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	<title>Lula &#8211; PDT</title>
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		<title>Ciro avalia decisão de Fachin e condena possível volta do lulopetismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Mar 2021 00:02:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bloco Editorias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Notícia em destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Ciro Gomes]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="1006" height="493" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/cirocnn.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" fetchpriority="high" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/cirocnn.jpg 1006w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/cirocnn-100x49.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/cirocnn-300x147.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/cirocnn-768x376.jpg 768w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/cirocnn-184x90.jpg 184w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/cirocnn-535x261.jpg 535w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/cirocnn-600x294.jpg 600w" sizes="(max-width: 1006px) 100vw, 1006px" />Ao avaliar a anulação dos processos do ex-presidente Lula na Lava-Jato, o vice-presidente nacional do PDT, Ciro Gomes, disse considerar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) “estranha, exótica” e vê como danoso o retorno do lulopetismo ao cenário eleitoral, o que levaria o País à uma reedição de 2018, com o acirramento da polarização...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="1006" height="493" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/cirocnn.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/cirocnn.jpg 1006w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/cirocnn-100x49.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/cirocnn-300x147.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/cirocnn-768x376.jpg 768w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/cirocnn-184x90.jpg 184w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/cirocnn-535x261.jpg 535w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/cirocnn-600x294.jpg 600w" sizes="(max-width: 1006px) 100vw, 1006px" /><p>Ao avaliar a anulação dos processos do ex-presidente Lula na Lava-Jato, o vice-presidente nacional do PDT, Ciro Gomes, disse considerar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) “estranha, exótica” e vê como danoso o retorno do lulopetismo ao cenário eleitoral, o que levaria o País à uma reedição de 2018, com o acirramento da polarização política.</p>
<p>“Não que ele [Lula] seja inocente, porque não é mesmo, mas foi perseguido pela arbitrariedade do Sérgio Moro. Se o juiz validar tudo que aconteceu, ele será sentenciado de novo, toda a instabilidade jurídica que interage com a política brasileira. Acho que foi feita justiça, Sérgio Moro foi arbitrário, constrangendo a lei, Lula tem direito de ser julgado com decência”, declarou ontem, em entrevista à CNN.</p>
<p>De acordo com Ciro, a decisão do ministro Edson Fachin pegou “até os advogados do Lula” de surpresa ao afirmar que a vara competente pelos processos da Lava-Jato é a de Brasília e não a de Curitiba, uma vez que vários recursos nesse sentido foram negados no STF.</p>
<p>“Ora, isso faz seis anos. Mais de 50 recursos subiram perguntando se isso tava direito, se não tava direito, e todos esses 50 recursos, de mais de 100 réus, tiveram na cara a porta batida. Agora, sem nenhuma inovação, não é mais a vara de Curitiba”, argumentou Ciro Gomes em entrevista ao Datena, na Band News.</p>
<p>Quanto ao efeito político que vem na esteira da decisão do ministro do Supremo, Ciro é bastante crítico. Retornar à atmosfera de 2018, que beirou a guerra política, seria um desastre para o Brasil. Para o pedetista, o país precisa de diálogo e consenso como caminho para superar as crises econômica, social e sanitária que enfrenta.</p>
<p>Ciro avalia que o lulopetismo é parte do problema nacional e responsável direto pelo resultado das últimas eleições presidenciais. Apostar nessa corrente política, na visão do pedetista, seria apostar em um passado cujo erro está atestado, sobretudo por inflar as correntes bolsonaristas e de ultradireita no país.</p>
<p>Em entrevista a rádio CBN, na manhã de hoje (9), Ciro afirmou: &#8220;O Brasil precisa, diante do problema grave que nós temos, construir um caminho de futuro. E, francamente, eu não vejo o caminho do futuro ser construído com a volta ao passado &#8216;lulopetista&#8217;, envelhecido, desgastado, inconfiável, e pior: que tem a característica de fazer o outro lado se reunir também com base no ódio&#8221;.</p>
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		<title>PDT enaltece Dona Marisa Letícia, Primeira Dama do Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Feb 2017 14:29:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia em destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Dona Marisa Letícia]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[PDT]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="700" height="525" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/02/16387403_1328441127216387_7413168801488203369_n.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/02/16387403_1328441127216387_7413168801488203369_n.jpg 700w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/02/16387403_1328441127216387_7413168801488203369_n-100x75.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/02/16387403_1328441127216387_7413168801488203369_n-300x225.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/02/16387403_1328441127216387_7413168801488203369_n-120x90.jpg 120w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/02/16387403_1328441127216387_7413168801488203369_n-600x450.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" />Diante da confirmação da morte da Primeira Dama, Dona Marisa Letícia, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, redigiu a seguinte nota em nome do partido: &#8220;Recebi com enorme pesar a notícia da passsagem da nossa querida companheira Dona Marisa Letícia, ex-primeira dama da República. De origem pobre, assim como grande parte das mulheres brasileiras,...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="700" height="525" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/02/16387403_1328441127216387_7413168801488203369_n.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/02/16387403_1328441127216387_7413168801488203369_n.jpg 700w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/02/16387403_1328441127216387_7413168801488203369_n-100x75.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/02/16387403_1328441127216387_7413168801488203369_n-300x225.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/02/16387403_1328441127216387_7413168801488203369_n-120x90.jpg 120w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/02/16387403_1328441127216387_7413168801488203369_n-600x450.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /><p>Diante da confirmação da morte da Primeira Dama, Dona Marisa Letícia, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, redigiu a seguinte nota em nome do partido:</p>
<p>&#8220;R<em>ecebi com enorme pesar a notícia da passsagem da nossa querida companheira Dona Marisa Letícia, ex-primeira dama da República.</em></p>
<p><em>De origem pobre, assim como grande parte das mulheres brasileiras, Dona Marisa participou de todos os grandes movimentos em prol da democracia nos ultimos 40 anos, abrindo mão inclusive da sua vida privada, para, ao lado de Lula, iniciar o processo de libertação do povo mais humilde que sempre foi esquecido pela elite brasileira.</em></p>
<p><em>À família, toda solidariedade em nome do PDT, que participou ativamente de todas essas transformações ao longo dos últimos 14 anos e lutou, lado a lado, contra o golpe que vitimou a companheira Dilma Roussef em 2016.</em></p>
<p><em><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-medium wp-image-52714" src="http://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/02/EXPRESLULA1SIRIO7-300x210.jpg" alt="" width="300" height="210" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/02/EXPRESLULA1SIRIO7-300x210.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/02/EXPRESLULA1SIRIO7-100x70.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/02/EXPRESLULA1SIRIO7-768x537.jpg 768w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/02/EXPRESLULA1SIRIO7.jpg 1024w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/02/EXPRESLULA1SIRIO7-129x90.jpg 129w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2017/02/EXPRESLULA1SIRIO7-320x224.jpg 320w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" />O nome de Dona Marisa está gravado na recente história política do Brasil. Sua fibra e sua garra, seu amor ao país e sua mão estendida a cada brasileiro, é a maior prova de que, mesmo atacada pela intolerância e pelo preconceito de uma elite mesquinha e machista, desempenhou com honradez o papel que o povo escolheu para ela: a Primeira Dama da nação.</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Sua luta é a nossa luta, Dona Marisa. Descanse em paz.&#8221;</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Carlos Lupi  </em></p>
<p style="text-align: center;"><em>                                                                                         Presidente Nacional do PDT</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.pt.org.br/dona-marisa/" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="external noopener noreferrer"><em><strong>Veja a trajetória de Dona Marisa</strong></em></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Leonardo Boff: &#8216;Ciro Gomes conhece profundamente o Brasil&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Apr 2016 11:41:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia em destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Ciro Gomes]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo Boff]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
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					<description><![CDATA[Para o teólogo e professor Leonardo Boff, a atual crise política pode ser um momento de inflexão para o país, ajudando a amadurecê-lo democraticamente e a retomar o curso tanto de crescimento quanto da luta contra a desigualdade. Em entrevista para a jornalista Paula Bianchi, da UOL Rio, Boff afirmou: &#8220;A crise é boa por...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Para o teólogo e professor Leonardo Boff, a atual crise política pode ser um momento de inflexão para o país, ajudando a amadurecê-lo democraticamente e a retomar o curso tanto de crescimento quanto da luta contra a desigualdade. Em entrevista para a jornalista Paula Bianchi, da UOL Rio, Boff afirmou:</em></p>
<p><em>&#8220;A crise é boa por nos fazer refletir. Queremos um Brasil justo ou apenas rico?&#8221;, questiona o expoente da Teologia da Libertação no Brasil. Ele cita Ciro Gomes (PDT-CE) como alternativa à esquerda, lembra a gestão de Itamar Franco (1930-2011) e defende como melhor caminho a criação de um governo de união nacional, em que lideranças dos mais diversos setores se sentem para conversar em torno de um projeto comum.</em></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>UOL &#8211; Como o senhor vê a atual situação do governo?</strong></p>
<p><strong> </strong><strong>Leonardo Boff</strong> &#8211; Mais que o governo, a situação política e social atual está em uma profunda crise de identidade, de definição de que tipo de Brasil nós queremos. Há um choque de duas visões da democracia. Uma é a democracia neoliberal, que coloca o centro no desenvolvimento no enriquecimento privado, no capital, e não no bem comum. É o tipo de democracia representativa que vemos no mundo todo, que deixa sempre o pobre à margem. Faz políticas pobres para os pobres. A outra é a democracia republicana, que coloca o bem comum no centro. Ela se traduz por políticas sociais, investimentos grandes de inclusão dos marginalizados e um país com menos desigualdade. O primeiro cria um país rico, mas com profunda desigualdade. O outro visa a um país justo, com mais igualdade. Esses dois modelos estão em conflito, há uma luta de classe escondida. Aqueles que estavam sempre de fora, não ocupavam os lugares públicos no avião, na praça, nos mercados etc., agora estão ali. E aqueles que não estavam acostumados a isso se sentem constrangidos. Os querem no lugar deles, historicamente definido na periferia, na margem, a divisão clássica do Brasil de cima a baixo de volta.</p>
<p><strong>Como fica a situação do governo frente ao processo de impeachment?</strong></p>
<p>&#8212; O impeachment é um artigo da Constituição e tem que ser respeitado. Mas, para que haja o impeachment, tem que haver o crime. Grandes juristas, grandes nomes, pessoas sérias, que entendem seja da política, seja da economia, acham que não há a configuração de um crime que justifique o apelo a esse artigo da Constituição. O impeachment feito sem essas configurações configura um golpe. Derrubar o poder não mais pela via armada, mas pela via judiciária, por articulações antidemocráticas, de quem perdeu pelo voto e não aceita essa perda. Que não toleram que um trabalhador possa chegar ao Planalto, porque acham que a Presidência é um lugar natural dos que passaram pela universidade, da oligarquia. Lula pode estar no Planalto, desde que limpando o palácio, os banheiros, não como presidente. É intolerável para eles uma figura inteligente e carismática como ele. Já fui professor em vários lugares e frequento ambientes mais sofisticados intelectualmente e nunca na minha vida encontrei uma pessoa mais desperta, mais inteligente que o Lula.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Há uma perseguição contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva?</strong></p>
<p>&#8212; Isso está dentro da &#8220;estratégia imperial&#8221; denunciada por Noam Chomsky e comandada por países como os Estados Unidos de submeter todos ao macroimpério capitalista. Para isso, é importante a difamação de líderes carismáticos, fazer grandes manifestações usando grupos violentos e tornar ingovernável o país. O nosso problema é que há um vazio de liderança. Como <a href="http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2016/03/31/meu-deus-do-ceu-essa-e-a-nossa-alternativa-de-poder-diz-barroso-sobre-pmdb.htm" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="external noopener noreferrer"><strong>disse o Barroso [ministro Luís Roberto Barroso</strong></a>, ao comentar a foto em que as lideranças do PMDB aparecem comemorando a saída do governo], &#8216;meu Deus, serão esses que vão governar&#8217;? Estamos num voo cego, não sabemos para onde vamos.</p>
<p><strong>Mas a esquerda não teria um papel nisso?</strong></p>
<p>&#8212; Os grupos mais conservadores que sempre estiveram no poder nunca se preocuparam em ter lideranças. Estavam preocupados em ter pessoas que ocupassem os espaços e os gerenciasse em funções dos seus privilégios. A esquerda também não se preocupou em criar líderes. Líderes não se criam, eles emergem dentro de uma crise. Com certeza essa crise vai fazer com que surjam figuras significativas. Acho pessoalmente que uma figura de grande relevância é Ciro Gomes (PDT-CE), que conhece profundamente o Brasil, tem um discurso ético, de uma política alternativa, e já se colocou como candidato. Problema que ele é homem, não se governa, mas se ele conseguir manter uma linha civilizada, ser o &#8220;Ciro paz e amor&#8221;, poderá ser um candidato forte.</p>
<p><strong>O senhor citou Ciro como alternativa. Como fica a esquerda nessa crise?</strong></p>
<p>&#8212; Toda crise acrisola, purifica. À medida que a crise se agrava aparece o núcleo essencial que precisa ser salvo e tudo o que é acessório, interesses particulares, caem. Neste caso a questão é salvar o estatuto da democracia. Necessariamente será uma democracia não mais só representativa &#8212; já que a representação no Congresso é uma das piores da nossa história e não reflete o Brasil &#8211;, mas participativa. Todas as grandes questões sociais serão discutidas, com auditorias, com grande participação dos movimentos sociais, das instituições nacionais, como OAB, CNBB, MST, entre outras. Daí nasce um projeto minimamente aceitável para todos que poderá ser levado avante e salvar o país na sua economia e na diminuição das injustiças.</p>
<figure id="attachment_39613" aria-describedby="caption-attachment-39613" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-39613 size-medium" src="http://www.malungo2.com.br/pdt/desenv/wp-content/uploads/2016/04/com-lula-300x146.jpg" alt="com lula" width="300" height="146" /><figcaption id="caption-attachment-39613" class="wp-caption-text"><strong>Boff na Caravana da Cidadania, com Lula</strong></figcaption></figure>
<p><strong>Podemos falar em um reagrupamento da esquerda?</strong></p>
<p>&#8212; A crise poderá levar todas as forças políticas e sociais a sentarem em uma mesa sobre um projeto mínimo, que todos podem aceitar, na política do ganha-ganha e não do ganha-perde, e juntas estabelecerem um governo de salvação nacional. Mais ou menos como fez o Itamar Franco. Chamou notáveis e criou um projeto que encaminhou o Brasil para a estabilidade econômica. Acho que essa seria a saída mais civilizada, menos custosa, menos violenta. O terrível seria se a crise debandasse em uma espécie de guerrilha social, violência entre grupos, que é o mais que devemos evitar.</p>
<p><strong>Como chegamos até a este ponto de conciliação nacional? O senhor lembrou Itamar, mas ele chegou à Presidência após a saída de Collor.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_39614" aria-describedby="caption-attachment-39614" style="width: 432px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-39614" src="http://www.malungo2.com.br/pdt/desenv/wp-content/uploads/2016/04/com-dilma-300x146.jpg" alt="com dilma" width="432" height="210" /><figcaption id="caption-attachment-39614" class="wp-caption-text"><strong>Boff também apoiou e fez campanha para Dilma Rousseff</strong></figcaption></figure>
<p>&#8212; Vejo duas saídas. Caso a presidente Dilma Rousseff veja que vai perder no Parlamento e sofrer o impeachment, ela mandar uma PEC (Projeto de Emenda à Constituição) convocando imediatamente ou dentro de 90 dias eleições gerais. Ela se afastaria do poder, acompanharia as eleições, e se faria o mesmo pacto. Outra forma, à medida que a crise se agrava &#8212; para mim, ela não chegou ao fundo do poço &#8211;, é as pessoas perceberem que ou se unem ou irão de encontro ao pior. Sentarem juntas e refletirem: &#8220;Olhem, o mais sensato que podemos fazer, até para salvar a nós mesmos, como banqueiros, empresários, investidores, movimentos sociais, líderes políticos etc., é buscarmos uma plataforma comum, ajustemos ao curso do mundo, que não tolera mais golpes de Estado, mais violência&#8221;. Mas essa seria a última tabua de salvação no auge da crise.</p>
<p><strong>O governo tem feito uma série de alianças e tomado decisões que vão de encontro a muitas plataformas clássicas da esquerda. Caso a presidente se mantenha no cargo, o senhor vê o governo retomando estas plataformas?</strong></p>
<p>&#8212; Nós temos um vício na nossa democracia que é o governo de coalizão. É um governo de negociação que descamba para a negociata. Para você buscar apoio no Parlamento, e sem ele não há como governar, é preciso fazer acertos com os partidos. &#8220;Eu o apoio desde que você me dê tal cargo, faça uma estrada na minha região&#8221;, e por aí vai. Isso tem que ser superado, caso contrário, continuaremos com as crises. Por isso acredito que uma nova eleição ou acerto comum que chamasse pessoas notáveis na política, no saber acadêmico, na experiência econômica, jurídica, para pensar além dos partidos, seria um caminho. A questão é que ninguém pensa no todo, cada um quer salvar seu partido, sua parte.</p>
<p>Acho que Dilma só terá chance se fizer uma guinada para a esquerda e fizer outras opções político-sociais, retomando novamente e alargando a inclusão social, que foi a nota característica do governo Lula-Dilma, criando um suporte partidário que sustente essa política. Mas aí será preciso contar muito com o apoio e com a visão ética dos políticos que pensam no Brasil, no melhor de todos, o que é difícil. Esse acerto será inevitável. Como estamos não há como continuar.</p>
<p><strong>E como fica o Partido dos Trabalhadores frente ao atual momento político?</strong></p>
<p>&#8212; O PT se cura se ele voltar às bases. Sou da opinião de que o PT não deve mais continuar no poder. Neste instante é importante porque ganhou as eleições, é um dado democrático. Os outros não aceitaram que ela [Dilma] ganhou porque se julgavam melhores. Tentam derrubar esse governo e tornar ingovernável, o que é absolutamente antidemocrático. O que se fez contra ela neste ano e meio é vergonhoso para qualquer um que tenha um pouco de senso de ética na política. Não aceitaram que perderam, e perderam. A democracia é assim. Espere a próxima vez. Eles se deram conta de que pela nova consciência que se criou no Brasil nunca vão chegar ao poder antigo pela eleição. O povo já sabe qual a lógica do capital, da macroeconomia, de exclusão, que só beneficia aquele grupo. No Brasil, 5.000 famílias controlam 46% do PIB. Eles que comandam porque a economia domina a política.</p>
<p>Estamos errados em muitos pontos. A crise é boa nesse sentido, nos faz refletir. Queremos um Brasil justo ou apenas rico? Para um Brasil apenas rico aplica-se o capitalismo violento e fica-se rico. Beneficia-se alguns, com grandes injustiças sociais e ecológicas. Ou um país justo que faz uma distribuição melhor, que inclui mais gente, que tem um ritmo mais lento, mas muito mais seguro, sustentável? Agora é um momento histórico de fazer essa opção e estamos maduros para isso.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Ciro: ‘Coalizão de ladrões’ quer trocar Dilma por agenda entreguista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Mar 2016 12:53:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia em destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Ciro Gomes]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Cunha]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2014 - Tá na Rede - Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[impeachment]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Michel Temer]]></category>
		<category><![CDATA[PMDB]]></category>
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					<description><![CDATA[ Em Porto Alegre para participar do Seminário Dívida Pública, Desenvolvimento e Soberania Nacional,  promovido pelo Sindicato dos Engenheiros (Senge), na PUCRS, o ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) afirmou que o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT) está sendo movido por uma “coalizão de ladrões” que deseja implementar uma “agenda entreguista”, submetida...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong> </strong>Em Porto Alegre para participar do Seminário Dívida Pública, Desenvolvimento e Soberania Nacional,  promovido pelo Sindicato dos Engenheiros (Senge), na PUCRS, o ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) afirmou que o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT) está sendo movido por uma “coalizão de ladrões” que deseja implementar uma “agenda entreguista”, submetida a interesses internacionais.</p>
<p>Ciro, em entrevista ao <strong>Sul21 </strong>e ao <em>Jornal Já</em>, afirmou que a saída do PMDB do governo federal, <a href="http://www.sul21.com.br/jornal/por-aclamacao-pmdb-abandona-a-base-do-governo-dilma/" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="external noopener noreferrer"><strong>sacramentada em votação</strong></a> que durou três minutos na tarde de terça-feira (29), em Brasília, tem o objetivo de acelerar o processo de impeachment para tentar impedir que as investigações da Operação Lava Jato atinjam mais nomes da classe política brasileira.</p>
<p>“O doutor [<em>Rodrigo</em>] Janot, procurador-geral da República, está de posse de mil contas na Suíça, com US$ 800 milhões já identificados e bloqueados, com a fina flor dos políticos e dos empresários com eles conexos. Por isso que eles precisam aceleradamente [<em>do impeachment</em>]. Faz cinco meses que o processo de cassação do Eduardo Cunha não anda um passo sequer na Câmara e uma presidência da República da oitava economia mundial, em menos de 15 dias, pelo que nós estamos contando hoje, pode cair”, afirma Ciro.</p>
<p>Para o ex-governador, provável candidato a presidência da República pelo PDT em 2018, o impeachment da presidenta ainda não é inevitável, mas será preciso que o “povão acorde” e que haja uma mudança no contexto nacional para que ele seja barrado. Ciro ainda prevê que, caso se concretize a queda de Dilma, o vice-presidente Michel Temer terá muitas dificuldades para governar diante da crise econômica e política vivida pelo país.</p>
<p><strong>(Por </strong><strong>Luís Eduardo Gomes, Sul 21) </strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Como você avalia a saída do PMDB do governo?</strong></p>
<p><strong> </strong><strong>&#8212; </strong> Isso é a crônica de uma morte anunciada. Se não fosse uma tragédia para o país, eu seria um dos brasileiros que poderia estar dizendo, com muita moral e coerência, que eu avisei. Quantas vezes eu falei com o Lula, eu falei com a Dilma, lá na ancestralidade desse projeto, o quanto estúpido e equivocado era colocar esse lado quadrilha da política brasileira na linha de sucessão do País. Prevaleceu o pragmatismo que acabou entregando organicamente ao PMDB a resultante do poder no Brasil, sem voto. E agora eles estão percebendo que podem consumar o fato, eliminar os intermediários e assumir diretamente. São componentes absolutamente escandalosos e enojantes. Eu não estou exagerando em nenhuma palavra, porque assistir o País ir para o risco que está correndo, para o Michel Temer, organicamente vinculado a tudo que está errado sob o ponto de vista institucional e de corrupção no Brasil – eu sei muito bem o que estou falando, é só pesquisar meu mandato de deputado federal, com ele na presidência da Câmara – e parceiro íntimo do Eduardo Cunha, que vira vice-presidente da República.</p>
<p>Com isso eles vão, apoiados pelo PSDB nesse instante, cumprir a segunda tarefa depois de assaltar o poder, que é matar a Lava Jato, que agora, sob o ponto de vista dos politiqueiros de Brasília, parece ter saído do controle. Só para eu lhe dar alguns dados que não saem na grande mídia porque não interessa. O doutor [<em>Rodrigo</em>] Janot, procurador-geral da República, está de posse de mil contas na Suíça, com US$ 800 milhões já identificados e bloqueados, com a fina flor dos políticos e dos empresários com eles conexos. Por isso que eles precisam aceleradamente [<em>do impeachment</em>]. Faz cinco meses que o processo de cassação do Eduardo Cunha não anda um passo sequer na Câmara e uma presidência da República da oitava economia mundial em menos de 15 dias, pelo que nós estamos contando hoje, pode cair.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>O que acontece nos dias seguintes à chegada do Temer à presidência?</strong></p>
<p><strong>&#8212; </strong> O que acontece é que um governo ilegítimo se constitui. Esse governo não é gravemente negativo para o país só porque é ilegítimo e viola a democracia. Esse governo vem com uma agenda basicamente entreguista<em>,</em>dos últimos interesses nacionais que essa gentalha não conseguiu entregar para o estrangeiro. Anote o que eu estou lhe dizendo: petróleo e gás. Mas também para arrebentar com o rudimento de avanço social que o país experimentou, porque eles têm uma convicção, está nos textos do Armínio Fraga, de que o salário mínimo, que é base para toda massa salarial brasileira, passou do limite, que tem que ser reduzido. Nos textos deles está lá que a política social não deve mais ser universal, e sim focada em pequenos grupos como defende o neoliberalismo mais tacanho, que inclusive está superado internacionalmente. Enfim, é uma tragédia completa para o Brasil. O que significa dizer que, dado que esses politiqueiros não conhecem o Brasil que existe hoje, que nós dissolveremos muito rapidamente esse quase consenso que está sendo construído que é pela negação, porque a sociedade brasileira está machucada pela crise econômica e indignada com a novelização do escândalo. Mas, na hora que esse consenso negativo provocar uma ruptura imprudente da nossa tradição democrática, no dia seguinte essa energia não vai para casa. E eu estarei junto com eles tocando fogo, porque não toleraremos que o Brasil seja vendido.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>O senhor já disse que será o primeiro a entrar com um pedido de impeachment do Temer se ele assumir a presidência..</strong></p>
<p><strong> </strong><strong>&#8212; </strong>É todo um contexto. Eu não sou ninguém e há muita manipulação nesse Facebook, com perfis falsos. O que eu disse, e vou repetir, é que o impeachment é um procedimento jurídico-político. Ele não pode ser nem só político e nem só jurídico, e está escrito na Constituição que essa interrupção de um mandato de um presidente da República só se dará na condição de cometimento de crime de responsabilidade. A Dilma não foi acusada de nenhum cometimento, de nenhuma dessas figuras penais da lei de responsabilidade. O pretexto do pedido que está tramitando e pode derivar numa ruptura democrática do país é o que eles chamam de pedalada fiscal, que é um crime contábil, completamente errado, não defendo, mas que todos os governos vêm fazendo e nunca, em circunstância alguma, é crime. Entre o elenco formal da lei não é crime. Portanto você tem um golpe.</p>
<p>E eu disse na entrevista e vou repetir pro senhor, se foi esse o pretexto que vai levar à ruptura do Brasil e há esse risco de ninguém mais governar o nosso país pelos próximos 20 anos, eu estou comovidamente convencido disso, eu entrarei imediatamente com um pedido de impeachment baseado no fato, que eu já tenho todos os documentos, de que o Michel Temer, como vice-presidente ocupando a presidência da República, assinou dezenas de decretos de pedaladas fiscais, igualzinho a Dilma. Portanto, se valer para ela juridicamente – evidentemente que isso é só pretexto -, vai ficar a sociedade brasileira muito esclarecida de que isto também foi uma molecagem de golpe. Mas vou entrar na hora.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A partir do impeachment da Dilma e de um possível impeachment também do Temer, qual seria a solução? Novas eleições?</strong></p>
<p><strong> </strong><strong>&#8212;</strong> Um impeachment só acontece quando há uma construção consensual. Hoje, esse consenso não existe ainda. Ele se acelerou muito por conta de você ter feito encontrar interesses internacionais poderosos, que têm uma influência importante na formação da mega mídia, especialmente de São Paulo, que se autodenomina imprensa nacional, e do Rio de Janeiro, com uma sociedade muito angustiada com a crise econômica e com a loucura da denúncia moral, que foi extremamente passionalizada com aquilo que pareceu ao povo uma jogadinha miúda, metendo o centro da República nela, que é trazer o Lula para dentro do Palácio. Eu espero que ainda dê tempo e que essa marcha da insensatez se interrompa. Não acontecendo, o próximo passo de um impeachment do Michel Temer é muito improvável, porque imediatamente ele passa a ser o representante no poder dos interesses internacionais, que hoje estão na clandestinidade, balançando as bases da democracia brasileira.</p>
<p>É só vocês fazerem uma pesquisa rapidinha: quais são os lugares da Geografia do mundo onde há petróleo com algum excedente e você imediatamente vai ver a mesma instabilidade que há no Brasil, até agravada. Agravada, por exemplo, como é o caso do Iraque. Agravada pelas tensões no Irã, agravada pelas tensões no Egito, pelas tensões na Líbia. É uma coisa que não é coincidência. Arábia Saudita está balançando. A Venezuela, na nossa América Latina, está completamente em frangalhos, a sua institucionalidade. Isso é um jogo bruto, não é um jogo para criança. Agora, esse interesse passa a vencer. Imediatamente a mídia correlata já está fazendo o que para qualquer brasileiro é uma coisa enojante. Um partido que está há 10 anos mamando, roubando, escandalosamente e fisiologicamente entranhado no governo, que, portanto, se tem alguma coisa boa no governo, ele pode reclamar para si também e, se tem alguma coisa completamente errada, o PMDB também é responsável por isso. Sai (do governo) e a <em>Rede Globo</em> faz uma novela dignificando, nobilitando o gesto do PMDB. É a novilíngua. George Orwell, no livro “1984”, escreveu sobre isso.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Ciro, você fala de entreguismo do PMDB…</strong></p>
<p><strong>&#8212;</strong> Está escrito. Leia o que eles estão chamando ridiculamente de Ponte para o Futuro.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>O senhor acha que o PMDB tem condições políticas de implementá-lo?</strong></p>
<p><strong>&#8212; </strong> Nenhuma chance. É uma grande fraude. É uma grande e imensa fraude porque o Brasil hoje tá pinçado por três crises, e uma alimenta a outra, e “trocar Chico por Manel” não resolve nada. Pelo contrário, quando você excita expectativas simplórias, grosseiras, como está acontecendo hoje, em que todo o problema brasileiro seria essa novela moral, que nós vamos trocar uma pessoa que não tá acusada de nada por uma linha de sucessão que é Michel Temer, Eduardo Cunha, Renan Calheiros – os três estão citados na Lava Jato e ela é a única que não foi citada nem é investigada em coisa nenhuma -, o que acontece no dia seguinte? Eles vão trabalhar para desarmar a Lava Jato, mas as três crises vão estar do mesmo tamanho.</p>
<p>Vamos lá, crise número 1: internacional. Um constrangimento, eu diria para você, paradigmático. O Brasil encerrou um ciclo, nós perdemos qualquer veleidade de ter um projeto de desenvolvimento, nisso o PT comete talvez seu maior erro. Fez um avanço, mas não institucionalizou nada, não mexeu em estrutura nenhuma do País. O resultado prático é que, quando terminar o ano de 2016, entre produtos industrializados que nós vendemos para o estrangeiro e produtos industrializados que nós compramos do estrangeiro, o buraco já está em US$ 110 bilhões. A gente vinha, até 2014, pagando este buraco com um ciclo de commodities muito caras. Então, eu estou trabalhando na CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), nós vendíamos, em 2014, uma tonelada de minério de ferro por US$ 180. Chegamos a vender por US$ 40. O petróleo, quando nós comemoramos a maravilhosa descoberta do pré-sal, eu estava lá ajudando a fazer a lei de partilha, aquilo tinha e tem ainda o condão no futuro de mudar radicalmente a estrutura brasileira social, econômica e de infraestrutura, o que acontecia, o petróleo custava US$ 110. Então, a gente gasta US$ 41 para tirar um barril de petróleo, com este nível de escala hoje, e vendíamos a US$ 110. É uma fortuna. Pois bem, o petróleo custa US$ 41 para tirar e nós estamos vendendo a US$ 30. “Micou” o pré-sal. Você tem a soja, o milho, etc., que não caíram tanto, mas caíram 15%, 20% todos. Ou seja, a gente artificializou de fora para dentro uma conta macroscópica do Brasil com o estrangeiro e esse ciclo morreu e morreu para sempre – pelo menos pelas duas próximas décadas. O país está desafiado a recelebrar toda a sua matriz de desenvolvimento agora, catando outro lugar aonde assentar essa imprudência de não termos uma política industrial de comércio exterior. Então, segura a primeira crise que eu quero ver como esses golpistas vão tratar.</p>
<p>Segunda crise, quando você tem um desequilíbrio nas suas contas externas, você transfere para dentro do país uma variável que é a desvalorização da moeda. Eu não tenho tempo aqui, mas, basicamente, se eu tenho um buraco nas contas com o estrangeiro, a consequência prática dentro do país, a primeira, é que a moeda se desvaloriza. O real se desvaloriza perante o dólar. Isto imediatamente se irradia para os preços, todos os preços que são imediatamente sensíveis ao câmbio. Por exemplo, você compra pão, pão é trigo, o Brasil não produz trigo com suficiência, importa, é dólar. Então, se você tem uma desvalorização do real frente ao dólar, o pão fica mais caro, a pizza fica mais cara. Remédio, 75% da química fina brasileira é importada. Se você desvalorizada a moeda, o remédio fica mais caro. Passagem de ônibus, a principal variável é o diesel, diesel é petróleo, petróleo é câmbio. Então, você tem uma pressão de preços relativos que dá uma miragem de inflação. Tentaram botar desde o senhor Fernando Henrique, e o PT manteve a mesma equação, a economia num tal piloto-automático do<em> inflation target</em>, que aqui tomou o nome de meta da inflação. Aí você atira com taxas de juros. Você tem a maior recessão, que não é mais, é depressão econômica, da história do Brasil, e a taxa de juros do Brasil é a maior do mundo. Eu quero ver o que essa calhordice aí, desses golpistas salafrários, vai fazer no dia seguinte que tomar posse.</p>
<p>E, terceiro, a crise política. Ou você acha que PT, MST, CUT, Ubes, eu e todos nós que estamos convencidos de que há um golpe em marcha no Brasil vamos deixar esse governo governar para vender o País para o estrangeiro. Nenhuma chance. Nós vamos para o pau contra eles. Eu não reconheço legitimidade nesse governo que está querendo se construir em cima do golpe. Eu não reconheço e vou lutar, no meu limite, com as ferramentas que estiveram a meu alcance, para que essa tragédia não se abata sobre o Brasil.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>O impeachment é inevitável?</strong></p>
<p><strong>&#8212; </strong>Não é inevitável. Eu estou lhe falando e é preciso que a gente date as coisas, porque as coisas estão muito frenéticas no Brasil, mas o que a sociedade precisa saber é que o processo de cassação do Eduardo Cunha, pilhado com milhões de dólares no estrangeiro roubados da Petrobras, flagrantemente, tudo demonstrado com interações internacionais constrangedoras, faz cinco meses não deu o primeiro passo ainda na comissão, e essa coalizão de ladrões, esta cleptocracia que está se organizando ao redor do senhor Michel Temer, está querendo derrubar uma presidente em 20 dias. Tá marcado para o dia 17 de abril e, no momento em que eu estou lhe falando, só um milagre nos salva. Esse milagre é possível de ser praticado se o nosso povo acordar, não só nós que já estamos na luta, mas o povão, que ainda está vendo as coisas, com muita razão, com um pé atrás, mas eu ainda tenho esperança que Deus toque o coração e a cabeça da sociedade brasileira. E isso pode mudar as coisas.</p>
<p>&nbsp;</p>
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