{"id":13157,"date":"2012-05-08T19:28:18","date_gmt":"2012-05-08T19:28:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.malungo2.com.br\/pdt\/desenv\/index.php\/educacao-e-recursos-essenciais-no-combate-ao-trabalho-infantil"},"modified":"2017-10-25T15:05:45","modified_gmt":"2017-10-25T17:05:45","slug":"educacao-e-recursos-essenciais-no-combate-ao-trabalho-infantil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/educacao-e-recursos-essenciais-no-combate-ao-trabalho-infantil\/","title":{"rendered":"Educa\u00e7\u00e3o e recursos: essenciais no combate ao trabalho infantil"},"content":{"rendered":"<div id=\"conteudoNoticia\">Embora tenha uma das mais avan&ccedil;adas legisla&ccedil;&otilde;es mundiais de prote&ccedil;&atilde;o  &agrave;s crian&ccedil;as e adolescentes, o Brasil ainda est&aacute; longe de erradicar o  trabalho infantil. Em 2010, o Instituto Brasileiro de Geografia e  Estat&iacute;stica (IBGE) identificou ao menos 3,4 milh&otilde;es de crian&ccedil;as entre 10  e 17 anos exercendo algum tipo de atividade remunerada. O n&uacute;mero,  contudo, pode n&atilde;o refletir a realidade, j&aacute; que h&aacute; atividades, como o  trabalho dom&eacute;stico, em que a fiscaliza&ccedil;&atilde;o &eacute; muito dif&iacute;cil.<\/p>\n<p>Ao participar, hoje (8), de audi&ecirc;ncia p&uacute;blica realizada pela Comiss&atilde;o  de Trabalho, Administra&ccedil;&atilde;o e Servi&ccedil;o P&uacute;blico, da C&acirc;mara dos Deputados,  especialistas lamentaram que o pa&iacute;s n&atilde;o tenha conseguido reverter a  falsa ideia de que o ingresso precoce no mercado de trabalho &eacute; uma forma  de superar as dificuldades familiares ou evitar que jovens pobres sejam  aliciados por criminosos. Argumentos que, para os especialistas, ajudam  a sustentar o c&iacute;rculo vicioso de &ldquo;gera&ccedil;&otilde;es de segregados&rdquo; e que s&oacute;  ser&atilde;o superados com pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que garantam educa&ccedil;&atilde;o de  qualidade e trabalho e remunera&ccedil;&atilde;o digna &agrave;s fam&iacute;lias.<\/p>\n<p>A assessora da Secretaria Nacional de Promo&ccedil;&atilde;o dos Direitos da Crian&ccedil;a e  do Adolescente, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Maria  Izabel da Silva, afirmou que parte da popula&ccedil;&atilde;o ainda desconhece as leis  que pro&iacute;bem o emprego da m&atilde;o de obra infantil e as consequ&ecirc;ncias de tal  pr&aacute;tica. A Constitui&ccedil;&atilde;o federal pro&iacute;be a contrata&ccedil;&atilde;o de menores de 16  anos (salvo na condi&ccedil;&atilde;o de menor aprendiz, a partir de 14 anos) e veda a  presen&ccedil;a de menores de 18 anos em ambientes perigosos ou insalubres,  incluindo o trabalho noturno.<\/p>\n<p>Maria Izabel sugeriu que estados e munic&iacute;pios desenvolvam seus pr&oacute;prios  planos de preven&ccedil;&atilde;o e erradica&ccedil;&atilde;o do trabalho infantil, semelhantes aos  realizados em &acirc;mbito nacional. Ela tamb&eacute;m destacou a necessidade de que  seja criado um sistema nacional de informa&ccedil;&otilde;es sobre o problema,  mencionou a import&acirc;ncia de programas e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que garantam o  ingresso e a manuten&ccedil;&atilde;o dos respons&aacute;veis familiares no trabalho e de  uma escola p&uacute;blica de qualidade, em per&iacute;odo integral e atraente. Por  &uacute;ltimo, recomendou que os agentes de sa&uacute;de sejam capacitados para  identificar crian&ccedil;as v&iacute;timas do trabalho infantil que eventualmente  encontrem em suas visitas domiciliares.<\/p>\n<p>A procuradora do Trabalho Valesca de Morais do Monte acrescentou que &eacute;  necess&aacute;rio mais verbas para o combate ao trabalho infantil e compete ao  Poder P&uacute;blico implementar e exigir o cumprimento das leis existentes.<\/p>\n<p>&ldquo;J&aacute; temos boas leis. Podemos aprimor&aacute;-las, mas, a meu ver, o mais  importante &eacute; cumprir as que j&aacute; existem. Exigir que isso seja feito por  cada ente p&uacute;blico &eacute; uma das prioridades do Minist&eacute;rio P&uacute;blico&rdquo;, disse a  procuradora, mencionando gera&ccedil;&otilde;es de crian&ccedil;as mutiladas no trabalho em  canaviais pernambucanos ou que perderam a inf&acirc;ncia e a sa&uacute;de em  carvoarias mineiras.<\/p>\n<p>Citando o trabalho infantil como uma das formas mais perversas de  explora&ccedil;&atilde;o dos direitos humanos, por comprometer a forma&ccedil;&atilde;o intelectual,  psicol&oacute;gica e f&iacute;sica das crian&ccedil;as, a diretora da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional  dos Magistrados do Trabalho (Anamatra), ju&iacute;za Sandra Miguel Abou Assali,  criticou propostas parlamentares de reduzir a idade m&iacute;nima para o  ingresso no mercado de trabalho.<\/p>\n<p>&ldquo;Seria um retrocesso &agrave;s conquistas nacionais e uma vergonha. Quem  come&ccedil;a a trabalhar cedo n&atilde;o tem acesso &agrave; educa&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima, que &eacute; o que  garante a cidadania e a inser&ccedil;&atilde;o social. No futuro, esta crian&ccedil;a se  torna um adulto mais vulner&aacute;vel a ser explorado e, ao constituir sua  pr&oacute;pria fam&iacute;lia, [tende a] transferir aos seus filhos a ideia equivocada  [das vantagens] do ingresso precoce no mercado de trabalho&rdquo;.<\/p>\n<p>Autor da proposta de realiza&ccedil;&atilde;o da audi&ecirc;ncia, o deputado Sebasti&atilde;o Bala  Rocha (PDT-AP) garante que todas as sugest&otilde;es e informa&ccedil;&otilde;es coletadas  ser&atilde;o discutidas com maior profundidade durante um semin&aacute;rio previsto  para o final do m&ecirc;s, quando a comiss&atilde;o planeja elaborar um projeto para  aprimorar as leis e iniciativas governamentais que visam eliminar todas  as formas de trabalho humilhantes.<\/p>\n<\/div>\n<p>Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Embora tenha uma das mais avan&ccedil;adas legisla&ccedil;&otilde;es mundiais de prote&ccedil;&atilde;o &agrave;s crian&ccedil;as e adolescentes, o Brasil ainda est&aacute; longe de erradicar o trabalho infantil. 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