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	<title>Panama Papers &#8211; PDT</title>
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	<title>Panama Papers &#8211; PDT</title>
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		<title>&#8216;Época&#8217; e o golpe detonado pelo Panama Papers</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 Apr 2016 00:58:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[golpe]]></category>
		<category><![CDATA[Panama Papers]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Época]]></category>
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					<description><![CDATA[Pelo que se depreende da leitura dos chamados Panama Papers e da edição 929, de 04/04/16, da Época , revista do Sistema Globo, o golpe de Estado light, no Brasil, vinha sendo urdido bem antes da eleição de 2014. Eu diria, em 14 de abril de 2005,  dia em que a revista Veja, do Grupo...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pelo que se depreende da leitura dos chamados Panama Papers e da edição 929, de 04/04/16, da Época , revista do Sistema Globo, o golpe de Estado light, no Brasil, vinha sendo urdido bem antes da eleição de 2014. Eu diria, em 14 de abril de 2005,  dia em que a revista Veja, do Grupo Abril, estampou na capa o escândalo do mensalão.</p>
<p>O plano, no início, concentrou-se em derrocar Lula, então no segundo ano do primeiro mandato. A estratégia é igualzinha à de hoje: maximização dos escândalos do governo, suas estatais, (nesse primeiro caso, os Correios – ECT), linchamento dos governantes, criminalização dos políticos, envenenamento da opinião pública e a cartada final do<em>impeachment</em>. O objetivo, também, era idêntico: desmontar o programa social e de desenvolvimento autônomo para reimplantar o neoliberalismo, na sua versão mais selvagem, como agora é grande exemplar o presidente Maurício Macri, da Argentina.</p>
<figure id="attachment_9957" class="wp-caption alignright"><img decoding="async" class="size-large wp-image-9957 td-animation-stack-type0-2" src="http://www.cafenapolitica.com.br/wp-content/uploads/2016/04/Temer-sobre-Macri-500x214.jpg" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" srcset="http://www.cafenapolitica.com.br/wp-content/uploads/2016/04/Temer-sobre-Macri-500x214.jpg 500w, http://www.cafenapolitica.com.br/wp-content/uploads/2016/04/Temer-sobre-Macri.jpg 679w" alt="Declarações de Temer à Época 929, de 04/04/2016" width="500" height="214" /><figcaption class="wp-caption-text">Declarações de Temer à Época 929, de 04/04/2016</figcaption></figure>
<p><strong>Só que Lula foi</strong> mais hábil que Dilma e abortou o golpe, ali, mesmo, pegando o touro a unha. Mesmo à custa da mística do PT e de seus coroados – José Dirceu, Genuíno etc -, que sofreram a humilhação de um julgamento político, presidido pelo então ministro Joaquim Barbosa, presenteado, como se revela agora, com um rico apartamento em Miami.  Tanto é assim que Lula se reelegeria presidente, em 2006, elegeria e reelegeria a Dilma, em 2010 e 2014.</p>
<p>Poder-se-ia dizer que o país vivia, na época, uma situação econômica mais confortável, embora minha impressão é que se tratou, primeiro de tudo, de controle e de domínio da situação. Não é difícil imaginar a irreversibilidade daquela primeira arremetida midiático-judicial-policial se a crise tivesse sido gerida com a mesma complacência com que o governo Dilma e o PT lidaram, inicialmente, com o <em>petrolão,</em> o megaescândalo sucessor do mensalão.</p>
<p>Mas voltemos aos dias de hoje. O golpe, na sua segunda e mais ousada ofensiva, começa em 17 de março de 2014, data de lançamento da Operação Lava Jato (destinada a investigar a Petrobrás), tendo como matriz e inspiração a italiana Operação Mãos Limpas, concebida pelos laboratórios políticos dos Estados Unidos e da Europa, como admitiu o escritor Umberto Eco, pouco antes de morrer.</p>
<p><strong>Esta segunda etapa </strong>do plano golpista, mais desinibida e devastadora, chega até a formalização e a votação do <em>impeachment</em> da presidenta da República, com todo o potencial de desestabilização que possa acarretar. E isso depois de ordenar, via Lava Jato e seu rabugento juiz Sérgio Moro. mais de uma centena de mandados de busca e apreensão, prisão temporária, prisão preventiva e de condução coercitiva das principais lideranças políticas e empresariais vinculadas ao governo popular. Tudo isso sob um clima opressivo de caça às bruxas, só comparável aos regimes mais totalitários,e contando com a cobertura massiva e diuturna da mídia hegemônica.</p>
<figure id="attachment_9958" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-9958 td-animation-stack-type0-2" src="http://www.cafenapolitica.com.br/wp-content/uploads/2016/04/programa-governo-temer-500x277.jpg" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" srcset="http://www.cafenapolitica.com.br/wp-content/uploads/2016/04/programa-governo-temer-300x166.jpg 300w, http://www.cafenapolitica.com.br/wp-content/uploads/2016/04/programa-governo-temer-768x425.jpg 768w, http://www.cafenapolitica.com.br/wp-content/uploads/2016/04/programa-governo-temer-500x277.jpg 500w, http://www.cafenapolitica.com.br/wp-content/uploads/2016/04/programa-governo-temer-696x385.jpg 696w, http://www.cafenapolitica.com.br/wp-content/uploads/2016/04/programa-governo-temer-759x420.jpg 759w, http://www.cafenapolitica.com.br/wp-content/uploads/2016/04/programa-governo-temer.jpg 1017w" alt="Reportagem da revista Época, edição 929, de 04/04/2016." width="500" height="277" /><figcaption class="wp-caption-text">Reportagem da revista Época, edição 929, de 04/04/2016.</figcaption></figure>
<p>A arremetida decisiva, com o afastamento da presidenta e a ruptura da ordem constitucional, só não se completou porque o governo teve tempo de agir, na undécima hora, mobilizando sua militância e recorrendo às ruas e à sua reserva mais poderosa, em matéria de liderança popular, o próprio ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva.</p>
<p>Juntem-se as contradições da política, os erros de cálculo do adversário (invasão da residência de Lula por 200 policiais e a detenção temporária deste, no Aeroporto de Congonhas, por quatro horas). Acrescente-se a solidez de algumas de nossas instituições, como o Supremo Tribunal Federal, que se interpuseram ao assalto anti-democrático.</p>
<p><strong>Golpe final</strong> – Na verdade, o golpe final e determinante foi acionado para eclodir no dia 29 de março, quando a cúpula do PMDB anunciou o rompimento com a base governista no Congresso, em meio a uma grande mobilização midiática e de ruas.</p>
<p>Houve algo inusitado. A megaoperação falhou rotundamente, porque não se consumou o efeito manada esperado: os peemedebistas seriam seguidos pelos partidos nanicos, que unidos ao PSDB, dariam o quorum qualificado de dois terços dos parlamentares necessários ao impedimento. Nada disso aconteceu e a manobra acabou fortalecendo as gestões anti-impeachment.</p>
<p>Por sua vez, as ruas fugiram ao domínio da direita para pedir democracia e dizer não ao golpe (em 31 de março, Brasília faz a maior demonstração de sua história, ao defender o governo Dilma. Por sua vez, asim,  sociedade despertava para entender que a luta anticorrupção não deveria punir apenas o PT, mas igualmente, todas as forças políticas envolvidas na lama da corrupção, inclusive às vinculadas ao comando do golpe.</p>
<p>A reação popular foi de pronto assimilada pelos detentores dos votos no processo de<em>impeachment</em>, os deputados e senadores, que passaram de uma quase unanimidade em favor do afastamento da presidenta, para uma uma melhor ponderação da postura a adotar.</p>
<p><strong>Entra a Época</strong> – Foi nessa ocasião que a edição da revista Época, remetida às bancas no sábado, 30/03/16, trouxe a lume, não apenas o roteiro do golpe, que seria perpetrado pela votação maciça dos trânsfugas peemedebistas e de outros partidos pequenos,  a favor do impedimento. A revista também antecipou uma espécie de programa de governo daquele que seria ungido presidente, o atual vice Michel Temer, na eventualidade de a trama funcionar, claro..</p>
<p>Desatenta (ou terá comido mosca?) da insurreição dos peemedebistas contra a decisão da cúpula partidária, entre eles seis de sete ministros de Estado,  Época acabou retratando uma realidade que não existe, ou melhor, que ela queria que existisse, mas que tinha sido atropelada pelos fatos. Ou só existia na cabeça de seus editores ou do comando central da Globo, a matriz da revista, que, num passado não muito remoto, tinha o poder  de botar e tirar presidentes a seu bel prazer.</p>
<p><strong>“Efeito Macri”</strong> – O fato é que a revista saiu, dando a entender que Michel Temer fosse o virtual presidente da República. Em entrevista às repórteres Ana Clara Costa e Talita Fernandes, o vice-presidente praticamente indicou seus principais ministros (Armínio Fraga, o infalível homem de Soros e do FMI, entre eles) e, o que é mais sintomático, sugeriu  o que seria seu programa de governo: de caráter ultraneoliberal e opressivo, como se pode perceber em suas próprias palavras. Tal modelo seria uma espécie de cópia daquele que está Maurício Macri impondo a seu povo, a partir da presidência da Argentina.</p>
<p>O atual (ainda?) vice Temer, não se peja em demonstrar, na reportagem, seu deslumbramento com o que seria seu futuro colega presidente platino: “Temer, que vem observando o trabalho do presidente argentino” – diz a certa altura a reportagem da Época -, “rasgou elogios e arrematou: “É disso que o Brasil precisa, de um efeito Macri”.</p>
<p>Nós e o povo argentino sabem que “efeito” é este. Como se recorda, Macri começou governando com uma catarata de decretos e sem se preocupar em convocar o Congresso, que iniciava, a partir da posse do novo presidente, em 02/12/1015, um longo recesso de três meses. Baixou vários pacotes de nível estrutural, afetando dramaticamente direitos trabalhistas, política creditícia, e, comprometendo a indústria nacional e, consequentemente, os empregos, além escancarar o país à depredação estrangeira. O resultado dessa política foi o aumento da energia em 700% e  a demissão de milhares de funcionários públicos e privados e o massacres das pequenas e médias empresas.</p>
<p>Ele ainda revogou a lei de médios, que havia levado quase 10 anos para ser discutida e votada pelos parlamentares. O modelo macrista, para a Veja e para Época, no entanto, é o ideal, porque o país deve ser governado com “os métodos modernos de uma empresa multinacional”. Também nomeou, ex oficio, dois ministros da Suprema Corte, quando, manda a constituição, os nomes destes deveriam ser submetidos ao Senado e, só depois de conquistada a simpatia de dois terços da Casa, poderiam ser investidos. Para fazê-lo, Macri invocou, segundo justificou, um dispositivo constitucional, datado, do século XIX, quando o país estava em guerra co o Uruguai.</p>
<p><strong>“Agir rápido”</strong> – Daí a preocupação de Temer, em implantar tudo aquilo no Brasil e com o mesmo espírito atrabiliário do biliardário presidente argentino. Aqui, a Época cita o comentário de um aliado de Temer, ainda que pareça ter saído da boca do próprio vice-presidente: “Ele (o Temer) sabe que terá de agir rápido. Mas, pelo exemplo argentino, viu a importância do gesto, sobretudo na economia”.</p>
<p>Época termina esta citação com a seguinte conclusão: “….afirma o interlocutor do vice, que não parou de aparafusar as estrturas do que pretende ser seu futuro governo, mesmo depois de o Planalto abrir o varejo de cargos e colocar a militância na rua para entoar até gritos de guerra anti-Temer”.</p>
<p>Finalmente, Época dá um aviso aos futuros ministros temeristas: “Quem topar o convite (para ser ministro) terá de trabalhar o programa com medidas de receptividade delicadas diante da população, como a privatização de estatais e a reforma da Previdência, que contemplaria o aumento da idade de aposentadoria, Outra paute difundida pelo vice é a volta ao regime de concessões no setor de óleo e gás (Petrobrás também?), em vez de regime de partilha”.</p>
<p><strong>Por algum azar do destino</strong>, ou de Temer, explode, naquele sábado, 30, estoura o escândalo dos <em>Panama Papers</em>, em que Macri, seu pai e um irmão, aparecem como co-proprietários e diretores de uma empresa de lavagem de dinheiro e ocultação do patrimônio, nas Ilhas Bahamas. Viu-se depois que Macri tem não apenas a empresa Fleg Trading Ltd., inscrita nas Bahamas, de acordo com os <em>Panama Papers</em>, como também a Kagemusha SA, no Panamá, que ainda está em funcionamento,ética e da qual Macri seria vice-presidente, como informa a agência AFP.</p>
<p>É claro que a nossa mídia e o próprio Temer silenciaram sobre o assunto. Mas, como a desafiar, os roteiros golpistas, o dramático desenrolar doas acontecimentos expõe, nos mesmos <em>Panama Papers,</em> as evasões fiscais de uma figura de outro ilustre envolvido na primeira etapa do golpe, ou seja, a fase do mensalão.</p>
<p>Trata-se do ex-presidente do Supremo e ex-cavaleiro andante da ética e da moralidade Joaquim Barbosa. Como se recorda, o iracundo JB se destacou como o homem que, se servindo da “teoria do domínio do fato”, ou seja, dispensando provas e outros procedimentos judiciais, mandou para a cadeia toda a cúpula do PT, num espetáculo circense-midiático, como nunca antes presenciado na austera sala de sessões do plenário do STF.</p>
<p>Nos <em>Papers</em>, Barbosão, hoje aposentado depois de interromper bruscamente sua carreira de judicial, quando mal tinha completado 60 anos de idade, sem dar maiores explicações, é acusado de sonegar impostos na compra de um imóvel em Miami e citado como “cliente VIP” da  Mossack Fonseca.</p>
<p>Reforçando ainda mais o escândalo, o jornal Miami Herald, saiu com uma reportagem, indicando outra estripulia do ex-ministro, objeto de muitas capas bajulatórias da Veja (e também da Época et caterva), numa das quais se lia o título “O menino pobre que vai mudar o Brasil”,. Segundo o Herald, o ex-ministro  não comprou mas “ganhou” o rico apartamento num sofisticado condomínio <em>miamero</em>. Ele também tinha sido “eleito’, em 2013, pela revista Time, como uma das cem pessoas mais influentes do mundo e incluído em uma lista da BBC sobre 10 brasileiros que foram notícia pelo mundo, naquele mesmo ano.</p>
<p>Detalhe: segundo o jornal americano, Barbosa “ganhou”, conclusão a que chegou depois de constatar que Barbosão não pagou imposto pelo rico imóvel, circunstância só admissível quando se trata de doações. Diz o Miami Herald: “Os registros de propriedade Miami-Dade County pareciam sugerir que o juiz de 61 anos pagou um grande e gordo zero por seu flat no Icon Brickell , uma das torres do condomínio mais conhecidos do bairro de moda”.</p>
<p>E quando  teria sido feita esta doação? No dia em que Barbosa proferiu a sentença contra os supostos mensaleiros (março de 2011), segundo depreende o MH.</p>
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		<title>&#8220;Um notório criminoso decide os destinos do Brasil&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 Apr 2016 00:07:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Crise no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Cunha]]></category>
		<category><![CDATA[Operação Mãos Limpas]]></category>
		<category><![CDATA[Panama Papers]]></category>
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					<description><![CDATA[O bestialógico galopa enquanto um criminoso decide o destino do Brasil. Mas há um problema mundial&#8230; O escândalo chamado ‘Panama Papers’ cabe com encaixe perfeito entre os resultados da sujeição do mundo ao deus mercado que o papa Francisco mais propriamente definiria como demônio do dinheiro. Antes de cogitarmos de uma reforma política brasileira, de...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O bestialógico galopa enquanto um criminoso decide o destino do Brasil. Mas há um problema mundial&#8230;</p>
<p>O escândalo chamado ‘Panama Papers’ cabe com encaixe perfeito entre os resultados da sujeição do mundo ao deus mercado que o papa Francisco mais propriamente definiria como demônio do dinheiro.</p>
<p>Antes de cogitarmos de uma reforma política brasileira, de resto, por ora tão improvável quanto duvidosa, seria altamente recomendável uma reforma do globo terráqueo. De sorte a reverter o processo destinado a enriquecer cada vez mais uns poucos para empobrecer e imbecilizar os demais. Aludo a bilhões de seres ditos humanos.</p>
<p>Um jurista italiano em recente visita ao Brasil, ex-integrante da força-tarefa da Operazione Mani Pulite, Gherardo Colombo, convidado com o transparente propósito de constatar convenientes similitudes entre aquela ação justiceira e a Lava Jato, cuidou de desencantar os anfitriões, de sorte a não merecer maior repercussão na mídia nativa, a do pensamento único a favor do golpe.</p>
<p>A tese central de Colombo, exposta no debate promovido para favorecer Sergio Moro e os promotores curitibanos, é a seguinte: em situações de corrupção desenfreada, a magistratura terá de agir para prender e incriminar quem quer que seja, mas não extirpará o mal se este for da cultura do país. O pecado só será remido pela educação dos graúdos e dos miúdos. Dura lição, que não se coaduna com as pretensões da Lava Jato.</p>
<p>A corrupção é global, como, por exemplo, os Panama Papers comprovam. Nem por isso Moro e sua operação deixam de ser representativos de um país a seu modo único. A Lava Jato presta-se a fornecer munição a uma tentativa de golpe, vale-se de uma polícia disposta a desservir ao Estado para favorecer a manobra em sintonia com a mídia compactamente envolvida no processo.</p>
<p>Atenta contra a lei impavidamente e tanto esquece a origem da corrupção e seus mais atilados praticantes, bem como liquida em um piscar de olhos a possibilidade de qualquer envolvimento da Mossack.</p>
<p>Desponta a urgência de interrogar os botões: por que será que Moro e cia. enterraram o assunto? Respondem: talvez o peso de nomes graúdos detentores das offshore à margem do canal, nomes retumbantes, tenha aconselhado o súbito recuo, mesmo depois da prisão de cinco suspeitos da Mossack, logo postos em liberdade.</p>
<p>Uma pergunta chama outra: e por quais cargas-d’água as atividades do empresário Fernando Henrique Cardoso e do seu endiabrado herdeiro Paulo Henrique não mereceram eco da mídia nativa? Ora, ora, respondem os botões, FHC é ainda mais invulnerável do que Aquiles, o herói grego de calcanhar indefeso. Nem mesmo Páris, de excelente pontaria, conseguiria abater o ex-presidente sem pontos fracos.</p>
<p>A incerteza do momento precipita mais perguntas. Por que ressurge a proposta da renúncia da presidenta Dilma, formulada tempos atrás pelo acima citado FHC? A Folha de S.Paulo ressuscita a ideia como portadora da bandeira a abrir o desfile olímpico. Marcha imponente, a convocar muitos dos titulares da casa-grande, seus aspirantes e fâmulos.</p>
<p>E por que Dilma haveria de renunciar? Nada empurra a tanto o vencedor de uma eleição, menos ainda a lei. Há quem diga: antecipemos as eleições, outubro próximo seria uma boa data. A presidenta reage com louvável ironia: pois então, renunciemos todos em bloco, governo, governadores e congressistas.</p>
<p>A quem aproveita a proposta? Panorama confuso, de névoa do Mar do Norte, na madrugada invernal. Em meio à cerração, aparecem desentendimentos na tripulação do barco golpista. Não vale a pena perder tempo em relação ao patético comportamento de Marina Silva, crente ferrenha das pesquisas, incapaz de perceber que a coisa pega somente nas cercanias do pleito.</p>
<p>Permito-me outros exemplos: eleições em outubro não comovem, por motivos diversos, Michel Temer e Aécio Neves. Encantam, porém, por razões insondáveis, Paulo Skaf, aquele que estimula imensa saudade de Antonio Ermírio de Moraes e Olavo Setubal, dois empresários que praticaram a política com outros méritos e válidos atributos. Tampouco está claro se Skaf é empresário.</p>
<p>Algo é certo, soletram os botões: a proposta da renúncia nasce de uma forte dúvida a respeito do desfecho da manobra golpista do impeachment. A tigrada deu para temer, de uns dias para cá, que o complô soçobre no fracasso final.</p>
<p>Retomada a normalidade democrática, e diante de uma crise iniciada no exterior que não tende a arrefecer, a possibilidade de antecipar eleições gerais poderia ser levada em conta, ao cabo de um amplo debate e de uma adequada emenda constitucional, operada pelos poderes previstos em lei.</p>
<p>Antecipação de um ano, para outubro de 2017, quem sabe. Não é por acaso, de todo modo, que a Folha assuma o papel de portador da proposta da renúncia, inequivocamente golpista nas circunstâncias. Diz um caro amigo que o jornalão da família Frias é o mais hipócrita da categoria.</p>
<p>Abriga textos que contradizem a linha do jornal, sem contar a pretensão do ombudsman faccioso, para alardear uma isenção desmentida na totalidade dos demais espaços. O Estadão é um vetusto fazendeiro que não consegue enxergar além da cancela das suas terras. O Globo é homem de negócios suspeitos, sem escrúpulos, entregue ao demônio do dinheiro.</p>
<p>Os jornalões, os revistões e os programões abrigam o bestialógico mais grandioso da história do País. No confronto, o Febeapá da Stanislaw Ponte Preta empalidece. O que se lê e se ouve, imediatamente repetido por uma fatia conspícua da sociedade, é algo que não tem similar mundo afora. Trata-se de um besteirol clangoroso que exibe o estágio cultural primitivo de uma nação carente de saúde mental.</p>
<p>Não falta quem escape ao desastre, mas o conjunto da obra é apavorante. Fôssemos diferentes, nos riríamos dos equívocos, dos mal-entendidos, das acusações pueris, e das pretensões descabidas, das ambições idem, dos exibicionismos provincianos, da pompa ridícula, da ostentação grosseira, da vulgaridade geral. O fenômeno apresenta, contudo, uma imponência tão avassaladora a ponto de provocar por parte de quem dispõe de bons olhos, vergonha e desalento.</p>
<p>Perguntam agora meus envergonhados botões: quem haverá, neste Brasil em apuros, capaz de entender que o impeachment não resolve a crise, pelo contrário, a complicaria? E quem se dá conta de que os Panama Papers desvendam o ninho do ovo da serpente da crise que, sem isentar o País, transcende a economia?</p>
<p>Há outra discrepância, ainda mais espantosa, a denunciar ausência de saúde mental, bem como política: enquanto se discute se Dilma cometeu um crime inexistente, decide os destinos do Brasil um notório criminoso chamado Eduardo Cunha.</p>
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