{"id":13215,"date":"2012-05-11T11:32:21","date_gmt":"2012-05-11T11:32:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.malungo2.com.br\/pdt\/desenv\/index.php\/mapi-lamenta-o-falecimento-do-companheiro-neiva-moreira"},"modified":"2017-10-25T15:05:26","modified_gmt":"2017-10-25T17:05:26","slug":"mapi-lamenta-o-falecimento-do-companheiro-neiva-moreira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/mapi-lamenta-o-falecimento-do-companheiro-neiva-moreira\/","title":{"rendered":"MAPI lamenta o falecimento do companheiro Neiva Moreira"},"content":{"rendered":"<p>O Movimento de Aposentados, Pensionistas e Idosos &#8211; MAPI-PDT lamenta o falecimento do grande&nbsp; companheiro Neiva Moreira aos 94 anos, ocorrido nesta madrugada 10 de maio de 2012, em S&atilde;o Luis do Maranh&atilde;o.<\/p>\n<p> Segundo o jornalista Leite Filho. Neiva Moreira, que ia completar 95 anos em outubro, destacou-se no plano nacional como uma esp&eacute;cie de lugar-tenente de Leonel Brizola, a partir da defesa do regime constitucional do presidente Jo&atilde;o Goulart, em 1964.<br \/> Deputado pelo Maranh&atilde;o, secret&aacute;rio-geral da Frente Parlamentar Nacionalista e rep&oacute;rter super bem informado (a revista O Cruzeiro foi um de seus ve&iacute;culos), Neiva percorreu o pa&iacute;s contra o golpe que se avizinhava e levava quase diariamente a Jango as not&iacute;cias conspira&ccedil;&otilde;es militares, articuladas na maioria por generais de dentro e fora da caserna.<br \/> Foi cassado, preso e exilado, quando construiu uma milit&acirc;ncia internacional, sobretudo latina e africana, que ficou imortalizada em alguns de seus livros que popularizaram o nasserismo, o nacionalismo peruano do general Alvarado, precursor do chavismo, e nos seus Cadernos do Terceiro Mundo, inicialmente publicados no M&eacute;xico.<br \/> No Uruguai, foi encarregado por Brizola de organizar a resist&ecirc;ncia, e, juntamente com Eduardo Galeano, revolucionou a imprensa participativa, atrav&eacute;s dos jornais La &Eacute;poca e La Marcha. A experi&ecirc;ncia n&atilde;o durou muito tempo, porque, a direita que armava outro golpe, deu-lhe 24 horas para abandonar o pa&iacute;s, sob pena de ser assassinato. Na Argentina, que vivia uma suposta primavera com a volta de Per&oacute;n, em 1973, tamb&eacute;m trabalhou ativamente, no jornalismo e na milit&acirc;ncia por uma Am&eacute;rica Latina soberana. Dali a menos de dois anos, tamb&eacute;m era &ldquo;convidado&rdquo; a retirar-se pela sinistra Tr&iacute;plica A, do ex-ministro Jos&eacute; L&oacute;pez Rega. De l&aacute;, seguiu depois para a Bol&iacute;via e Peru, onde novos golpes eliminariam as fr&aacute;geis experi&ecirc;ncias nacionalistas. Sem ter para onde ir, Neiva que naquela altura estava casado com a jornalista Beatriz Bissio, ent&atilde;o gr&aacute;vida da filha Micaela, partiu com<br \/> ela para a &Aacute;frica, onde tamb&eacute;m se encontrava seu sonho de autodetermina&ccedil;&atilde;o, fixando-se inicialmente na Arg&eacute;lia, rec&eacute;m libertada do jugo franc&ecirc;s por um regime de cunho nacionalista. Antes tinha ido ao Egito, onde entrevistou o presidente Gamal Abdel Nasser, o precursor dos movimentos libert&aacute;rios africanos e terceiromundistas, numa reportagem de p&aacute;gina para o Jornal do Brasil. Fazia sua base a partir de Argel, para cobrir as guerras libertadoras de Angola, Mo&ccedil;ambique e outras col&ocirc;nias europeias. Da &Aacute;frica, partiu para o<br \/> M&eacute;xico, um dos poucos pa&iacute;ses latinos n&atilde;o atingidos pelas ditaduras patrocinadas pelos Estados Unidos.<\/p>\n<p> A anistia de 1979 e o movimento de recupera&ccedil;&atilde;o do trabalhismo liderado por Brizola, se articularia com Neiva, chamado para a reuni&atilde;o, em Lisboa, em junho daquele ano, e de onde sairia o PDT, partido que Neiva presidiu e foi seu l&iacute;der na C&acirc;mara dos Deputados, em duas oportunidades. Ele se reelegeria deputado, sempre por sua terra, o Maranh&atilde;o, onde dizia que ia viver at&eacute; o final de seus dias, como ex-deputado, assessor do governador Jackson Lago e, finalmente, como simples militante do PDT. Sempre vivendo modestamente e ultimamente casado com V&acirc;nia Souza, com quem teve uma serena conviv&ecirc;ncia de 10 anos, Neiva vinha desenvolvendo intensa milit&acirc;ncia, inclusive com viagens ao interior, at&eacute; o seu internamento no hospital h&aacute; cerca de um m&ecirc;s, onde veio a falecer.<\/p>\n<p> Sergio Caldieri &ndash; Jornalista e escritor, Membro do Diret&oacute;rio Estadual do PDT e Membro da Executiva do MAPI.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Movimento de Aposentados, Pensionistas e Idosos &#8211; MAPI-PDT lamenta o falecimento do grande&nbsp; companheiro Neiva Moreira aos 94 anos, ocorrido nesta madrugada 10 de maio de 2012, em S&atilde;o Luis do Maranh&atilde;o. Segundo o jornalista Leite Filho. 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