{"id":13251,"date":"2012-05-13T21:25:36","date_gmt":"2012-05-13T21:25:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.malungo2.com.br\/pdt\/desenv\/index.php\/brasileiras-tem-menos-filhos-e-adiam-gravidez-por-profissao"},"modified":"2017-10-25T15:05:12","modified_gmt":"2017-10-25T17:05:12","slug":"brasileiras-tem-menos-filhos-e-adiam-gravidez-por-profissao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/brasileiras-tem-menos-filhos-e-adiam-gravidez-por-profissao\/","title":{"rendered":"Brasileiras t\u00eam menos filhos e adiam gravidez por profiss\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Da d&eacute;cada de 60 at&eacute; o in&iacute;cio deste s&eacute;culo, houve uma mudan&ccedil;a  significativa no perfil das m&atilde;es brasileiras. A mulher est&aacute; deixando a  maternidade para mais tarde e optando por ter uma fam&iacute;lia bem menor do  que tiveram suas m&atilde;es e av&oacute;s. Dados do Censo 2010 do Instituto  Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE) mostram que a taxa de  fecundidade no Brasil cai a cada ano: na d&eacute;cada de 60 era superior a  seis filhos por mulher e em 2010 chegou a 1,9 filho por mulher.<\/p>\n<p>V&aacute;rios fatores explicam essa mudan&ccedil;a no perfil das m&atilde;es no Brasil,  aponta a dem&oacute;grafa e professora da Universidade de Bras&iacute;lia (UnB) Ana  Nogales. &ldquo;Os principais s&atilde;o o aumento da escolariza&ccedil;&atilde;o das mulheres, a  urbaniza&ccedil;&atilde;o e a participa&ccedil;&atilde;o feminina mais forte no mercado de  trabalho&rdquo;, indica a pesquisadora. A dem&oacute;grafa acredita que, al&eacute;m dos  fatores ligados &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o do papel da mulher na sociedade, h&aacute; uma  influ&ecirc;ncia cultural que fez mudar o padr&atilde;o reprodutivo. &ldquo;Na d&eacute;cada de 80  e 90, falou-se muito em um padr&atilde;o de fam&iacute;lia ideal. A m&iacute;dia e as  telenovelas brasileiras sempre apresentavam fam&iacute;lias menores e como esse  modelo trazia vantagens para os filhos&rdquo;, diz.<\/p>\n<p>Atualmente, a taxa de fecundidade brasileira se assemelha &agrave; de pa&iacute;ses  europeus como a Dinamarca, Su&iacute;&ccedil;a e Noruega e &eacute; inferior &agrave; dos Estados  Unidos. &ldquo;A redu&ccedil;&atilde;o no Brasil foi muito acelerada e sem uma pol&iacute;tica  governamental para controle da natalidade, como ocorreu no M&eacute;xico ou na  China. Os pa&iacute;ses desenvolvidos n&atilde;o tiveram esse processo t&atilde;o r&aacute;pido como  vemos aqui, em que a mudan&ccedil;a ocorre de uma gera&ccedil;&atilde;o para outra&rdquo;, aponta  Ana.<\/p>\n<p>O modelo de fam&iacute;lia com poucos filhos, entretanto, ainda n&atilde;o &eacute; padr&atilde;o  em todas as regi&otilde;es do pa&iacute;s. Enquanto a m&eacute;dia nacional em 2010 foi 1,9  filho por mulher, no Norte ficou em 2,47 &ndash; superior &agrave; taxa de  fecundidade que o pa&iacute;s registrou dez anos antes. O menor &iacute;ndice foi  registrado no Sudeste: 1,7 filho por mulher, inferior &agrave; m&eacute;dia de pa&iacute;ses  como a B&eacute;lgica, o Reino Unido e a Finl&acirc;ndia. Ainda assim, foi no Norte e  no Nordeste que se contatou as maiores redu&ccedil;&otilde;es na taxa de fecundidade  entre 2000 e 2010 (21,8% e 23,4%, respectivamente).<\/p>\n<p>O Censo 2010 tamb&eacute;m destaca uma mudan&ccedil;a, ainda que menos acelerada, no  chamado padr&atilde;o et&aacute;rio da fecundidade. At&eacute; o ano 2000, a tend&ecirc;ncia era um  &ldquo;rejuvenescimento&rdquo; no perfil das m&atilde;es, com maior concentra&ccedil;&atilde;o de  gesta&ccedil;&otilde;es entre as jovens de 15 a 24 anos. Mas, na &uacute;ltima d&eacute;cada,  segundo o IBGE, observou-se uma revers&atilde;o desse movimento. Em 2000, os  grupos das mulheres mais jovens, de 15 a 19 anos e de 20 a 24 anos,  concentravam 18,8% e 29,3% da fecundidade total, respectivamente. Esses  patamares passaram para 17% e 27% em 2010. Ao mesmo tempo, no grupo de  mulheres com mais de 30 anos, a participa&ccedil;&atilde;o na fecundidade total da  popula&ccedil;&atilde;o subiu de 15,85% para 18% entre 2000 e 2010.<\/p>\n<p>&ldquo;Na &uacute;ltima d&eacute;cada temos visto que a mulher est&aacute; prorrogando o momento  de iniciar a vida reprodutiva. Al&eacute;m da entrada no mercado de trabalho e  da maior escolariza&ccedil;&atilde;o, n&oacute;s tivemos mudan&ccedil;as nas rela&ccedil;&otilde;es. As mulheres  est&atilde;o mais independentes e quando voc&ecirc; tem filhos isso traz mais  responsabilidades com rela&ccedil;&atilde;o ao seu lar, a sua fam&iacute;lia&rdquo;, explica Ana  Nogales.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Da d&eacute;cada de 60 at&eacute; o in&iacute;cio deste s&eacute;culo, houve uma mudan&ccedil;a significativa no perfil das m&atilde;es brasileiras. A mulher est&aacute; deixando a maternidade para mais tarde e optando por ter uma fam&iacute;lia bem menor do que tiveram suas m&atilde;es e av&oacute;s. 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