{"id":13253,"date":"2012-05-14T07:24:39","date_gmt":"2012-05-14T07:24:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.malungo2.com.br\/pdt\/desenv\/index.php\/miro-teixeira-sobre-a-cpi-de-cachoeira-retomar-o-dinheiro-vai-ser-inedito"},"modified":"2017-10-25T15:05:12","modified_gmt":"2017-10-25T17:05:12","slug":"miro-teixeira-sobre-a-cpi-de-cachoeira-retomar-o-dinheiro-vai-ser-inedito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/miro-teixeira-sobre-a-cpi-de-cachoeira-retomar-o-dinheiro-vai-ser-inedito\/","title":{"rendered":"Miro Teixeira sobre a CPI de Cachoeira: &#8220;Retomar o dinheiro vai ser in\u00e9dito&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>BRAS&Iacute;LIA &#8211; Ap&oacute;s um longo per&iacute;odo de pouca exposi&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, o deputado carioca Miro Teixeira (PDT) voltou aos holofotes como uma das estrelas da CPI do Cachoeira. Com uma defesa ininterrupta da atua&ccedil;&atilde;o do procurador-geral da Rep&uacute;blica, Roberto Gurgel, e da imprensa, Miro tem atuado para impedir que os desvios de foco retirem do cerne o que realmente importa: a corrup&ccedil;&atilde;o. Em seu d&eacute;cimo mandato, Miro &eacute; otimista: &ldquo;O dia que perder o otimismo, eu n&atilde;o me candidato mais&rdquo;. E diz ainda que nessa CPI pode haver um fato in&eacute;dito: &ldquo;creio que perseguir o caminho do dinheiro e retomar o dinheiro vai ser in&eacute;dito&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>O GLOBO: O senhor chegou aqui (no Congresso) em 1971. Ulysses Guimar&atilde;es falava que o pr&oacute;ximo Congresso seria sempre pior. Qual sua percep&ccedil;&atilde;o?<\/strong><\/p>\n<p>MIRO: Doutor Ulysses tinha bom humor e fez uma boa piada. Isso serve para valorizar os bons momentos de cada legislatura. N&atilde;o existe uma igual &agrave; outra.<\/p>\n<p><strong>O senhor participou de duas grandes CPIs (Collor e An&otilde;es do Or&ccedil;amento). Vislumbra diferen&ccedil;a entre aquelas e a atual?<\/strong><\/p>\n<p>MIRO: Logo de in&iacute;cio, porque as CPIs, quando encontram ind&iacute;cio de crime, remetem suas conclus&otilde;es para o Minist&eacute;rio P&uacute;blico. N&oacute;s j&aacute; come&ccedil;amos essa CPI com a requisi&ccedil;&atilde;o de inqu&eacute;rito criminal pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico contra o senador Dem&oacute;stenes Torres e tr&ecirc;s ou quatro deputados, com processos iniciados e milhares de horas de grava&ccedil;&atilde;o feitas. Voc&ecirc; tem um material que est&aacute; ensejando a percep&ccedil;&atilde;o de que os tr&ecirc;s Poderes da Rep&uacute;blica podem trabalhar em estreita colabora&ccedil;&atilde;o para impedir a impunidade. Tem v&aacute;rias for&ccedil;as atuando, inclusive l&iacute;deres partid&aacute;rios que n&atilde;o integram a CPI.<\/p>\n<p><strong>Pode haver um entendimento em rela&ccedil;&atilde;o aos governadores?<\/strong><\/p>\n<p>MIRO: N&atilde;o. N&atilde;o pode haver sa&iacute;da do princ&iacute;pio da impessoalidade da vida p&uacute;blica. Simplificando, &eacute; o seguinte: n&atilde;o h&aacute; prote&ccedil;&otilde;es pessoais. Quem for culpado vai pagar. Quem for inocente, n&atilde;o vai ser perseguido. &Eacute; isso.<\/p>\n<p><strong>Na sua opini&atilde;o, o que o procurador-geral fez?<\/strong><\/p>\n<p>MIRO: Voc&ecirc; tem uma investiga&ccedil;&atilde;o com muita gente. A&iacute; no meio tem cinco pessoas com foro especial no Supremo. Ele recebe aquilo e l&ecirc;. S&oacute; que n&atilde;o tinha entrado o Clube do Nextel. Quando &eacute; deferida a retomada das grava&ccedil;&otilde;es, a&iacute; j&aacute; no ar o Clube Nextel da Rua 46 de Nova York, come&ccedil;a a entrar grava&ccedil;&atilde;o &lsquo;pra cacete&rsquo; do Cachoeira com o Dem&oacute;stenes. Em vez de ficar procurando falha, que n&atilde;o existe, e tentar inventar omiss&atilde;o, que n&atilde;o existe, &eacute; melhor entendermos que s&oacute; chegamos a este ponto gra&ccedil;as ao magn&iacute;fico funcionamento da Procuradoria da Rep&uacute;blica e da Pol&iacute;cia Federal.<\/p>\n<p><strong>O GLOBO: O senhor concorda com a avalia&ccedil;&atilde;o do PGR de que os cr&iacute;ticos da atua&ccedil;&atilde;o dele est&atilde;o preocupados com o julgamento do mensal&atilde;o?<\/strong><\/p>\n<p>MIRO: Acho que &eacute; um direito dele pensar dessa forma. Minha avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; que &eacute; desvio da pauta. N&atilde;o tenho d&uacute;vida de que h&aacute; um mal-estar de alguns com a discuss&atilde;o de corrup&ccedil;&atilde;o, lavagem de dinheiro.<\/p>\n<p><strong>H&aacute; um sentimento de alguns parlamentares da CPI de fazer uma ca&ccedil;a &agrave;s bruxas na imprensa?<\/strong><\/p>\n<p>MIRO: Acho que j&aacute; houve mais, mas penso que a maioria &eacute; contra. Acho que no come&ccedil;o pode ter tido muito rancor, que tomou o plen&aacute;rio, mas acho que hoje isso est&aacute; muito limitado a um ou outro personagem.<\/p>\n<p><strong>O senhor foi membro da CPI do Collor. Como &eacute; participar do mesmo trabalho com ele?<\/strong><\/p>\n<p>MIRO: Dentro do princ&iacute;pio da impessoalidade da vida p&uacute;blica, n&atilde;o tenho rela&ccedil;&atilde;o com ele, sou capaz de travar um debate com ele e at&eacute; o momento s&oacute; tive ideias divergentes. Mas se tiver alguma convergente, n&atilde;o terei o menor embara&ccedil;o. Lamentavelmente at&eacute; agora n&atilde;o concordei com nada, porque ele ataca a procuradoria da Rep&uacute;blica, a imprensa, e ali estamos reunidos numa CPI para discutir corrup&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>Considera que o presidente Collor, tendo deixado o governo por impeachment, tem algum impedimento para investigar corrup&ccedil;&atilde;o?<\/strong><\/p>\n<p>MIRO: Ele n&atilde;o est&aacute; fazendo uma investiga&ccedil;&atilde;o sobre corrup&ccedil;&atilde;o. Est&aacute; atacando a imprensa e o Minist&eacute;rio P&uacute;blico. Pode ser que quando come&ccedil;arem a chegar os sigilos quebrados de contas banc&aacute;rias, dos telefones, ele tenha uma contribui&ccedil;&atilde;o a dar.<\/p>\n<p><strong>Acredita que o governo pode interferir na CPI?<\/strong><\/p>\n<p>MIRO: Nessa CPI, como em qualquer grande CPI, s&oacute; quem interfere &eacute; sua excel&ecirc;ncia o fato. Voc&ecirc; teve a CPI do Collor e a CPI dos Correios. Se o governo pudesse interferir em CPI, o desfecho das duas teria sido diferente. Ent&atilde;o, isso n&atilde;o &eacute; uma opini&atilde;o, &eacute; uma constata&ccedil;&atilde;o da nossa hist&oacute;ria recente.<\/p>\n<p><strong>O foco &eacute; a recupera&ccedil;&atilde;o do dinheiro p&uacute;blico desviado?<\/strong><\/p>\n<p>MIRO: Eu tenho ido atr&aacute;s da recupera&ccedil;&atilde;o do dinheiro porque o inqu&eacute;rito est&aacute; feito. Precisamos saber, afinal de contas, do que &eacute; que precisam o Tribunal de Contas da Uni&atilde;o e a Controladoria-Geral da Uni&atilde;o para impedir que essas coisas aconte&ccedil;am. Por que n&atilde;o pegaram isso? Por que n&atilde;o impediram?<\/p>\n<p><strong>Qual &eacute; o fim que o senhor prev&ecirc; para a CPI?<\/strong><\/p>\n<p>MIRO: A CPI, surpreendentemente, logo de in&iacute;cio j&aacute; desencadeou uma s&eacute;rie de investiga&ccedil;&otilde;es. A primeira delas a da Delta. Se fosse o fim da CPI, j&aacute; seria um conhecimento tremendo para ajudar o pa&iacute;s a conduzir novas investiga&ccedil;&otilde;es e punir essas pessoas. Mas eu creio que o caminho do dinheiro e retomar o dinheiro vai ser in&eacute;dito.<\/p>\n<p>Jornal &#8220;O Globo&#8221;\/OM<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>BRAS&Iacute;LIA &#8211; Ap&oacute;s um longo per&iacute;odo de pouca exposi&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, o deputado carioca Miro Teixeira (PDT) voltou aos holofotes como uma das estrelas da CPI do Cachoeira. 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