacionais.u003c\/font>u003c\/p>\nu003cp>u003cfont sizeu003d\"3\">u003cfont faceu003d\"Times New Roman\">\u00a0u003c\/font>u003c\/font>u003c\/p>\nu003cp>u003cfont faceu003d\"Times New Roman\" sizeu003d\"3\">Por seu lado, o governo revolucion\u00e1rio ganhou uma preciosa radiografia, feita pelo povo, de seus \u00f3rg\u00e3os mais atingidos pela doen\u00e7a do poder, al\u00e9m de poder fazer mais uma limpeza purgativa no que ainda permanecia incrustado no interior das For\u00e7as Armadas e da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, expurgando e revelando v\u00e1rios novos tra\u00edras imprudentes que n\u00e3o resistiram \u00e0s tenta\u00e7\u00f5es imperiais e mostraram as caras com anteced\u00eancia, certos da vit\u00f3ria do novo golpe de Estado. Ganhou tamb\u00e9m, para si, um severo e necess\u00e1rio processo cr\u00edtico e autocr\u00edtico que agora prolifera e inunda os melhores ve\u00edculos de resist\u00eancia e os c\u00edrculos revolucion\u00e1rios dirigentes e de bases, num debate franco, aberto e radical sobre as raz\u00f5es da derrota, com incont\u00e1veis contribui\u00e7\u00f5es de muito peso, vozes estas que, em sua maioria, evitavam pronunciar-se por receio de prejudicar o processo de modo intempestivo. Mas o maior ganho da Revolu\u00e7\u00e3o foi a obten\u00e7\u00e3o de uma cifra real e in\u00e9dita para a Am\u00e9rica Latina (exceto Cuba, claro) referente \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de socialistas ativos, convictos, conscientes e radicalmente fechados com o processo revolucion\u00e1rio bolivariano, que se revelou na vota\u00e7\u00e3o do \u0093Sim\u0094, numa soma que chega bem perto dos 4,5 milh\u00f5es de eleitores, isto \u00e9, metade dos votos v\u00e1lidos ou pouco menos de um ter\u00e7o do total de eleitores registrados neste referendo. Nada mau!u003c\/font>u003c\/p>\nu003cp>u003cfont sizeu003d\"3\">u003cfont faceu003d\"Times New Roman\">\u00a0u003c\/font>u003c\/font>u003c\/p>\nu003cp>u003cfont faceu003d\"Times New Roman\" sizeu003d\"3\">Ademais, o processo se fortalece enormemente, na medida em que se liberta de vez da perversa matriz de opini\u00e3o fabricada, em n\u00edvel mundial, contra seus princ\u00edpios \u00e9ticos e democr\u00e1ticos, e obriga seus poderosos inimigos a uma tr\u00e9gua que n\u00e3o desejavam, pelo menos at\u00e9 que achem como construir outra matriz de opini\u00e3o. Livra-se, tamb\u00e9m, de mais uma leva de pesos mortos, contraproducentes ou nefastos; conquista dados precisos para uma estrat\u00e9gia a curto e m\u00e9dio prazos (o mapa de resultados das urnas); e, principalmente, recebe um saud\u00e1vel alerta, uma advert\u00eancia mesmo, educativa, podemos dizer, por parte daquele que protagoniza soberanamente o processo na condi\u00e7\u00e3o de sua pr\u00f3pria ess\u00eancia, objeto e princ\u00edpio, isto \u00e9, o povo.\",1]\n);\n\n\/\/--><br \/>\n<\/SCRIPT><br \/>\n <I>chic<\/I> de Caracas, que durou s\u00f3 o tempo suficiente para o registro das c\u00e2meras nacionais e internacionais.<\/P><br \/>\n<DIV>&nbsp;Por seu lado, o governo revolucion\u00e1rio ganhou uma preciosa radiografia, feita pelo povo, de seus \u00f3rg\u00e3os mais atingidos pela doen\u00e7a do poder, al\u00e9m de poder fazer mais uma limpeza purgativa no que ainda permanecia incrustado no interior das For\u00e7as Armadas e da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, expurgando e revelando v\u00e1rios novos tra\u00edras imprudentes que n\u00e3o resistiram \u00e0s tenta\u00e7\u00f5es imperiais e mostraram as caras com anteced\u00eancia, certos da vit\u00f3ria do novo golpe de Estado. Ganhou tamb\u00e9m, para si, um severo e necess\u00e1rio processo cr\u00edtico e autocr\u00edtico que agora prolifera e inunda os melhores ve\u00edculos de resist\u00eancia e os c\u00edrculos revolucion\u00e1rios dirigentes e de bases, num debate franco, aberto e radical sobre as raz\u00f5es da derrota, com incont\u00e1veis contribui\u00e7\u00f5es de muito peso, vozes estas que, em sua maioria, evitavam pronunciar-se por receio de prejudicar o processo de modo intempestivo. Mas o maior ganho da Revolu\u00e7\u00e3o foi a obten\u00e7\u00e3o de uma cifra real e in\u00e9dita para a Am\u00e9rica Latina (exceto Cuba, claro) referente \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de socialistas ativos, convictos, conscientes e radicalmente fechados com o processo revolucion\u00e1rio bolivariano, que se revelou na vota\u00e7\u00e3o do \u0093Sim\u0094, numa soma que chega bem perto dos 4,5 milh\u00f5es de eleitores, isto \u00e9, metade dos votos v\u00e1lidos ou pouco menos de um ter\u00e7o do total de eleitores registrados neste referendo. Nada mau!<\/DIV><br \/>\n<P>&nbsp;Ademais, o processo se fortalece enormemente, na medida em que se liberta de vez da perversa matriz de opini\u00e3o fabricada, em n\u00edvel mundial, contra seus princ\u00edpios \u00e9ticos e democr\u00e1ticos, e obriga seus poderosos inimigos a uma tr\u00e9gua que n\u00e3o desejavam, pelo menos at\u00e9 que achem como construir outra matriz de opini\u00e3o. Livra-se, tamb\u00e9m, de mais uma leva de pesos mortos, contraproducentes ou nefastos; conquista dados precisos para uma estrat\u00e9gia a curto e m\u00e9dio prazos (o mapa de resultados das urnas); e, principalmente, recebe um saud\u00e1vel alerta, uma advert\u00eancia mesmo, educativa, podemos dizer, por parte daquele que protagoniza soberanamente o processo na condi\u00e7\u00e3o de sua pr\u00f3pria ess\u00eancia, objeto e princ\u00edpio, isto \u00e9, o povo.<br \/>\n<SCRIPT><br \/>\n<!--\nD([\"mb\",\"u003c\/font>u003c\/p>\nu003cp>u003cfont sizeu003d\"3\">u003cfont faceu003d\"Times New Roman\">\u00a0u003c\/font>u003c\/font>u003c\/p>\nu003cp>u003cfont faceu003d\"Times New Roman\" sizeu003d\"3\">N\u00e3o \u00e9 inten\u00e7\u00e3o deste gazeteiro discutir aqui causas e raz\u00f5es de uma derrota eleitoral da revolu\u00e7\u00e3o bolivariana na Venezuela, a primeira, por sinal, numa s\u00e9rie recorde de quatorze elei\u00e7\u00f5es, mas, sim, fazer uma reflex\u00e3o que pode ser de boa utilidade a todos os que lutamos por um processo libert\u00e1rio na Am\u00e9rica Latina.u003c\/font>u003c\/p>\nu003cp>u003cfont sizeu003d\"3\">u003cfont faceu003d\"Times New Roman\">\u00a0u003c\/font>u003c\/font>u003c\/p>\nu003cp>u003cfont faceu003d\"Times New Roman\" sizeu003d\"3\">A f\u00e1bula que se segue, se a podemos chamar assim, \u00e9 real e ocorreu com este mesmo gazeteiro quando, em tempos que j\u00e1 v\u00e3o distantes de sua juventude, ganhava a vida como fot\u00f3grafo profissional. No exerc\u00edcio dessa profiss\u00e3o, realizou um trabalho memor\u00e1vel como membro de uma expedi\u00e7\u00e3o de agrimensores (K. estava l\u00e1, s\u00f3 que, daquela vez, trabalhando) para demarcar um latif\u00fandio em terras long\u00ednquas do Vale do Jequitinhonha. Prefere pois, narr\u00e1-la na primeira pessoa:u003c\/font>u003c\/p>\nu003cp>u003cfont sizeu003d\"3\">u003cfont faceu003d\"Times New Roman\">\u00a0u003c\/font>u003c\/font>u003c\/p>\nu003cp>u003cfont faceu003d\"Times New Roman\" sizeu003d\"3\">Era uma tropa de cerca de quinze homens a cavalo e umas dez mulas de carga, numa expedi\u00e7\u00e3o super bem equipada e guiada por um jagun\u00e7o h\u00e1bil e esperto, viajando por terras in\u00f3spitas de grande extens\u00e3o, para que se estabelecessem os limites de um latif\u00fandio por lugares completamente desabitados. Me impressionou a for\u00e7a e a import\u00e2ncia daqueles cavalos e mulas, que nos possibilitavam vencer percursos dific\u00edlimos por entre as brenhas emaranhadas daquele deserto verde, espinhoso, rude e escarpado. Desc\u00edamos e sub\u00edamos vales, var\u00e1vamos riachos e rios, cruz\u00e1vamos plan\u00edcies inacredit\u00e1veis, por onde uma fauna rica de variadas esp\u00e9cies fugia, assustada, abrindo caminho para passarmos. Lembro-me de que nos banqueteamos com um tatu enorme \u0096 delicioso quitute, servido no pr\u00f3prio casco do bicho \u0096 ca\u00e7ado a unha por nosso diligente guia, que acabou por pux\u00e1-lo pelo rabo, na marra, de dentro de um buraco em que o bicho se metera. \",1]\n);\n\n\/\/--><br \/>\n<\/SCRIPT><br \/>\n <\/P><br \/>\n<DIV>&nbsp;N\u00e3o \u00e9 inten\u00e7\u00e3o deste gazeteiro discutir aqui causas e raz\u00f5es de uma derrota eleitoral da revolu\u00e7\u00e3o bolivariana na Venezuela, a primeira, por sinal, numa s\u00e9rie recorde de quatorze elei\u00e7\u00f5es, mas, sim, fazer uma reflex\u00e3o que pode ser de boa utilidade a todos os que lutamos por um processo libert\u00e1rio na Am\u00e9rica Latina.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;A f\u00e1bula que se segue, se a podemos chamar assim, \u00e9 real e ocorreu com este mesmo gazeteiro quando, em tempos que j\u00e1 v\u00e3o distantes de sua juventude, ganhava a vida como fot\u00f3grafo profissional. No exerc\u00edcio dessa profiss\u00e3o, realizou um trabalho memor\u00e1vel como membro de uma expedi\u00e7\u00e3o de agrimensores (K. estava l\u00e1, s\u00f3 que, daquela vez, trabalhando) para demarcar um latif\u00fandio em terras long\u00ednquas do Vale do Jequitinhonha. Prefere pois, narr\u00e1-la na primeira pessoa:<\/DIV><br \/>\n<P>&nbsp;Era uma tropa de cerca de quinze homens a cavalo e umas dez mulas de carga, numa expedi\u00e7\u00e3o super bem equipada e guiada por um jagun\u00e7o h\u00e1bil e esperto, viajando por terras in\u00f3spitas de grande extens\u00e3o, para que se estabelecessem os limites de um latif\u00fandio por lugares completamente desabitados. Me impressionou a for\u00e7a e a import\u00e2ncia daqueles cavalos e mulas, que nos possibilitavam vencer percursos dific\u00edlimos por entre as brenhas emaranhadas daquele deserto verde, espinhoso, rude e escarpado. Desc\u00edamos e sub\u00edamos vales, var\u00e1vamos riachos e rios, cruz\u00e1vamos plan\u00edcies inacredit\u00e1veis, por onde uma fauna rica de variadas esp\u00e9cies fugia, assustada, abrindo caminho para passarmos. Lembro-me de que nos banqueteamos com um tatu enorme \u0096 delicioso quitute, servido no pr\u00f3prio casco do bicho \u0096 ca\u00e7ado a unha por nosso diligente guia, que acabou por pux\u00e1-lo pelo rabo, na marra, de dentro de um buraco em que o bicho se metera.<br \/>\n<SCRIPT><br \/>\n<!--\nD([\"mb\",\"u003c\/font>u003c\/p>\nu003cp>u003cfont sizeu003d\"3\">u003cfont faceu003d\"Times New Roman\">\u00a0u003c\/font>u003c\/font>u003c\/p>\nu003cp>u003cfont faceu003d\"Times New Roman\" sizeu003d\"3\">Era o terceiro dia de viagem e j\u00e1 est\u00e1vamos de volta, por uma estradinha muito estreita que nos levaria a um diminuto povoado. u003c\/font>u003c\/p>\nu003cp>u003cfont sizeu003d\"3\">u003cfont faceu003d\"Times New Roman\">\u00a0u003c\/font>u003c\/font>u003c\/p>\nu003cp>u003cfont faceu003d\"Times New Roman\" sizeu003d\"3\">De s\u00fabito, quando desc\u00edamos um declive \u00edngreme e inc\u00f4modo, um pouco antes de uma curva fechada \u00e0 direita, os cavalos e as mulas fizeram um alto repentino e inusitado, todos estacando e imobilizando-se, inquietos. Alguns de n\u00f3s tentaram em v\u00e3o usar as esporas para faz\u00ea-los andar, mas s\u00f3 conseguiam empin\u00e1-los, bravos, sem avan\u00e7ar um cent\u00edmetro. Eis que, logo logo, passa a meu lado, correndo como um corisco, o nosso guia. No momento da parada s\u00fabita, ele andava l\u00e1 por tr\u00e1s, fingindo ajeitar qualquer coisa nas mulas de carga e tomando umas pingas \u00e0s escondidas. Trazia na m\u00e3o direita o enorme fac\u00e3o que usava para abrir caminhos nas florestas e bosques, \u00e0 frente da tropa. \u00c1gil e r\u00e1pido, ele colheu um galho seco na beira do caminho e foi para o lado de fora da curva, embrenhando-se no mato, por onde sumiu por um breve instante para depois emergir, do outro lado da curva, com o olhar quase a r\u00e9s do ch\u00e3o, a mirar um alvo que n\u00e3o pod\u00edamos enxergar. Testemunh\u00e1vamos, u003ci>in locou003c\/i>, uma daquelas cenas magistrais de Euclides da Cunha. O jagun\u00e7o saiu de dentro do mato sem mover uma folha, arrastando-se pelo ch\u00e3o de poeira, com o fac\u00e3o numa das m\u00e3os e o galho na outra, atravessando o caminho como se fosse uma lagartixa, numa trajet\u00f3ria circular em torno do alvo para n\u00f3s invis\u00edvel, at\u00e9 sumir por detr\u00e1s da rocha que beirava a estrada, por dentro da curva. Passaram-se alguns minutos e ouvimos os zunidos e os estalares do fac\u00e3o numa sequ\u00eancia rapid\u00edssima, combinada com os gritos ferozes do jagun\u00e7o que urrava: \u0093Morre, marvada, sua fia d\u0092\u00e9gua, safada, disgramada, mardita!\u0094. N\u00e3o vimos nada, n\u00e3o fizemos nada, s\u00f3 ouvimos. Inclusive essa p\u00e9rola de cultura que meus ouvidos ainda guardam: \u0093Morre, raz\u00e3o do pecado!\u0094. Logo depois surge ele, no meio da curva, tranq\u00fcilo, como se nada houvesse ocorrido, dando um chamado carinhoso a sua \u00e9gua, cujo nome jamais eu poderia esquecer, t\u00e3o adequado era ao ente nominado, servil, d\u00f3cil e obediente: \",1]\n);\n\n\/\/--><br \/>\n<\/SCRIPT><br \/>\n <\/P><br \/>\n<DIV>&nbsp;Era o terceiro dia de viagem e j\u00e1 est\u00e1vamos de volta, por uma estradinha muito estreita que nos levaria a um diminuto povoado. <\/DIV><br \/>\n<P>&nbsp;De s\u00fabito, quando desc\u00edamos um declive \u00edngreme e inc\u00f4modo, um pouco antes de uma curva fechada \u00e0 direita, os cavalos e as mulas fizeram um alto repentino e inusitado, todos estacando e imobilizando-se, inquietos. Alguns de n\u00f3s tentaram em v\u00e3o usar as esporas para faz\u00ea-los andar, mas s\u00f3 conseguiam empin\u00e1-los, bravos, sem avan\u00e7ar um cent\u00edmetro. Eis que, logo logo, passa a meu lado, correndo como um corisco, o nosso guia. No momento da parada s\u00fabita, ele andava l\u00e1 por tr\u00e1s, fingindo ajeitar qualquer coisa nas mulas de carga e tomando umas pingas \u00e0s escondidas. Trazia na m\u00e3o direita o enorme fac\u00e3o que usava para abrir caminhos nas florestas e bosques, \u00e0 frente da tropa. \u00c1gil e r\u00e1pido, ele colheu um galho seco na beira do caminho e foi para o lado de fora da curva, embrenhando-se no mato, por onde sumiu por um breve instante para depois emergir, do outro lado da curva, com o olhar quase a r\u00e9s do ch\u00e3o, a mirar um alvo que n\u00e3o pod\u00edamos enxergar. Testemunh\u00e1vamos, <I>in loco<\/I>, uma daquelas cenas magistrais de Euclides da Cunha. O jagun\u00e7o saiu de dentro do mato sem mover uma folha, arrastando-se pelo ch\u00e3o de poeira, com o fac\u00e3o numa das m\u00e3os e o galho na outra, atravessando o caminho como se fosse uma lagartixa, numa trajet\u00f3ria circular em torno do alvo para n\u00f3s invis\u00edvel, at\u00e9 sumir por detr\u00e1s da rocha que beirava a estrada, por dentro da curva. Passaram-se alguns minutos e ouvimos os zunidos e os estalares do fac\u00e3o numa sequ\u00eancia rapid\u00edssima, combinada com os gritos ferozes do jagun\u00e7o que urrava: \u0093Morre, marvada, sua fia d\u0092\u00e9gua, safada, disgramada, mardita!\u0094. N\u00e3o vimos nada, n\u00e3o fizemos nada, s\u00f3 ouvimos. Inclusive essa p\u00e9rola de cultura que meus ouvidos ainda guardam: \u0093Morre, raz\u00e3o do pecado!\u0094. Logo depois surge ele, no meio da curva, tranq\u00fcilo, como se nada houvesse ocorrido, dando um chamado carinhoso a sua \u00e9gua, cujo nome jamais eu poderia esquecer, t\u00e3o adequado era ao ente nominado, servil, d\u00f3cil e obediente:<br \/>\n<SCRIPT><br \/>\n<!--\nD([\"mb\",\"u003ci>Assembr\u00e9iau003c\/i>!... A \u00e9gua veio l\u00e1 de tr\u00e1s, em trote r\u00e1pido, passando por toda a tropa at\u00e9 aconchegar o focinho nas m\u00e3os amigas de seu dono. Ele embainhou o fac\u00e3o no arreio, montou, e, de costas para n\u00f3s, fez sinal de marchar. E foi bastante este sinal ligeiro para fazer mover, simultaneamente, num \u00e1timo, todos os animais da tropa empacada, do primeiro ao \u00faltimo, na dire\u00e7\u00e3o do destino, a passo lento. u003c\/font>u003c\/p>\nu003cp>u003cfont sizeu003d\"3\">u003cfont faceu003d\"Times New Roman\">\u00a0u003c\/font>u003c\/font>u003c\/p>\nu003cp>u003cfont faceu003d\"Times New Roman\" sizeu003d\"3\">Ao passarmos a curva, vimos \u00e0 nossa direita os peda\u00e7os da cascavel estra\u00e7alhada a golpes de fac\u00e3o; alguns deles ainda se moviam aleat\u00f3rios, agonizantes.u003cspan>\u00a0 u003c\/span>Um bot\u00e2nico que ia conosco calculou entre dois a tr\u00eas metros o tamanho da bicha. Vi a l\u00edngua em forquilha e os dentes letais para fora da cabe\u00e7a dela, decepada, esborrachada, enorme. Tirei-lhe algumas fotos, cujos negativos ainda conservo.u003c\/font>u003c\/p>\nu003cp>u003cfont sizeu003d\"3\">u003cfont faceu003d\"Times New Roman\">\u00a0u003c\/font>u003c\/font>u003c\/p>\nu003cp>u003cfont faceu003d\"Times New Roman\" sizeu003d\"3\">A hu003cspan>ist\u00f3riau003c\/span> vem ao caso porque me veio \u00e0 lembran\u00e7a com a surpresa mundial pelo resultado do plebiscito na Venezuela. \u00c9 que, meditei, a intui\u00e7\u00e3o popular, pela rea\u00e7\u00e3o medida como resposta de massas, em conjunto, naquele pleito, talvez tenha muito a ver com o instinto animal na premoni\u00e7\u00e3o do perigo, como aquilo que testemunhei. Muito para al\u00e9m de todas as amea\u00e7as do bombardeio midi\u00e1tico que sofreu o povo venezuelano \u0096 algumas, reais ou plaus\u00edveis, como a guerra civil e a invas\u00e3o do Imp\u00e9rio, outras idiotas e ris\u00edveis como a perda dos filhos para que o Estado se encarregue de educ\u00e1-los, a divis\u00e3o da casa com os mais pobres, e outras baboseiras, at\u00e9 a de uma famoso babalorix\u00e1 que obteve grande destaque de m\u00eddia no dia da vota\u00e7\u00e3o por prever que Ch\u00e1vez morreria ou perderia o poder se a Reforma fosse aprovada \u0096, falou nas urnas uma outra voz, uma outra sabedoria, semelhante \u00e0quela que foi dotada aos animais pela natureza, tornando-os capazes de pressentir um perigo antes mesmo que ele se configure como real. No caso deste plebiscito, talvez tenha falado mais alto o \u0093aspecto n\u00e3o consciente da ideologia\u0094, de que tratou Ludovico Silva.\",1]\n);\n\n\/\/--><br \/>\n<\/SCRIPT><br \/>\n <I>Assembr\u00e9ia<\/I>!&#8230; A \u00e9gua veio l\u00e1 de tr\u00e1s, em trote r\u00e1pido, passando por toda a tropa at\u00e9 aconchegar o focinho nas m\u00e3os amigas de seu dono. Ele embainhou o fac\u00e3o no arreio, montou, e, de costas para n\u00f3s, fez sinal de marchar. E foi bastante este sinal ligeiro para fazer mover, simultaneamente, num \u00e1timo, todos os animais da tropa empacada, do primeiro ao \u00faltimo, na dire\u00e7\u00e3o do destino, a passo lento. <\/P><br \/>\n<DIV>&nbsp;Ao passarmos a curva, vimos \u00e0 nossa direita os peda\u00e7os da cascavel estra\u00e7alhada a golpes de fac\u00e3o; alguns deles ainda se moviam aleat\u00f3rios, agonizantes.&nbsp; Um bot\u00e2nico que ia conosco calculou entre dois a tr\u00eas metros o tamanho da bicha. Vi a l\u00edngua em forquilha e os dentes letais para fora da cabe\u00e7a dela, decepada, esborrachada, enorme. Tirei-lhe algumas fotos, cujos negativos ainda conservo.<\/DIV><br \/>\n<P>&nbsp;A hist\u00f3ria vem ao caso porque me veio \u00e0 lembran\u00e7a com a surpresa mundial pelo resultado do plebiscito na Venezuela. \u00c9 que, meditei, a intui\u00e7\u00e3o popular, pela rea\u00e7\u00e3o medida como resposta de massas, em conjunto, naquele pleito, talvez tenha muito a ver com o instinto animal na premoni\u00e7\u00e3o do perigo, como aquilo que testemunhei. Muito para al\u00e9m de todas as amea\u00e7as do bombardeio midi\u00e1tico que sofreu o povo venezuelano \u0096 algumas, reais ou plaus\u00edveis, como a guerra civil e a invas\u00e3o do Imp\u00e9rio, outras idiotas e ris\u00edveis como a perda dos filhos para que o Estado se encarregue de educ\u00e1-los, a divis\u00e3o da casa com os mais pobres, e outras baboseiras, at\u00e9 a de uma famoso babalorix\u00e1 que obteve grande destaque de m\u00eddia no dia da vota\u00e7\u00e3o por prever que Ch\u00e1vez morreria ou perderia o poder se a Reforma fosse aprovada \u0096, falou nas urnas uma outra voz, uma outra sabedoria, semelhante \u00e0quela que foi dotada aos animais pela natureza, tornando-os capazes de pressentir um perigo antes mesmo que ele se configure como real. No caso deste plebiscito, talvez tenha falado mais alto o \u0093aspecto n\u00e3o consciente da ideologia\u0094, de que tratou Ludovico Silva.<br \/>\n<SCRIPT><br \/>\n<!--\nD([\"mb\",\"u003c\/font>u003c\/p>\nu003cp>u003cfont sizeu003d\"3\">u003cfont faceu003d\"Times New Roman\">\u00a0u003c\/font>u003c\/font>u003c\/p>\nu003cp>u003cfont faceu003d\"Times New Roman\" sizeu003d\"3\">As \u0093oposi\u00e7\u00f5es\u0094 nada ganharam neste pleito, mantiveram-se na m\u00e9dia hist\u00f3rica de 4,2 milh\u00f5es de votos que, desde 1998, na primeira elei\u00e7\u00e3o de Ch\u00e1vez, v\u00eam registrando suas vota\u00e7\u00f5es, um pouco para menos, um pouco para mais, em cada circunst\u00e2ncia. \u00c9 uma gente que n\u00e3o aprende nem evolui. Do outro lado, mais de tr\u00eas milh\u00f5es de eleitores que, h\u00e1 um ano exato, votaram em Ch\u00e1vez para presidente, e desta feita recusaram-se a comparecer \u00e0s urnas. N\u00e3o disseram \u0093sim\u0094, nem \u0093n\u00e3o\u0094 \u00e0 Reforma da Constitui\u00e7\u00e3o proposta pelo Presidente que acabaram eleger, com entusiasmo e maci\u00e7amente. O que disseram, ent\u00e3o? Nada? Para este gazeteiro, os eleitores bolivarianos disseram a seus l\u00edderes o mesmo que os cavalos e as mulas daquela tropa disseram a n\u00f3s, seus condutores: \u0093Olha, se \u00e9 por este caminho que voc\u00eas querem que passemos, n\u00f3s ficamos por aqui. Depois daquela curva pressentimos um perigo que n\u00e3o sabemos se damos conta dele, mas talvez voc\u00eas sejam capazes. V\u00e3o l\u00e1, acabem com ele, e ent\u00e3o seguiremos caminho.u003c\/font>u003c\/p>\nu003cp>u003cfont sizeu003d\"3\">u003cfont faceu003d\"Times New Roman\">\u00a0u003c\/font>u003c\/font>u003c\/p>\nu003cp>u003cfont faceu003d\"Times New Roman\" sizeu003d\"3\">De fato, para um cavalo, a melhor defesa contra uma serpente \u00e9 a de manter-se \u00e0 dist\u00e2ncia de seu bote. \u00c9 poss\u00edvel que, num combate, um cavalo possa vencer uma cobra pisoteando-a, mas, h\u00e1 que reconhec\u00ea-lo, \u00e9 muito arriscado.u003c\/font>u003c\/p>\nu003cp>u003cfont sizeu003d\"3\">u003cfont faceu003d\"Times New Roman\">\u00a0u003c\/font>u003c\/font>u003c\/p>\nu003cp>u003cfont faceu003d\"Times New Roman\" sizeu003d\"3\">Cabe agora \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana da Venezuela, por seus l\u00edderes, intelectuais e principais protagonistas, dar cabo dessa serpente que a sabedoria popular intuiu no caminho da Reforma, e que, tudo leva a crer, tem muito mais possibilidade de estar dentro do pr\u00f3prio movimento revolucion\u00e1rio do que nas amea\u00e7as das for\u00e7as reacion\u00e1rias internas ou externas quanto ao pa\u00eds e ao povo, por mais poderosas sejam, pois estas o povo venezuelano j\u00e1 demonstrou n\u00e3o temer e ser capaz de enfrentar. \",1]\n);\n\n\/\/--><br \/>\n<\/SCRIPT><br \/>\n <\/P><br \/>\n<DIV>&nbsp;As \u0093oposi\u00e7\u00f5es\u0094 nada ganharam neste pleito, mantiveram-se na m\u00e9dia hist\u00f3rica de 4,2 milh\u00f5es de votos que, desde 1998, na primeira elei\u00e7\u00e3o de Ch\u00e1vez, v\u00eam registrando suas vota\u00e7\u00f5es, um pouco para menos, um pouco para mais, em cada circunst\u00e2ncia. \u00c9 uma gente que n\u00e3o aprende nem evolui. Do outro lado, mais de tr\u00eas milh\u00f5es de eleitores que, h\u00e1 um ano exato, votaram em Ch\u00e1vez para presidente, e desta feita recusaram-se a comparecer \u00e0s urnas. N\u00e3o disseram \u0093sim\u0094, nem \u0093n\u00e3o\u0094 \u00e0 Reforma da Constitui\u00e7\u00e3o proposta pelo Presidente que acabaram eleger, com entusiasmo e maci\u00e7amente. O que disseram, ent\u00e3o? Nada? Para este gazeteiro, os eleitores bolivarianos disseram a seus l\u00edderes o mesmo que os cavalos e as mulas daquela tropa disseram a n\u00f3s, seus condutores: \u0093Olha, se \u00e9 por este caminho que voc\u00eas querem que passemos, n\u00f3s ficamos por aqui. Depois daquela curva pressentimos um perigo que n\u00e3o sabemos se damos conta dele, mas talvez voc\u00eas sejam capazes. V\u00e3o l\u00e1, acabem com ele, e ent\u00e3o seguiremos caminho.<BR><\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;De fato, para um cavalo, a melhor defesa contra uma serpente \u00e9 a de manter-se \u00e0 dist\u00e2ncia de seu bote. \u00c9 poss\u00edvel que, num combate, um cavalo possa vencer uma cobra pisoteando-a, mas, h\u00e1 que reconhec\u00ea-lo, \u00e9 muito arriscado.<\/DIV><br \/>\n<P>&nbsp;Cabe agora \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana da Venezuela, por seus l\u00edderes, intelectuais e principais protagonistas, dar cabo dessa serpente que a sabedoria popular intuiu no caminho da Reforma, e que, tudo leva a crer, tem muito mais possibilidade de estar dentro do pr\u00f3prio movimento revolucion\u00e1rio do que nas amea\u00e7as das for\u00e7as reacion\u00e1rias internas ou externas quanto ao pa\u00eds e ao povo, por mais poderosas sejam, pois estas o povo venezuelano j\u00e1 demonstrou n\u00e3o temer e ser capaz de enfrentar.<br \/>\n<SCRIPT><br \/>\n<!--\nD([\"mb\",\"u003c\/font>u003c\/p>\nu003cp>u003cfont sizeu003d\"3\">u003cfont faceu003d\"Times New Roman\">\u00a0u003c\/font>u003c\/font>u003c\/p>\nu003cp>u003cfont faceu003d\"Times New Roman\" sizeu003d\"3\">A atual Constitui\u00e7\u00e3o Bolivariana da Venezuela prev\u00ea a possibilidade de o pr\u00f3prio povo, numa peti\u00e7\u00e3o assinada por pelo menos 15% dos eleitores, solicitar a Reforma novamente por meio de referendo. E o povo haver\u00e1 de fazer essa peti\u00e7\u00e3o - com certeza e a tempo, porque Ch\u00e1vez tem ainda cinco anos de mandato a cumprir -, se receber um sinal confi\u00e1vel de que o perigo foi eliminado e a transposi\u00e7\u00e3o da curva, \u00e0 esquerda neste caso, se far\u00e1 tranq\u00fcila e segura. S\u00f3 quem pode dar o sinal \u00e9 Ch\u00e1vez, e cabe tamb\u00e9m a ele matar essa cobra, \u0093raz\u00e3o do pecado\u0094. u003c\/font>u003c\/p>\nu003cp>u003cfont sizeu003d\"3\">u003cfont faceu003d\"Times New Roman\">\u00a0u003c\/font>u003c\/font>u003c\/p>\nu003cp>u003cspan>u003cfont faceu003d\"Times New Roman\" sizeu003d\"3\">\u00a0 u003c\/font>u003c\/span>u003c\/p>\nu003cp>u003cfont faceu003d\"Times New Roman\" sizeu003d\"3\">Abra\u00e7osu003c\/font>u003c\/p>\nu003cp>u003cfont sizeu003d\"3\">u003cfont faceu003d\"Times New Roman\">\u00a0u003c\/font>u003c\/font>u003c\/p>\nu003cp>u003cfont faceu003d\"Times New Roman\" sizeu003d\"3\">Mario Drumondu003c\/font>u003c\/p>\nu003cp>u003cfont sizeu003d\"3\">u003cfont faceu003d\"Times New Roman\">\u00a0u003c\/font>u003c\/font>u003c\/p>\nu003cp>u003cfont faceu003d\"Times New Roman\" sizeu003d\"3\">u003c\/font>\u00a0u003c\/p>\nu003cp>u003cfont faceu003d\"Times New Roman\" sizeu003d\"3\">Revis\u00e3o: Frederico de Oliveira (para quem curte textos bons e bem escritos, recomendo o blog de Frederico \u0096 u003ci>O Apitou003c\/i> - no endere\u00e7o u003c\/font>u003ca hrefu003d\"http:\/\/www.thetweet.blogspot.com\/\" targetu003d\"_blank\" onclicku003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\">u003cfont faceu003d\"Times New Roman\" coloru003d\"#800080\" sizeu003d\"3\">http:\/\/www.thetweet.blogspotu003cWBR>.comu003c\/font>u003c\/a>u003cfont faceu003d\"Times New Roman\" sizeu003d\"3\">)u003c\/font>u003c\/p>\nu003cp>u003cfont sizeu003d\"3\">u003cfont faceu003d\"Times New Roman\">\u00a0u003c\/font>u003c\/font>u003c\/p>\nu003cp>u003cfont sizeu003d\"3\">u003cfont faceu003d\"Times New Roman\">u003ci>Copyleftu003c\/i> e u003ci>copyrightu003c\/i> totalmente liberados. \u0093Direito de ser traduzido, reproduzido e deformado em todas as l\u00ednguas.\u0094u003c\/font>u003c\/font>u003c\/p>u003c\/font>u003c\/div>u003c\/blockquote>u003cbr>u003chr>Veja mapas e encontre as melhores rotas para fugir do tr\u00e2nsito com o Live Search Maps! u003ca hrefu003d\"http:\/\/www.livemaps.com.br\/index.aspx?tru003dtrue\" targetu003d\"_blank\" onclicku003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\">\",1]\n);\n\n\/\/--><br \/>\n<\/SCRIPT><br \/>\n <\/P><br \/>\n<DIV>&nbsp;A atual Constitui\u00e7\u00e3o Bolivariana da Venezuela prev\u00ea a possibilidade de o pr\u00f3prio povo, numa peti\u00e7\u00e3o assinada por pelo menos 15% dos eleitores, solicitar a Reforma novamente por meio de referendo. E o povo haver\u00e1 de fazer essa peti\u00e7\u00e3o &#8211; com certeza e a tempo, porque Ch\u00e1vez tem ainda cinco anos de mandato a cumprir -, se receber um sinal confi\u00e1vel de que o perigo foi eliminado e a transposi\u00e7\u00e3o da curva, \u00e0 esquerda neste caso, se far\u00e1 tranq\u00fcila e segura. S\u00f3 quem pode dar o sinal \u00e9 Ch\u00e1vez, e cabe tamb\u00e9m a ele matar essa cobra, \u0093raz\u00e3o do pecado\u0094.&nbsp;<BR><\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;Mario Drumond<BR><\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;Revis\u00e3o: Frederico de Oliveira (para quem curte textos bons e bem escritos, recomendo o blog de Frederico \u0096 <I>O Apito<\/I> &#8211; no endere\u00e7o <A href=\"http:\/\/www.thetweet.blogspot.com\/\" target=_blank>http:\/\/www.thetweet.blogspot.com<\/A>)<BR><\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<I>Copyleft<\/I> e <I>copyright<\/I> totalmente liberados. \u0093Direito de ser traduzido, reproduzido e deformado em todas as l\u00ednguas.\u0094<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Raz\u00e3o do pecado &nbsp;Muito ao contr\u00e1rio dos EUA e de George W. 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