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		<title>Sim, os trabalhadores podem &#8211; Por Antonio Neto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Mar 2021 15:14:20 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="850" height="478" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/movimentosindical-artigo-Antonio-Neto.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/movimentosindical-artigo-Antonio-Neto.jpg 850w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/movimentosindical-artigo-Antonio-Neto-100x56.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/movimentosindical-artigo-Antonio-Neto-300x169.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/movimentosindical-artigo-Antonio-Neto-768x432.jpg 768w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/movimentosindical-artigo-Antonio-Neto-160x90.jpg 160w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/03/movimentosindical-artigo-Antonio-Neto-600x337.jpg 600w" sizes="(max-width: 850px) 100vw, 850px" /><p>Joe Biden fez várias mudanças na decoração do Salão Oval logo após ser empossado como presidente dos Estados Unidos. Uma das que mais me chamou a atenção foi a colocação no local do busto de um sindicalista: César Chávez (1927-1993), filho de imigrantes mexicanos que liderou um movimento pelos direitos de trabalhadores agrícolas. O seu lema era “sí, se puede”, mais tarde adaptado por Obama para “yes, we can”.</p>
<p>Nos primeiros dias de governo, Biden declarou o seguinte: “Estamos começando a trabalhar para reconstruir a espinha dorsal dos EUA: a indústria, os sindicatos e a classe média”. Para o cargo equivalente ao de ministro do Trabalho, ele nomeou um ex-sindicalista. O novo presidente americano ainda assinou uma série de atos executivos com medidas de proteção aos trabalhadores e fez um discurso histórico, no final de fevereiro, defendendo o direito de organização sindical, que enfrenta diversos entraves nos EUA.</p>
<p>Teria o liberal Biden enlouquecido? Seria ele um agente comunista infiltrado no império americano? A resposta é não. A aproximação dele com o movimento sindical, apesar de pouco conhecida no Brasil, não começou ontem. E tem razões bem concretas.</p>
<p>A sua campanha à Presidência foi lançada dentro do poderoso sindicato dos metalúrgicos de Pittsburgh, na Pensilvânia. Desde o início, o democrata contou com amplo apoio de centrais sindicais, que criaram a Ação Trabalhista para a Defesa da Democracia (LADD). Sindicalistas visitaram centenas de milhares de lares, batendo de porta em porta para pedir votos para o candidato. Quando Trump declarou que não reconheceria a vitória de Biden, o movimento operário ameaçou uma greve nacional, algo que não acontece nos Estados Unidos desde a década de 1940.</p>
<p>Mas por que esse entusiasmo dos trabalhadores pela candidatura de Joe Biden, que não deteve o longo processo de enfraquecimento dos sindicatos quando era vice de Obama? A primeira frase do seu “Plano de Fortalecimento das Organizações Trabalhistas, da Negociação Coletiva e dos Sindicatos”, parte do seu programa de governo, resume bem a questão: “Sindicatos fortes construíram a grande classe média americana”.</p>
<p>Demorou, mas em meio à tripla tragédia da pandemia, da grave crise econômica decorrente dela e do governo Trump, os democratas reconheceram o óbvio: “Não é coincidência que esse declínio [no número de trabalhadores sindicalizados] tenha ocorrido ao mesmo tempo em que cresceu a desigualdade de renda. Quando os trabalhadores são impedidos de se organizar e de se envolver em negociações coletivas, os resultados previsíveis são salários estagnados e uma classe média em declínio”, diz outro trecho do documento.</p>
<p>Hoje os sindicalizados nos Estados Unidos representam apenas 10,5% da força de trabalho, contra 35% nos prósperos anos 1950. A taxa de sindicalização caiu principalmente após o governo ultraliberal de Ronald Reagan nos anos 1980, graças a campanhas antissindicais, com respaldo jurídico, realizadas dentro das empresas, além de constante intimidações de funcionários sindicalizados.</p>
<p>A consequência não poderia ser outra. Segundo o Relatório da Desigualdade Global 2018, da equipe do economista francês Thomas Piketty, os Estados Unidos enfrentam há quase 40 anos estagnação na renda da metade mais pobre da sua população. Desde 1980, o valor médio dos rendimentos anuais brutos desse segmento aumentou apenas US$ 200. Ao mesmo tempo, a renda média anual bruta dos 10% mais ricos dobrou (para US$ 311 mil); e a do 1% no topo, triplicou (para US$ 1,3 milhão).</p>
<p>Tudo isso explica muita coisa, desde a eleição “surpresa” de Trump até esse protagonismo pouco antecipado dos sindicatos no governo de Biden. Por isso, Biden se elegeu com uma plataforma com medidas como o aumento de 100% no salário mínimo federal, a recuperação do direito de negociação coletiva, fortes controles e sanções para a interferência empresarial na liberdade de sindicalização do seu pessoal e reforço do direito de greve, entre outras. Afinal, o único jeito de salvar a economia do mercado americano neste momento é injetando dinheiro no bolso do trabalhador. E não há maneira mais prática de fazer isso do que fortalecendo os sindicatos, que por sua vez exercem pressão sobre as empresas para uma maior valorização dos seus trabalhadores. E não é exatamente disso que o Brasil precisa?</p>
<p>A nossa taxa de sindicalizados também é muito baixa, de apenas 11% – somente entre 2018 e 2019, depois da reforma trabalhista, perdemos mais de 1 milhão de trabalhadores sindicalizados. A reforma foi aprovada com a promessa de criação de 2 milhões de empregos, e qual foi o resultado? A realidade é que chegamos em 2021 com cerca de 14 milhões de desempregados, frente os cerca de 11 milhões de antes da aprovação da reforma. E, mesmo antes da pandemia, a taxa de desemprego diminuiu apenas de 12,2% (durante a recessão de 2014) para 11,8%, por meio da criação de empregos em sua maioria precários, sem jornada ou salários fixos.</p>
<p>Outra promessa das reformas neoliberais era a de que o Brasil se tornaria mais competitivo e atraente para empresas e investidores estrangeiros. O resultado? A Ford não está mais aí para contar. O país perdeu uma multinacional a cada três meses desde 2018, da indústria ao varejo – 14 no total. O mercado interno implodiu. O faturamento das empresas do setor automotivo, que já foi de US$ 87 bilhões no Brasil em 2013, caiu para US$ 54 bilhões em 2019. A participação do setor industrial no PIB brasileiro também vem caindo ano a ano. Em 2018, a indústria de transformação representou apenas 11,3% do PIB, quase a metade dos 20% registrados em 1976.</p>
<p>No Brasil, nossa elite vem há muito tempo pressionando para que a pauta liberal seja implantada de reforma em reforma, sempre sob a alegação da geração de empregos e salvação do Estado. Diversas foram implementadas, e tanto a vida do trabalhador quanto a situação do país não param de piorar. Por uma razão simples, tudo isso está errado e está nos levando para baixo do fundo do poço.</p>
<p>Já que nossa elite adora copiar os modelos americanos, fica a dica: que tal imitar o que Biden se propôs a fazer nos Estados Unidos? A retomada do crescimento brasileiro passa necessariamente pela ação de sindicatos fortes, com estrutura e organização capazes de aumentar a renda, a proteção e a qualidade de vida dos seus trabalhadores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><strong>*Antonio Neto é </strong></em><em><strong>Presidente </strong></em><em><strong> da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) e presidente do PDT na cidade São Paulo (SP)</strong></em></p>
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		<title>Macri autoriza EUA construírem bases militares em Ushuaia e na Tríplice Fronteira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 May 2016 13:09:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia em destaque]]></category>
		<category><![CDATA[bases na Argentina]]></category>
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		<category><![CDATA[Tríplice Fronteira]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil sempre se resguardou da presença militar estrangeira em seu território. A Argentina também. Isso preservava o Cone Sul, entre outras coisas, do risco da ingerência externa em sua soberania econômica e política. Esse tempo acabou. O presidente argentino Mauricio Macri, como resultado da visita de Barak Obama a Buenos Aires em maio, acaba de abrir as fronteiras de seu país à entrada dos Estados Unidos mediante a instalação de duas bases norte-americanas, uma em Ushuaia, Terro do Fogo, e outra na Tríplice Fronteira. </p>
<p>A base em Ushuaia é uma projeção próxima e direta sobre a Antártica, a maior reserva gelada de água doce do mundo, além de conter importantes minerais estratégicos. A base na Tríplice Fronteira é uma projeção sobre o aquífero Guarani, a terceira maior reserva de água doce do mundo.</p>
<p>Obviamente, os interesses “científicos” dos EUA em  instalar essas bases se efetiva na realidade no campo geopolítico. Eles correram para fazer o acordo com Macri tão logo tomou posse porque, assim como no caso brasileira, não querem correr risco de recuo. </p>
<p>É espantoso que justamente um governo argentino tome essa iniciativa em favor da ingerência norte-americana no Cone Sul quando foram os EUA, na única guerra em que a Argentina se envolveu do século XX para cá, a Guerra das Malvinas, que colocaram toda a sua infraestrutura de informação a favor do inimigo que saiu vitoriosos, a Inglaterra. Talvez Macri, por ser relativamente jovem, tenha se esquecido disso. Duvido, porém, que o subconsciente coletivo do povo argentino também tenha se esquecido. </p>
<p>O rescaldo macabro da Guerra das Malvinas foi a instalação permanente de uma base militar inglesa nas ilhas Geórgias, militarizando, inclusive do ponto de vista nuclear, o Atlântico Sul. Agora Macri, pouco depois de eleito, corre para fazer esses acordos militares com os EUA. A Guerra das Malvinas os argentinos perderam; não tinham como resistir à imposição inglesa. Agora, porém, não há nenhuma pressão insuportável para aceitar bases militares. É uma combinação de ideologia subserviente com ilusão de ganhos econômicos. </p>
<p>O governo Macri nos expõe à presença militar norte-americana de uma forma que cria desconforto em todo o Cone Sul. É fundamental que o Ministério da Defesa do Brasil, através do Itamarati, exija explicações do governo argentino sobre essa dupla iniciativa acobertada de atividade científica. A Argentina deverá escolher entre sua aliança estratégica com o Brasil, que lhe tem garantido sobrevivência econômica, e a condição de subordinada aos interesses de Washington. Se colocar os pesos na balança, verá que a aliança com o Brasil interessa mais. A não ser que confunda Brasil com José Serra! </p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>(*) J. Carlos de Assis é jornalista e economista.</strong></p>
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		<item>
		<title>Glenn Greenwald questiona contatos de Aloysio Nunes Ferreira nos EUA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Apr 2016 19:11:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia em destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Aloysio Nunes Ferreira]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[intervenção]]></category>
		<category><![CDATA[Republica de Bananas]]></category>
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					<description><![CDATA[O jornalista norte-americano Glenn Greenwald, em matéria publicada no jornal “The Intercept” sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff, chama a atenção para a viagem aos Estados Unidos do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), um dos líderes do movimento para afastar a presidente Dilma da presidência da República, no dia seguinte à votação do impeachment...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O jornalista norte-americano Glenn Greenwald, em matéria publicada no jornal “The Intercept” sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff, chama a atenção para a viagem aos Estados Unidos do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), um dos líderes do movimento para afastar a presidente Dilma da presidência da República, no dia seguinte à votação do impeachment na Câmara. Glenn Greenwald foi o jornalista que revelou ao mundo o agente da NSA Edward Snowden e suas denúncias em relação aos crimes cometidos pela inteligência americana.</p>
<p>Segundo o jornalista, Aloysio Nunes viajou para Washington “para participar de três dias de reuniões com várias autoridades norte-americanas, além de lobistas e pessoas influentes próximas a Clinton e outras lideranças políticas”.</p>
<p>Greenwald detalhou:</p>
<p>“Nunes vai se reunir com o presidente e um membro do Comitê de Relações Internacionais do Senado dos Estados Unidos, Bob Corker (republicano, do estado do Tennessee) e Ben Cardin (democrata, do estado de Maryland);  com o Subsecretário de Estado e ex-Embaixador no Brasil, Thomas Shannon, além de comparecer a um almoço promovido pela empresa lobista de Washington, Albright Stonebridge Group, comandada pela ex-Secretária de Estado de Clinton, Madeleine Albright e pelo ex-Secretário de Comércio do ex-presidente Bush e ex-diretor-executivo da empresa Kellogg, Carlos Gutierrez”.</p>
<p>O jornalista revelou também que a Embaixada Brasileira em Washington e o gabinete do Senador Aloysio Nunes, consultados, despistaram afirmando que “não tinham maiores informações a respeito” do almoço e da visita do político brasileiro.</p>
<p>Greenwald destacou na mesma matéria o papel dos Estados Unidos no golpe de 64 e ressaltou o fato de que Aloysio Nunes, como presidente da Comissão de Relações e Defesa Nacional do Senado brasileiro, tem defendido uma maior aproximação do Brasil com os EUA e o Reino Unido.  Cita também o fato de que Nunes “foi fortemente apontado em denúncias de corrupção”.</p>
<p>Destaca também que a sua viagem aos Estados Unidos “foi divulgada como ordem do próprio Temer, que está agindo como se já governasse o Brasil”. Diz ainda que Temer estaria incomodado com as constante denuncias da imprensa internacional de que está acontecendo um golpe de estado no Brasil e teria enviado Aloysio Nunes aos Estados Unidos “para lançar uma contraofensiva de relações públicas”, informação inclusive divulgada pelo jornal “Folha de São Paulo”.</p>
<p>Temer estaria também “abertamente preocupado e furioso com a denúncia do impeachment pela Organização de Estados Americanos, apoiada pelo Estados Unidos, cujo secretário-geral, Luis Almagro, disse que estava “preocupado com <a> credibilidade de alguns daqueles que julgarão e decidirão o processo” contra Dilma.</p>
<p>&nbsp;</p>
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