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	<title>Pepe Escobar &#8211; PDT</title>
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	<description>Rio de Janiero - RJ</description>
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	<title>Pepe Escobar &#8211; PDT</title>
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		<title>Pepe Escobar: Brasil e Rússia sob ataque de “Guerra Híbrida”[1]</title>
		<link>https://pdt-rj.org.br/index.php/pepe-escobar-brasil-e-russia-sob-ataque-de-guerra-hibrida1/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=pepe-escobar-brasil-e-russia-sob-ataque-de-guerra-hibrida1</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Mar 2016 12:12:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil e Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[Pepe Escobar]]></category>
		<category><![CDATA[Revoluções Coloridas]]></category>
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					<description><![CDATA[“Se o veneno, a paixão, o estupro, a punhalada Não bordaram ainda com desenhos finos A trama vã de nossos míseros destinos, É que nossa alma arriscou pouco ou quase nada.” As flores do mal [1857], Charles Baudelaire, sem indicação do tradutor* _______________________________________________________ Revoluções Coloridas nunca bastariam. O Excepcionalistão vive à procura de grandes atualizações de estratégia...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“Se o veneno, a paixão, o estupro, a punhalada<br />
Não bordaram ainda com desenhos finos<br />
A trama vã de nossos míseros destinos,<br />
É que nossa alma arriscou pouco ou quase nada.”</p>
<p><em>As flores do mal</em> [1857], Charles Baudelaire, <a href="https://docente.ifrn.edu.br/paulomartins/livros-classicos-de-literatura/as-flores-do-mal-de-charles-baudelaire" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="external noopener noreferrer">sem indicação do tradutor</a><a href="https://mail.google.com/mail/u/0/?tab=wm#m_4430089653889506819_m_838490401746570454__ftn2" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="external noopener noreferrer">*</a><br />
_______________________________________________________</p>
<p>Revoluções Coloridas nunca bastariam. O Excepcionalistão vive à procura de grandes atualizações de estratégia capazes de garantir a hegemonia perpétua do Império do Caos.</p>
<p>A matriz ideológica e o <em>modus operandi</em> das revoluções coloridas já são, hoje, assunto de domínio público. Mas não, ainda, o conceito de Guerra Não Convencional (GNC) [orig. <em>Unconventional War (UW)</em>.</p>
<p>Essa guerra não convencional apareceu explicada no<a href="http://conscienciah.blogspot.com.br/2014/02/forcas-especiaisusa-manual-de-2010.html" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="external noopener noreferrer">manual</a> das Forças Especiais para Guerra Não Convencional dos EUA, em 2010. O parágrafo chave é:<br />
“1-1. A intenção dos esforços de GNC dos EUA é explorar vulnerabilidades políticas, militares, econômicos e psicológicos de um poder hostil, mediante o desenvolvimento e sustentação de forças de resistência, para alcançar os objetivos estratégicos dos EUA. (…) Para o futuro previsível, as forças dos EUA se engajarão predominantemente em operações de guerra irregular”<em><br />
</em>“<em>Hostil</em>” não se aplica apenas a potências militares; qualquer estado que se atreva a desafiar alguma trampa importante para a “ordem” mundial Washington-cêntrica – do Sudão à Argentina –, pode ser declarado <em>“hostil”.</em></p>
<p>Hoje, as ligações perigosas entre Revoluções Coloridas e Guerra Não Convencional já desabrocharam, como Guerra Híbrida: caso pervertido de Flores do Mal. Uma ‘revolução colorida’ é apenas o primeiro estágio do que, adiante, será convertido em Guerra Híbrida. E Guerra Híbrida pode ser <a href="http://strategicstudiesinstitute.army.mil/pubs/parameters/Articles/1992/1992%20mann.pdf" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="external noopener noreferrer"><em>interpretada</em></a>, na essência, como a teoria-do-caos armada – paixão conceitual dos militares dos EUA (<em>“política é a continuação da guerra por meios linguísticos”</em>). No fundo, meu livro de 2014, <a href="http://www.amazon.com/Empire-Chaos-Roving-Eye-Collection-ebook/dp/B00OYVYD3G/ref=sr_1_1?s=books&amp;ie=UTF8&amp;qid=1458842922&amp;sr=1-1&amp;keywords=empire+of+chaos+escobar" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="external noopener noreferrer"><em>Empire of Chaos</em></a> rastreia as miríades de manifestações desse conceito.</p>
<p>Os detalhados e bem construídos argumentos [de Andrew Koribko, <a href="http://blogdoalok.blogspot.com.br/2016/03/guerras-hibridas-abordagem-adaptativa.html" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="external noopener noreferrer">um dos capítulos já traduzidos</a>, e outros em tradução (NTs)] dessa tese em três partes <a href="http://www.globalresearch.ca/predicting-the-next-hybrid-wars/5515215" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="external noopener noreferrer">esclarece perfeitamente</a> o objetivo central por trás de uma grande Guerra Híbrida:<br />
<em>“O grande objetivo por trás de toda e qualquer Guerra Híbrida é esfacelar projetos multipolares transnacionais conectivos, mediante conflitos de identidade provocados de fora para dentro (étnicos, religiosos, regionais, políticos, etc.), dentro de um estado de trânsito tomado como alvo.”</em><br />
Os BRICS – palavra/conceito de péssima reputação em Washington e no Eixo de Wall Street – teriam de ser os alvos preferenciais de Guerra Híbrida. Por incontáveis razões, dentre as quais: o movimento na direção de comerciar e negociar em suas próprias respectivas moedas, deixando de lado o dólar norte-americano; a criação do Banco de Desenvolvimento dos BRICS; o confessado interesse na direção da integração da Eurásia, simbolizada pelos projetos: Novas Rotas da Seda – ou, na terminologia oficial, Um Cinturão, uma Estrada [ing.<em>One Belt, One Road (OBOR)</em>] liderados pela China; e União Econômica Eurasiana (UEE) liderada pela Rússia.</p>
<p>Implica que a Guerra Híbrida mais cedo ou mais tarde atingirá a Ásia Central: o Quirguistão é candidato ideal a laboratório primário para experimentos tipo revolução colorida, do Excepcionalistão.</p>
<p>No estado em que estamos hoje, a Guerra Híbrida está muito ativa nas fronteiras ocidentais da Rússia (Ucrânia) mas ainda é embrionária em Xinjiang, no extremo oeste da China, que Pequim microadministra como falcão. A Guerra Híbrida também já está sendo aplicada para impedir um gambito crucial do Oleogasodutostão: a construção do Ramo Turco. E também será acionada de pleno para <a href="http://orientalreview.org/2015/01/14/how-chinas-balkan-silk-road-can-resurrect-south-stream/" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="external noopener noreferrer">interromper</a> a Rota da Seda dos Bálcãs – essencial para os negócios/comércio da China com a Europa Ocidental.</p>
<p>Dado que os BRICS são o único real contrapoder ante o Excepcionalistão, foi preciso desenvolver uma estratégia para cada um dos principais atores. Jogaram tudo contra a Rússia – de sanções à mais total demonização; de ataque contra a moeda russa até uma guerra dos preços do petróleo, que incluiu até algumas (patéticas) tentativas de iniciar uma revolução colorida nas ruas de Moscou.</p>
<p>Para nodo mais fraco no grupo BRICS, teria de ser desenvolvida estratégia mais sutil. O que afinal nos leva até a complexíssima Guerra Híbrida que se vê hoje lançada com o objetivo de conseguir a mais massiva e real desestabilização política/econômica do Brasil.</p>
<p>No Manual dos EUA para Guerra Não Convencional lê-se que fazer balançar as percepções de uma vasta “<em>população média não engajada</em>” é essencial na rota do sucesso, até que esses “não engajados” acabem por voltar-se contra os líderes políticos.</p>
<p>O processo inclui de tudo, de “apoiar grupos insurgentes” (como foi feito na Síria) até implantar “<em>o mais amplo descontentamento, mediante propaganda e esforços políticos e psicológicos para desacreditar o governo</em>” (como no Brasil). E, à medida que uma insurreição vá crescendo, deve-se “<em>intensificar a propaganda e a preparação psicológica da população para a rebelião”.</em>Assim, num parágrafo, está pintado o caso do Brasil.</p>
<p><strong>Precisamos de um Saddam para chamar de nosso</strong></p>
<p>O principal objetivo do Excepcionalistão é quase sempre conseguir um <em>mix</em> de revolução colorida e guerra não convencional. Mas a sociedade brasileira e sua vibrante democracia sempre seriam sofisticadas demais para uma abordagem de Guerra Não Convencional <em>hardcore</em>, como sanções ou o conto da “<em>Responsabilidade de Proteger</em>” (<em>R2P</em>).</p>
<p>Não surpreende que São Paulo tenha sido convertido em epicentro da Guerra Híbrida contra o Brasil. São Paulo, o estado mais rico do Brasil, onde está também a capital econômica e financeira da América Latina, é o nodo chave numa estrutura de poder interconectada nacional/internacional.</p>
<p>O sistema da finança global centrado em Wall Street – e que governa virtualmente todo o Ocidente – simplesmente não poderia de modo algum permitir qualquer ação de plena soberania nacional, num ator regional com a importância do Brasil.</p>
<p>A ‘Primavera Brasileira”, de início, foi virtualmente invisível, fenômeno exclusivamente das mídias sociais – como na Síria, no início de 2011.</p>
<p>Então, em junho de 2013, Edward Snowden vazou aquelas sempre as mesmas práticas de espionagem da Agência de Segurança Nacional dos EUA. No Brasil, a ASN-EUA espionava a Petrobrás por todos os lados. E então, de repente, sem mais nem menos, um juiz regional, Sergio Moro, baseado numa única fonte – depoimento de um corretor clandestino de câmbio no mercado negro (“doleiro”) – teve acesso a uma grande lixeira de documentos da Petrobrás. Até agora, a investigação de corrupção que já dura dois anos, “Operação <em>Car Wash</em>“, ainda não revelou como conseguiram saber tanto sobre o que os próprios investigadores chamam de “célula criminosa” que agiria dentro da Petrobrás.</p>
<p>O que realmente interessa é que o <em>modus operandi</em> da revolução colorida – a “luta contra a corrupção” e <em>“em defesa da democracia” – </em>já estava posta em andamento. Foi o primeiro passo da Guerra Híbrida.</p>
<p>Assim como o Excepcionalistão inventou terroristas<em>“bons”</em> e terroristas <em>“maus”</em> cujos confrontos criaram a mais terrível confusão e agitações por todo o <em>“Siriaque”</em>, no Brasil surgiu a figura do corrupto <em>“bom”</em> e do corrupto<em>“mau”</em>.</p>
<p>Wikileaks também revelou como o Excepcionalistão classificava o Brasil como “ameaça à segurança nacional dos EUA”, <a href="https://wikileaks.org/plusd/cables/09BRASILIA34_a.html" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="external noopener noreferrer">porque poderia projetar um submarino nuclear</a>[<strong>esse Wicki-telegrama é de 2009, o mesmo ano do ‘curso’ que o juiz Moro fez no Rio de Janeiro. Só pode ter sido por acaso (NTs)</strong>]; como a empresa construtora Odebrecht estava-se tornando global; como a Petrobrás desenvolvera, a própria empresa, a tecnologia para explorar os depósitos de petróleo do pré-sal (a maior descoberta de petróleo confirmada desse início do século 21, da qual o <em>Big Oil</em> foi excluído por, ninguém mais, ninguém menos, que o presidente Lula.<a href="https://mail.google.com/mail/u/0/?tab=wm#m_4430089653889506819_m_838490401746570454__ftn3" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="external noopener noreferrer">[2]</a></p>
<p>Adiante, por efeito das revelações de Snowden, o governo Rousseff passou a exigir que todas as agências governamentais usassem empresas de tecnologia estatais, para atender todas as necessidades do governo. Significaria que as empresas norte-americanas do setor perderiam, em dois anos, ganhos já previstos de $35 bilhões, se fossem alijadas dos negócios de tecnologia da 7ª maior economia do mundo – como o grupo Information Technology &amp; Innovation Foundation rapidamente descobriu.</p>
<p><strong>O futuro acontece agora</strong></p>
<p>A marcha na direção de Guerra Híbrida no Brasil pouco tem a ver com direita ou esquerda política. Consiste, basicamente, de mobilizar algumas famílias ricas que realmente governam o país; subornar fatias imensas do Congresso; pôr sob estrito controle as principais empresas de mídia; pôr-se a agir como senhores de engenho de escravos do século 19 (as relações sociais da escravidão ainda permeiam todas as relações na sociedade brasileira); e legitimar a coisa toda com discursos de uma tradição intelectual robusta, mas oca.</p>
<p>Todos esses dariam o sinal para mobilizar as classes médias altas.</p>
<p>O sociólogo Jesse de Souza identificou um fenômeno freudiano de “gratificação de substituição”, pelo qual as classes médias altas brasileiras – que, em grandes números vivem agora a exigir mudança de regime – imitam os poucos muito ricos, ao mesmo tempo em que são cruelmente exploradas por eles, mediante montanhas de impostos e taxas de juros estratosféricas.</p>
<p>Os 0,0001% mais ricos e as classes médias altas precisavam de um Outro para demonizar – à moda do Excepcionalistão. E ninguém seria mais perfeito para o complexo judicial-policial-midiático-velhas-elites-<em>comprador</em>, que a figura que tratariam de converter num Saddam Hussein tropical: o ex-presidente Lula.</p>
<p>“Movimentos” de ultradireita financiados pelos nefandos Koch Brothers repentinamente começaram a surgir nas redes sociais e em movimentos de rua. O advogado-geral do Brasil visitou o Império do Caos chefiando uma equipe da “Operação <em>Car Wash</em> para entregar informações da Petrobrás que talvez levassem a uma acusação formal pelo Departamento de Estado.</p>
<p>A “Operação <em>Car Wash</em>” e o – imensamente corrupto – Congresso brasileiro, o mesmo que, agora, vai decidir sobre um possível <em>impeachment</em> da presidenta Rousseff, já se mostram absolutamente indistinguíveis, uma e outro.</p>
<p>Àquela altura, os autores do roteiro estavam certos de que já havia uma infraestrutura implantada para mudança de regime no Brasil na numa massa-crítica antigoverno, o que pode levar ao pleno desabrochar da revolução colorida. E assim se pavimentou a trilha para um golpe<em>soft</em> no Brasil – sem nem ser preciso recorrer ao letal terrorismo urbano (como na Ucrânia).</p>
<p>Problema hoje é que, se o tal golpe <em>soft</em> falhar – como agora já parece pelo menos possível que falhe –, será muito difícil desencadear golpe <em>hard</em>, de estilo Pinochet, com recursos de Guerra Não Convencional, contra o governo sitiado de Rousseff; vale dizer, completar o ciclo de uma Guerra Híbrida Total.</p>
<p>Num plano socioeconômico, a “Operação <em>Car Wash</em>” só seria plenamente “bem-sucedida” se levasse a um afrouxamento das leis brasileiras sobre exploração de petróleo, abertura do país ao <em>Big Oil</em> dos EUA. Paralelamente, todos os gastos em programas sociais teriam de ser esmagados.</p>
<p>Mas, diferente disso, o que se vê agora é a mobilização progressiva da sociedade civil no Brasil contra esse cenário de golpe branco/<em>soft</em> em cenário de golpe/mudança de regime.</p>
<p>Atores crucialmente importantes na sociedade brasileira estão agora firmemente posicionados contra o<em>impeachment</em> da presidenta Rousseff, da Igreja Católica a grandes igrejas evangélicas; professores universitários respeitados; pelo menos 15 governadores de estados; artistas, massas de trabalhadores da ‘economia informal’, sindicalistas; intelectuais públicos; a grande maioria dos principais advogados do país; e afinal, mas não menos importante, o <em>“Brasil profundo” </em>que votou e elegeu Rousseff legalmente, com 54,5 milhões de votos.</p>
<p>Ainda não acabou e só acabará quando algum homem gordo na Suprema Corte do Brasil cantar. O que é certo é que já há pensadores brasileiros independentes que começam a construir as bases teóricas para estudar a “Operação <em>Car Wash</em>” não como mera ‘investigação’ ou ‘movimento’ massivo “contra a corrupção”; mas, isso sim, como legítimo caso exemplar, a ser estudado, de estratégia geopolítica do Excepcionalistão aplicada a ambiente globalizado sofisticado, com ativas redes sociais e dominado pelas TIs.</p>
<p>Todo o mundo em desenvolvimento muito tem a ganhar, se se mantiver com os olhos bem abertos – e aprender as lições que dali brotem, porque é bem possível que o Brasil venha a entrar para a história como caso exemplar de Guerra Híbrida (só)<em> Soft</em>. *****</p>
<p><a href="https://mail.google.com/mail/u/0/?tab=wm#m_4430089653889506819_m_838490401746570454__ftnref1" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="external noopener noreferrer">[1]</a> Ver também <strong>“Guerras Híbridas”: Abordagem adaptativa pós-tudo da ‘mudança de regime’</strong>, 4/3/2016,<a href="http://orientalreview.org/2016/03/04/hybrid-wars-1-the-law-of-hybrid-warfare/" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="external noopener noreferrer">Andrew Korybko, <em>Oriental Review</em></a>, traduzido no <a href="http://blogdoalok.blogspot.com.br/2016/03/guerras-hibridas-abordagem-adaptativa.html" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="external noopener noreferrer">Blog do Alok</a>.</p>
<p><a href="https://mail.google.com/mail/u/0/?tab=wm#m_4430089653889506819_m_838490401746570454__ftnref2" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="external noopener noreferrer">*</a> Epígrafe acrescentada pelos tradutores.</p>
<p><a href="https://mail.google.com/mail/u/0/?tab=wm#m_4430089653889506819_m_838490401746570454__ftnref3" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="external noopener noreferrer">[2]</a> Esse telegrama intitulado “BRAZIL’S NEW DEFENSE STRATEGY – STRATEGY FOR DEVELOPMENT”, datado de 9/1/2009, classificado como “confidencial” e assinado pelo embaixador Clifford M. Sobel, é muito importante. Ali se lê, dentre outras coisas, que o então Ministro para Questões Estratégicas do governo Lula, Professor Roberto Mangabeira Unger é, dito em inglês, com detalhes, perfeito demônio perigosíssimo, com mania de “independência”. O principal perigo é o seguinte: “Ao conectar a reforma do setor de segurança, com a visão mais ampla de desenvolvimento do governo Lula, a Estratégia põe os militares, pela 1ª vez, desde o fim da ditadura militar em 1985, em lugar de destaque na agenda nacional e reivindica mais recursos para os ministérios militares [A agenda foi assinada e oficializada pelo presidente Lula dia 18/12/2008; o ‘curso’ do qual o juiz Moro participou no RJ, dado pela Embaixada dos EUA aconteceu dias 4-9/10/2009. Só coincidências, evidentemente (NTs)]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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