{"id":13249,"date":"2012-05-12T15:35:30","date_gmt":"2012-05-12T15:35:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.malungo2.com.br\/pdt\/desenv\/index.php\/prof-diego-aranha-da-unb-confirma-urna-eletronica-e-insegura"},"modified":"2017-10-25T15:05:12","modified_gmt":"2017-10-25T17:05:12","slug":"prof-diego-aranha-da-unb-confirma-urna-eletronica-e-insegura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/prof-diego-aranha-da-unb-confirma-urna-eletronica-e-insegura\/","title":{"rendered":"Prof. Diego Aranha, da UnB, confirma: urna eletr\u00f4nica \u00e9 insegura"},"content":{"rendered":"<p><em>Na audi&ecirc;ncia p&uacute;blica para discutir se o voto eletr&ocirc;nico deve ser impresso ou n&atilde;o na &uacute;ltima ter&ccedil;a 8\/5, na CCJ da C&acirc;mara, ficou claro uma coisa: o TSE bate de frente com os especialistas em inform&aacute;tica que garantem que a impress&atilde;o &eacute; a &uacute;nica forma de tornar segura a urna eletr&ocirc;nica que usamos no Brasil, de 1&ordf;. gera&ccedil;&atilde;o, ultrapassadas, diferentemente de m&aacute;quinas mais modernas &ndash; como a urna eletr&ocirc;nica argentina, de 3&ordf;. gera&ccedil;&atilde;o &#8211; que imprime o voto e permite que o eleitor o con<\/em>fira. (OM)<\/p>\n<p>&ldquo;Tivemos apenas uma hora de acesso ao c&oacute;digo-fonte da urna eletr&ocirc;nica brasileira, mas foi tempo suficiente para quebrarmos o &uacute;nico dispositivo que ela usa para garantir o sigilo do voto&rdquo;, afirmou o professor Diego Aranha, do Departamento da Ci&ecirc;ncia da Computa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Bras&iacute;lia, em depoimento na audi&ecirc;ncia p&uacute;blica realizada nesta ter&ccedil;a-feira (8\/5) na Comiss&atilde;o de Constitui&ccedil;&atilde;o e Justi&ccedil;a da C&acirc;mara Federal para debater se a impress&atilde;o do voto eletr&ocirc;nico prevista para come&ccedil;ar a partir das elei&ccedil;&otilde;es de 2014, &nbsp;segundo alguns especialistas a &uacute;nica maneira de conferir os resultados produzidos pela m&aacute;quina de votar, &eacute; necess&aacute;ria ou n&atilde;o.<\/p>\n<p>O projeto de lei 2.789\/2011, neste momento em discuss&atilde;o na CCJ, revoga a impress&atilde;o do voto prevista na Lei n&deg; 12.034, de 29 de setembro de 2009. Tamb&eacute;m participaram da audi&ecirc;ncia Na CCJ a Vice-Procuradora-Geral do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal, Sandra Cureau; a advogada Maria Aparecida Cortiz, representante do PDT no TSE e outros quatro professores doutores da &aacute;rea da Ci&ecirc;ncia da Computa&ccedil;&atilde;o: Pedro Ant&ocirc;nio Dourado de Rezende (UnB), Mamede Lima Marques (UnB), Walter Carnielli (Unicamp) e Ant&ocirc;nio Montes filho (CTI). E o engenheiro especializado em seguran&ccedil;a de dados Amilcar Brunazo Filho, que tamb&eacute;m representa o PDT no TSE.<\/p>\n<p>A audi&ecirc;ncia p&uacute;blica durou mais de quatro horas e foi aberta pelo presidente da CCJ, deputado Ricardo Berzoini (PT-SP) e depois presidida pelo relator, deputado Vieira da Cunha (PDT-RS). A lei da&nbsp; impress&atilde;o do voto (N&deg; 12.034), iniciativa dos ent&atilde;o deputados Brizola Neto (PDT-RJ) e Fl&aacute;vio Dino (PCdoB-MA), foi sancionada pelo presidente Lula em 2009 apesar das gest&otilde;es do TSE contra. J&aacute; o pedido de revoga&ccedil;&atilde;o dela, em discuss&atilde;o, foi apresentado pelo Senador Lindberg Farias (PT-RJ) a pedido do TSE e aprovado (PLS-478\/2011) com a ajuda de Dem&oacute;stenes Torres, que a relatou.<\/p>\n<p>SIGILO QUEBRADO<\/p>\n<p>Diego Aranha, professor-doutor de 27 anos, h&aacute; um m&ecirc;s chefiou a equipe da UnB que mais se destacou nos testes de seguran&ccedil;a promovidos pela Secretaria de Inform&aacute;tica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para testar as defesas da urna. &ldquo;Descobrimos que a hora e os segundos do rel&oacute;gio da urna eletr&ocirc;nica s&atilde;o usados como semente para embaralhamento dos votos a partir da zer&eacute;sima, vulnerabilidade semelhante a que foi descoberta h&aacute; 17 anos no Netscape, software comercial, por dois calouros de Ci&ecirc;ncia da Computa&ccedil;&atilde;o americanos&rdquo;, explicou.<\/p>\n<p>Instigando os deputados, questionou: &nbsp;&ldquo;Que leitura se pode fazer, do ponto de vista da seguran&ccedil;a, de um sistema que colapsa depois de uma hora de exame e apresenta a mesma vulnerabilidade de 17 anos atr&aacute;s de um software comercial?&rdquo;<\/p>\n<p>Sobre a obrigatoriedade da impress&atilde;o do voto, tema da discuss&atilde;o, foi enf&aacute;tico: &eacute; consenso na &aacute;rea acad&ecirc;mica de que para garantir a integridade do voto produzido por m&aacute;quinas semelhante &agrave;s brasileiras, totalmente dependentes de softwares, s&oacute; existe um caminho seguro: a impress&atilde;o do voto.<\/p>\n<p>&ldquo;O voto impresso e a apura&ccedil;&atilde;o por amostragem s&atilde;o as formas mais simples e compat&iacute;veis para permitir a verificabilidade dos resultados, independente do software, para que a urna brasileira satisfa&ccedil;a aos m&iacute;nimos requisitos e seja considerada segura&rdquo;.<\/p>\n<p>Acrescentou: &ldquo;N&atilde;o existe sistema inviol&aacute;vel, isto &eacute; at&eacute; uma impossibilidade te&oacute;rica. Na &aacute;rea de seguran&ccedil;a de softwares, o trabalho n&atilde;o &eacute; projetar sistemas inviol&aacute;veis, &eacute; projetar sistemas onde o custo do ataque seja demasiadamente alto&rdquo;.<\/p>\n<p>E finalizou: &ldquo;Fica a cargo de voc&ecirc;s a conclus&atilde;o se &eacute; alto ou n&atilde;o o custo de tentar fraudar uma elei&ccedil;&atilde;o para algu&eacute;m que tenha motiva&ccedil;&atilde;o financeira ou pol&iacute;tica para isto&rdquo;.<\/p>\n<p>INTERFER&Ecirc;NCIA DO TSE<\/p>\n<p>Sandra Cureau, primeira a ser ouvida na audi&ecirc;ncia p&uacute;blica da CCJ, Vice-Procuradora-Geral do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal e autora da ADI 4543 (A&ccedil;&atilde;o Direta de inconstitucionalidade) que pediu o fim da impress&atilde;o do voto eletr&ocirc;nico em 2014, exatamente como defende o projeto do Senador Lindbergh Farias, raz&atilde;o de ser convidada para o debate na C&acirc;mara, explicou as raz&otilde;es que a levaram a pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) o fim da impress&atilde;o do voto, a&ccedil;&atilde;o j&aacute; liminarmente aprovada por unanimidade pelos ministros.<\/p>\n<p>&ldquo;O col&eacute;gio de presidentes dos tribunais regionais eleitorais me encaminhou um pedido para que entrasse com uma ADI pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal contra o Artigo 5&ordm; e seus par&aacute;grafos, da Lei 2.034\/2009, porque neste artigo est&aacute; previsto que o voto impresso contenha a assinatura digital do eleitor; o que, no meu entender e na dos presidentes dos TREs, fere a liberdade de vota&ccedil;&atilde;o e quebra o sigilo do voto garantido pelo Artigo 14 da Constitui&ccedil;&atilde;o&rdquo;, argumentou.<\/p>\n<p>&nbsp;&ldquo;Este sistema introduzido pelo Artigo 5&ordm; pode retroagir a um per&iacute;odo que preferimos esquecer porque a maioria de nosso eleitorado &eacute; formada por gente com pouca instru&ccedil;&atilde;o, que mora em regi&otilde;es e locais dominados por mil&iacute;cias, traficantes ou coron&eacute;is &ndash; e o simples fato de haver possibilidade de confronto com o voto impresso do eleitor, pode influir decisivamente contra a liberdade&rdquo;.<\/p>\n<p>Sandra Cureau disse que o presidente do TSE &agrave; &eacute;poca, Ricardo Lewendovski, a ajudou junto a Secretaria de Inform&aacute;tica do TSE para que instrumentalizasse melhor a sua peti&ccedil;&atilde;o inicial, j&aacute; que &ndash; reconheceu &ndash; entende de Direito, n&atilde;o de inform&aacute;tica. &ldquo;Usei basicamente os argumentos preparados pela Secretaria de Inform&aacute;tica&rdquo;, confessou.<\/p>\n<p>&ldquo;O Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, conceder a liminar a minha ADI e ele poderia n&atilde;o conceder. O Ministro Lewendowski, por exemplo, argumentou que acoplar uma impressora &agrave; urna eletr&ocirc;nica, do ponto de vista tecnol&oacute;gico, &eacute; a mesma coisa que equipar um avi&atilde;o a jato com uma b&uacute;ssola a vapor&rdquo;. E o ministro Ayres de Brito, acrescentou, quando presidiu o TSE, designou uma comiss&atilde;o de alto n&iacute;vel para examinar a quest&atilde;o e ela apresentou relat&oacute;rio contundente contra a impress&atilde;o do voto.<\/p>\n<p>A advogada Maria Aparecida Cortiz, segunda a falar na audi&ecirc;ncia, contestou Sandra Cureau. Explicou que investida pelo PDT como <em>Amicus Curiae <\/em>na ADI, tentou ser ouvida antes da liminar do STF, mas n&atilde;o conseguiu.<\/p>\n<p>&ldquo;Causou espanto a Dra. Cureau ter proposto a ADI com base apenas nas informa&ccedil;&otilde;es fornecidas pela Secretaria de Inform&aacute;tica do TSE &ndash; j&aacute; que ela &eacute; quem administra o processo eleitoral e a urna eletr&ocirc;nica &eacute; uma esp&eacute;cie de &ldquo;filha&rdquo; dela&rdquo;. &nbsp;Detalhou que ela, como advogada, quando n&atilde;o entende de um assunto&nbsp; &#8211; procura se assessorar ouvindo opini&otilde;es diversas para que se posicione a respeito. Uma ADI, explicou, depois de iniciada &ndash; n&atilde;o pode mais ser interrompida e por isso, assinalou, na sua opini&atilde;o a Dra. Cureau deveria ter procurado outras fontes de informa&ccedil;&otilde;es, na &aacute;rea da Ci&ecirc;ncia da Computa&ccedil;&atilde;o por exemplo, antes de elaborar a peti&ccedil;&atilde;o inicial.<\/p>\n<p>&ldquo;A Dra. Cureau deveria ter buscado mais informa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o s&oacute; no mundo acad&ecirc;mico como tamb&eacute;m no mundo jur&iacute;dico&rdquo;, alfinetou. Aparecida Cortiz &nbsp;classificou a a&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal de inepta por conter erro crasso. &ldquo;Foi pedida a revoga&ccedil;&atilde;o de todo o Artigo 5&deg; da Lei 12.034\/2009, mas a argumenta&ccedil;&atilde;o se prende apenas aos dois par&aacute;grafos do artigo, por isso a a&ccedil;&atilde;o &eacute; inepta&rdquo;.<\/p>\n<p>Aparecida Cortiz argumentou: &ldquo;Ela pr&oacute;pria (Cureau) confessou que recebeu pronta do col&eacute;gio de presidentes dos TREs a representa&ccedil;&atilde;o que usou como base para sua inicial&rdquo;. E quanto a liminar concedida pelo Supremo, disse: &ldquo;Os ministros que votaram no STF s&atilde;o, tamb&eacute;m, do TSE. Logo n&atilde;o ser&atilde;o eles a dizer que &nbsp;no TSE h&aacute; coisas erradas, isto &eacute; contra a natureza humana&rdquo;.<\/p>\n<p>Outro palestrante, mas em defesa das m&aacute;quinas de votar da forma que elas s&atilde;o, o professor Mamede, tamb&eacute;m da UnB, destacou que desde 1996, quando come&ccedil;aram a ser usadas, at&eacute; agora, as urnas eletr&ocirc;nicas j&aacute; foram usadas por 1,5 milh&atilde;o de candidatos, sendo que destes 180 mil j&aacute; se se elegeram deputados, prefeitos e vereadores; 1.539 se tornaram deputados federais, 81 se tornaram governadores e tr&ecirc;s chegaram &agrave; Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica.<\/p>\n<p>Outro cr&iacute;tico da urna, o professor Pedro Rezende, da Unb, falando da quebra do sigilo do voto obtida pelo seu ex-aluno na UnB Diego Aranha, agora professor, lembrou que esta discuss&atilde;o &eacute; antiga. O voto secreto institu&iacute;do no Brasil com a Revolu&ccedil;&atilde;o de 30, na verdade, &eacute; uma conquista da Revolu&ccedil;&atilde;o Francesa. Destacou que Napole&atilde;o, no per&iacute;odo imediatamente posterior &agrave; Revolu&ccedil;&atilde;o, convocou um plebiscito para revog&aacute;-lo. Plebiscito onde os franceses disseram &ldquo;sim&rdquo; ou &ldquo;n&atilde;o&rdquo; ao voto secreto&nbsp; &#8211; constrangidos pela presen&ccedil;a de um oficial de justi&ccedil;a como garantia de que n&atilde;o escreveriam outra coisa na c&eacute;dula que n&atilde;o fosse o &ldquo;sim&rdquo; ou &ldquo;n&atilde;o&rdquo;, pela vers&atilde;o oficial.<\/p>\n<p>No Brasil, acrescentou, a impress&atilde;o do voto chegou a ser introduzida nas elei&ccedil;&otilde;es gerais a partir de 2002, pouco depois da viola&ccedil;&atilde;o do painel eletr&ocirc;nico de vota&ccedil;&atilde;o do Senado, mas ela foi substitu&iacute;da pelo Registro Digital do Voto, por iniciativa do TSE que fez aprovar lei no Congresso neste sentido, embora ele e v&aacute;rios outros especialistas da &aacute;rea de Computa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tenham sido ouvidos e tenham condenado a iniciativa atrav&eacute;s de um manifesto que reuniu milhares de assinaturas.<\/p>\n<p>&ldquo;Tornar o Registro Digital do Voto (RDV) &nbsp;em um instrumento de fiscaliza&ccedil;&atilde;o &uacute;nico equivale a verificar a integridade de um documento de origem duvidosa comparando-o com a c&oacute;pia Xerox do mesmo&rdquo;, argumentou.<\/p>\n<p>&nbsp;Pedro Rezende, referindo-se &agrave; apresenta&ccedil;&atilde;o de Sandra Cureau na CCJ, destacou que &ldquo;confundir a assinatura digital da urna com a assinatura digital do eleitor&rdquo; como fez a representante do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, do ponto de vista t&eacute;cnico, &ldquo;&eacute; uma confus&atilde;o completamente gratuita&rdquo; porque se os respons&aacute;veis pela cria&ccedil;&atilde;o tivessem sido ouvidos, ou especialistas em Inform&aacute;tica, e n&atilde;o apenas a Secretaria de Inform&aacute;tica do TSE, esta confus&atilde;o teria sido desfeita em sua origem.<\/p>\n<p>Respondendo a um deputado assustado com as afirma&ccedil;&otilde;es feitas sobre a seguran&ccedil;a da urna brasileira que disse ter &nbsp;esperan&ccedil;a de que o problema fosse apenas t&eacute;cnico, Pedro Rezende afirmou: &ldquo;Acompanho este processo h&aacute; mais de 10 anos e com base na minha experi&ecirc;ncia,vejo que estamos diante de um impasse da harmonia que deveria existir entre os poderes republicanos. A forma como que a Justi&ccedil;a Eleitoral tem agido em interesse pr&oacute;prio no processo legislativo, especialmente no Senado, me preocupa&rdquo;.<\/p>\n<p>ARGUMENTOS FALSOS<\/p>\n<p>O &nbsp;depoimento do engenheiro Amilcar Brunazo Filho fechou a audi&ecirc;ncia p&uacute;blica. Brunazo refor&ccedil;ou o argumento de que em momento algum a lei que instituiu o voto impresso, a 12.034\/2009, deixou margem para que se confundisse a identifica&ccedil;&atilde;o digital&nbsp; da urna com a do eleitor, e que na sua opini&atilde;o a argumenta&ccedil;&atilde;o dos presidentes dos TREs, refor&ccedil;ada pela posi&ccedil;&atilde;o do ministro Lewendowski, n&atilde;o passava de uma fal&aacute;cia. &ldquo;A Lei diz claramente que nenhuma informa&ccedil;&atilde;o pode associar eleitor e voto&rdquo;, explicou.<\/p>\n<p>Explicou tamb&eacute;m que a milit&acirc;ncia do TSE para impedir a impress&atilde;o do voto, &eacute; antiga, anterior ao projeto que estava sendo discutido na CCJ naquele momento. Em 2002, reunidos em Florian&oacute;polis, os presidentes de TREs conclu&iacute;ram ser imperativo acabar com a impress&atilde;o do voto eletr&ocirc;nico e, no lugar dele, instauraram o RDV.<\/p>\n<p>Como a Lei de 2009 restaurou a impress&atilde;o, a Justi&ccedil;a Eleitoral voltou a carga e para basear os seus argumentos, com a ajuda da Secretaria de Inform&aacute;tica do TSE produziu um v&iacute;deo, apresentado no Col&eacute;gio de Presidentes de TREs, falacioso. Para induzir a aprova&ccedil;&atilde;o do fim do voto impresso, esse v&iacute;deo mostrou um eleitor votando duas vezes &ndash; sugerindo que a lei do voto impresso acabaria com o terminal do presidente de mesa, o que n&atilde;o &eacute; verdade; e o mesmo eleitor anotando na m&atilde;o o n&uacute;mero que, segundo o filme, seria o do registro digital do seu voto &ndash; permitindo que depois o sigilo do voto fosse quebrado &ndash; outra fal&aacute;cia, segundo Amilcar.<\/p>\n<p>&ldquo;A identifica&ccedil;&atilde;o digital da urna, prevista na Lei 12.034, no seu Artigo 5&deg; e seus dois par&aacute;grafos, &eacute; para impedir que um voto impresso falso, gerado em outra, urna seja depositado dentro da urna&rdquo;, explicou Amilcar.<\/p>\n<p>Dirigindo-se aos deputados, destacou: &ldquo;Assim, senhores, com base nessas informa&ccedil;&otilde;es falas &eacute; que o presidente do TSE levou a discuss&atilde;o para o col&eacute;gio de presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais e estes, por sua vez e com os mesmos argumentos falsos, informa&ccedil;&otilde;es incorretas, fizeram a carta pedindo ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal a instaura&ccedil;&atilde;o da ADI que acaba com o voto eletr&ocirc;nico impresso&rdquo;.<\/p>\n<p>Brunazo acrescentou ainda que Sandra Cureau disse, ao anteced&ecirc;-lo na audi&ecirc;ncia p&uacute;blica, que os ministros do STF poderiam ou n&atilde;o acatar a sua tese de acabar com o voto impresso, contida na ADI. &ldquo;Mas como isto seria poss&iacute;vel se foi o pr&oacute;prio presidente do TSE que levou a quest&atilde;o para o col&eacute;gio de presidentes dos TREs e depois repassou para ela as raz&otilde;es da ADI. Ele ia jogar contra ele pr&oacute;prio?&rdquo;<\/p>\n<p>Referindo-se &agrave; apresenta&ccedil;&atilde;o, ocorrida pela manh&atilde;, tamb&eacute;m na C&acirc;mara dos Deputados, de uma urna eletr&ocirc;nica fabricada e usada nas elei&ccedil;&otilde;es da Argentina, disse ainda: &ldquo;A urna argentina &eacute; uma prova material de que as urnas eletr&ocirc;nicas podem n&atilde;o s&oacute; imprimir o voto confer&iacute;vel pelo eleitor, como tamb&eacute;m produzir o registro digital confer&iacute;vel pelo eleitor&rdquo;. Por isso, acrescentou, elas s&atilde;o muito mais modernas e seguras que as brasileiras &ndash; at&eacute; porque o voto eletr&ocirc;nico na Argentina s&oacute; foi introduzido em 2006.<\/p>\n<p>Na opini&atilde;o de Amilcar, a atitude do TSE e do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal de impedir que as urnas eletr&ocirc;nicas imprimam o voto n&atilde;o passa de &ldquo;ativismo jur&iacute;dico, tentando impor a sua vontade ao Legislativo&rdquo;. O mundo inteiro j&aacute; evoluiu, em mat&eacute;ria de m&aacute;quinas de votar, para urnas de 3&ordf;. gera&ccedil;&atilde;o enquanto se insiste no Brasil em m&aacute;quinas totalmente dependentes de softwares, inseguras. &ldquo;Solu&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas para resolver o problema existem e est&atilde;o a disposi&ccedil;&atilde;o, mas n&atilde;o h&aacute; vontade pol&iacute;tica de implement&aacute;-las j&aacute; que as falhas da urna brasileira, todas elas, s&atilde;o san&aacute;veis&rdquo;.<\/p>\n<p>E atacou: &ldquo;Viramos um curral eleitoral, nenhum brasileiro pode ver o que foi gravado como registro do seu voto&rdquo; e isto, nos dias de hoje, na sua opini&atilde;o, &eacute; um absurdo.<\/p>\n<p>Concluindo, afirmou: &ldquo;Minha proposta &eacute; que a CCJ da C&acirc;mara rejeite esse projeto de lei oriundo do Senado porque ele n&atilde;o passa de mais uma tentativa do administrador eleitoral de se ver livre de uma fiscaliza&ccedil;&atilde;o eficaz da sociedade&rdquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/imagem.camara.gov.br\/internet\/audio\/Resultado.asp?txtCodigo=00020605\">Ou&ccedil;a a &iacute;ntegra das palestras na p&aacute;gina da C&acirc;mara dos Deputados<\/a><\/p>\n<p>por Osvaldo Maneschy<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na audi&ecirc;ncia p&uacute;blica para discutir se o voto eletr&ocirc;nico deve ser impresso ou n&atilde;o na &uacute;ltima ter&ccedil;a 8\/5, na CCJ da C&acirc;mara, ficou claro uma coisa: o TSE bate de frente com os especialistas em inform&aacute;tica que garantem que a impress&atilde;o &eacute; a &uacute;nica forma de tornar segura a urna eletr&ocirc;nica que usamos no Brasil,&#8230;<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on wp_trim_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on wp_trim_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":13250,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[976],"tags":[],"class_list":["post-13249","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-em-destaque"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13249","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13249"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13249\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":55990,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13249\/revisions\/55990"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13250"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13249"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13249"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13249"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}