{"id":19002,"date":"2007-07-23T00:00:00","date_gmt":"2007-07-23T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.malungo2.com.br\/pdt\/index.php\/a-diretoria-do-ciex"},"modified":"2017-10-26T09:10:21","modified_gmt":"2017-10-26T11:10:21","slug":"a-diretoria-do-ciex","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/a-diretoria-do-ciex\/","title":{"rendered":"A diretoria do Ciex"},"content":{"rendered":"<p>23\/07\/07<BR><BR>Confira os nomes de alguns diplomatas que trabalharam no Centro de Informa\u00e7\u00f5es do Exterior: <BR><BR>Paulo S\u00e9rgio Nery <BR>Morreu em 1979, pouco tempo depois de deixar o servi\u00e7o secreto. Sua ficha funcional n\u00e3o p\u00f4de ser encontrada <BR><BR>Octavio J. de A. Goulart <BR>Fez a liga\u00e7\u00e3o do Ciex com Washington at\u00e9 1974. Depois foi nomeado assessor do gabinete do ministro Azeredo da Silveira. Em 1977, assumiu a chefia do Ciex, at\u00e9 ent\u00e3o sob a fachada da Assessoria de Documenta\u00e7\u00e3o Exterior. Em sua gest\u00e3o a transformaria em Secretaria de Documenta\u00e7\u00e3o de Pol\u00edtica Exterior (Sedoc). Em 1979, virou c\u00f4nsul-geral em Paris, onde acompanhou os n\u00facleos de asilados pol\u00edticos. Seu \u00faltimo posto foi em Georgetown, como embaixador. Morreu em 29 de dezembro de 2004 <BR><BR>Marcos Henrique Camillo C\u00f4rtes <BR>Tornou-se fiel amigo do diplomata Manoel Pio Corr\u00eaa ao servir em Montevid\u00e9u, em 1965. A rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a entre ambos lhe garantiu a nomea\u00e7\u00e3o como primeiro diretor-executivo do Ciex. Em 1968, acompanhou Pio Corr\u00eaa a Buenos Aires para montar a estrutura do servi\u00e7o l\u00e1. No mesmo ano, foi enviado especialmente a Washington com a miss\u00e3o de estreitar a colabora\u00e7\u00e3o no setor de intelig\u00eancia com a CIA. Voltou a Bras\u00edlia em 1969 como oficial do Gabinete do ministro de Estado. Em 1973, ficaria um ano auxiliando o diplomata Octavio J. de A. Goulart na dire\u00e7\u00e3o do Ciex, para no ano seguinte voltar a Buenos Aires, agora como n\u00famero dois da embaixada. Em 1978 partiria para Camberra como embaixador, acumulando nos anos seguintes as embaixadas de Wellington, Port Moresby e Porto Vila. Depois de aposentado virou consultor da ESG, e jura \u0093que o Ciex nunca existiu\u0094. Vive no Rio de Janeiro. <BR><BR>Jo\u00e3o Carlos Pessoa Fragoso <BR>Come\u00e7ou a trabalhar para o Ciex em Montevid\u00e9u, em 1966. Dois anos depois foi promovido a assistente da Secretaria Geral de Pol\u00edtica Exterior. Seu nome consta num documento secreto de 1969, que informa sobre sua substitui\u00e7\u00e3o no posto de \u0093diretor-executivo do Centro de Informa\u00e7\u00f5es do Exterior (Ciex) pelo segundo-secret\u00e1rio Paulo S\u00e9rgio Nery\u0094. Fragoso virou chefe do Gabinete Civil do presidente M\u00e9dici. Cinco anos depois seria enviado \u00e0 embaixada no Vaticano, voltaria em 1977 como chefe do cerimonial. Seus servi\u00e7os ainda seriam \u00fateis ao presidente Figueiredo, de 1981 a 1985. Depois foi embaixador em Madri, Bonn e Bruxelas, passando tr\u00eas anos na Secretaria de Rela\u00e7\u00f5es com o Congresso e encerrando sua privilegiada carreira como embaixador em Atenas. Desfruta a aposentadoria em seu s\u00edtio em Barra do Pira\u00ed, munic\u00edpio do interior fluminense. <BR><BR>Agildo Sellos de Moura <BR>Serviu em Santiago do Chile de 1967 a 1971, quando passou a assessor do Ciex (na \u00e9poca Adoc). Um ano depois assumiria a chefia da Divis\u00e3o de Seguran\u00e7a de Informa\u00e7\u00f5es (DSI) do Itamaraty, onde permaneceu seis anos. Logo sua carreira decolou. Foi conselheiro na miss\u00e3o junto \u00e0 Unesco, em Paris, e serviu nos consulados gerais em Miami e Montreal. Em 1987, ficou \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do Estado Maior das For\u00e7as Armadas, no Rio, e acabou como chefe da divis\u00e3o de arquivo. Encerrou sua carreira como embaixador em Porto of Spain. Vive no Lago Sul, em Bras\u00edlia. <BR><BR>S\u00e9rgio Damasceno Vieira <BR>Foi \u0093recrutado\u0094 pelo Ciex apenas em 1968, quando serviu como segundo-secret\u00e1rio em Vars\u00f3via, que foi usada como escala pelos brasileiros que faziam treinamento de guerrilha em Cuba. A efici\u00eancia no monitoramento dos opositores lhe valeu a chefia de uma \u0093assessoria especial\u0094 da DSI do Itamaraty, onde ficou por tr\u00eas anos. Serviria ainda em Lisboa e Caracas, antes de voltar a Bras\u00edlia em 1981, para assumir a dire\u00e7\u00e3o da DSI. Antes de se aposentar, Vieira foi embaixador em Kuala Lumpur e Guatemala, al\u00e9m de inspetor-geral na Secretaria de Estado. Rec\u00e9m aposentado, voltou para Salvador, sua terra natal. <BR><BR>Carlos Luzilde Hildebrandt <BR>Foi um dos \u00faltimos chefes do Ciex. Passou pelas embaixadas da Bulg\u00e1ria e de Portugal. No informe 246 de 17 de dezembro de 1979, ele faz uma avalia\u00e7\u00e3o negativa das atividades de monitoramento externo ao chefe do Servi\u00e7o Nacional de Informa\u00e7\u00f5es. Na \u00e9poca, o SNI estava inchado e perdera muito em efici\u00eancia. Essa crise se refletiu no Ciex, e Hildebrandt aconselha uma revis\u00e3o do Plano Nacional de Informa\u00e7\u00f5es, a otimiza\u00e7\u00e3o dos esfor\u00e7os e a redu\u00e7\u00e3o da burocracia. <BR><BR><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>23\/07\/07Confira os nomes de alguns diplomatas que trabalharam no Centro de Informa\u00e7\u00f5es do Exterior: Paulo S\u00e9rgio Nery Morreu em 1979, pouco tempo depois de deixar o servi\u00e7o secreto. Sua ficha funcional n\u00e3o p\u00f4de ser encontrada Octavio J. de A. Goulart Fez a liga\u00e7\u00e3o do Ciex com Washington at\u00e9 1974. 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