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	<title>Projeto Nacional de Desenvolvimento Sustentável &#8211; PDT</title>
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	<title>Projeto Nacional de Desenvolvimento Sustentável &#8211; PDT</title>
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		<title>COP 26 e Projeto Nacional de Desenvolvimento Sustentável</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Nov 2021 01:45:05 +0000</pubDate>
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<div><em><strong>É preciso discutir como o País lidará com os impactos econômicos e sociais decorrentes das mudanças climáticas que afetarão muitos setores estratégicos</strong></em></div>
<div></div>
<div>Líderes de todo mundo debatem sobre nosso futuro climático na 26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 26). Na ocasião, os países reúnem-se com o propósito de debater a redução de emissão de gases do efeito estufa, embasados nos mais recentes dados científicos que monitoram os impactos atuais e futuros do aquecimento global.</div>
<div>
<p class="yiv6728528026p2">Os participantes do encontro precisam ser cobrados por mobilização mais contundente contra as mudanças climáticas e por colocar em prática estratégias desenhadas no histórico Acordo de Paris, de 2015. O acordo definiu como imperativo limitar o aumento de temperatura do planeta em 1,5ºC em relação aos níveis pré-industriais.</p>
<p class="yiv6728528026p2">A publicação norteadora da conferência será o último relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), órgão que compila estudos sobre o tema para a ONU. Segundo ele, os esforços para não ultrapassar o aquecimento médio do planeta definido pelo Acordo de Paris se tornaram impossíveis. Em todos os cenários, a marca de 1,5 ºC, limite mais ambicioso do Acordo, deve ser ultrapassada entre 2021 e 2040.</p>
<p class="yiv6728528026p2">As mudanças climáticas afetarão muitos setores estratégicos do Brasil. É preciso discutir como o país lidará com esses impactos econômicos e sociais, e qual será a alocação de recursos para resolver as deficiências já existentes, como a segurança energética, hídrica e alimentar. São todas discussões de médio a longo prazo.</p>
<p class="yiv6728528026p2">Pela primeira vez, o IPCC traçou um mapa geográfico de riscos com os efeitos extremos, e apontou o Nordeste brasileiro como alvo de tais alterações. Algumas regiões semiáridas e a chamada Região da Monção da América do Sul, que compreende parte do Centro-Oeste brasileiro, da Amazônia, da Bolívia e do Peru, deverão ter os maiores aumentos de temperatura nos dias mais quentes do ano – até duas vezes mais que a taxa de aquecimento global. Com uma estação mais prolongada e maior demora para entrada do período chuvoso há um impacto direto sobre a atividade econômica principal na região, a agricultura. O relatório do IPCC mostra que, nos piores cenários, a plantação de milho e soja ficará inviabilizada em estados como Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.</p>
<p class="yiv6728528026p2">Nos últimos anos, o Brasil tem sido cobrado publicamente por líderes mundiais, empresas e até fundos de investimento acerca do aumento do aumento no desmatamento e queimadas na Amazônia, no Cerrado e no Pantanal. A ausência do Presidente Bolsonaro na COP 26 reforça simbolicamente a falta de compromisso com a luta pela transformação.</p>
<p class="yiv6728528026p2">O Brasil que, até poucos anos atrás, exercia protagonismo nesse tema fundamental do novo século, está perdendo uma grande oportunidade de liderar esse processo de mudança. Nossa imagem sofreu muito desgaste quando o tema é sustentabilidade. Segundo um levantamento divulgado pelo Observatório do Clima, em 2020 foram emitidos 728 milhões de toneladas de CO2 apenas em decorrência das intervenções humanas no solo amazônico.</p>
<p class="yiv6728528026p2">Entre a implementação da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC), em 2009, e o ano de 2020, o desmate acumulado foi 176% maior do que a meta estipulada originalmente. Os dados dos anos mais recentes também mostram uma tendência de aumento na devastação da maior floresta tropical do mundo. Entre agosto de 2019 e julho de 2020, segundo dados do Inpe, a Amazônia brasileira perdeu 11.088 km² quadrados de área, o número mais alto dos últimos 12 anos.</p>
<p class="yiv6728528026p2">Existe uma corrida em curso para uma economia com baixa emissão de gases do efeito estufa, e o Brasil é uma potência ambiental. Precisamos encontrar caminhos que conciliem o desenvolvimento econômico com as demandas ambientais, e uma das soluções propostas pelos estudiosos seria promover a transição da matriz energética atual para fontes de energias limpas. A transição energética, segundo estudos, nos proporcionaria a oportunidade de criar empregos e gerar riqueza, a partir da nova infraestrutura verde exigível para a moderna economia de baixo carbono. Vale dizer que tal modelo está ancorado no desenvolvimento sustentável que pressupõe a inter-relação do tripé: social, econômico e ambiental.</p>
<p class="yiv6728528026p2">O êxito brasileiro estaria na adoção de um Projeto Nacional de Desenvolvimento Sustentável (PNDS), o qual leve em consideração as dimensões conjunturais e estruturais. Este plano deverá nos conectar a um futuro próximo, no qual os empregos verdes e decentes sejam a tônica da nova realidade que desejamos estabelecer. O PNDS seria uma adaptação, às demandas e peculiaridades brasileiras, do “Green New Deal”, tratado que vem sendo adotado por grandes potências como os EUA, e alguns países da Europa, e reúne propostas para conter a crise econômica e gerar desenvolvimento, sem esquecer de remediar a crise ambiental que o mundo vem enfrentando.</p>
<p class="yiv6728528026p2">Estudiosos avaliam que, apenas no Brasil, há um potencial de criação de cerca de 2 milhões de novos empregos verdes. A conquista do resultado almejado requer investimentos em educação, com foco em C&amp;T e inovação. Creio, com muito vigor, que seja sim possível conjugar criação de riquezas, equilíbrio ambiental e redução de desigualdade social, resultando numa transição justa e sustentável. Este deverá ser nosso ponto de partida. Para consolidar esse plano é essencial a compreensão e engajamento das novas gerações, nossa esperança se acende quando vemos que uma das maiores lideranças mundiais em defesa do planeta é a jovem Greta Thunberg. Como diria nosso eterno líder Leonel Brizola: “É dos jovens que surgem os grandes movimentos transformadores”.</p>
<p class="yiv6728528026p2">Vale ressaltar que a superação da emergência climática só ocorrerá quando conseguirmos modificar as bases de nossa relação com a natureza. O processo civilizatório não pode conter em si o risco da extinção do homem e da biodiversidade do planeta, e sim possibilitar um convívio social livre de opressões. Assim, nossa missão não é apenas preservar o planeta. É necessário restabelecermos nossas prioridades, modificando a concepção que temos de nós mesmos e da natureza e reconstruindo as bases de nossa organização socioeconômica. Caso contrário, qualquer esforço no sentido de tentar minimizar ou eliminar os problemas ambientais será apenas paliativo e não representará uma mudança duradoura e sustentável.</p>
<p class="yiv6728528026p2"><span class="yiv6728528026s2"><em><strong>*</strong><strong>Everton Gomes é cientista político, vice-presidente nacional do Movimento Ecotrabalhismo e secretário nacional de Assuntos Econômicos do PDT.</strong></em><br />
</span></p>
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		<title>Por um Projeto Nacional de Desenvolvimento Sustentável e um Trabalhismo Verde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Nov 2021 16:13:09 +0000</pubDate>
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<p>A repercussão da COP26, em Glasgow, lança os olhares do mundo para as relevantes discussões realizadas pelos países que compõem o sistema da ONU; e reforça a necessidade de agentes públicos e privados contribuírem, cada qual dentro de suas esferas de atuação. Neste sentido, quero lançar estas indagações: é possível agregar ao Trabalhismo brasileiro, corrente política e ideológica erigida no século passado, uma perspectiva verde? Podemos criar, de verdade, um ecotrabalhismo? O PDT está pronto para ser verdadeiramente defensor da sustentabilidade?</p>
<p>Para mim, assim como para os ativistas do Movimento Ecotrabalhismo, é perfeitamente possível. Não há contradição de nossas causas pétreas, defesa do trabalhador e da soberania nacional, com um discurso alinhado à consciência ambiental plena. Por isto, como o Partido é o conjunto de todos nós – militantes, dirigentes e filiados –, não podemos apenas nós, de um único movimento, ditarmos o caráter de todo o PDT neste campo de luta. É imperioso que haja maior adesão, geral, a esta nova perspectiva.</p>
<p>É neste sentido que me debruço em algo que, embora polêmico, é extremamente necessário. Hoje, a maior figura pública do PDT é sem dúvida Ciro Gomes, nosso pré-candidato à presidência. Ciro tem viajado por todo o Brasil apresentando um plano nacional – inicialmente construído e pensado em suas reflexões – que se tornou conclusivo através do liame canditado-partido, durante a campanha presidencial de 2018. Por isto, foi abraçado por toda nossa militância nos quatro cantos deste país.</p>
<p>Conclusivo mas não definitivo, como ele mesmo diz, na sua obra “O dever de esperança”: seu projeto é um ponto de partida, não fechado e nem finalizado. É uma minuta que submete a contribuições das mais variadas para que, ao chegar à presidência, tenhamos de fato um caminho a perseguir. De início, ele chamou este programa de Projeto Nacional de Desenvolvimento. Excelente! Aponta que, para o Brasil seguir em frente, requer uma estrada com margens definidas, um caminho seguro até o próximo estágio.</p>
<p>Ciro tem clareza sobre os compromissos requeridos para transição justa e fortalecimento da atual relação desgastada “homem-natureza” – afinal ambos são uma coisa só. Todavia, não nos basta hoje a consciência individual do líder; mas sim a construção de uma nova aliança, na qual os compromissos com um desenvolvimento sustentável sejam explícitos, plenos.</p>
<p>Para nós, o PND deve expor sem titubear, de forma objetiva, sua face verde. E, neste caminho, é desejável a apresentação de um eixo específico, que verse sobre as questões do desenvolvimento sustentável que o Brasil deva percorrer. Também defendemos que seja incorporado simbolicamente um adjetivo que qualifique o PND. O nosso plano deverá carregar em seu “nome” , como marca indelével, a expressão “sustentável” ou mesmo “verde”, ficando a escolha do termo a critério dos estrategistas da campanha ou da direção do PDT.</p>
<p>Àqueles que entendem que “isto é um filigrana; é menor!”, respondemos que foi este tipo de desconsideração em pensar utopias (como nos alertava Darcy Ribeiro) ou outros desenvolvimentos que tivessem foco no respeito a Natureza – sempre a relegando uma condição secundária no debate político – que nos fez estacionar no atual estágio de desespero em que nos encontramos.</p>
<p>Agora, as transformações do clima impõem corrida contra o relógio: já no afogadilho, urge mitigar os efeitos devastadores do efeito estufa, que promove o aquecimento global e impacta sobre todo o clima no planeta.</p>
<p>Será que conseguiremos promover as adaptações necessárias para um novo ciclo de harmonia com a mãe terra? Os olhos de todos os continentes estão voltados para o Brasil.</p>
<p>Os governos dos EUA e a Europa propõem políticas arrojadas para a construção de uma nova economia verde que chamam “Green New Deal”. Jovens estudantes de todo mundo saem às ruas em greve liderada por uma menina – Greta Tumberg – exigindo uma mudança de postura que garanta a sua geração o direito de existir. É sabido que o clima transformado impactará especialmente os trabalhadores, as cidades dos países mais pobres.</p>
<p>Nós, trabalhistas brasileiros, ao assinar a ficha de filiação ao PDT, assumimos o compromisso de representar os interesses dos mais humildes, dos trabalhadores, dos povos originários. Natureza é vida – representada pelo ar, agente simbiótico da humanidade, que fornece o maior exemplo de unicidade, de singularidade: fonte obrigatória na vida de cada ser, animado ou inanimado.</p>
<p>Nada mais justo que renovemos nossos laços; e centralizemos a agenda ambiental aos nossos compromissos pretéritos como: a defesa da democracia, a luta contra a miséria, contra a falta de educação, o respeito aos direitos humanos e a defesa da soberania nacional, dentre tantos outros. A luta ambiental – agora – deve ombrear com todas estas bandeiras já solidificadas na nossa pregação.</p>
<p>O mundo do trabalho do século passado forjou nosso ideário. Este mundo também se transforma, a digitalização avança a pleno vapor. É preciso pensar as novas relações trabalhistas, a partir do prisma da Era Digital, da sociedade do conhecimento, e da Emergência Climática. O PDT precisa construir alternativas para criar empregos verdes e descentes, em meio a uma transição justa pra nova economia descarbonizada.</p>
<p>Agregar um “S”, de sustentabilidade, ao nosso “PND” não é sonhar alto. Ao aprofundar nossa doutrina política, adaptando-a às novas perspectivas universais, estaremos reafirmando à população brasileira que o Trabalhismo, desde 1930, é uma corrente política progressista sempre pronta para os desafios de colocar o Brasil no plano das grandes nações continentais.</p>
<p>Esta leitura nova do Trabalhismo que propomos traz, em seu bojo, o compromisso ético com a coisa pública; reconhece os erros do passado ao se apresentar no presente disposto à autocrítica; e constrói o novo tempo, a partir da unidade intransponível da defesa do trabalhador e do meio ambiente.</p>
<p>Daqui para diante, devemos ser acima de tudo, “ecotrabalhistas”; e nosso “Green New Deal” deverá se chamar “PND verde” ou “PND Sustentável” .</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><strong>*Everton Gomes é policial civil e cientista político. É vice-presidente nacional do Movimento Ecotrabalhismo e secretário nacional de Assuntos Econômicos do PDT.</strong></em></p>
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