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	<title>Estados Unidos &#8211; PDT</title>
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		<title>A Era Vargas e o Desenvolvimento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Sep 2021 22:06:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<img width="630" height="453" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/09/A-Era-Vargas-e-o-Desenvolvimento.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" fetchpriority="high" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/09/A-Era-Vargas-e-o-Desenvolvimento.jpg 630w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/09/A-Era-Vargas-e-o-Desenvolvimento-100x72.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/09/A-Era-Vargas-e-o-Desenvolvimento-300x216.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/09/A-Era-Vargas-e-o-Desenvolvimento-125x90.jpg 125w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/09/A-Era-Vargas-e-o-Desenvolvimento-600x431.jpg 600w" sizes="(max-width: 630px) 100vw, 630px" />Outrora próspera com Getúlio, a situação na região Amazônica, onde estão quase todas as nossas reservas naturais, é hoje lamentável Até a Revolução de 30, no Brasil não havia projetos de Desenvolvimento, Educação, Saúde, Meio-Ambiente, entre outros, tão necessários para que o povo tivesse a consciência de Cidadania. Vargas trouxe à população brasileira a noção...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="630" height="453" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/09/A-Era-Vargas-e-o-Desenvolvimento.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/09/A-Era-Vargas-e-o-Desenvolvimento.jpg 630w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/09/A-Era-Vargas-e-o-Desenvolvimento-100x72.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/09/A-Era-Vargas-e-o-Desenvolvimento-300x216.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/09/A-Era-Vargas-e-o-Desenvolvimento-125x90.jpg 125w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/09/A-Era-Vargas-e-o-Desenvolvimento-600x431.jpg 600w" sizes="(max-width: 630px) 100vw, 630px" /><p class="yiv1209743395p1"><em><strong><span class="yiv1209743395s2">Outrora próspera com Getúlio, a situação na região Amazônica, onde estão quase todas as nossas reservas naturais, é hoje lamentável</span></strong></em></p>
<p class="yiv1209743395p1"><span class="yiv1209743395s2">Até a Revolução de 30, no Brasil não havia projetos de Desenvolvimento, Educação, Saúde, Meio-Ambiente, entre outros, tão necessários para que o povo tivesse a consciência de Cidadania. Vargas trouxe à população brasileira a noção do país soberano. </span></p>
<p class="yiv1209743395p1"><span class="yiv1209743395s2">Antes de Getúlio Vargas, trabalhadores eram discriminados. Quem trabalhava era tratado como escravo. Na República Velha, onde imperava a oligarquia sem perspectivas, o trabalho era mal visto. </span></p>
<p class="yiv1209743395p1"><span class="yiv1209743395s2">Com uma cultura impressionante e visão de mundo repleta de horizontes para o Brasil, Vargas mostrou que todos são cidadãos e têm direitos. Não era mais a vez da elite e dos ricos, mas, principalmente dos que tinham uma profissão. </span></p>
<p class="yiv1209743395p1"><span class="yiv1209743395s2">Advogado de formação, Getúlio entendia de leis e sabia que o Brasil só daria certo se projetos de Desenvolvimento fossem idealizados e executados.</span></p>
<p class="yiv1209743395p1"><span class="yiv1209743395s2">Com uma equipe de auxiliares que vieram daquela geração de visionários, o presidente criou, praticamente, o Estado brasileiro. </span></p>
<p class="yiv1209743395p1"><span class="yiv1209743395s2">Em 1930, o Brasil se encontrava em situação deplorável, do ponto de vista econômico, pelas consequências da crise de 1929, e Getúlio trouxe, como solução, pensamento desenvolvimentista aliado ao intervencionismo estatal, seguindo o modelo de Franklin Roosevelt</span><span class="yiv1209743395s2">, nos Estados Unidos, que assim superou a Grande Depressão. </span></p>
<p class="yiv1209743395p1"><span class="yiv1209743395s2">Vargas abriu caminhos para a industrialização. O papel do Estado foi o de dar sustentação a atividades como siderurgia, extração e processamento de petróleo, geração e distribuição de energia elétrica. </span></p>
<p class="yiv1209743395p1"><span class="yiv1209743395s2">No Brasil, antes de Vargas, não se planejava nada. Com o presidente, a concepção de governar ganhou organização. </span></p>
<p class="yiv1209743395p1"><span class="yiv1209743395s2">Nacionalista, Vargas criou, então, condições favoráveis para a discussão em torno de um Código de Águas. O primeiro Código de Águas do País, portanto, passou a vigorar, oficialmente, em 1934. O setor elétrico necessitava de regulamentação. </span></p>
<p class="yiv1209743395p1"><span class="yiv1209743395s2">A promulgação do Novo Código de Águas veio com a nova Constituição, de 1934.</span></p>
<p class="yiv1209743395p1"><span class="yiv1209743395s2">Historiadores e especialistas consideram que o Código de Águas como uma das melhores contribuições do governo Vargas, nessa fase inicial. </span></p>
<p class="yiv1209743395p1"><span class="yiv1209743395s2">O jornalista Barbosa Lima Sobrinho, em reportagens publicadas naquela época, dizia que o Código de Águas de 1934 foi um &#8220;documento de grande sabedoria&#8221;.</span></p>
<p class="yiv1209743395p1"><span class="yiv1209743395s2">O aproveitamento industrial das águas deveria ser autorizado, a partir do Código de Águas, pelo governo federal, ao invés de estados e municípios. </span></p>
<p class="yiv1209743395p1"><span class="yiv1209743395s2">E, as concessões de serviços públicos de energia elétrica passaram a ser de brasileiros ou de empresas organizadas no Brasil. </span></p>
<p class="yiv1209743395p1"><span class="yiv1209743395s2">Getúlio criou, também, a Comissão Federal de Forças Hidráulicas. Para fiscalizar e regulamentar os dispositivos do Código de Águas, além de incentivar o desenvolvimento da indústria hidrelétrica no Brasil. </span></p>
<p class="yiv1209743395p1"><span class="yiv1209743395s2">Getúlio Vargas também foi pioneiro no que se refere à Amazônia. </span><span class="yiv1209743395s2">Gaúcho dos pampas, o presidente viajou do Rio de Janeiro para Manaus em outubro de 1940 e lá fez o &#8220;Discurso do Rio Amazonas&#8221;.</span></p>
<p class="yiv1209743395p1"><span class="yiv1209743395s2">Anunciou, na ocasião, a incorporação da Amazônia ao território nacional. A Amazônia não seria mais ignorada. A população sofrida pelos exploradores da borracha, desde 1912, pôde ter esperança. </span></p>
<p class="yiv1209743395p1"><span class="yiv1209743395s2">Quando voltou à presidência, eleito pelo povo, em 1950, Getúlio Vargas instalou a Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia, que ele idealizou no período de seu primeiro governo. </span></p>
<p class="yiv1209743395p1"><span class="yiv1209743395s2">Nos governos de Juscelino Kubitschek e João Goulart houve o prosseguimento de tudo o que foi idealizado por Vargas para a Amazônia. </span></p>
<p class="yiv1209743395p1"><span class="yiv1209743395s2">Mas, na ditadura militar, a situação perdeu força. Projetos de Desenvolvimento Sustentável para a região foram ignorados. </span><span class="yiv1209743395s2">E, atualmente, a situação na região onde estão quase todas as nossas reservas naturais, é lamentável.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="yiv1209743395p1"><em><strong><span class="yiv1209743395s1">*</span><span class="yiv1209743395s1">Everton Gomes é cientista político e secretário nacional de Relações Internacionais e Institucionais da Fundação Leonel Brizola &#8211; Alberto Pasqualini (FLB-AP).</span></strong></em></p>
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		<title>A discreta Embaixadora dos EUA e o golpe paraguaio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 May 2016 16:43:20 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="547" height="366" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/05/golpe.paraguaio.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/05/golpe.paraguaio.jpg 547w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/05/golpe.paraguaio-100x67.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/05/golpe.paraguaio-300x201.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 547px) 100vw, 547px" /><p style="text-align: right;"><em><strong>“O controle político da Suprema Corte é crucial para garantir impunidade dos crimes cometidos por políticos hábeis. Ter amigos na Suprema Corte é ouro puro”.</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A afirmação não é de agora e nem de quem critica o STF por não prender o Cunha, por enrolar a posse do Lula etc. Foi feita há cinco anos pela pessoa que hoje é a embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Liliana Ayalde. A diplomata exercia o cargo de embaixadora no Paraguai (de 2008 a 2011) quando se reportou ao governo norte-americano, relatando a situação do país. Ela deixou o cargo poucos meses antes do golpe que destituiu o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, mas deixou o caminho azeitado. Aqui no Brasil, no cargo desde outubro de 2013, esta personagem é cercada de mistérios e sua vinda pra cá, logo após o golpe parlamentar paraguaio, não foi gratuita.</p>
<p>Liliana Ayalde assumiu seu posto no Brasil cinco meses antes da Operação Lava Jato começar a fase quente. Chegou discretamente, sem entrevistas coletivas, em meio à crise provocada pela denúncia do Wikleaks de que os norte-americanos espionavam a presidenta Dilma, o governo brasileiro e a Petrobras. Segundo Edward Snowden, “a comunidade de espionagem dos USA e a embaixada norte-americana têm espionado o Brasil nos últimos anos como nenhum outro país na América Latina. Em 2013 o Brasil foi o país mais espionado do mundo”, afirmou o ex-funcionário da CIA e ex-contratista da NSA. A mídia brasileira, por óbvio, já preparando o golpe, de modo totalmente impatriótico, não divulgou para o povo brasileiro. E esconderam a grave denúncia de Snowden, que afirmou: “NSA e CIA mantiveram em Brasília equipe para coleta de dados filtrados de satélite. Brasília fez parte da rede de 16 bases dedicadas a programa de coleta de informações desde a presidente Dilma, seus funcionários, a Petrobras até os mais comuns cidadãos, foram controlados de perto pelos Estados Unidos”.</p>
<p>Liliana Ayalde veio ao Brasil comandar a embaixada de um país que fortalecia o bloco chamado BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), contrário aos interesses do grande capital norte-americano; e de um país que exerce forte influência sobre os países sul-americanos com governos populares, todos contrários aos interesses militares dos Estados Unidos na América do Sul. A vinda da embaixadora pode ser mera coincidência?</p>
<p>Não. Segundo informações oficiais da própria Embaixada norte-americana, Ayalde chegou ao Brasil com 30 anos de experiência no serviço diplomático. Trabalhou na Guatemala, Nicarágua, Bolívia, Colômbia e, recentemente, como subsecretária de Estado adjunta para Assuntos do Hemisfério Ocidental, com responsabilidade pela supervisão das relações bilaterais dos Estados Unidos com Cuba, América Central e Caribe. Anteriormente serviu como vice-administradora sênior adjunta da USAID no Bureau para América Latina e Caribe. Entre 2008 e 2011 ela serviu como embaixadora dos Estados Unidos no Paraguai”. Ou seja: sabe tudo de América Latina…</p>
<p><strong>As “pegadas” reveladas</strong></p>
<p>Na internet encontramos vários textos e análises feitas depois do golpe no Paraguai de 2012 que hoje ficam mais claros e elucidam os fatos. Vejam o que escreveu o jornalista Alery Corrêa , no Brasil em 5 Minutos: “O golpe de Estado contra Fernando Lugo, presidente paraguaio, começou a ser orquestrado em 2008, mesmo ano de sua eleição, a qual colocou fim ao reinado de 60 anos do partido Colorado, mesmo partido do antigo ditador Alfredo Stroessner… A mesma Ayalde assumiu em agosto de 2013, sem muito alarde, a embaixada brasileira. Segundo a Missão Diplomática dos Estados Unidos no Brasil, ‘a embaixadora Liliana Ayalde vem ao Brasil com 30 anos de experiência no serviço diplomático’. Em um momento de intenso acirramento político e disputa de poder. O impeachment entra em pauta. A imprensa mais agressiva do que nunca. Não se tratasse de política, diríamos que foi mero acaso. Mas sabemos que não existe falta de pretensão quando se trata dos interesses norte-americanos. Na verdade, eles veem crescer a oportunidade de colocar as mãos no pré-sal brasileiro e estão conscientes da chances reais que possuem com e sem o PT em cena. E certamente, todas as possibilidades já foram avaliadas pelo imperialismo norte-americano”.</p>
<p>Outro texto é da jornalista Mariana Serafini, no Portal Vermelho. “Em um despacho ao departamento de Estado do dia 25 de agosto de 2009 – um ano depois da posse de Lugo – Ayalde afirmou que ‘a interferência política é a norma; a administração da Justiça se tornou tão distorcida, que os cidadãos perderam a confiança na instituição’. Ou seja, apesar da agilidade do processo de impeachment, a embaixadora já monitorava a movimentação golpista três anos antes do julgamento político. No mesmo despacho afirmou que o ‘controle político da Suprema Corte é crucial para garantir impunidade dos crimes cometidos por políticos hábeis. Ter amigos na Suprema Corte é ouro puro’. ‘A presidência e vice-presidência da Corte são fundamentais para garantir o controle político, e os Colorados (partido de oposição ao Lugo que atualmente ocupa a presidência) controlam esses cargos desde 2004. Nos últimos cinco anos, também passaram a controlar a Câmara Constitucional da Corte’, relatou a embaixadora dos USA no Paraguai”.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-41902 alignleft" src="http://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/05/embaixadora-dos-eua-300x211.jpg" alt="embaixadora dos eua" width="300" height="211" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/05/embaixadora-dos-eua-300x211.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/05/embaixadora-dos-eua-100x70.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/05/embaixadora-dos-eua.jpg 472w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" />No Paraguai, a embaixadora não ficou indiferente ao processo de impeachment, como ela mesma disse no relatório confidencial: “Atores políticos de todos os espectros nos procuram para ouvir conselhos. E a nossa influência aqui é muito maior do que as nossas pegadas”.</p>
<p>E deixaram muitas pegadas, segundo artigo de Edu Montesanti: “No Paraguai, os golpistas agiam em torno da embaixadora. Em 21 de março de 2011, a embaixadora recebeu em sua residência blogueiros paraguaios a fim de ‘conversar’ sobre paradigmas e diretrizes para aqueles setores societários que já estavam desempenhando importante papel na sociedade local. Em tese, para conhecer melhor o trabalho deles, discutir a importância dos blogs na sociedade e a importância da aproximação deles com os governos”.</p>
<p><strong>Laboratório de golpes</strong></p>
<p>Blogs, movimentos de internet, Senado, Suprema Corte… qualquer semelhança entre o golpe em curso no Brasil e o golpe paraguaio não é mera coincidência. O golpe no Paraguai é considerado um dos mais rápidos da história, consumado em 48 horas. O presidente Fernando Lugo foi derrotado no Senado por 39 votos favoráveis ao impeachment e quatro contra. Caiu em 22 de junho de 2012. Uma queda rápida, mas que teve uma longa preparação… Assim como no Brasil, cujo golpe começou a ser gestado não no dia das eleições presidenciais de outubro de 2014, quando a oposição questionou a seriedade das urnas e queria recontagem de votos, mas bem antes. Quando? Depois que o modelo paraguaio de golpe deu certo, conseguindo afastar pela via parlamentar um presidente democraticamente eleito pelo voto.</p>
<p>No seu artigo de junho de 2015, o jornalista Frederico Larsen afirma: “a destituição de Lugo, em 2012, foi o melhor ensaio realizado a respeito do que se conhece como golpe brando, o golpe de luva branca. Trata-se de um método para desbaratar um governo sem a intervenção direta das Forças Armadas ou o emprego clássico da violência. Para alcançar isto, basta gerar um clima político instável, apresentar o governo em exercício como o culpado pela crise e encontrar as formas de dobrar a lei para derrubá-lo. Foi isto o que, três anos atrás, aconteceu no Paraguai”.</p>
<p>E José de Souza Castro, em artigo no blog O Tempo, em 5 de fevereiro de 2015, profetizou: “Dilma pode sentir na pele o golpe paraguaio”. E destacou o papel da embaixadora Liliana: “No Paraguai, ela preparou, com grande competência, o golpe que derrubou o presidente Fernando Lugo”.</p>
<p>É o que acontece agora no Brasil: um golpe parlamentar, com apoio da mídia golpista. Um golpe paraguaio.</p>
<p>O Paraguai foi um dos países que mais sofreram com a ditadura militar patrocinada pelos Estados Unidos, nos 35 anos do general Alfredo Stroessner (1954 – 1989). Foi a primeira democracia latino-americana a cair. Depois caíram Brasil, Argentina Chile e Uruguai. No Paraguai foi testado o modelo do combate à guerrilha a ser usado, os métodos cruéis de tortura trazidos dos USA pelo sádico Dan Mitrioni e ali nasceu a famosa Operação Condor, um nefasto acordo operacional entre as ditaduras. A CIA transformou o Paraguai no laboratório que testou o modelo de golpe militar a ser seguido e que derrubou governos populares e assassinou milhares de pessoas. Agora, o Paraguai serviu novamente de laboratório de um novo tipo de golpe está em curso no Brasil.</p>
<p><em>O que nos aguarda</em></p>
<p>Se o golpe se concretizar, o Brasil “paraguaizado” terá um destino trágico. São raros os estudos sobre o que mudou no país vizinho pós-golpe parlamentar e jurídico, mas o artigo de um ano atrás de Frederico Larsen joga uma luz sobre as verdadeiras intenções do golpe: “Suas primeiras medidas se basearam em outorgar poderes especiais ao Executivo, especialmente em matéria de segurança. Deu vida à Lei de Segurança Interna, que permite ao governo, sem aprovação do Parlamento, a militarização e declaração de Estado de Sítio em regiões inteiras do país com a desculpa da luta contra a insurgência do Exército do Povo Paraguaio (EPP). Os movimentos camponeses denunciam que com esta lei, os militares efetuam despejos e violações aos direitos humanos, favorecendo ainda mais a concentração da terra. Conseguiu aprovar a lei de Aliança Público-Privada (APP), que permite a intervenção de empresas nos serviços que são providos pelo Estado, como infraestrutura, saúde e educação. Em especial, deu um estrondoso impulso à produção transgênica no setor agrícola”.</p>
<p>A publicação Diálogo – revista militar digital – Forum das Américas, de 14/05/2010, manchetou a exigência da embaixadora Ayalde: ““Devem ser repudiados todos os fatos que atentem contra a vida das pessoas e contra a propriedade privada”. Portanto, os deputados golpistas representantes da oligarquia rural, senhores da terra, e da UDR que pressionam o golpista Temer para que o Exército cuide dos conflitos de terra já estão adotando o modelo paraguaio contra os movimentos sociais.</p>
<p>Se o golpe paraguaio vingar no Brasil, retrocederemos em todas as áreas e, mais uma vez, gerações terão seus sonhos abortados, projetos adiados e a parcela fascista, preconceituosa e enfurecida da direita virtual sairá dos computadores e ganhará, de fato, poder nas ruas…</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>(*) Caco Schmitt é jornalista e autor do livro “Você está aqui – Manual de sobrevivência para o Século XXI”.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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