{"id":13115,"date":"2012-05-03T18:15:53","date_gmt":"2012-05-03T18:15:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.malungo2.com.br\/pdt\/desenv\/index.php\/ditadura-tentou-matar-leonel-brizola-e-culpar-igreja-catolica"},"modified":"2017-10-25T15:06:03","modified_gmt":"2017-10-25T17:06:03","slug":"ditadura-tentou-matar-leonel-brizola-e-culpar-igreja-catolica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdt-rj.org.br\/index.php\/ditadura-tentou-matar-leonel-brizola-e-culpar-igreja-catolica\/","title":{"rendered":"Ditadura tentou matar Leonel Brizola e culpar Igreja Cat\u00f3lica"},"content":{"rendered":"<p>O ex-delegado do DOPS (Departamento de Ordem Pol&iacute;tico Social) do  Esp&iacute;rito Santo, Cl&aacute;udio Ant&ocirc;nio Guerra, revela no livro &ldquo;Mem&oacute;rias de uma  Guerra Suja&rdquo; que se disfar&ccedil;ou de padre para tentar assassinar Leonel  Brizola, fundador do PDT e um dos l&iacute;deres da resist&ecirc;ncia contra a  ditadura militar. O disfarce era uma estrat&eacute;gia para responsabilizar a  Igreja Cat&oacute;lica pelo atentado.<\/p>\n<p>Segundo Guerra, a opera&ccedil;&atilde;o foi comandada pelo coronel de Ex&eacute;rcito  Freddie Perdig&atilde;o (Servi&ccedil;o Nacional de Informa&ccedil;&otilde;es &#8211; SNI) e pelo  comandante Ant&ocirc;nio Vieira (Centro de Informa&ccedil;&otilde;es da Marinha &#8211; Cenimar).  &ldquo;Os militares tamb&eacute;m andavam muito aborrecidos com a Igreja Cat&oacute;lica,  que estava se alinhando &agrave; esquerda, pela abertura pol&iacute;tica&rdquo;, afirma  Guerra. Perdig&atilde;o e Vieira tamb&eacute;m estavam &agrave; frente do atentado ao  Riocentro.<\/p>\n<p>Guerra levava tamb&eacute;m uma pasta com um rev&oacute;lver calibre 45. A arma era  a preferida dos cubanos. A inten&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m era ligar o governo de Fidel  Castro ao assassinato. &ldquo;Eu me lembro do boato de que Fidel Castro  estava aborrecido por Brizola ter ficado com o dinheiro enviado por Cuba  para financiar a guerrilha do Capara&oacute; (o primeiro movimento de luta  armada contra a ditadura militar). Os militares estimulavam esses boatos  nos quart&eacute;is e entre n&oacute;s&rdquo;, revela Guerra. &ldquo;Com o retorno de Brizola, os  coment&aacute;rios sobre o dinheiro de Fidel apareciam aqui e ali&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;O objetivo (do atentado) era implicar a Igreja Cat&oacute;lica &ndash;  resolver&iacute;amos dois problemas de uma vez s&oacute; &ndash; e envolver os cubanos,  insatisfeitos com a suspeita de desvio de verba para a guerrilha do  Capara&oacute;; da&iacute; a arma calibre 45&rdquo;, aponta. &ldquo;O objetivo, como sempre, era  tumultuar o processo de redemocratiza&ccedil;&atilde;o do Brasil&rdquo;, reafirma o  ex-delegado em depoimento ao jornalistas Rog&eacute;rio Medeiros e Marcelo  Netto no livro que acaba de ser publicado pela editora Topbooks.<\/p>\n<p><strong><\/strong>A tentativa de assassinato ocorreu quando Brizola morava em  Copacabana, no Rio de Janeiro. A data &eacute; incerta. Guerra conta que foi  entre &ldquo;a chegada dele do ex&iacute;lio, em 1979 e antes da demiss&atilde;o do chefe da  Casa Civil, Golbery do Couto e Silva&rdquo; em 1981. O ex-delegado afirma no  livro que se hospedou no Hotel Apa, na rua Rep&uacute;blica do Peru. O hotel  existe at&eacute; hoje. Ele se registrou com identidade e CPF falsos,  concedidos pela Secretaria de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica do Rio de Janeiro na  &eacute;poca. &ldquo;Quando precisava incorporar um personagem para realizar uma  miss&atilde;o, eles forneciam tudo: CPF, identidade, tudo&rdquo;, relat<\/p>\n<p>O ex-delegado revela no livro &ldquo;Mem&oacute;rias de uma Guerra Suja&rdquo; foi at&eacute; a  porta do pr&eacute;dio onde Brizola montado na garupa de uma moto conduzida  pelo tenente Molina, um militar do Cenimar. Normalmente o l&iacute;der de  esquerda sa&iacute;a de casa &ldquo;um pouco antes do meio-dia&rdquo;, pelas informa&ccedil;&otilde;es do  SNI repassadas ao ex-delegado do DOPS. Naquele dia, Brizola n&atilde;o desceu e  o atentado foi abortado. &ldquo;Havia o interesse da comunidade de  informa&ccedil;&otilde;es em eliminar Brizola, s&oacute; que depois houve um retrocesso, uma  mudan&ccedil;a&rdquo;, afirma Guerra.<\/p>\n<p>Brizola sofreu uma tentativa de assassinato no Hotel Everest, no Rio  de Janeiro, em 18 de janeiro de 1980, quatro meses depois de chegar do  ex&iacute;lio. Uma bomba foi deixada na porta do apartamento do l&iacute;der de  esquerda mas desativada em seguida.<\/p>\n<p>*<em>Colaborou Adriano Ceolin, iG Bras&iacute;lia<\/em><\/p>\n<p><strong><em><a href=\"http:\/\/www.midiamax.com\/noticias\/796123-claudio+guerra+convidou+para+escrever+livro+reporter+quis+matar+nos+anos+80.html\">Conhe&ccedil;a a hist&oacute;ria do Livro<\/a><\/em><\/strong><\/p>\n<p>ultimosegundo.ig.com.br &#8211; Tales Faria e Wilson Lima, iG Bras\u00edlia <\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ex-delegado do DOPS (Departamento de Ordem Pol&iacute;tico Social) do Esp&iacute;rito Santo, Cl&aacute;udio Ant&ocirc;nio Guerra, revela no livro &ldquo;Mem&oacute;rias de uma Guerra Suja&rdquo; que se disfar&ccedil;ou de padre para tentar assassinar Leonel Brizola, fundador do PDT e um dos l&iacute;deres da resist&ecirc;ncia contra a ditadura militar. 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