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		<title>Professora da Sorbonne, em Paris: &#8216;Brasil vai cometer suicídio político&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 May 2016 13:39:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia em destaque]]></category>
		<category><![CDATA[debate em Paris]]></category>
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					<description><![CDATA[Para a historiadora Juliette Dumont, do Instituto de Altos Estudos sobre a América Latina (IAEAL), da universidade parisiense Sorbonne Nouvelle, o provável afastamento da presidente Dilma Rousseff &#8220;vai fragilizar o Brasil e prejudicar, durante muitos anos, a credibilidade do país no cenário internacional&#8221;. &#8220;O Brasil cometerá um suicídio político&#8221;, se o Senado aprovar o pedido...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para a historiadora Juliette Dumont, do Instituto de Altos Estudos sobre a América Latina (IAEAL), da universidade parisiense Sorbonne Nouvelle, o provável afastamento da presidente Dilma Rousseff &#8220;vai fragilizar o Brasil e prejudicar, durante muitos anos, a credibilidade do país no cenário internacional&#8221;. &#8220;O Brasil cometerá um suicídio político&#8221;, se o Senado aprovar o pedido de impeachment de Dilma, opina a pesquisadora.</p>
<p>A atual crise política revelou que &#8220;as forças conservadoras ainda estão muito presentes e existe um movimento importante contra o que o Partido dos Trabalhadores (PT) representa&#8221;, disse a historiadora. Ela reconheceu que há evidências de que o PT está envolvido em corrupção, mas recordou que foi nos governos de Dilma e do ex-presidente Lula que a Polícia Federal teve mais liberdade de investigação. &#8220;Espero que o voto no Senado não seja a farsa que foi o voto na Câmara&#8221;, acrescentou. Dumont mediou um debate organizado nesta quarta-feira (4) pelo Movimento Democrático 18 Março (MD18), grupo de estudantes brasileiros e europeus que tem denunciado um &#8220;golpe&#8221; institucional no Brasil.</p>
<p><img decoding="async" class=" wp-image-41950 alignleft" src="http://www.malungo2.com.br/pdt/desenv/wp-content/uploads/2016/05/sorbone.brasil-300x167.jpg" alt="sorbone.brasil" width="406" height="226" />Especialista em relações internacionais, a historiadora da Sorbonne considera que a credibilidade do Brasil está profundamente abalada. Segundo Dumont, a votação do pedido de impeachment &#8220;deu uma imagem patética&#8221; da Câmara. &#8220;Eu acho que o Brasil vai levar muitos anos para corrigir os danos que foram feitos ao país no exterior, a começar na própria América Latina.&#8221;</p>
<p>Para dar um exemplo das consequências da devassa política, ela cita que o Brasil estava muito perto de conquistar a tão sonhada cadeira de membro permanente do Conselho de Segurança da ONU. &#8220;Demorou muitos anos, mas, enfim, o país tinha conseguido o apoio dos vizinhos latino-americanos, o que era uma grande novidade&#8221;, afirma. &#8220;Como o Brasil terá força para continuar a defender seus interesses nos fóruns internacionais ou na Organização Mundial do Comércio (OMC) se a democracia está em risco&#8221;, questiona Dumont.</p>
<p>&#8220;O Brasil voltou a ser aquele país que não é sério e leva tempo para combater esses estereótipos em política internacional&#8221;, diz. Na opinião da historiadora, nem com eleições antecipadas ou com uma reforma política o Brasil se recuperará a curto prazo. &#8220;A lógica do jogo é essa, credibilidade exige um esforço diplomático enorme e isso leva tempo&#8221;, conclui.</p>
<p>Novas eleições não resolvem problema de renovação dos políticos</p>
<p>Dumont não acredita que o país esteja preparado para enfrentar uma nova eleição presidencial ainda este ano, como desejam 60% dos brasileiros, segundo pesquisas. &#8220;A classe política precisa de renovação e o debate está muito polarizado. Antes, os políticos brasileiros devem se dar conta do mal que estão causando ao país no exterior&#8221;, destacou Dumont.</p>
<p>Cerca de 50 pessoas assistiram ao debate realizado na sede da central sindical CFDT, em Paris. Também fizeram parte da mesa Laura de Mello e Souza, uma das maiores especialistas em história moderna do Brasil, filha do sociólogo Antonio Candido, o músico francês Frédéric Pagès, estudioso do Brasil, a jornalista da Globonews Elizabeth Carvalho, correspondente em Paris, além de estudantes brasileiros atualmente fazendo mestrado ou doutorado em universidades francesas.</p>
<p>&#8220;O que mais dá medo é o retrocesso&#8221;, diz professora</p>
<p>O que mais preocupa Laura de Mello e Souza é o retrocesso que o Brasil está vivendo e as profundas lacunas na área da educação. Ela fez uma retrospectiva histórica de momentos de ruptura e de avanços da sociedade brasileira no último século e considera que o país dá, nesse momento, &#8220;um grande passo atrás&#8221;, ao afastar do poder uma presidente eleita com 54 milhões de votos.</p>
<p>&#8220;O problema mais grave na sociedade brasileira são as desigualdades sociais. Nós negamos as desigualdades o tempo todo e a elite deixou de se preocupar com a educação. O mais terrível é que mesmo os partidos de esquerda não conseguiram enfrentar as desigualdades&#8221;, constata a historiadora da USP. Mello e Souza reside em Paris há dois anos e dá aulas de História do Brasil na Sorbonne.</p>
<p>As nomeações de evangélicos para postos ministeriais no eventual governo de Michel Temer representam um risco extremamente grave para o país, adverte. &#8220;Os pastores evangélicos possuem canais de rádio e TV e fazem lavagem cerebral em uma população sem conhecimentos&#8221;, lamenta.</p>
<p>Cobertura da imprensa francesa é criticada</p>
<p>O papel da mídia brasileira na desestabilização do governo Dilma esteve em destaque no debate e respingou na imprensa local. O músico francês Frédéric Pagès criticou a forma superficial como a imprensa francesa tem coberto a crise. Ele condenou particularmente as coberturas dos jornais Libération, de esquerda, e do Le Monde, &#8220;com manchetes acusatórias ao ex-presidente Lula&#8221;. &#8220;A mídia francesa tem feito títulos baseados em rumores e publicado textos sem profundidade analítica&#8221;, afirmou. Pagès criticou ainda o silêncio dos líderes europeus em relação aos ataques à presidente Dilma, uma chefe de Estado democraticamente eleita.</p>
<p>O estudante Daniel Garroux, doutorando em Teoria Literária, também desaprova a cobertura superficial das publicações francesas. Ele assinalou que os correspondentes no Brasil pecam não só pela parcialidade, mas também pela falta de aprofundamento no tratamento das informações. &#8220;Outro dia, o Libération disse que a presidente Dilma já tinha sido afastada. Eles nem se preocupam em checar as informações mais básicas dessa narrativa&#8221;, argumentou.</p>
<p>O estudante lamentou a ausência de reportagens sobre as manifestações contra o impeachment na imprensa francesa. &#8220;Elas têm acontecido quase diariamente, em várias regiões do país, e isso não é revelado pelos jornais&#8221;, disse.</p>
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