{"id":13315,"date":"2012-05-16T18:48:17","date_gmt":"2012-05-16T18:48:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.malungo2.com.br\/pdt\/desenv\/index.php\/cni-e-cna-pedem-lei-que-defina-trabalho-degradante"},"modified":"2017-10-25T15:04:39","modified_gmt":"2017-10-25T17:04:39","slug":"cni-e-cna-pedem-lei-que-defina-trabalho-degradante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/cni-e-cna-pedem-lei-que-defina-trabalho-degradante\/","title":{"rendered":"CNI e CNA pedem lei que defina trabalho degradante"},"content":{"rendered":"<p>A Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional da Ind&uacute;stria (CNI) e a Confedera&ccedil;&atilde;o da  Agricultura e Pecu&aacute;ria do Brasil (CNA) defenderam nesta ter&ccedil;a-feira  (15), em audi&ecirc;ncia p&uacute;blica na C&acirc;mara, a aprova&ccedil;&atilde;o de uma legisla&ccedil;&atilde;o que  defina o que &eacute; jornada exaustiva e trabalho em condi&ccedil;&otilde;es degradantes,  dois conceitos que podem caracterizar o trabalho escravo. Atualmente, os  conceitos sobre o tema s&atilde;o definidos por uma instru&ccedil;&atilde;o normativa do  Minist&eacute;rio do Trabalho.<\/p>\n<p>Para a analista de Pol&iacute;ticas e Ind&uacute;stria da CNI, Rossana Salsano,  essa defini&ccedil;&atilde;o extrapola a compet&ecirc;ncia do minist&eacute;rio. &ldquo;Quem define  termos jur&iacute;dicos, quem define o que &eacute; ou n&atilde;o jornada exaustiva ou  trabalho degradante &eacute; o Legislativo, e n&atilde;o o Executivo.&#8221;<\/p>\n<p>Durante a audi&ecirc;ncia, o chefe da Assessoria Jur&iacute;dica da CNA, Cristiano  Barreto Zaranza, mostrou imagens de uma propriedade rural na qual os  trabalhadores tinham banheiro e equipamentos de prote&ccedil;&atilde;o, o que n&atilde;o  impediu que o propriet&aacute;rio rural fosse autuado por trabalho escravo.  Segundo ele, a justificativa para a autua&ccedil;&atilde;o foi a de que um fog&atilde;o a  lenha emitia fuma&ccedil;a no refeit&oacute;rio. Em seguida, Zaranza mostrou imagens  de pessoas trabalhando em uma obra na Pra&ccedil;a dos Tr&ecirc;s Poderes, em  Bras&iacute;lia, sem nenhum equipamento de prote&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<div id=\"fotoNoticia\" class=\"alinhadoEsquerda\" style=\"width: 229px;\">\n<div class=\"creditoFoto\">Alexandra Martins<\/div>\n<div class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.camara.gov.br\/internet\/bancoimagem\/banco\/20120515122930_20120515_019AM_LCMED.jpg\" border=\"0\" alt=\"Tema: Trabalho Escravo: Vergonha Nacional. Cristiano Barreto Zaranza (representante da Confedera&ccedil;&atilde;o da Agricultura e Pecu&aacute;ria do Brasil-CNA)\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda\">Cristiano Zaranza: fiscaliza&ccedil;&atilde;o &eacute; desigual no campo e na cidade.<\/div>\n<\/div>\n<p>Para o representante da CNA, as imagens mostram a diferen&ccedil;a de  tratamento dos fiscais do Trabalho em rela&ccedil;&atilde;o ao campo e &agrave; cidade.  Zanzara tamb&eacute;m criticou a subjetividade envolvida na interpreta&ccedil;&atilde;o do  que &eacute; jornada exaustiva e trabalho degradante.<\/p>\n<p><strong>PEC do Trabalho Escravo<\/strong><br \/> A representante da CNI disse que &eacute; contra a pena de expropria&ccedil;&atilde;o de  propriedades urbanas e rurais prevista na PEC do Trabalho Escravo (<a href=\"http:\/\/www2.camara.gov.br\/agencia\/noticias\/70175.html\" target=\"_blank\">438\/01<\/a>),  que pode ser votada pela C&acirc;mara na semana que vem. Rossana Salsano  afirmou que essa &eacute; uma pena perp&eacute;tua e, por isso, n&atilde;o deveria ser  aprovada.<\/p>\n<p>O representante da Comiss&atilde;o Nacional de Erradica&ccedil;&atilde;o do Trabalho  Escravo Jos&eacute; Armando Guerra ressaltou, no entanto, que a pena de  expropria&ccedil;&atilde;o j&aacute; existe para a propriedade rural onde for verificado o  cultivo de psicotr&oacute;picos. Ele lembrou, ainda, que os empregadores rurais  e urbanos autuados por trabalho escravo ter&atilde;o direito &agrave; defesa em, pelo  menos, dois processos judiciais: o trabalhista e o da pr&oacute;pria  expropria&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>O deputado Chico Lopes (PCdoB-CE) afirmou que as pr&oacute;prias entidades  empresariais reconheceram que o problema atinge menos de 1% dos  trabalhadores. &#8220;A CNI e a CNA criam uma dificuldade onde n&atilde;o existe. Se  afirmam que os casos de trabalho escravo s&atilde;o pontuais, por que esse  frenesi?&rdquo;, questionou. &ldquo;Um pa&iacute;s que tem a sexta economia do mundo n&atilde;o  pode conviver com duas chagas terr&iacute;veis: trabalho escravo e trabalho  infantil.&#8221;<\/p>\n<div id=\"fotoNoticia\" class=\"alinhadoEsquerda\" style=\"width: 150px;\">\n<div class=\"creditoFoto\">Alexandra Martins<\/div>\n<div class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.camara.gov.br\/internet\/bancoimagem\/banco\/20120515122120_20120515_017AM_LCMED.jpg\" border=\"0\" alt=\"Tema: Trabalho Escravo: Vergonha Nacional. Luciana Paula Conforti (representante da Associacao Nacional dos Magistrados do Trabalho)\" \/><\/div>\n<div class=\"legenda\">Luciana Conforti, da Anamatra, defendeu a PEC do Trabalho Escravo.<\/div>\n<\/div>\n<p>A representante da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Magistrados do Trabalho  (Anamatra) na audi&ecirc;ncia, Luciana Paula Conforti, defendeu a aprova&ccedil;&atilde;o da  PEC do Trabalho Escravo e do Projeto de Lei 5016\/05, que, segundo ela,  define bem os conceitos relativos ao trabalho escravo. Conforti informou  que, desde 1995, foram libertados 42 mil trabalhadores em situa&ccedil;&atilde;o  an&aacute;loga &agrave; escravid&atilde;o.<\/p>\n<p>A audi&ecirc;ncia sobre trabalho escravo foi promovida pela Comiss&atilde;o de  Trabalho, de Administra&ccedil;&atilde;o e Servi&ccedil;o P&uacute;blico, dentro de um ciclo de  debates sobre trabalho decente. A &uacute;ltima reuni&atilde;o do ciclo ocorre na  quinta-feira (17), quando haver&aacute; discuss&atilde;o sobre o trabalho das pessoas  com defici&ecirc;ncia. Os debates foram sugeridos pelo presidente da comiss&atilde;o,  deputado Sebasti&atilde;o Bala Rocha (PDT-AP).<\/p>\n<p><strong>Negocia&ccedil;&atilde;o<\/strong><br \/> O presidente da C&acirc;mara, Marco Maia, vai se reunir nesta quarta-feira  (16) com deputados ligados ao agroneg&oacute;cio e aos movimentos sociais para  tentar chegar a um acordo sobre o projeto de lei que vai tipificar o que  &eacute; condi&ccedil;&atilde;o an&aacute;loga &agrave; escravid&atilde;o e como se dar&aacute; o processo de perda da  propriedade previsto na PEC do Trabalho Escravo.<\/p>\n<p>&#8220;A PEC do Trabalho Escravo ser&aacute; votada na semana que vem para o bem  ou para o mal, como foi o caso da PEC dos Cart&oacute;rios [que teve o  substitutivo rejeitado nesta ter&ccedil;a]&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia C\u00e2mara<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional da Ind&uacute;stria (CNI) e a Confedera&ccedil;&atilde;o da Agricultura e Pecu&aacute;ria do Brasil (CNA) defenderam nesta ter&ccedil;a-feira (15), em audi&ecirc;ncia p&uacute;blica na C&acirc;mara, a aprova&ccedil;&atilde;o de uma legisla&ccedil;&atilde;o que defina o que &eacute; jornada exaustiva e trabalho em condi&ccedil;&otilde;es degradantes, dois conceitos que podem caracterizar o trabalho escravo. 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