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	<title>equilíbrio fiscal &#8211; PDT</title>
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	<title>equilíbrio fiscal &#8211; PDT</title>
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		<title>A rede está furada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Nov 2021 17:50:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<img width="1024" height="576" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/11/A-rede-está-furada-–-por-Ciro-Gomes-Crédito-Bruno-Santos.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" fetchpriority="high" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/11/A-rede-está-furada-–-por-Ciro-Gomes-Crédito-Bruno-Santos.jpg 1024w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/11/A-rede-está-furada-–-por-Ciro-Gomes-Crédito-Bruno-Santos-100x56.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/11/A-rede-está-furada-–-por-Ciro-Gomes-Crédito-Bruno-Santos-300x169.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/11/A-rede-está-furada-–-por-Ciro-Gomes-Crédito-Bruno-Santos-768x432.jpg 768w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/11/A-rede-está-furada-–-por-Ciro-Gomes-Crédito-Bruno-Santos-160x90.jpg 160w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/11/A-rede-está-furada-–-por-Ciro-Gomes-Crédito-Bruno-Santos-600x338.jpg 600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" />Análise de Armínio Fraga demonstra que ele não acredita mais no modelo econômico que defende e que ajudou a aplicar Com uma metáfora de pescaria (&#8220;Banco Central age como se estivesse pescando com uma linha fina&#8221;, 31/10), o sempre elegante economista Armínio Fraga fez, em sua coluna na Folha, uma análise sobre as dificuldades da economia...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="576" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/11/A-rede-está-furada-–-por-Ciro-Gomes-Crédito-Bruno-Santos.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/11/A-rede-está-furada-–-por-Ciro-Gomes-Crédito-Bruno-Santos.jpg 1024w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/11/A-rede-está-furada-–-por-Ciro-Gomes-Crédito-Bruno-Santos-100x56.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/11/A-rede-está-furada-–-por-Ciro-Gomes-Crédito-Bruno-Santos-300x169.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/11/A-rede-está-furada-–-por-Ciro-Gomes-Crédito-Bruno-Santos-768x432.jpg 768w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/11/A-rede-está-furada-–-por-Ciro-Gomes-Crédito-Bruno-Santos-160x90.jpg 160w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2021/11/A-rede-está-furada-–-por-Ciro-Gomes-Crédito-Bruno-Santos-600x338.jpg 600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p class="yiv1352712224MsoNormal"><em><b>Análise de Armínio Fraga demonstra que ele não acredita mais no modelo econômico que defende e que ajudou a aplicar</b></em></p>
<p class="yiv1352712224gmail-MsoNoSpacing">Com uma metáfora de pescaria (<a href="https://www1.folha.uol.com.br/colunas/arminio-fraga/2021/10/banco-central-age-como-se-estivesse-pescando-com-uma-linha-fina.shtml" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer external" data-wpel-link="external">&#8220;Banco Central age como se estivesse pescando com uma linha fina&#8221;</a>, 31/10), o sempre elegante economista Armínio Fraga fez, em sua coluna na Folha, uma análise sobre as dificuldades da economia brasileira.</p>
<p class="yiv1352712224gmail-MsoNoSpacing">A qualidade de forma e a massa de informações do texto, contudo, não conseguem esconder que ele não acredita mais cegamente no modelo que defende e que ajudou a aplicar. Para não perder a metáfora piscosa, e apoiado nas entrelinhas do seu texto, eu mudaria o título do seu artigo para &#8220;A rede está furada&#8221;.</p>
<p class="yiv1352712224gmail-MsoNoSpacing">De forma coerente, pois é o autor do tal tripé macroeconômico (meta de inflação, câmbio flutuante e superávit primário), Armínio tenta defender o modelo, mas não consegue ocultar as contradições insustentáveis desse desenho após 22 anos de prática contínua e insuficiente.</p>
<p class="yiv1352712224gmail-MsoNoSpacing">Penso que a manutenção desse modelo é a causa importante de nosso desastre. E sustento minha opinião na melhor literatura e na experiência de gestor público que não praticou nem um único dia de déficit fiscal, mesmo tendo sido prefeito, governador e ministro da Fazenda que ajudou a consolidar o Plano Real.</p>
<p class="yiv1352712224gmail-MsoNoSpacing">Vamos aos números: quando FHC assume, em 1995, a dívida pública era de 38% do PIB, a carga tributária representava 27,5% do PIB e havia um patrimônio &#8220;privatizável&#8221; de US$ 100 bilhões! Apenas oito anos depois de aplicado o novo modelo de &#8220;responsabilidade&#8221; fiscal, a dívida foi a 78% do PIB, a carga tributária a 32% do PIB e foram torrados os recursos da privatização! O que causou essa impressionante derrocada fiscal? Juros reais mais altos do mundo.</p>
<p class="yiv1352712224gmail-MsoNoSpacing">Entre 1980 e 2010, perdemos a vocação para o crescimento e, entre 2010 e 2020, o país cresceu zero pela primeira vez em 120 anos! Foram seis anos de PT, dois anos de Michel Temer (MDB) e dois de Jair Bolsonaro. Apesar de retóricas diferentes, todos aplicaram o mesmo modelo.</p>
<p class="yiv1352712224gmail-MsoNoSpacing">Dizem os manuais que juros altos são a ferramenta que bancos centrais têm para dissuadir demanda agregada excessiva. No entanto, sabe quando foi a última explosão de demanda agregada no Brasil? Em 1994 e nunca mais! Eu era nessa época o ministro da Fazenda e administrei a crise fazendo um choque de ofertas e trazendo de fora as mercadorias que faltavam.</p>
<p class="yiv1352712224gmail-MsoNoSpacing">No mundo todo, não se atacam com juros os preços administrados pelo governo, preços sazonais e custos incrementados pelo derretimento da moeda. Mas veja o que aconteceu na última semana: o aumento da taxa Selic incorporará em dívida para o Tesouro cerca de R$ 75 bilhões por ano, o dobro do que custará o auxílio que é odiado pelos amantes do teto de gastos.</p>
<p class="yiv1352712224gmail-MsoNoSpacing">No Brasil, promoveu-se uma política cambial cretina e corrupta. Cretina porque os políticos descobriram a maravilha de promover o nacional consumismo para fins eleitorais, e corrupta porque um tal swap cambial suja a taxa de câmbio e virou paraíso da informação privilegiada.</p>
<p class="yiv1352712224gmail-MsoNoSpacing">Concordo que a chave para mudarmos os desequilíbrios da economia passa pela construção de um arcabouço fiscal sustentável no tempo. Fluxo, mas especialmente estoque, como enfatiza Armínio. Mas não é admissível que a forma de conseguir equilíbrio fiscal seja proibir o país de crescer, como prega o atual modelo.</p>
<p class="yiv1352712224gmail-MsoNoSpacing">Por fim, convido Armínio a se debruçar também sobre a receita pública. Em linha com as melhores práticas internacionais, proponho: corte criterioso de 20% nas renúncias fiscais; imposto sobre lucros e dividendos; tributação das grandes heranças; maior progressividade no Imposto de Renda e fim da pejotização, entre tantas outras ideias.</p>
<p class="yiv1352712224gmail-MsoNoSpacing">Precisamos aprofundar esse debate porque tanto a direita quanto a autorreferida esquerda defendem o atual modelo carcomido. E só um novo modelo econômico nos orientará ao futuro. O mundo está cheio de novas vivências e instituições. Só no Brasil o desastre tem a defesa intransigente da elite.</p>
<p class="yiv1352712224gmail-MsoNoSpacing">Vamos ao debate!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="yiv1352712224gmail-MsoNoSpacing"><em><b>*Ciro Gomes é vice-presidente nacional do PDT, pré-candidato a presidente da República, ex-governador do Ceará, x-prefeito de Sobral (CE) e ex-ministro da Fazenda.</b></em></p>
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		<title>A esperança é o projeto de Ciro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Nov 2020 17:18:59 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="848" height="499" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Novo-livro-de-Ciro-Gomes-essa.jpeg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Novo-livro-de-Ciro-Gomes-essa.jpeg 848w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Novo-livro-de-Ciro-Gomes-essa-100x59.jpeg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Novo-livro-de-Ciro-Gomes-essa-300x177.jpeg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Novo-livro-de-Ciro-Gomes-essa-768x452.jpeg 768w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Novo-livro-de-Ciro-Gomes-essa-153x90.jpeg 153w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Novo-livro-de-Ciro-Gomes-essa-600x353.jpeg 600w" sizes="auto, (max-width: 848px) 100vw, 848px" /><p>Em sua coluna nesta Folha (“A esperança de Ciro fica a dever”; 8.nov.20), Samuel Pessôa criticou o recente livro de Ciro Gomes, “Projeto Nacional: O Dever da Esperança”.</p>
<p>Nada além do esperado, até demorou demais. Ciro segue os preceitos das teorias que melhor explicam o processo histórico de desenvolvimento dos diversos países, e que a observação empírica comprova, desde a Inglaterra nos primórdios até a Ásia atual: para o país ser bem-sucedido, é necessária uma estratégia contínua de ação conjunta das forças de mercado e do Estado, de modo a auxiliar as empresas a aumentarem a sua competitividade e a acelerar o processo de inclusão social e distribuição de renda. Um dos melhores livros que descreve esse processo é “Como os países ricos ficaram ricos&#8230; e por que os países pobres continuam pobres”, de Erik Reinert.</p>
<p>Pensando na práxis, o que dizer então do “intervencionista” governo alemão, que lançou uma “estratégia de desenvolvimento industrial” com metas para 2030? E do recente plano de reativação da União Europeia, que prevê apoio ao investimento privado em energia limpa e tecnologias essenciais? E da China então, país que mais cresce no mundo há anos, na qual o planejamento e as parcerias público-privadas são essenciais? Até o FMI defende hoje a política industrial, ou de reestruturação do sistema produtivo, se assim quiserem chamar.</p>
<p>Samuel, por sua vez, quer desconstruir a explicação consensual sobre o processo de desenvolvimento econômico do Brasil no século 20 e dizer que o problema básico foi a ausência de investimento na educação, o intervencionismo e, após a Constituição de 1988, o desequilíbrio fiscal.</p>
<p>Bem, a necessidade de priorizar o investimento em educação é óbvia; a <a href="https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2020/11/exemplo-do-ceara-aponta-caminhos-para-alfabetizacao.shtml" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="external noopener noreferrer">experiência cearense</a> sob o comando de Ciro e seus aliados, e seus resultados mundialmente reconhecidos, indica como fazê-lo. O equilíbrio fiscal a longo prazo (e não o “austericídio”) também é essencial para o Estado coordenar o processo de desenvolvimento e realizar os investimentos públicos que integram essa estratégia; não é à toa que Ciro conseguiu recomprar a dívida pública do Ceará junto ao mercado quando foi governador e elevar os investimentos.</p>
<p>Por outro lado, não é óbvio — e Samuel certamente não discute esse ponto — que o processo de desenvolvimento é uma luta feroz entre as nações, que brigam para se posicionar melhor e, assim, defender seus interesses e os de seus cidadãos. Lembremos a <a href="https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2020/11/china-ataca-acao-dos-eua-contra-5g-da-huawei-apoiada-pelo-brasil.shtml" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="external noopener noreferrer">atual disputa em torno do 5G </a>e a recente compra, por parte do governo alemão, da participação em uma empresa de alta biotecnologia para evitar a sua aquisição por chineses, assim como os americanos têm feito em relação às suas empresas.</p>
<p>Além disso, para que uma estratégia de desenvolvimento seja bem-sucedida, as políticas macroeconômicas, de desenvolvimento industrial, científico, tecnológico e comercial e de infraestrutura devem ser consistentes e alinhadas aos interesses do país e à estratégia de desenvolvimento. Não basta educar a população e possuir equilíbrio fiscal; é preciso que o setor privado demande a contratação das pessoas mais educadas.</p>
<p>Dados do <a href="https://arte.folha.uol.com.br/mercado/2020/entenda-como-e-feito-o-pib/" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="external noopener noreferrer">Sistema de Contas Nacionais</a> mostram que, em 2017, 68% das ocupações no Brasil se concentravam em setores de baixo conteúdo tecnológico, que pagavam remunerações equivalentes a 62% da média nacional; enquanto isso, 2,5% das ocupações encontravam-se em setores de médio-alto e alto conteúdo tecnológico, que praticavam remunerações 2,7 vezes superior à mesma média.</p>
<div>
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<p>O mercado, por si só, não vai resolver esse desequilíbrio; as políticas públicas precisam criar condições para que a rentabilidade privada nos setores mais sofisticados se eleve, pois é menor em economias como a brasileira, e com isso eles demandem mais trabalhadores. Não há outra forma de alcançar o progresso. Não será com estratégias liberalizantes que reduzam a atuação do Estado a políticas sociais compensatórias que seremos bem-sucedidos.</p>
<p>Samuel chama de maniqueísta a visão de Ciro, um político que conhece perfeitamente a história e os interesses dos grupos econômicos no Brasil e no mundo. Por outro lado, o colunista tenta se apresentar como neutro, pretensiosamente técnico e isento de influências políticas, o que é impossível nessa discussão. Porém, o modelo de desenvolvimento adotado por um país implica prevalência de setores e grupos de agentes econômicos no processo de desenvolvimento. Que isso fique muito claro.</p>
</div>
<p><strong><em><cite class="c-author__name">*Nelson Marconi é p</cite>rofessor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (Eaesp-FGV), foi pesquisador visitante na Kennedy School, em Harvard, e coordenador do programa de governo do candidato à Presidência da República Ciro Gomes em 2018</em></strong></p>
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