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	<title>Eduardo Cunha &#8211; PDT</title>
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	<title>Eduardo Cunha &#8211; PDT</title>
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		<title>Afonso Motta adverte momento de votação em 2º turno da PEC 241</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Oct 2016 20:35:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Congresso]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Afonso Motta]]></category>
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		<category><![CDATA[PEC 241/16]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-49335 alignleft" src="http://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/10/Afonso-Motta-adverte-sobre-o-momento-de-votação-em-segundo-turno-da-PEC-241-300x200.jpg" alt="Afonso Motta adverte sobre o momento de votação em segundo turno da PEC 241" width="300" height="200" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/10/Afonso-Motta-adverte-sobre-o-momento-de-votação-em-segundo-turno-da-PEC-241-300x200.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/10/Afonso-Motta-adverte-sobre-o-momento-de-votação-em-segundo-turno-da-PEC-241-100x67.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/10/Afonso-Motta-adverte-sobre-o-momento-de-votação-em-segundo-turno-da-PEC-241-768x511.jpg 768w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/10/Afonso-Motta-adverte-sobre-o-momento-de-votação-em-segundo-turno-da-PEC-241.jpg 1024w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/10/Afonso-Motta-adverte-sobre-o-momento-de-votação-em-segundo-turno-da-PEC-241-135x90.jpg 135w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" />O deputado federal <a href="https://www.facebook.com/AfonsoMottaOpina/?fref=ts" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="external noopener noreferrer">Afonso Motta</a> (PDT-RS) argumentou que a possível delação do ex-deputado e presidente da Casa, Eduardo Cunha, a prisão que alcançou a força de segurança do Senado, e as delações jurisdicionadas pelo Poder Judiciário contribuem para que este seja um momento de tensão na Câmara e de desafios para o parlamento.</p>
<p>Segundo Motta, esta situação corrobora a ideia de que este é um instante crítico e de insegurança para votar, em segundo turno, a PEC 241/16. Proposta que limita os gastos púbicos por vinte anos, com a possibilidade de em dez anos ocorrer a revisão. </p>
<p>“Todos queremos o ajuste fiscal, mas é importante que tenhamos a visão do amanhã, que pode nos oferecer surpresas que vão exigir a reflexão desse Parlamento”, avalia.</p>
<p>O deputado reconheceu a aprovação da PEC, em primeiro turno, na Câmara, mas advertiu que a visão do PDT é a de se posicionar a favor das carreiras de estado, da saúde e da educação. Ele admite que o debate é complexo, porém, acredita num entendimento de que será preciso fazer o acerto de contas. “Se há limitação de gastos, seja qual for a rubrica, há de sair do mesmo bolo. Essa é a visão do PDT.</p>
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		<title>PDT defende cassação de Eduardo Cunha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 11 Sep 2016 23:02:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia em destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Lupi]]></category>
		<category><![CDATA[cassação]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Cunha]]></category>
		<category><![CDATA[PDT]]></category>
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					<description><![CDATA[A sessão que pode cassar o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, acontece amanhã (12). De acordo com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, o voto a favor da cassação é questão fechada na bancada pedetista. O presidente trabalhista considerou que, após o impeachment de uma presidenta inocente, “seria vergonhoso para a nação ver um...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-47938 alignright" src="http://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/09/Presidente-Lupi-300x200.jpg" alt="Presidente Lupi" width="300" height="200" />A sessão que pode cassar o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, acontece amanhã (12). De acordo com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, o voto a favor da cassação é questão fechada na bancada pedetista.</p>
<p>O presidente trabalhista considerou que, após o impeachment de uma presidenta inocente, “seria vergonhoso para a nação ver um parlamentar, comprovadamente corrupto, ser inocentado ou receber uma pena incompatível”, aludindo à especulação da não cassação dos direitos políticos de Cunha.</p>
<p>Sem rodeios, Lupi declarou suas expectativas e fez um alerta: “Acredito que o Congresso, com a participação da nossa bancada, casse o senhor Eduardo Cunha. Servirá como exemplo para a sociedade de que não vale a pena fazer política com desonestidade e ameaças. A política não pode ser usada como instrumento para fazer riqueza pessoal”.</p>
<p>“Talvez com a cassação, a gente consiga entrar numa nova fase da política nacional, onde seja exercido o amplo debate de ideias a fim de desenvolver o país. Hoje, infelizmente, o que impera é a troca de interesses escusos, corrupção, e tantos fatos que destroem a imagem da nação brasileira”, concluiu o presidente Carlos Lupi.</p>
<p>O julgamento parlamentar de Eduardo Cunha tem início nesta segunda-feira (12), às 19h, e pode seguir até terça-feira (13).</p>
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		<title>Afonso Motta questiona parecer contra decisão do Conselho de Ética</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Jul 2016 03:25:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia em destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Afonso Motta]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Cunha]]></category>
		<category><![CDATA[PDT]]></category>
		<category><![CDATA[processo de cassação]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-44613 alignleft" src="http://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/07/Deputado-Afonso-Motta-PDT-RS-300x195.jpg" alt="Deputado Afonso Motta (PDT-RS)" width="300" height="195" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/07/Deputado-Afonso-Motta-PDT-RS-300x195.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/07/Deputado-Afonso-Motta-PDT-RS-100x65.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/07/Deputado-Afonso-Motta-PDT-RS-138x90.jpg 138w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/07/Deputado-Afonso-Motta-PDT-RS.jpg 729w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" />Durante discussão na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, o deputado Afonso Motta (PDT-RS) levantou uma discussão sobre o único ponto em que o relator, deputado Ronaldo Fonseca (Pros-DF), acatou do recurso do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) contra a decisão do Conselho de Ética de encaminhar ao Plenário seu processo de cassação.</p>
<p>Para ele, não houve irregularidade na votação que Fonseca propõe anular. “Apenas um dos deputados alterou seu voto e, de acordo com o assentado nas notas taquigráficas, naquele momento, o placar da votação atestava seis votos contrários ao parecer do relator e apenas dois votos a favor, não havendo que se falar, aqui, no chamado ‘efeito manada’ “, disse.</p>
<p>Ronaldo Fonseca voltou a defender seu voto. Segundo ele, a votação foi feita de forma nominal, com chamado dos deputados por bancadas, como é feito nas comissões, mas no regimento da Câmara não existe essa modalidade.</p>
<p>Eduardo Cunha concordou e disse que a decisão sobre o impeachment mudou as regras da Casa – deveria ter sido feita votação de forma eletrônica e, caso não fosse possível, deveria ser feita chamada do norte para o sul de acordo com o estado do parlamentar.</p>
<p>Com a aprovação de um requerimento, por 37 votos a 17, foi encerrada a discussão do parecer. A CCJ tentará novamente votar a matéria nesta quinta-feira (14), a partir das 9 horas, no plenário 1.</p>
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		<title>Janio de Freitas: abertura do pré-sal a estrangeiros está nas mãos de Daniel Dantas e Eduardo Cunha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 May 2016 13:44:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia em destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Dantas]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Cunha]]></category>
		<category><![CDATA[Entrega do pré-sal]]></category>
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					<description><![CDATA[O colunista Janio de Freitas citou neste domingo, 15/5, em artigo na &#8216;Folha de São Paulo&#8217;, o empresário Daniel Dantas, dono do Banco Opportunity, como um dos articuladores da abertura do petróleo do pré-sal para exploração de empresas estrangeiras. Dantas é aquele empresário que, preso, teve total e absoluta solidariedade do ministro Gilmar Mendes, do...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O colunista Janio de Freitas citou neste domingo, 15/5, em artigo na &#8216;Folha de São Paulo&#8217;, o empresário Daniel Dantas, dono do Banco Opportunity, como um dos articuladores da abertura do petróleo do pré-sal para exploração de empresas estrangeiras. Dantas é aquele empresário que, preso, teve total e absoluta solidariedade do ministro Gilmar Mendes, do STF, para libertá-lo através de escandalosa concessão de habeas corpus.</p>
<p>&#8220;Dois nomes tornaram-se citados na articulação, política e comercial, dos interesses dirigidos ao pré-sal. Daniel Dantas, dono do banco de investimentos Opportunity, notabilizado por negócios grandiosos e vários deles rumorosos; e Eduardo Cunha, íntimo conhecedor da área estatal e controlador de grande parte da Câmara&#8221;, diz Janio.</p>
<p>O colunista aponta que Dantas teria sido o ponto de ligação entre Cunha e o senador e agora ministro das Relações Exteriores José Serra, autor do projeto que desobriga a Petrobras a participar de 30% dos novos campos do pré-sal. &#8220;É a estarem ambos no assunto petróleo que se atribui a proximidade de Serra e Cunha, até que o desgaste forte do presidente da Câmara retraísse o senador, para efeitos públicos&#8221;, acrescenta ele,</p>
<p>Janio de Freitas lembra que o baixo preço do petróleo torna a ocasião muito propícia para a compra de pré-sal da Petrobras. &#8220;Por certo, em algum tempo o preço voltará a subir. Não é preciso dizer mais sobre uma das forças pouco ou nada mencionadas que agitam o Brasil e, entre outros feitos, impulsionam o impeachment –você sabe como&#8221;, afirma.</p>
<p>Leia na <a href="http://www1.folha.uol.com.br/paywall/adblock.shtml?http://www1.folha.uol.com.br/colunas/janiodefreitas/2016/05/1771367-em-torno-do-poder.shtml" data-wpel-link="external" target="_blank" rel="external noopener noreferrer"><em>íntegra</em> </a>o artigo de Janio de Freitas.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>BBC:  Senado  pode ser questionado pelo STF por votar impeachment</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 May 2016 09:47:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia em destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Cunha]]></category>
		<category><![CDATA[golpe]]></category>
		<category><![CDATA[juristas]]></category>
		<category><![CDATA[Renan Calheiros]]></category>
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					<description><![CDATA[Juristas ouvidos pela BBC Brasil apontam que potenciais resultados da votação do processo de impeachment mantida pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, ainda podem ser questionados caso o Supremo Tribunal Federal (STF) acolha ações que coloquem em xeque o processo. Eles divergem, no entanto, sobre as chances do STF demonstrar tal entendimento. Na visão dos...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Juristas ouvidos pela BBC Brasil apontam que potenciais resultados da votação do processo de impeachment mantida pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, ainda podem ser questionados caso o Supremo Tribunal Federal (STF) acolha ações que coloquem em xeque o processo. Eles divergem, no entanto, sobre as chances do STF demonstrar tal entendimento.</p>
<p>Na visão dos especialistas, há a possibilidade de o processo ser questionado caso o STF receba ações relativas à decisão do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA). Mas há discordâncias, no entanto, sobre a força dos argumentos apresentados pela Advocacia-Geral da União (AGU) e aceitos por Maranhão, e a probabilidade de serem acolhidos pelo STF. Há especialistas que enxergam a possibilidade de o Senado votar pelo impeachment e posteriormente o STF acolher ações que peçam a anulação da votação da Câmara; outros, porém, descartam tal cenário, avaliado como &#8220;improvável&#8221;.</p>
<p>Para Michael Mohallem, coordenador do Centro de Justiça e Sociedade da FGV-Rio e pesquisador da Universidade de Oxford, a decisão de Renan de manter o rito no Senado pode levar a uma &#8220;tragédia política&#8221;. &#8220;O processo jurídico é como uma camisa de botões. Se você erra um botão, continua abotoando e só percebe que errou lá no final. É inevitável desfazer tudo e começar do zero. Seria uma verdadeira ‘tragédia política’ se Dilma for afastada e Temer assumir, e logo depois o STF anular a votação da Câmara, invalidando todo o processo&#8221;, avalia.</p>
<p>Para Mohallem, há vícios &#8220;sanáveis&#8221; e &#8220;não sanáveis&#8221; nos trâmites jurídicos do processo de impeachment. E, ainda que a Câmara possa se reunir em plenário e votar sobre a decisão de Maranhão, a palavra final será do STF. &#8220;Há duas rotas de deliberações para o anúncio de Maranhão. Uma é política, conduzida pelos deputados na Câmara, e outra é jurídica, conduzida pelo Supremo. Não há hierarquia dos poderes, é óbvio, mas a diferença é que ações e recursos serão julgados pelo STF e tais decisões serão soberanas&#8221;, explica.</p>
<p>Para Roberto Batista Dias da Silva, professor de Direito da PUC-SP, não há garantias de que o Supremo se manifeste até quarta-feira. &#8220;Renan está apostando que o STF entenderá que não há mérito na decisão de Maranhão e em possíveis ações impetradas nos próximos dias. É possível, sim, que o afastamento da presidente seja colocado em prática e depois revertido&#8221;, diz.</p>
<p>Mas apesar de considerar o cenário juridicamente possível, Dias da Silva considera &#8220;improvável&#8221; que aconteça mais essa reviravolta no processo. &#8220;Minha opinião pessoal jurídica é de que o Senado votará pelo afastamento na quarta-feira, a presidente Dilma Rousseff será afastada, o vice Michel Temer assumirá, e que uma vez judicializadas, a decisão de Maranhão e quaisquer ações posteriores venham a ser consideradas equivocadas pelo STF&#8221;, avalia. Entre os argumentos listados por Maranhão em sua decisão anunciada mais cedo estão aspectos considerados pelos juristas como mais técnicos e de menor significância, e outro relativo à condução da votação, que, segundo os especialistas, poderia ter mais chance de encontrar acolhimento no STF. Entre os aspectos técnicos estão o fato de o resultado da votação ter sido comunicado ao Senado por meio de uma resolução, e não um ofício. Renan Calheiros rebateu dizendo que o rito seguiu o mesmo realizado em 1992 no processo contra Fernando Collor.</p>
<p>Outros argumentos citados na petição da AGU apontam que por terem indicado votos &#8220;pela família&#8221;, por suas cidades, e diversas outras razões, os deputados não estariam votando pelas razões específicas em debate no processo de impeachment. O argumento para anular a votação que poderia ter mais força no STF é o de que o voto dos deputados não poderia ter sido orientado pelas bancadas – ponto de discordância entre os juristas. Para Dias da Silva, da PUC-SP, isso não tende a encontrar ressonância.</p>
<p>&#8220;Não vejo como um argumento de consistência jurídica por se tratar de uma votação política. Outra questão é que vimos diversos deputados votando de forma diferente do que o orientado por suas bancadas, ou seja, a orientação não teve caráter vinculante e não maculou a votação&#8221;, avalia. Juristas divergem quanto a possibilidade de Senado aprovar impeachment e posteriormente STF acolher ações que tragam processo de volta à Câmara dos Deputados Já Mohallem, da FGV-Rio, analisa a questão sob outro prisma. Para ele, resta saber se houve deputados que só votaram junto com suas bancadas por temerem sanções ou até expulsão de seus partidos.</p>
<p>&#8220;O entendimento da AGU e de Maranhão é de que esse procedimento maculou de forma irreversível o processo e que a votação deve ser refeita. É um argumento considerável, e resta saber como o STF se pronunciará assim que provocado por ações a respeito do tema&#8221;, opina. O jurista avalia que a decisão do presidente do Senado de manter a votação de quarta-feira apesar das reviravoltas e das ações pendentes no STF aumenta o grau de incerteza e dúvida em torno de todo o processo.</p>
<p>&#8220;Seria muito mais cauteloso que o Senado aguardasse uma posição oficial quanto ao anúncio de Maranhão antes de prosseguir&#8221;, diz. Thiago Bottino, professor de Direito da FGV-Rio, avalia que há a possibilidade de o STF acolher o argumento da AGU, aceito pelo presidente interino da Câmara em sua decisão, de que o voto dos deputados não poderia ter sido orientado por seus partidos. Segundo o artigo 23 da Lei do Impeachment, de 1950, &#8220;encerrada a discussão do parecer, será o mesmo submetido a votação nominal, não sendo permitidas, então, questões de ordem, nem encaminhamento de votação&#8221;. Na opinião de Bottino, &#8220;se o STF entender que houve encaminhamento de votação, anula o impeachment&#8221;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Por que só agora o senhor se mexeu, ministro Teori?</title>
		<link>https://pdt-rj.org.br/index.php/por-que-so-agora-o-senhor-se-mexeu-ministro-teori/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=por-que-so-agora-o-senhor-se-mexeu-ministro-teori</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 07 May 2016 07:32:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[afastamento]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Cunha]]></category>
		<category><![CDATA[Teori Zavaski]]></category>
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					<description><![CDATA[&#160; Está havendo uma festa estridente com o afastamento enfim de Eduardo Cunha da presidência da Câmara. É como se o Brasil estivesse se livrando de um câncer. O ministro Teori, depois de mais de quatro intermináveis meses, aceitou o pedido de remoção de Cunha feito pelo procurador geral Janot. Mas o foguetório não pode...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Está havendo uma festa estridente com o afastamento enfim de Eduardo Cunha da presidência da Câmara.</p>
<p>É como se o Brasil estivesse se livrando de um câncer.</p>
<p>O ministro Teori, depois de mais de quatro intermináveis meses, aceitou o pedido de remoção de Cunha feito pelo procurador geral Janot.</p>
<p>Mas o foguetório não pode esconder uma questão crucial: por que só agora Teori se mexeu?</p>
<p>É, neste momento, a pergunta de 1 milhão de dólares.</p>
<p>Não mudou nada desde que Janot entregou a solicitação de saída de Cunha em 15 de dezembro.</p>
<p>Quer dizer: não mudou nada em Cunha. Eram amplamente conhecidos seus crimes. Já fazia meses desde que as autoridades suíças tinham dado de bandeja às brasileiras provas de contas secretas de Cunha na Suíça.</p>
<p>Isso configurou perjúrio num depoimento de Cunha na Câmara em que ele afirmou não ter contas no exterior.</p>
<p>Muitas outras evidências se somaram a estas.</p>
<p>Não mudou, portanto, o quadro de Cunha nos últimos meses. Até os analfabetos políticos que o defendiam como “um corrupto nosso” passaram a sentir repugnância dele.</p>
<p>Na verdade, a única coisa que mudou foi que, de mãos livres o tempo todo até agora, Cunha pôde comandar o golpe que vai exterminando a frágil e jovem democracia brasileira.</p>
<p>Por que Teori não fez o que fez antes que Eduardo Cunha transformasse o Brasil num imenso, desolador, patético Paraguai?</p>
<p>Não se tratava de salvar Dilma. Mas de salvar a democracia,  a dignidade, a honra nacional. E também de mostrar à sociedade que o crime não compensa.</p>
<p>Pela lentidão de Teori, fomos obrigados a suportar espetáculos dantescos como a sessão da Câmara em que o impeachment foi aprovado por bufões corruptos de toda espécie.</p>
<p>Fomos obrigados a suportar, um domingo inteiro, o rosto cínico de Cunha sentado no plenário da Câmara como um imperador, como um Nero ateando fogo no país.</p>
<p>Fomos obrigados a suportar o Brasil se transformando em motivo de piada no mundo inteiro, graças a deputados ridículos que dedicaram seus votos a coisas como famílias quadrangulares, maçons, pais, filhos, netos e agregados.</p>
<p>Fomos obrigador a suportar monstruosidades como Bolsonaro dedicar seu sim a um torturador que colocava coisas nas vaginas de prisioneiras políticas grávidas na ditadura.</p>
<p>Teori permitiu todas essas atrocidades nacionais por deixar engavetado o pedido de afastamento de uma das maiores vocações de corrupção da história do Brasil – provavelmente a maior.</p>
<p>Teori permitiu que a situação econômica se deteriorasse ainda mais com o processo de impeachment paralisando o país. Com isso, milhares, talvez milhões de brasileiros perderam seu emprego.</p>
<p>Por quê?</p>
<p>A resposta só o próprio Teori sabe.</p>
<p>O que é todos sabemos é que no tribunal da história Teori será exemplarmente punido por esse crime de lesa pátria.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>(*) Paulo Nogueira é jornalista, editor do blog &#8216;Diário do Centro do Mundo&#8217;.</strong></p>
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		<title>Alguém sabe por que o deputado Eduardo Cunha ainda não foi preso?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 May 2016 20:36:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Cunha]]></category>
		<category><![CDATA[partidarização judicial]]></category>
		<category><![CDATA[Rodrigo Janot]]></category>
		<category><![CDATA[Sergio Moro]]></category>
		<category><![CDATA[Suprema Corte do Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma das perguntas mais intrigantes que as pessoas de bem deste país, perguntam é por que o deputado Eduardo Cunha ainda não está preso. Este personagem das páginas policiais da política brasileira, que tem feito verdadeiros crimes de lesa pátria contra nossa sociedade, tem contado com a benevolência absurda da impunidade. Dono de contas milionárias...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das perguntas mais intrigantes que as pessoas de bem deste país, perguntam é por que o deputado Eduardo Cunha ainda não está preso.</p>
<p>Este personagem das páginas policiais da política brasileira, que tem feito verdadeiros crimes de lesa pátria contra nossa sociedade, tem contado com a benevolência absurda da impunidade.</p>
<p>Dono de contas milionárias no exterior, fruto de atos de corrupção, com inúmeras delações de resos na República de Curitiba que tem como chefe o Juiz Sergio Moro, debocha diariamente de nossa sociedade, e manipula a Câmara como um <em>bunker</em> de suas ações delituosas.</p>
<p>Eduardo Cunha tem se transformado na síntese mais fiel de nosso atraso e do absurdo que nossa política se transformou.</p>
<p>Controlador de inúmeros deputados, os quais financiou com dinheiro corrompido, põe o Congresso Nacional e o Judiciário de joelhos frente às suas ambições pessoais.</p>
<p>Conta ele com o apoio do PSDB – síntese do falso moralismo pátrio –, e de outros partidos ansiosos em chegar ao poder sem os votos das urnas da sociedade brasileira.</p>
<p>Em qualquer lugar civilizado e honrado do mundo este escárnio nacional já estaria preso e condenado pelos seus crimes. Mas no Brasil isso não ocorre.</p>
<p>Será que isso não ocorre, por que a partidarização judicial Brasileira necessita deste tipo de Presidente da Câmara para consumar suas ações delituosas, rasgando a Constituição?</p>
<p>Será que as afirmações do ex-presidente Lula, que disse que o STF está acovardado são verdadeiras?  Afinal, o imobilismo conveniente, mas imoral dos homens de toga, é um atentado contra a justiça.</p>
<p>Será que o deputado Eduardo Cunha está acima das leis, e pode delinquir finitamente nossas leis?</p>
<p>Cabe ao Procurador Geral da República Rodrigo Janot, que tem sido muito hábil ao denunciar os perseguidos pela República de Curitiba, dar uma resposta à sociedade brasileira.</p>
<p>Com a palavra o presidente da Suprema Corte do Brasil, o senhor Ministro Ricardo Lewandowski, um homem honrado, mas que precisa responder essa pergunta intrigante.</p>
<p>Com a palavra o pudico Juiz de Curitiba Sergio Moro.</p>
<p>Afinal, as ações deste deputado são um sarcasmo contra a nossa sociedade.</p>
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		<title>Ciro em Harvard: Temer e Cunha  trabalham juntos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Apr 2016 13:31:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia em destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Ciro Gomes]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Cunha]]></category>
		<category><![CDATA[golpe]]></category>
		<category><![CDATA[Harvard]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="716" height="358" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/04/brazil.conference.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/04/brazil.conference.jpg 716w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/04/brazil.conference-100x50.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/04/brazil.conference-300x150.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/04/brazil.conference-600x300.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 716px) 100vw, 716px" />O ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes, afirmou esta sexta-feira (22/4) na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, que o vice-presidente Michel Temer “é absoluta e indissociavelmente ligado ao Eduardo Cunha em tudo, inclusive nas suas piores práticas&#8221; – como um dos palestrantes em debate sobre o Brasil organizado por estudantes brasileiros das  universidades de  Harvard...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="716" height="358" src="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/04/brazil.conference.jpg" class="webfeedsFeaturedVisual wp-post-image" alt="" style="display: block; margin: auto; margin-bottom: 5px;max-width: 100%;" link_thumbnail="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/04/brazil.conference.jpg 716w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/04/brazil.conference-100x50.jpg 100w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/04/brazil.conference-300x150.jpg 300w, https://pdt-rj.org.br/wp-content/uploads/2016/04/brazil.conference-600x300.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 716px) 100vw, 716px" /><p>O ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes, afirmou esta sexta-feira (22/4) na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, que o vice-presidente Michel Temer “é absoluta e indissociavelmente ligado ao Eduardo Cunha em tudo, inclusive nas suas piores práticas&#8221; – como um dos palestrantes em debate sobre o Brasil organizado por estudantes brasileiros das  universidades de  Harvard e do Massachusetts Institute of Technology (MIT) ).</p>
<p>No debate, que reuniu empresários, políticos e pensadores para discutir o futuro do Brasil, Ciro disse também que não acredita que Temer e Cunha, responsáveis pelo impeachment, continuem juntos por muito tempo.</p>
<p>&#8220;Nesta altura, o Temer está calculando como se livrar deste trambolho. E não tem a menor autonomia para se livrar, porque se o Cunha um dia for preso ­e eu acho que ele vai­, será a maior delação premiada da história da humanidade, leva o Michel Temer e mais 250 deputados&#8221;, afirmou Ciro.</p>
<p>E acrescentou:</p>
<p>“O Eduardo Cunha não virou presidente da Câmara, sendo o bandido que é, por acaso. Eu vi a construção dessa ascensão porque ele foi entregando e recebendo, entregando e recebendo e depois comprou 250 deputados&#8221;, disse.</p>
<p>Ex-aluno de Harvard, onde estudou economia,  Ciro classificou o impeachment de &#8220;golpe&#8221;, dizendo que o processo não tem base legal e que o crédito de suplementação orçamentária e as pedaladas fiscais são só &#8220;pretextos formais&#8221; para o afastamento da presidente.</p>
<p>&#8220;A Dilma não praticou nenhum crime de responsabilidade. Você tem uma pessoa ameaçada de ruptura de seu mandato, sem ser acusada de nenhuma ilegalidade ou corrupção, sendo ameaçada de ser derrubada por uma quadrilha de ladrões, réus no STF&#8221;.</p>
<p>O candidato do PDT à presidência da República reiterou que &#8220;impeachment não é remédio para governo ruim&#8221; e, mais uma vez também, criticou a decisão de Dilma de nomear o ex-presidente Lula para  ministro da Casa Civil.</p>
<p>&#8220;A solidariedade devida por ela a ele é uma questão privada&#8221; e que ela não deveria deixar o STF na situação desagradável que ficou porque a nomeação ficou parecendo uma garantia da impunidade do Lula.</p>
<p>&#8220;Foi a atitude mais estúpida que eu vi alguém fazer na política nos meus 35 anos de militância. Mas isso não é a base de nenhuma das acusações pelas quais ela está respondendo&#8221;, acrescentou.  Sobre sua possível candidatura à presidência, disse ainda:</p>
<p>&#8220;Eu admiti para o meu partido que serei candidato e estou cumprindo as tarefas inerentes a um pré-­candidato. Mas  vou pensar cem vezes antes de ser candidato.&#8221;</p>
<p>Ciro também fez  um alerta sobre a proporção da dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil  e destacou o risco de o atual cenário político-econômico resultar em uma crise bancária no Brasil.</p>
<p>&#8220;Hoje, é preciso colocar muita clareza no manejo da dívida pública no País. É necessário compreender o galope da dívida como proporção do PIB, do contrário a iminência da crise será uma crise bancária no País&#8221;, afirmou  referindo-se à premência e importância de o Brasil fazer as reformas tributária e fiscal.</p>
<p>Na opinião de Ciro, o Brasil não investe o que é necessário em setores como educação e saúde privilegiando, por exemplo, juros da dívida pública.</p>
<p>&#8220;Temos um estrangulamento de financiamento crônico no Brasil e a taxa de juros mais cara do planeta&#8221;, destacou, reforçando a necessidade de um debate profundo em torno do tema.</p>
<p>Ciro reiterou que Michel Temer, junto com Cunha, estão &#8220;golpeando o País&#8221;. E comparou a situação dos dias de hoje com a vivida há pouco pelo Paraguai, com a destituição do presidente Fernando Lugo, e também à da Venezuela.</p>
<p>&#8220;Estão se utilizando de protocolos no País e da propaganda para implementar um golpe”.</p>
<p>Na opinião de Ciro, Eduardo Cunha &#8220;é um gângster e está pilotando o golpe de Estado. É réu do Supremo Tribunal Federal (STF) por desvios, lavagem de dinheiro, contas ilícitas no exterior. A Justiça só achou a ponta de iceberg&#8221;, frisou.</p>
<p>Também foram convidados para o debate o  ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Britto, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o empresário Jorge Paulo Lemann e o cientista políico João Feres Júnior, entre outros.</p>
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		<title>Ciro: &#8216;Impeachment não deve passar porque é consumação do desastre&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Apr 2016 10:27:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara dos Deputados]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Lupi]]></category>
		<category><![CDATA[Ciro]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Cunha]]></category>
		<category><![CDATA[golpe]]></category>
		<category><![CDATA[impeachment]]></category>
		<category><![CDATA[PDT]]></category>
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					<description><![CDATA[Ciro Gomes, em entrevista para Ingrid Fagundez, da BBC, passou a limpo a crise brasileira com opiniões fortes, como é de seu estilo. Para ele o impeachment não deve passar  na Câmara porque é um golpe parlamentar e os deputados sabem que quem assumirá no lugar de Dilma, uma mulher honesta, será “ uma coalizão...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ciro Gomes, em entrevista para Ingrid Fagundez, da BBC, passou a limpo a crise brasileira com opiniões fortes, como é de seu estilo. Para ele o impeachment não deve passar  na Câmara porque é um golpe parlamentar e os deputados sabem que quem assumirá no lugar de Dilma, uma mulher honesta, será “ uma coalizão de bandidos”.  Ciro reiterou que Michel Temer “é capitão do golpe”, além de íntimo de Eduardo Cunha; e que seu governo seria  “a consumação do desastre”. Por isso, o bom senso prevalecerá.  Se não for assim, toda a sociedade civil organizada “irá à luta contra o governo ilegítimo” que advirá do impeachment, inclusive ele. Não há consenso no país sobre o impeachment, ao contrário do que aconteceu, com Collor.  O lado bom é que está nas mãos de Dilma a solução  para a crise e ele, pessoalmente, deixou  por escrito com ela  um conjunto de sugestões &#8211; que independem do Congresso – para virar o jogo político através da mudança na economia. Disse que não é hora do PDT deixar o governo, mas depois da crise, sim. E que ele candidato, será para mudar a História do Brasil. (<strong>OM</strong>)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BBC Brasil &#8211; Você costuma fazer críticas duras à política econômica de Dilma, mas se coloca contra o impeachment. Como se posiciona hoje?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; Minha percepção crítica do governo se agrava diariamente. Agora, no presidencialismo, você não pode desconstituir um governo apenas porque ele é um mau governo.</p>
<p>O impeachment é a única forma de desconstituir um governo e só pode se dar, como está escrito na Constituição, pelo cometimento de crime de responsabilidade consciente da presidente.</p>
<p>O pedido formal que está dando azo ao impeachment não se baseia numa denúncia de crime de responsabilidade. É um golpe parlamentar. Só três presidentes da República neste país concluíram seu mandato normalmente.</p>
<p>Todos os outros tiveram seu mandato interrompido por suicídio, renúncia, golpe. É nessa linha da história que me coloco. Hoje você faz uma ruptura que coesiona pela negação do governo três grandes grupos sociais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BBC Brasil &#8211; Quais são eles?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; O primeiro é o do eleitor do Aécio, que nunca aceitou o resultado da eleição. Desde o primeiro dia, esse grupo tem sido excitado a negar (o governo), com o agravante, correto, de que o governo Dilma se constitui em cima de uma grande farsa de marketing. A prática do governo é completamente mentirosa em relação ao marketing da coisa.</p>
<p>Um segundo movimento vai dentro dos eleitores dela. É o eleitor decepcionado com a crise. Nós temos uma depressão no Brasil, a pior (que já vi). Isso é uma coisa violenta na cabeça do nosso povo. Eu, concretamente, estou muito nessa razão aqui.</p>
<p>Por fim, tem o (grupo) da denúncia moral que, agravado pela crise econômica, acaba passionalizando o ambiente. Esse conjunto de valores se reúne apenas para negar (o governo).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BBC Brasil &#8211; O que acontece com esses grupos se houver impeachment?</strong></p>
<p>Ciro Gomes- No dia que esse impeachment for – espero que não aconteça – consumado, esse conjunto se dissolve. Porque quem assume é uma coalizão de bandidos.</p>
<p>Por desgraçada coincidência, a única pessoa que não está citada em nenhum desses gravíssimos escândalos é a Dilma. O vice-presidente está citado. O escândalo será inerente a essa turma que está entrando. E o eleitor da oposição vai se frustrar rapidamente.</p>
<p>Então, você vai ter a mesma grave situação no Brasil só que com importantes bandas do país não reconhecendo a institucionalidade do governo e provavelmente descambando para a violência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BBC Brasil &#8211; Você já chamou Michel Temer de capitão do golpe. Como o vê hoje no processo de impeachment?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; Ele é o capitão do golpe. É amigo íntimo do Eduardo Cunha. (Um governo Temer) será a consumação do desastre. A elite que está embalando a Fiesp acredita em (algo) que ele não tem a menor chance de entregar. Todo esse papo furado, redução de impostos, de custos trabalhistas, é tudo mentira. Zero chance de sequer propor.</p>
<p>Ele vai ser contestado por MST, CUT, UNE. Tudo o que é sociedade civil organizada que teve participação na vida brasileira vai à luta. Eu mesmo vou lutar contra o governo ilegítimo. Quando saiu o PMDB (da base do governo), as pessoas perceberam que o poder vai para Temer e Cunha. Começa a circular a informação. E não há consenso. Ajudei a fazer o impeachment de Collor, e havia consenso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BBC Brasil &#8211; Na sua opinião, o impeachment será aprovado na Câmara?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; Na Câmara não passa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BBC Brasil &#8211; Quando você fala em &#8220;farsa de marketing&#8221;, se refere às promessas das eleições?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; Foi tudo o oposto (do prometido). É um desastre completo. Mas volto a dizer: o presidencialismo permite que a presidenta mude de caminho. Ela pode mudar a gestão da economia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BBC Brasil &#8211; Hoje, sem apoio no Congresso, ela consegue fazer isso?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; Só pode. O presidencialismo tem esse lado positivo. Está na mão dela a plenitude dos poderes da Presidência. O que lhe impede de administrar uma política econômica diferente?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BBC Brasil &#8211; Por meio de decretos?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; Boa parte. Deixei por escrito com ela um conjunto de sugestões que não dependem da interação com o Congresso. São da esfera do poder executivo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BBC Brasil &#8211; Como vê a paralisia de Dilma neste momento?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; Não consigo entender. Quando sai da catatonia, não ela, mas o governo, sai para fazer bobagem. Cooptar deputado na base do suborno. Isso vai nos igualando no plano moral com essa escória. Já é um erro ancestral do governo. Não aceitei ser ministro do segundo governo do Lula, não aceitei ser ministro dela. E não é porque sou moralista. É porque não ia dar certo.</p>
<p>Lembro que, brincando com ela no primeiro mandato, já amargo, dizia: &#8220;Oh, presidente, isso não pode dar certo. Mas, se der, quero trocar o meu anjo da guarda com o seu&#8221;. Era óbvio que não ia dar certo porque a responsabilidade ancestral é do seu Lula brincando de Deus e colocando essa quadrilha na linha de sucessão do país.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BBC Brasil &#8211; Como vê o parecer de Jovair Arantes?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; Ele foi redigido por um advogado do Eduardo Cunha. Os argumentos são razoáveis. Se você quiser sustentar uma crítica ao governo, você consegue. Agora a questão é: me diga onde está demonstrado o crime de responsabilidade? Essa é a questão. O governo fez pedalada fiscal? Não tenho a menor dúvida que fez.</p>
<p>Isso é uma manipulação contábil, não é caracterizada como crime, nem sequer responsabilidade fiscal. É uma maquiagem contábil. Fernando Henrique fez oito anos (disso), Lula fez oito anos. Michel Temer fez.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BBC Brasil &#8211; E a possibilidade de novas eleições?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; Isso é um contragolpe de república de banana, imposto pela militância do marinismo, que não está dando corda de que ela vai ser eleita presidente da República se a eleição for antecipada. É uma coisa que não existe. Isso só poderia acontecer por emenda à Constituição.</p>
<p>E qualquer um do povo, qualquer prefeito, pela Constituição, pode arguir a inconstitucionalidade disso junto ao STF. Provavelmente não haverá outra alternativa senão declarar inconstitucional esta emenda.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BBC Brasil &#8211; Mas isso já está sendo discutido como uma possibilidade viável pelo TSE.</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; Isso é bobagem. A única chance de acontecer uma eleição é para a Presidência da República é se o Tribunal Superior Eleitoral cassar a chapa, declarar nulos os votos e ainda tudo acontecer neste ano.</p>
<p>Sendo que, à decisão do TSE, cabe recurso ao Supremo Tribunal Federal. Qualquer ministro que queira tomar vista desse procedimento pode fazê-lo sem prazo para devolver ao colegiado. O que quer dizer que, se isso não for consumado até o fim deste ano, as eleições acontecem de forma indireta pelo Congresso.</p>
<p>Ou seja, teremos, sem intermediários, Eduardo Cunha presidente da República. Por isso é importante a gente pressionar o governo para mudar de rumo. Persistir na regra, porque amanhã um desses da oposição vai para o governo.</p>
<p>O Brasil repete filmes velhos porque a democracia não está madura. Olhe nos arquivos, o Fernando Henrique Cardoso se elegeu mentindo para a população (em 1998). Ele toma posse do segundo mandato e desvaloriza o câmbio, a inflação vai a 12%. E aí, merda geral, Lula faz o pedido de impeachment. Quem recebeu o pedido foi Michel Temer! E eu aqui fora dizia: &#8220;isso é besteira&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BBC Brasil &#8211; O pedido de impeachment naquela época poderia ser considerado um golpe?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; Claro que era golpe! E eu ainda disse para o Lula pessoalmente: &#8220;Não faça isso, rapaz. Deixe de ser irresponsável. Amanhã um de nós vamos para Presidência da República, e esse pessoal vai inventar qualquer coisa. Vão derrubar a gente com mais facilidade&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BBC Brasil &#8211; Como ele respondeu ao seu apelo?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; Lula é um oportunista, sem nível. Naquela data, ainda tinha a desculpa de que não tinha vivência nenhuma. Mas eu já estava lá denunciando que interromper o governo que a gente não gosta&#8230; e eu tinha sido candidato duro contra o Fernando Henrique.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BBC Brasil &#8211; Como é a relação do PDT com o governo hoje, após saída do PMDB e as negociações em busca de apoio?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; Nós não queremos participar de mais nada, está muito claro para nós. Estamos no governo. Já lá trás, antes dessa crise, o (Carlos) Lupi foi comunicar a presidente de que nós provavelmente já teríamos candidato próprio em 2018. E que, portanto, sentíamos a necessidade de sair do governo. Ela fez um apelo grande para a gente ficar. Ainda ontem (quarta-feira), conversei com o Lupi e considero que temos que lutar pela questão da democracia.</p>
<p>Eu estou pelo valor superior da democracia, porque conheço a Dilma. Ela é uma senhora honrada, mas tem uma contradição original de ter herdado um governo mestiço feito pela frouxidão moral do Lula. Agora, nós do PDT, não participaremos dessa discussão, vamos votar disciplinadamente contra o impeachment, como posição do partido para preservar a democracia.</p>
<p>Carregamos a memória do trabalhismo brasileiro, da tragédia do Getúlio Vargas, do João Goulart. Isto posto, estou defendendo que a gente saia do governo. O ideal para nós é: ganhar a batalha pela democracia, preservar o mandato e comunicar à presidente que queremos sair. É uma ideia do Lupi com meu entusiástico apoio. E agora vamos validá-lo com os companheiros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BBC Brasil &#8211; Além do impeachment, há outros processos que ameaçam a estabilidade do governo&#8230;</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; Não vamos para a oposição. Apenas não gostamos desse governo e chega. Já pagamos o nosso preço. Tudo que puder ajudar vou continuar ajudando, mas não quero ter responsabilidade de defender o indefensável. Qual é a explicação para a taxa de juros a 14% no Brasil hoje?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BBC Brasil &#8211; O que achou do convite de Dilma a Lula no ministério da Casa Civil?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; É o maior erro político da minha já longa vida pública. Lula tem direito à presunção de inocência e eu o considero inocente até que alguém prove o contrário. Mas ele tem explicações a dar. Que história é essa do tríplex? Eu, como professor de Direito, não vejo crime, vejo imoralidade. Mas tem que explicar.</p>
<p>E aí quem está tomando a frente dessa investigação é um juiz visto como &#8220;severo&#8221;. Ainda que não seja, todo mundo vai dizer que (a nomeação) é para fugir de um juiz &#8220;severo&#8221; e se homiziar na república, com a presunção de que isso garantiria a ele a impunidade.</p>
<p>De passagem, acabou-se a autoridade da presidente da República. Chamar o ex para fazer o quê? O que ele vai fazer lá que ela não seria capaz de fazer? É uma confissão. E a sociedade não aceita a desconstituição da liderança que lhe deu.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BBC Brasil &#8211; Você chegou a conversar com ela sobre isso?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; Claro! Quando ela me chama, falo com toda franqueza. Disse &#8220;por favor, me interrompa se lhe incomodar, mas foi a pior ideia que já vi na minha vida&#8221;. Ela fala qualquer coisa. Solidariedade não é possível no espaço público.</p>
<p>Por exemplo, vamos montar uma força-tarefa para sequestrar o Lula se achar que ele vai ser preso arbitrariamente. Vamos sequestrá-lo e entregar para uma embaixada estrangeira. Qualquer coisa é possível, não pode é fazer o que foi feito.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BBC Brasil &#8211; Seu nome estaria sendo cotado por Lula, caso assumisse a Casa Civil, para o governo. Aceitaria o convite?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; Em nenhuma hipótese. Não só agora, já tinha dito com muito respeito à presidente: em nenhuma hipótese participo desse governo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BBC Brasil &#8211; Qual a sua relação com Lula? Em março, você apareceu em um vídeo dizendo que ele era um merda.</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; Na verdade, falei porque a menina disse que ele era um merda. Aí eu disse: é um merda, mas tem direito a se defender. Tiraram um pedacinho&#8230; Tenho hoje muita decepção com o Lula.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BBC Brasil &#8211; Vocês têm contato?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; Não. Me afastei há algum tempo. Já falei muitas vezes, o Lula virou Deus e se autorizou a fazer o que quisesse. Como se fosse realmente o Deus, ao qual todos os súditos só teriam que agradecer pelo privilégio de ele pisar na cabeça das pessoas. E começou a fazer bobagem&#8230;</p>
<p>Se um presidente da República quisesse ser corrupto, não é um tríplex cafona numa praia cafona que seria objeto da corrupção. Uma informação privilegiada que Fernando Henrique deu os bancos em 1999 custou US$ 16 bilhões ao país.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BBC Brasil &#8211; Esses equívocos de Lula vêm desde o primeiro mandato?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; No primeiro mandato ele resistiu. Zé Dirceu enchia o saco para fazer o acordo com o PDMB orgânico e eu nunca aceitei. Lula bancava, porque não queria. No segundo mandato já resolveu (aceitar) e eu não aceitei mais. Não tenho mais afinidade&#8230; acho que ele é grande responsável por essa tragédia que está se abatendo sobre o país.</p>
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<p><strong>BBC Brasil &#8211; Você foi alvo de um post do Facebook do Movimento Endireita Brasil, que ofereceu R$ 1 mil para que te hostilizassem em um restaurante de São Paulo. Como vê a polarização política no país?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; A polarização política é uma coisa boa para o país. Não é isso que está acontecendo. O que está acontecendo é que o fascismo saiu do armário. Ele estava na moita por conta da memória da ditadura. É irrelevante, mas saiu do armário.</p>
<p>A parte que faz esse tipo de coisa é minúscula. Evidente que o conservadorismo é mais amplo, mas violência física é uma minoria. Eles se autodenominam manifestantes e acham que podem ir na porta de um ministro do STF 1h30 da manhã gritar impropérios. Não pode, isto é crime. Eu, presidente da República, tinha pedido para a Polícia Federal abrir um inquérito e estava todo mundo presinho da silva.</p>
<p>Esses grupeiros expõem meu número pessoal. Mas é tudo frouxo. São todos fascistinhas, com problemas sérios de carinho em casa.</p>
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<p><strong>BBC Brasil &#8211; Você ainda está pensando em ser candidato em 2018?</strong></p>
<p>Ciro Gomes &#8211; Quando começou essa crise, estava num momento pessoal em que pensava se não era a hora de me dar uma vida privada. Pela primeira vez, aceito um emprego na iniciativa privada. Pela primeira vez, alguém paga um salário que acho que mereço e nunca recebi. E aí, enfim, estou bem, tranquilo, feliz. Tenho 58 anos.</p>
<p>Fiquei pensando nisso e tomei a decisão de vir para São Paulo, aceitar um emprego aqui. Às vezes vou para o trabalho a pé, não tenho carro. Ninguém tem nada a ver com a minha vida. E aí vem a confusão e o Lupi me procura. Acho que não posso me omitir. A questão básica é a seguinte: é uma honra muito grande servir ao país e se eu for (candidato), vou para fazer história.</p>
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		<title>&#8216;Los Angeles Times&#8217; expõe o absurdo: Presidenta idônea é julgada por corruptos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joildo Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 Apr 2016 15:09:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícia em destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Cunha]]></category>
		<category><![CDATA[impeachment]]></category>
		<category><![CDATA[Los Angeles Times]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8220;Os políticos que votam o impeachment da presidente do Brasil são mais acusados de corrupção que ela&#8221;. Este é o título de matéria publicada nesta segunda-feira (28) pelo jornal norte-americano Los Angeles Times, que expõe a contradição e o absurdo do atual cenário político brasileiro. O periódico dos Estados Unidos divulga um levantamento feito pela...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Os políticos que votam o impeachment da presidente do Brasil são mais acusados de corrupção que ela&#8221;. Este é o título de matéria publicada nesta segunda-feira (28) pelo jornal norte-americano Los Angeles Times, que expõe a contradição e o absurdo do atual cenário político brasileiro.</p>
<p>O periódico dos Estados Unidos divulga um levantamento feito pela ONG Transparência Brasil sobre os políticos que estão responsáveis por analisar o pedido de impeachment. A partir dos dados fornecidos, o jornal conclui: “A Comissão do Congresso que ajudará a decidir o destino de Dilma Rousseff tem seus próprios problemas jurídicos”. Dos 65 membros da Comissão do Impeachment, 37 enfrentam acusações de corrupção ou outros crimes graves.</p>
<p>&#8220;Cinco membros da comissão são acusados de lavagem de dinheiro, outros 6 de conspiração e 19 são investigados por irregularidades nas contas; 33 são acusados ou de corrupção ou de improbidade administrativa; ao todo, 37 membros foram acusados, alguns deles de crimes múltiplos&#8221;, afirma o jornal.</p>
<p>O texto mostra que a comissão, na verdade, é um espelho do próprio Congresso, já que dos 513 deputados brasileiros, 303 estão sendo investigados por graves crimes. E, no Senado, 49 dos 81 parlamentares estão na mesma situação. O Los Angeles Times acrescenta que os dados fornecidos pela ONG ainda não incluem as informações mais recentes da 26ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na semana passada.</p>
<p>“Dilma Rousseff, por outro lado, nunca foi formalmente investigada ou acusada de corrupção, embora seja extremamente impopular e considerada culpada pela recessão profunda em que o país se encontra&#8221;, afirma o jornal, lembrando que, para tirá-la do poder, os deputados se valem da acusação de que a presidenta teria feito manobras orçamentárias para melhorar as contas do país.</p>
<p>“O processo de cassação foi recentemente acelerado por Eduardo Cunha, presidenteda Câmara Baixa do Congresso, a Câmara dos Deputados. (&#8230;) Se o processo for adiante, Dilma terá muita companhia no sistema de jurídico do Brasil”, diz o jornal, citando alguns dos políticos que são a favor do impeachment, mas respondem por sérias acusações.</p>
<p>O primeiro mencionado pela publicação é o vice-presidente Michel Temer (PMDB), que assumiria em caso de derrubada de Dilma. &#8220;Michel Temer é suspeito, em investigações da Lava Jato, de estar envolvido em um esquema de compra ilegal de etanol&#8221;, diz o texto, em referência à delação do senador Delcídio do Amaral.</p>
<p>Em seguida, o periódico destaca que o senador tucano Aécio Neves, “que perdeu por pouco para Dilma Rousseff, em 2014, foi citado na planilha publicada semana passada [da Odebrecht]”, Além disso, o Los Angeles Times afirma que documentos obtidos durante as apurações indicariam que a família de Aécio manteria contas bancárias secretas em Liechtenstein, algo também mencionado por Delcídio.</p>
<p>O texto faz referência ainda ao fato de o ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf (PP), também ser membro da comissão do impeachment. O jornal publica que ele tem sido &#8220;procurado pela Interpol” e que “um tribunal de Paris recentemente o condenou à revelia por lavagem de dinheiro e crime organizado&#8221;.</p>
<p>“Isto significa que uma das pessoas ajudando a decidir o curso do impeachment aqui pode não ser capaz de deixar o Brasil, por medo de ser preso fora de suas fronteiras”, estampa o periódico.</p>
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